segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Resenha do Livro: O canto da coruja


Título : O Canto da Coruja
Autora: Michaelly Amorim
Editora: Sekhmet
Páginas: 141
Nota: 🌟🌟🌟
Suindara mora na floresta sozinha desde que seus pais morreram. A garota esconde da vila onde mora o segredo que pode causar sua morte: Suindara pode se transformar em coruja. ​ 
Para os moradores daquele pequeno reino, as corujas são malditas, pois, 
segundo a maldição que amedronta a todos, sempre que uma coruja pia uma pessoa morre. Por causa disso, eles caçam e matam todas as corujas que encontram. ​ 
Suindara sabe que se eles descobrirem que ela é a última coruja branca, sua vida pode chegar ao fim! O que ela ainda não sabe é que existe uma bruxa por trás da maldição e esta não vai descansar até ter a última coruja branca.


Esse é o primeiro livro publicado da nossa parceira Michaelly Amorim.
Recebi o livro autografado, com dedicatória da autora e mais alguns marcadores de coruja. Simplesmente maravilhosos.

Ainda tive a sorte de conseguir encaixar esse livro no meu desafio, como “nacional”.


No livro conhecemos Suindara. Ela havia perdido os pais há muito tempo e foi criada pelos tios, que também partiram. Vivendo na floresta, ela conhecia cada canto do lugar, e por passar tanto tempo lá, os animais que lá habitavam, também cativaram seu amor.

“ Chegou a tempo de salvar uma pequena raposa que estava presa pela calda que, por pouco, não foi arrancada de seu corpo pela armadilha.
Rapidamente desmontou a armadilha e pegou a pequena raposinha nos braços levando para sua casa. “Lá, tratou seu ferimento e a soltou de volta na natureza.”
 O Canto da Coruja - pág 10
Suindara andava pela floresta desarmando as armadilhas que os caçadores locais armavam, mas existia um Caçador em especial e ele estava por perto quando ela desarmou a primeira armadilha. 
Correndo para buscar seu jantar, qual foi a surpresa do Caçador quando descobriu que ela estava vazia. Pensando que alguém havia roubado seu jantar, ele corre para a próxima armadilha e para a seguinte, afim de pegar o ladrão, mas ao chegar na última armadilha ele não encontra o ladrão que procurava, e sim uma bela jovem de pela muito clara e cabelos tão loiros que quase chegam ao branco. 
O primeiro encontro dos protagonistas é bastante conturbado e depois de discutirem sobre os animais o Caçador tenta intimidar Suindara, mas isso não funciona porque ela tem um espírito selvagem, que só deixa o Caçador ainda mais enfeitiçado por ela. Já que ele está acostumado com as moças dá pequena aldeia se jogando aos seus pés e eventualmente em sua cama.  Deslumbrado por sua selvageria, o Caçador perde o controle e a beija.
“ – Não ouse colocar suas mãos nojentas em minha boca. – Ela se irritou novamente. Quem ele pensava que era?
- Como quiser, não te calarei com minhas mãos. Mas se der mais uma palavra, essa será a última que sairá de sua linda boquinha.- Eu não tenho me... – Ela começou a falar, mas foi interrompida por ele que, sorrindo satisfeito, a calou com um beijo.”
 O Canto da Coruja - pág 14

Suindara que nunca havia sido beijada, fica chocada demais para reagir, mas quando volta a si,  bate no Caçador, o deixando atordoado tempo o suficiente para que ela pudesse sair correndo.

No outro lado dá história, também temos a lenda da maldição das corujas, e sempre que uma coruja pia alguém morre e aquele é o ano dá maldição. Em noite de lua cheia, os aldeões saem caçando as corujas pela floresta. Mas Suindara não é apenas uma garota que vive na floresta. Ela também carrega um segredo. Ela faz parte de uma geração que se transforma em corujas brancas por causa de um feitiço que foi lançado muitos e muitos anos atrás.  Sabendo dá maldição, Suindara procura se manter o mais distante possível dos aldeões em noite de lua cheia  O que ela não espera era reencontrar um certo Caçador que andava pela floresta enquanto ela voava .

 Sabendo dá história dá maldição, o Caçador não hesita em puxar suas flechas e alvejar a coruja que sobrevoa o céu.  Uma de suas flechas acaba acertando em cheio a asa de Suindara, que cai ferida no chão.
Ao se aproximar, pronto para matar a coruja, o caçador percebe que sua faça não estava mais com ele,  ele a havia deixado na pequena cabana que encontrou na floresta. Cabana essa que ele descobriu ser o lar de Suindara. Então ele decide amarrar a coruja e a prende no topo de uma árvore para que nenhum predador pudesse  pegá-la enquanto ele retorna a cabana em busca de sua faca. Depois de voltar para a coruja, já com a faca na mão, ele descobre que sua presa desapareceu, mas deixou uma trilha  de pegadas humanas e um rastro de sangue.

Irritado com a perda de sua caça, ele segue a trilha e para sua surpresa invés de encontrar sua coruja branca, ele encontra a garota selvagem caída no chão e sem nenhuma peça de roupa. Ele percebe que além de inconsciente, Suindara também possui um ferimento exatamente onde a flecha havia atingido a coruja branca. Olhando para aquilo o caçador começa a questionar a própria sanidade.

Depois de  leva-la até a cabana e cuidar do ferimento de Suindara, o Caçador volta para aldeia porque tem um encontro marcado com a rainha, e faltar a um encontro desses, é desejar a morte certa. Depois de seu encontro com a rainha, o Caçador retorna até a pequena cabana, apenas para ver Suindara fugir com outro homem. Cego de raiva ele jura que irá caçá-la.




Ricardo, outro descendente dos Furgatas, vai apressado até a floresta, com esperança de resgatar uma das poucas corujas brancas que restaram. E ao meio de tudo isso, a maldição é entoada novamente.

“Uma canção e morte sobre sua cabeça entoará
O grito da coruja seu destino selará
A cada sete anos, doze gritos se seguirão
Uma chamada a cada lua servirá de marcação
Apenas com o fim do mal esse tormento cessará
Pois a morte com a morte se deve pagar
Ou depois de sete anos o sofrimento voltará”

O Caçador nem imagina que o tal homem misterioso que levou sua presa é do povo de Suindara, e também se transforma em coruja. Os dois partiram para aldeia onde existem outros como eles. E Suindara poderia assim, descobri mais sobre seu passado e suas origens e tentar parar o massacre das corujas.



A história do livro é muito criativa. Porque diferente das outras histórias que envolvem transformações, o dom de Suindara não é retratada como uma maldição, e sim um legado o qual ela carrega. Os personagens são bem desenvolvidos, mas confesso que espera um pouco mais de resistência dá parte dela. Ao meu ver, ela se entregou muito fácil ao Caçador.
O livro também tem uma pegada de fanfic, o que faz a leitura ser muito leve e em muitas partes divertida. 
Podemos ver uma dose de humor através da Avó de Suindara, querendo que a neta e Ricardo fiquem juntos.
Foi uma surpresa para mim, descobrir que as corujas não eram os únicos perseguidos e que o passado, presente e futuro dos personagens esta mais interligado do que eu podia imaginar. O final foi bastante digno e até inesperado, porque eu confesso que havia perdido as esperanças de que tudo ficasse bem.


Esse foi apenas o primeiro livro que li da autora e estou curiosa para ler outros. Talvez algum gênero diferente. 



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Disponível para compra aqui.

Mais um livro finalizado, vamos ao próximo....


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Resenha do livro: O Iluminado – Stephen King


 Começamos mais um ano e com ele, o desafio de 2018.  Serão 40 livros esse ano e eu só li 2! O que quer dizer que já estou atrasada, mas vamos lá.
As notas dos livros nesse desafio serão dadas de 0 a 5! 

Título: O Iluminado.
Autor: Stephen King
Editora: Ponto de leitura
Páginas: 581.
Nota: 🌟🌟🌟


A escrita do King é dividida em duas categorias de leitores. Os que amam e os que simplesmente odeiam.
Para minha sorte, sou da primeira turma e fiquei encantada com a escrita dele. Não estou dizendo que amei o livro. Acredito que exista algum melhor na enorme lista de suas criações. Mas ainda sim, já estou me planejando para ler outros livros do autor.
Comecei a ler “ O Iluminado!” em uma leitura compartilhada para o desafio que vou participar esse ano. Ele entrou na categoria “ Um livro que te assusta”. E realmente assustou. Nunca fui fã de nada que envolva terror. E confesso que foram algumas noites mal dormidas, mas acho que era mais por expectativa do que o próprio susto.
No livro, vemos a historia da família Torrance. Jack era um professor que gostava muito de beber e sofria com seus surtos de raiva. Devido a esses surtos, Jack perdeu seu emprego, fazendo a família passar por dificuldades.
“A hera de abril farfalhava na janela estreita da sala de Crommert, do aquecedor saía o ruído sonolento do vapor, não era uma fantasia. Era a realidade. Sua vida. Como pôde tê-la fodido tanto? “
                               O Iluminado – pág 55
Graças a ajuda de um velho amigo, Jack conseguiu uma entrevista de emprego para o cargo de zelador do badalado hotel Overlook. O gerente responsável é extremamente arrogante, mas sem ter outra opção, Jack se humilha diante dele para conseguir o emprego e assim, garantir o sustento da família e se tiver sorte, se livrar de seu bloqueio de escritor.
Então ele e a mulher, Wendy junto com o filho do casal, Danny, se mudam para o hotel. Danny é muito mais que um garotinho de cinco anos. Ele tem um dom que é chamado pelo livro de iluminação. Esse dom lhe causa premonições, alucinações e visões do futuro. Além de fazer com que o garoto possa ler o pensamento das pessoas a sua volta. Mesmo que não queira. 
“Saia e venha tomar seu remédio! Vou encontrá-lo! Vou encontrá-lo!”
                       O Iluminado – pág 78
Quando a família vai conhecer o hotel, conhece também Hallorannn. O cozinheiro do hotel. Ele e o pequeno Danny tem mais coisas em comum do que se pode imaginar. Afinal, Hallorann também é iluminado.
- Consegue ouvir o que sua mãe e seu pai estão pensando, Danny? – Hallorann o observava de perto.
- Na maioria das vezes, se eu quiser. Mas geralmente eu não tento. “
O tempo passa e a neve começa a ficar cada vez mais densa. Até que eles se vêem presos no hotel. Mas quem foi que disse que estão sozinhos? Hallorann e os outros funcionários já partiram, deixando apenas os Torrances para trás. Mas existe algo no hotel que deseja Danny mais do que qualquer coisa.
Com o passar das semanas, Wendy e  Danny encontram uma rotina dentro do hotel, enquanto Jack está cada vez mais obcecado pela história daquele prédio que exala magia e mistério.
Perdido em seus pensamentos e lembranças macabras, Jack vai se afundando e isolando cada vez mais, até que o hotel passa a usá-lo para conseguir o que realmente deseja. O pequeno Danny.
O grande e majestoso Overlook tem um passado bastante conturbado, cheio de escândalos e sangue. E alguns dos moradores que viveram lá por décadas, não estão dispostos a se mudar.
Possuído por seus próprios demônios interiores e lembranças de seu passado, Jack fica cada vez mais alucinado. Wendy está cada vez mais apavorada com os surtos do marido, mas não vai deixar que ele machuque seu filho. Nem que para isso, morra tentando protegê-lo.
“- Eles não vão deixar. Ele está vencido.
- Quem não vai deixar?
- As pessoas no hotel. – disse ele. Olhou-a então, e seus olhos não estavam indiferentes. Estavam penetrantes e apavorados. – E as... as coisas no hotel. Há todo tipo de coisas. O hotel está cheio de coisas.
- Você vê?
- Não quero ver. – respondeu baixinho. – Mas posso ouvir...”
                          O Iluminado – pág 429
O livro é enorme! Então foi estrategicamente dividido em cinco partes. Você consegue claramente ver a evolução da loucura do protagonista. Você se vê ali dentro e fica apreensivo, pensando em como vão escapar, porque você não sabe exatamente com o que está lidando.
Foi uma ótima leitura, mas quero ler outros livros do autor para comparar. O próximo livro do King que pretendo ler é It e logo depois, Misery. E vocês? Já leram algum do mestre do terror?

Esse foi o primeiro livro do desafio de 2018, então vamos para o próximo.