segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fic She Drives Me Crazy capitulo 13- Adiando o inevitável



—Bom dia.- Bella disse se espreguiçando.- Como você está? Não usou a máscara ontem à noite. - Bella disse e ele sorriu.

—Eu estou bem, mas acho que eu que devia fazer essa pergunta. Sente alguma dor? – Edward disse a puxando para mais perto e acariciando seu rosto.

—Não. Eu me sinto muito bem. - Ela disse se aninhando nele, mas fez uma cara de dor.

—Bella...

—Tudo bem, talvez esteja com um pouquinho de dor, mas vamos fazer de novo não é? - ela perguntou e ele riu. - Por que está rindo?

—Porque você não existe. Espera aqui. Vou pegar um analgésico pra você- Ele disse a beijando se levantando.

Depois de pegar o remédio Edward voltou para o quarto e se deitou com Bella em seu peito.

—Eu estive pensando em uma coisa.

—O que?- Bella perguntou enquanto ele acariciava seu cabelo.

—Eu acho que vou falar com meu pai.

—Com seu pai?- Bella perguntou tentando disfarçar o medo em sua voz.

—Sim. Sobre a fisioterapia. Uns meses antes de você chegar ele me procurou dizendo que eu deveria voltar a fazer. Acho que vai ser bom.

—Não que eu não esteja feliz em ouvir isso, mas... O que te fez mudar de ideia?- Bella disse enquanto fazia desenhos imaginários no peito de Edward.

—Você. Você me fez mudar de ideia sobre muitas coisas.

—E isso é uma coisa boa? Quer dizer, eu não quero que seja alguém que não é só porque acha que eu vou gostar mais de você. Eu amo você do jeito que você é.

—Eu sei disso, mas quem eu era quando você chegou, não era eu. Era uma casca minha. Você me trouxe de volta. - Ele disse voltando a beija- lá. - Além do mais. Quero contar para meu pai sobre nós.

—Quer?

—Claro. Você não?

—Não é isso. Eu só... Não sei o que ele pode pensar. Apesar de tudo, eu ainda sou sua assistente.

—Ele não é uma pessoa ruim. Ele só é bem fechado, e sei que me quer feliz. E você é grande parte dá minha felicidade

—Se você diz.

—Está bem. Tive uma ideia. - Edward disse se levantando com certa dificuldade e enrolando o lençol na cintura. Ele virou para Bella e lhe estendeu a mão

—Vem. – Ele a chamou.

—Pra onde? - Ela perguntou olhando para ele. O lençol ainda estava enrolado na cintura dele.

—Banho. - Ele disse como se fosse obvio.

—Certo... Pode ir, eu...

—Vamos Bella. Eu quero um banho com você. - Ele disse dando um sorriso torto. Com o passar das semanas ele havia percebido que isso mexia com ela, e agora sempre usava.

—Isso é golpe baixo.

—O mesmo vale para quando você morde o lábio.

—Eu sou a garota aqui. Eu posso fazer essas coisas. É adorável.

-Cada um joga com o que tem Swan.

—Eu não sei se estou sendo boa influencia para você Sr. Masen. - Ela disse sorrindo.

—Tem sido uma ótima influencia Srta Swan. Agora venha.- Ele disse estendendo a mão para ela mais uma vez . Ela revirou os olhos e se enrolou no lençol se levantando. - Com vergonha de alguma coisa?

—Não.

—Pois eu acho que está. Como pode ficar com vergonha depois do que fizemos ontem a noite?

—Eu não estou com vergonha. Eu só achei que, sabe...- Ela estava dizendo quando ele puxou o lençol e ela deu um gritinho o fazendo sorrir.

—Dois podem jogar esse jogo Masen. - Ela disse ignorando a própria nudez e puxando o lençol que o cobria. Ele olhou para baixo e cruzou os braços no peito enquanto sorria. Sua ereção era bem visível- Orgulhoso de si mesmo?- Bella perguntou

—Não. Mas você deveria, já que foi você que me deixou assim. - Ele disse e ela abandonou a timidez e revirando os olhos se aproximou dele.

—Vamos tomar esse banho. - Bella disse beijando seus lábios e caminhando até o banheiro dando a Edward uma bela visão de sua bunda.







—O que você quer de almoço? - Bella perguntou. Edward estava sentado na bancada da cozinha olhando para ela. Era domingo e ela queria cozinhar.

—Eu quero o que eu tive hoje de manhã- ele disse com um sorriso malicioso.

—Eu estou falando de comida Edward. - Ela disse corando.

—Tudo bem. Deixa eu pensar ... Sempre comemos o que eu quero, e você?O que você gostaria de almoçar?

—Que tal MC Donalds?

—Isso não é comida de verdade. - ele disse sorrindo

—Mas ainda sim é uma delícia.

—MC Donalds então.

—Ótimo. Tem um aqui perto. Eu dirijo.- Ela disse e ele a olhou. - Eu estou brincando. Vem. -Eles chegaram até a lanchonete e pediram.

—Eu achei que você fosse pedir seu peixe cru de novo quando perguntei o que queria almoçar.

—Acho que vou ter que encontrar outro restaurante de comida japonesa. Ou outro entregador. - Ele disse enquanto mordia seu lanche.

—Você ouviu. – Ela disse olhando para ele. E ele não levantou os olhos

—Talvez.- Ele disse dando de ombros.

—Talvez? O que você talvez tenha escutado?

—Talvez eu tenho escutado o que o entregador disse. E talvez eu tenho escutado o que você disse.

—Ele era um idiota.

—Eu sei. Mas ainda sim me deixou feliz ouvir você me defendendo. Mesmo eu sendo horrível com você.

—Tá. Chega disso.Hoje é um dia divertido.- Ela disse.- Aqui, você tem que provar.

—Por que você estava colocando suas batatas no sorvete?

—Porque é o jeito mais gostoso de comer.

—Que tal separados? Também é um ótimo jeito.

—É muito bom. Prova!

—Acho que não.

—Como sabe que não gosta se não experimentar?

—Engraçado você dizer isso, por que eu me lembro de alguém dizer que não precisa pular de um penhasco para saber que vai morrer. - ele disse com um sorriso presunçoso e ela revirou os olhos.

—Muito engraçado. Era um contexto diferente, e deveria ter um cláusula no meu contrato te proibindo de usar minhas palavras contra mim.

—Mas não tem.

—Mas devia ter. Vai. Uma só. -Ela disse mordendo o lábio.

—Viu. Você sempre faz isso.

—Você fez o mesmo de manhã com o banho. Uma só. Vai!!

—Está bem. -Ele disse e ela comemorou.

Ele pegou a batata com sorvete de baunilha e comeu. E a cara de nojo que ele fazia se transformou em surpresa.

—Viu...

—Como descobriu isso?

—Eu não lembro. Eu só sei que sempre como assim.

—É muito bom.- Ele disse comendo outra.

—Viu. É sempre bom você experimentar coisas novas

—Quer dizer que você vai experimentar a comida japonesa de novo?

—Não. - ela disse. - Eu disse que é bom experimentar coisas novas, não repetir experiências desastrosas, e eu estou ótima com a minha batata com sorvete, obrigada.- Ela disse comendo.

—Sempre uma resposta

—Obrigada Alice por isso.

—E por falar nela, quando vou conhecê-la ?- Ele disse e Bella o olhou.

—Você quer conhecê-la? -Ela perguntou surpresa.

—Claro.

—OK. Eu vou falar com ela. Eu falo com ela e te aviso.

—Tudo bem. Ah. Eu falei com meu pai. Ele disse que vai em casa mais tarde. Eu pensei que, talvez pudéssemos contar para ele.

—E se ele se zangar?

—Por que se zangaria?

—Eu não sei. Acho que estou nervosa. – Ela disse e o telefone de Edward tocou.

—Só um minuto.- Ele disse atendendo. Depois de alguns minutos ele desligou.

—Tudo bem?- Ela perguntou.

—Está. Era meu pai. Ele teve uma emergência no hospital e não vai poder ir em casa. Ele disse que vai remarcar. -Edward disse e Bella sentiu o alivio crescendo em seu peito. Ela precisava resolver esse assunto o mais rápido possível.-Você quer ir para casa agora? Eu posso te deixar lá e volto para casa de taxi.- Edward disse com a cara abatida.

—Na verdade, tive outra idéia. O que acha de conhecer meu apartamento?- Ela perguntou brincando com os dedos dele.

—Parece um bom plano para mim.- Ele disse voltando a sorrir.

Eles pegaram um taxi e Bella passou o endereço do apartamento.



—Eu tenho que te avisar.. Eu tenho mania de limpeza, mas Alice não, então sempre que eu saio ela meio que aproveita, e como eu não venho aqui desde sexta a noite, não tenho idéia de como vai estar.

—Bella.- Ele disse a fazendo se calar.- Tenho certeza de que vou gostar. Assim como eu gosto de tudo em você.

—Tudo é?- Ela perguntou o observando.

—Bem, talvez não suas habilidades no volante, mas quase tudo. - Ele provocou.

—Nunca vai deixar isso não é?

—Não mesmo. - Ele disse e ela abriu a porta e deu um grito com o que viu.

—Ai Meu Deus Alice!! No nosso sofá não!!

Fic She Drives Me Crazy capitulo 12 - Marcas do passado






Bella não trabalhava aos sábados, então Edward pediu que ela viesse apenas no final da tarde. Ele havia planejado algo especial para aquela noite.

—Edward?- Bella o chamou entrando na casa. – Edward?

—Olá.- Ele disse da porta da sala. Ele vestia um smoking e a observava atentamente.

—Uau.- Bella o olhou e o desejou com os olhos. Ela nunca havia sentido esse tipo de atração por ninguém.- Eu sabia que você era lindo, mas vestido assim...- Ela disse e ele sorriu.

—Que bom que gostou. Porque eu tenho uma surpresa para essa noite.

—Uma surpresa? E o que é?

—Qual seria a graça se eu contasse?

—Sem graça. Mas você podia ter avisado. Eu podia ter, sei lá, me vestido melhor.- Bella disse olhando para as próprias roupas.

—Aí você não poderia usar aquilo. – Ele disse apontando para um vestido que estava pendurado na sala.

—Tudo bem, agora eu sei que você não está brincando.

—Você disse que queria sair. Eu estive pensando nisso. Você passa a semana toda nessa casa. Merece alguma diversão.

—Edward, você não precisa...

—Não Bella. A razão pela qual eu não saio, são os olhares das pessoas sobre mim, mas eu percebi que não me importo mais. Contanto que estejamos juntos, não me importaria nem se me apontassem.

—Isso é ridículo. A única razão das pessoas olhares para você é que você é muito gostoso.- Ela disse e ele riu.

—Viu. Como alguém se importaria com olhares tendo alguém como você ao seu lado? Agora vá se vestir, ou vamos nos atrasar.

—Ele é lindo Edward, mas eu não posso...- Ela disse e ele a olhou confuso.

—Por que não?

—E se eu manchar ou rasgar?- Ela disse e ele riu.- Ei, não ria. Você sabe que é possível.

—Não se preocupe com isso Bella. É um presente.

—Não é não.

—Você sempre tem que ter a ultima palavra não é? Escute, eu já comprei, então, você pode escolher usa-lo ou deixar guardado, o caso é que, ele é seu de qualquer forma.

—Está bem. Mas não quero que você pense que está tudo bem ficar comprando coisas caras para mim. Não precisamos deixar nossas diferenças ainda maiores Ok?

—Então você pode gastar suas economias para me dar um celular, mas eu não posso te dar um vestido? Não parece muito justo.

—Não é para ser justo. É para ser assim e pronto.

—Já te disseram que você é muito teimosa?

—Eu digo isso para mim mesma todos os dias.- Ela provocou.

—Está bem. Agora vai.

—Eu posso dirigir?

—Não. Vamos de táxi. – Ele disse e ela revirou os olhos.

—Não custava tentar.

—Os sapatos estão no quarto.

—É claro que estão.- Bella disse subindo as escadas.

Meia hora depois Bella se olhou no espelho. Ela estava nervosa. O vestido cobria bem seu corpo. Ele batia na altura de seu joelho. Ela trançou o cabelo rapidamente e saiu do quarto. Ela estava descendo as escadas quando Edward se virou para olha-la a fazendo corar.

—Não tenho mais certeza se quero sair.

—Por que não? Eu aceitei o vestido.

—Exatamente. E você está deslumbrante nele. Não quero outros caras babando em você.

—Você é absurdo.- Ela disse sorrindo.

Edward chamou um taxi e eles foram até o teatro.

—Já veio aqui antes?- Bella perguntou enquanto Edward a guiava para seus lugares.

—Sim. Eu gostava de vir aqui quando era mais novo.

—Aqui é tão bonito.- Bella disse deslumbrada com a vista. O concerto durou duas horas e depois eles foram até um restaurante.

Os dois pediram e estavam conversando banalidades quando ele ouviu uma voz.

—Edward?- A voz disse e ele não se mexeu.

—Eu acho que é com você.- Bella disse olhando para a pessoa que o chamou.

—Acho que sim.- Ele disse suspirando e se virando. Do outro lado do restaurante Peter se levantou indo em sua direção.

—Eu não acredito. Edward Masen.

—Olá Peter.

—Quanto tempo não vejo você. Você está muito bem. Apesar de tudo não é?

—Sim Peter.

—Essa é Charlotte. Minha noiva.

—Oi. O Peter fala muito de você.

—Mesmo?- Ele perguntou ironicamente e Bella cutucou sua perna.

—É claro.-Ela disse docemente.

—É um prazer. Essa é minha namorada. Bella, Bella,esse é o Peter. Ele é músico também.

—Muito prazer.- Bella disse estendendo a mão.

—Bom, eu não quero incomodar. Nós já estávamos indo embora e eu vi você. Aqui. Meu celular. Me liga Edward. Vamos marcar de sair um dia desses.

—Quem sabe um dia.

—Foi um prazer Bella. – Peter disse docemente e Bella sorriu pegando o telefone que Edward mal havia olhado e eles saíram.

—O que foi?- Bella perguntou acariciando a mão dele que estava sobre a mesa.

—Nada.

—Por que ficou estranho depois que seu amigo saiu? Não gosta dele?

—Não é isso.- Ele disse suspirando. – Peter é um cara legal.

—Então qual o problema?

—O problema não é ele. São as coisas que ele me lembra. Os concertos que eu tocava, as grandes turnês que fazíamos. Eu estou sendo ranzinza, desculpe. Era para ser uma noite divertida.

—Ei, eu estou me divertindo. E e isso é importante para você. E eu acho que você toca muito bem.

—Não sei se acredito em você. Você não parece muito imparcial. – Ele disse sorrindo.

—O mesmo vale quando você diz que eu sou deslumbrante e essas coisas.

—Mas é verdade.

—Assim como quando eu digo que você toca bem, também é verdade.

—Poderíamos discutir isso a noite toda e não chegaríamos em um acordo.

—Poderíamos, mas eu prefiro fazer outras coisas a discutir com você.- Ela disse sorrindo e bebendo o vinho.

Eles terminaram o jantar e entraram no taxi.

—Você quer que eu te deixe na sua casa?- Ele perguntou enquanto ela se aninhava em seus braços no banco de trás do taxi.

—Eu queria passar a noite com você.- Ela disse levantando os olhos para ele, e ele sorriu.

—Seu desejo é um ordem.

Chegaram na casa e foram direto para o quarto e Edward ainda a admirava.

—Por que está me olhando assim?

—Assim como?

—Como se eu fosse a coisa mais bonita que você já viu.- Ela disse soltando o cabelo.

—Porque você provavelmente é.

—Não pode dizer coisas assim e não querer que eu me apaixone por você.

—Eu acho justo que você se apaixone, já que eu já estou.- Ele disse a puxando para perto dela a beijando. As mãos dela foram até os cabelos dele o puxando. Ela empurrou as roupas dele e desabotoando a camisa dele enquanto ele a empurrou delicadamente até a cama enquanto ele descia o zíper do vestido dela.

—Não, não. Espera.- Ela falou mais alto com um olhar aterrorizado.

—Desculpe Bella. Eu pensei... Tudo bem, nós não precisamos...

—Não. Não é isso. Mas tem uma coisa, que eu não te contei.

—O que é?- Edward perguntou preocupado.

—Lembra, que eu disse que meu pai não era uma boa pessoa? E que não queria falar sobre ele?

—Lembro.

—Existe um motivo para isso.- Ela disse abraçando o próprio corpo já com lagrimas nos olhos. Edward se aproximou lentamente e acariciou seu rosto.

—Fala comigo. – Ele pediu

—Quando eu era pequena, as coisas eram... Diferentes.

—Diferentes? Diferentes como?

—Meu pai sempre quis um menino, então quando veio uma menina ele... Digamos que ele não ficou muito feliz. Minha mãe morreu no parto. Éramos ele eu. Minha tia, a irmã da minha mãe, me visitava de tempos em tempos. Foi assim que eu passei os primeiros oito anos da minha vida. Me sentindo mal por ser uma garota. Ele cortava meu cabelo bem curto e todas as minhas roupas eram largas. Ainda sim, não era o bastante pra ele. Então ele me matriculou no clube de natação. Ele dizia que aprendeu muitas coisas sobre a vida no vestiário, e isso iria me ajudar. - Disse enjoada com as lembranças.

—Bella, não precisa....

—Tudo bem. Eu tenho que dizer, já faz muito tempo. O clube era apenas para meninos, mas como meu pai era o chefe de polícia da cidade abriram uma exceção para mim. Os meninos eram... Cruéis. Sempre mexiam comigo. Eu não tinha influências femininas, então não era confortável com meu corpo. Mesmo com oito anos. Eles nos obrigavam a tomar uma chuveirada antes de entrar na piscina e eu sempre usava camisa e um calção.

—Bella...

—Eles sempre me provocam por isso e eu os ignorava e isso funcionava. Até que não funcionou mais. Eu me lembro que estava tão cansada dos comentários e brincadeiras maldosas. Eu revidei. Eu precisava. Eu ofendi um dos meninos. Não me lembro do que foi. Isso foi o bastante para eles. - eu disse olhando para baixo. - eles arrancaram minhas roupas e ligaram o chuveiro. Era um... Chuveiro antigo. Se não regulássemos a água, ela nos queimava. Digamos que eles não tiveram essa preocupação. Eu tentei fugir, mas eles eram muitos. A água me desorientava e queimava meu corpo.

—Pare- Edward rugiu. Sentindo a dor que Bella sentia. A raiva fazia seu sangue ferver.

—Depois de um tempo eles me deixaram lá. Mesmo com a dor das queimaduras eu vesti minhas roupas e sai. Liguei para minha tia naquele mesmo dia e contei o que havia acontecido. Ela veio me buscar no dia seguinte. Ela havia me dado seu telefone uns meses atrás dizendo que eu podia ligar para ele se precisasse. Charlie estava fora de si. Ela entrou na justiça para requerer minha guarda. Ganhou facilmente. Não vejo meu pai desde então.

—Eu sinto muito que isso tenha acontecido com você.

—O motivo pelo qual estou te contando isso é que... Eu ainda tenho algumas marcas de queimadura pelo meu corpo. E quando você começou a abrir o zíper eu congelei, com medo do que você iria pensar. ...

—Achou que as marcas seriam um problema?

—Eu não sei. Elas estão por todos os lados, e algumas estão feias mesmo depois de tantos anos.

—Então quer dizer que você nunca...

—Não. Eu ainda não perdi meu cartão V, se é isso que está perguntando.

—E você quer? Ficar comigo?

—Eu quero. Muito, mas tenho medo do que vai pensar.

—Confia em mim?

—Mais do que em qualquer um.- Edward começou a beijar seu pescoço e abriu a lateral do vestido descendo a parte dos ombros enquanto Bella abria a calça dele. Quando sua calça estava no chão ele terminou de tirar o vestido dela lentamente. As marcas estavam lá. Algumas maiores e mais visíveis, mas a perfeição das curvas dela se sobre saía. Tudo o que ele via era o quão linda e perfeita ela era. Ele a encarou sem palavras, mas ao olhar em seus olhos viu que ela confundia seu olhar de adoração com de repulsa. Então ele segurou sua nuca e a beijou.

—Eu certamente não esperava por isso.- Ele disse entre os beijos.

—Eu entendo.Tudo bem sentir repulsa.- Ela disse deixando um soluço escapar.

—Repulsa? Bella, você é absolutamente de tirar o fôlego. Eu estou deslumbrado.

—Como? Por que?

—Por que? Porque você é absolutamente linda. Por dentro e por fora.- Edward disse voltando a beijá-la.

Depois de alguns beijos ela se mais segura e confiante, então colocou sua mão dentro da boxer dele, sentindo seu tamanho e a tirando logo em seguida. O que ela não esperava era que ele fosse tão... Grande. Bella cessou os beijos e olhou para seu comprimento por um instante.

—Você parece preocupada.

—Eu estou

—Eu vou fazer isso ser bom. – Ele se deitou sobre ela, mas mantendo seu peso em seus braços o quanto pode. Ficando entre suas pernas ele se lembrou do preservativo.- -Camisinha?

—Ei eu sou a virgem aqui, lembra?

—Bem, não é como seu eu tivesse usado uma nos últimos anos.- Ele disse ainda admirando seu corpo. -E o que fazemos agora?- Ele disse saindo de cima dela.

—Eu tomo pílula.

—Eu nunca fiz sem proteção e depois do divórcio fiz vários exames. Eu estou limpo, confia em mim?

—Com toda minha vida.- Ele sorriu.

—É tão linda. - Edward disse beijando seu pescoço e a empurrando levemente para trás. Bella sentiu suas costas encostarem na cama. Edward colocou suas mãos na cintura dela e continuou a beijar seu pescoço. As mãos e Bella estavam agarradas ao seu cabelo lhe dando leves puxões.- Eu não quero machucar você, mas isso pode doer.

—Confio em você.- Bella disse olhando em seus olhos e assentiu.- Eu amo você.- Bella disse acariciando o rosto de Edward que beijou sua mão.

—Eu também te amo. Não sabe o quanto te esperei. - Edward disse e voltou a beijá-la enquanto avançava. Ele ficou parado enquanto ela se acostumava com as sensações. Bella sentiu uma fisgada, como se algo se partisse. Ela abriu os olhos e encontrou o olhar de Edward preocupado.

—Tudo bem. Só fica parado um pouco.

—Já vai passar. Eu prometo que só vou me mexer quando você disser. - Ela respirou fundo e se mexeu um pouco testando o nível da dor e assistiu e ele começou a se mexer lentamente. As pernas de Bella se cruzaram em sua cintura o fazendo ir mais fundo. Ela estava tomada pelas sensações e tudo que conseguia fazer era gemer e se agarrar mais a ele. A perna de Edward começara a dar alguns espasmos de dor, mas ele não se importava. Se sentia bem com ela. Como se estivesse em casa pela primeira vez na vida. Seus movimentos ficaram mais rápidos e ele não conseguia mais manter o peso em seus membros. Bella estava perdida nas sensações, mas ela queria mais. Usando a força das pernas ela o prendeu e os girou na cama. Edward a olhou com uma mistura de surpresa e desejo que queimava em seus olhos.

Edward desceu um pouco as mãos e a ergueu a fazendo subir e descer cada vez mais rápido. Ele se sentou com ela ainda em seu colo, os dois gemendo cada vez mais alto e o suor de seus corpos se misturando.Seus seios estavam livres e balançavam cada vez mais em sincronia com as estocadas dele.Ela tombou a cabeça para trás lhe dando livre acesso ao seu pescoço e Edward voltou a beijar seu pescoço e foi descendo os beijos por sua clavícula e seus seios. As mãos deles estavam entrelaçadas e as penas de Bella enroscadas em sua cintura o apertando cada vez mais forte enquanto seu ápice se aproximava. Ele desceu os beijos pelo vale entre os seios de Bella a fazendo gemer seu nome ainda mais alto enquanto ela se movimentava e rebolava em seu membro. Bella gemia cada vez mais alto. Incapaz de se controlar.

—Edward...

—Sim Bella. Vem comigo... - Ele gemeu e ela se agarrou a ele com mais força enquanto sentia seu orgasmo a atingir tirando todas as forças que ela tinha.

Edward soltou uma de suas mãos e acariciou suas costas e se afastou um pouco a deitando do seu lado. Ele a olhou ela nunca esteve tão perfeita. Seus cabelos agora castanhos esparramados pelo travesseiro, suas bochechas coradas. Seus olhos estavam fechados. Ela só conseguia de concentrar nas sensações que sentia. A mão de Edward passeou pela lateral de seu corpo chegando até seu quadril e subindo novamente e ela sorriu.

Ele estava agarrado a ela com todas as suas forças e ela se remexeu um pouco e o o ouviu sussurrar.

—Não. Por favor não me deixe agora.- Ele devia estar sonhando e Bella acariciou seus cabelos e sussurrou de volta.

—Eu não vou. – Ele se mexeu novamente e abriu os olhos a admirando.

—Obrigado.

—Pelo que exatamente?- Ela perguntou confusa.

—Por ficar. Mesmo quando eu tente fazer você ir.

—Não existe outro lugar que eu gostaria de estar agora. – Ela disse enquanto brincava com o cabelo dele.

—Isso me assusta as vezes. As vezes eu penso que isso é um sonho, ou talvez signifique que você é muito teimosa ou então que gosta de alguém que estava quebrado.

—Você não estava quebrado. Só perdido. E precisava de mim.

—Eu ainda preciso

—Isso é bom. Porque não pretendo ir a lugar algum. – Ela disse e os dois pegaram no sono agarrados um ao outro.

Fic She Drives Me Crazy capitulo 11 - Você me assustou como o inferno



—Você nunca ficou calada tanto tempo. – Edward disse.

—Ta bem. Eu não sei o que dizer.

—Isso está me preocupando na verdade. Eu pensei que fossemos conversar. -Edward disse e Bella continuou olhando para a pizza muito concentrada.

—Por que eu? - Ela disse sem conseguir olhá-lo.

—Por que você? Você é linda, inteligente e absurdamente teimosa. Não desistiria de mim nem se eu tentasse. Eu entendo se você disser que não sente o mesmo e que eu estou confundido as coisas.

—Não. A questão não é essa. Não é mesmo.

—E qual é então?

—Qual é? Edward, eu não entendo. Você é... Bem, você. Não é que eu não me ache bonita ou algo assim, mas porra, olha pra você. Você poderia ter qualquer garota. Qualquer uma. Eu sou uma garota comum. Sou só eu.

—Você já devia saber que não tem nada de comum em você Bella.

—Primeiro, como você pode pensar que Emmett eu tínhamos alguma coisa?

—Você não pode me culpar por isso. Você sempre fala dele e tem sempre um brilho nos olhos quando fala. E é meio chocante saber que você não tem namorado.

—A maioria dos caras tende a fugir quando você fala o que pensa.

—Eu continuo aqui - ele disse timidamente.

—Você realmente não se importa com meu jeito não é?

—Não. Eu comecei a gostar dele. E você não se importa que eu seja um pouco rabugento.

—Algumas vezes, muito rabugento.- Bella disse.- Viu. Os caras não querem ouvir isso.

—Sorte sua que eu não sou como os outros caras.

—Então? Como ficamos?

—Eu não sei. O que você sente?

—Você é um cara legal.

—Um cara legal?- Ele perguntou erguendo a sobrancelha.

—É.- Ela disse com um sorriso brincando nos lábios.- Ei.Já que somos amigos, o que acha de amigos com beneficio?

—Agora eu sei que você está brincado

—Por que?

—Amigos com beneficio não tem compromisso. E eu não gosto nem um pouco da idéia de outros caras tocando em você.

—Alguem está com ciúmes.- Ela cantarolou.

—Agora você parece seu amigo Emmett.

—Sobre isso. O quanto você ouviu?

—Antes eu quero sua resposta.

—Eu respondo se você responder.

—Com você é sempre assim não é? Sempre tem um porem. Eu perguntei primeiro.

—Eu cresci com a Alice. Posso fazer isso o dia todo. Só vai ter minha resposta quando eu tiver a minha.

—Está bem. Eu ouvi sobre você me chamar de odiador de gatos, mas que você me acha um cara muito legal, mas a parte mais interessante é sobre seus sonhos. Agora pode falar.

—Está bem. Você é um cara muito legal e eu meio que passei a gostar de você, mas minha cabeça não processou muito bem e meus sonhos tem sido... Inadequados.

—Inadequados?

—Eu não vou contar, se é isso que você quer.

—Tudo bem. Então também não conto os meus.- Ele disse com um sorriso nos lábios.

—O que?- Ela perguntou chocada.

—Próxima pergunta.

—Próxima coisa nenhuma. Como assim, os seus?

—Só você pode ter sonhos?- Ele disse com um sorriso torto que a fez corar.- Eu conto se você contar.

—Não. Não mesmo. Próxima pergunta.

—Sua chata.

—Olha só. Aprendeu alguma coisa comigo.- Ela disse mostrando a língua e ele revirou os olhos.

—Está bem. Próxima pergunta. O que você diria se hipoteticamente eu te pedisse em namoro ?

—Eu diria que por mais tentadora que fosse a idéia, isso é bem rápido e alem disso eu sou sua assistente e isso não seria certo.

—Então esse é o problema? Por que eu me lembro de alguém falando que não trabalhava para mim, e sim para o meu pai.

—Olhando por esse lado.

—Então o problema seria só o tempo.

—Basicamente.

—E não os meus problemas?

—Francamente Edward, você acha que eu ligo para isso? Você anda com um pouco de dificuldade. Grande coisa. Mesmo que você tivesse três olhos e um mamilo na testa eu ainda gostaria de você.- Ela disse e ele começou a rir.- Alem disso, eu já disse. Essa cicatriz te da um ar sexy. Vamos fazer assim. Começamos isso, mas se não der certo, não quero perder nada que construímos até aqui está bem?

—Parece muito justo.

—Então se não der certo, nós continuamos amigos. Promete?

—Eu prometo.

—Ótimo, porque mesmo que você dissesse não, eu ainda ia querer beijar você.- Bella disse se aproximando dele e o beijando

Algumas semanas se passaram e Bella queria tirar Edward de casa, mas ele se recusava a sair com ela.

—Vamos... Vai ser divertido.

—Você disse isso da ultima vez.

—Podemos pegar um taxi. Eu só quero sair com meu namorado. Isso é errado?- Ela disse piscando os olhos para ele.

—Usar a palavra namorado e piscar esses olhos assim é jogo sujo. Você sabe que eu faço quase tudo que você pede quando fala assim

—Então vamos sair?

—Eu disse quase tudo. Então eu acho que não.

—Por favor...

—Não.

—Que tal um acordo?

—Um acordo?- Ele perguntou curioso.

—É. Uma volta. Podemos caminhar. Nada de carros, transito ou guaxinins. Eu espero.

—E o que eu ganho em troca?

—Alem do prazer da minha companhia?

—Isso eu tenho todos os dias. E aprecio muito a propósito.- Ele disse sorrindo.

—Quando você começou a ser tão fofo?- Ela perguntou e ele sorriu.- Ta. Eu fico uma semana sem fazer perguntas.

—Só uma semana?

—É o maximo que eu agüento.

—Você vai desistir se eu disser que não?

—Provavelmente não.

—Como consegue que eu faça tudo que você quer?

—Eu não consigo que você faça tudo que eu quero.

—Está bem.- Ele disse e ela gritou de alegria.- Uma volta. Apenas uma volta.

—A menos que você queira andar mais. - Ela disse sorrindo e ele revirou os olhos.

Eles já estavam quase no final da volta e Bella estava na frente.

—Você é muito lento.- Ela zombou.

—Eu não sei se você reparou, mas eu não costumo caminhar muito. Você tem as duas pernas em ótimo estado para caminhar e ainda sim você vive tropeçando por aí e eu não falo nada.

—Ei...

—Não é legal quando é mostram seus defeitos não é.

—Eu não disse por mal.- Ela disse baixando os olhos e Edward percebeu que havia a magoado.

—Eu sei que não. Desculpe.

—Vem. Já terminamos a volta. Estamos quase chegando na sua casa.- Bella disse o puxando pela mão.

Eles entraram na casa e Bella ainda estava quieta.

—Ei.- Edward disse a puxando e ela o olhou.- O que você tem?

—Nada.

—Você está chateada.- Ele afirmou.

—Não.

—Bella...

—Talvez um pouco. Quando eu disse que você era lento...

—Você não quis ofender, mas ainda sim me chateou, mas eu não tinha que ter sido grosso.Eu sei que você não faz por mal.- Ele disse e ela ainda não o olhava.- Olha, eu não queria ter dito aquilo, mas tente entender meu lado.

— Eu estou tentando.

—Eu não queria magoar você com o que eu disse. Talvez você tivesse razão quando disse que devíamos ir devagar.- Ela perguntou ainda sem olha-lo nos olhos.

—Você... Você está mudando de ideia? Sobre nós?- Ela perguntou ainda sem olha-lo nos olhos.

—Não! Estar com você tem sido a coisa mais certa em minha vida Bella, mas isso me assusta um pouco.

—Por que?- Ela perguntou olhando em seus olhos e podia ver dor neles.

—Porque a ultima vez que abri meu coração ela me deixou e se matou logo depois. E honestamente, eu nunca tive tanto medo que a história se repetisse.- Edward disse tentando disfarçar a falta de ar que estava sentindo.

—Você está bem?

—Estou.- Edward disse tentando respirar.

—Tem certeza?- Ela perguntou e ele não respondeu.- Edward?- Ela perguntou assustada.

—Não.

—O que você tem? – Ela perguntou enquanto ele tentava puxar o ar. O esforço físico da caminhada havia desencadeado uma crise respiratória.- Edward? Está me assustando.

—Car...Carlisle.

—Vou ligar para ele. – Bella disse o ajudando a sentar e pegando o celular. – Alo? Dr. Cullen? Aqui é a Bella.... Eu não sei, ele estava bem....- Bella disse falando com Carlisle ao telefone. – Eu não sei. Está bem. Edward, ele pediu para você mostrar o nível da crise.- Bella disse e Edward levantou seis dedos.- Ele levantou seis Carlisle, o que eu faço?- Bella perguntou assustada.- Gondola? Onde eu... Ta bem. Eu vou buscar.- Bella disse correndo para o andar de cima e ao entrar no quarto de Edward encontrou um pequeno carrinho ao lado da cama. Assim que o pegou ela o levou para baixo.- Carlisle, o que eu faço com isso? Regulagem?- Ela disse ainda ao telefone.- Está bem.- Ela entregou a mascara para Edward que começou a puxar o ar. Parecia estar funcionando.

—Edward?- Ela perguntou e ele assentiu. Ele parecia respirar de novo e ela se acalmou. Edward apontou para o andar de cima e Bella o ajudou a ir para o quarto. Assim que ele estava em sua cama tirou a mascara.- Não. Coloca de volta.

—Está tudo bem Bella. Eu estou bem.

—Você me assustou. Você não estava respirando.

—Eu estou bem agora. Só preciso ficar um tempo com a máscara. Você pode ligar para o meu pai e dizer que está tudo bem? Não quero que ele venha aqui.- Ele disse recolocando a mascara.

—Está bem. Eu deixei meu celular lá em baixo. Eu volto logo.- Ela disse e ele deu um sorriso fraco.

—Dr. Cullen? Sou eu.

—Olá Bella. Como meu filho está? Ele consegue respirar?- Ele perguntou preocupado.

—Sim, ele está bem agora.

—Isso é bom.- Ele disse aliviado.- Acha que eu preciso ir aí?

—Não. Ele disse que está bem. Eu não entendo. Ele estava bem. Disse que se sentia bem disposto.

—Já é a terceira crise nesses cinco anos.

—Eu devia ter percebido. Devia...

—Bella. Você não tinha como saber. Eu como médico não tenho. Essas crises simplesmente acontecem.

—Por que ele tem essas crises? Só fomos andar um pouco. O que ele tem exatamente?

—Depois do acidente, nós fizemos vários exames para saber até onde as seqüelas foram, e uma delas foi no pulmão. Ele tem um edema pulmonar. Quando ele recebeu alto do hospital ele precisava de um gondola respiratória, mas depois de algum meses ele simplesmente não precisou mais dela.

—Não precisou ou não quis mais?

—Um pouco dos dois. Edward é meu filho, mas é adulto. Eu não poderia obrigá-lo. Então ele não a usa o tempo todo. Apenas a noite.

—Eu nunca tinha visto até hoje.

—É claro que não. Ele mantém o equipamento muito bem escondido e só o coloca quando está no quarto. Não gosta que o vejam com ela.

—Mas isso é loucura. Se ele precisa da gondola para acabar com essas crises por que não usa,? Pelo que vão pensar dele? Isso é ridículo.

—Eu amo meu filho, mas ele não é muito sensato com alguns assuntos.

—E o que vai acontecer agora?- Bella perguntou.

—Contanto que ele descanse e use a mascara mais tempo o aparelho, ele ficará bem.

—Eu vou cuidar disso. Obrigada Dr. Cullen. Se acontecer alguma coisa eu volto a ligar.

—Obrigado Bella. – Ele disse e desligou. Bella voltou para o quarto e encontrou Edward sentado na cama com a máscara.

—Pode, por favor, não me olhar assim?- Ele disse olhando para ela.

—Assim como?

—Como se eu estivesse morrendo.

—O que você tem na cabeça? Se precisa dessa coisa por que não usa?

—Pelo jeito você já conversou com meu pai. E não precisa gritar como se eu fosse uma criança.- Ele disse fechando a cara.

— Não preciso gritar? – Ela disse irritada.- Eu te trato como uma criança quando você age como uma, e não faça essa cara. Por que não disse nada? Você me assustou como um inferno hoje.- Ela disse com lagrimas nos olhos.

—Ei... Não chora.- Ele pediu com culpa nos olhos por faze- la chorar.- Vem aqui.- Ele pediu estendendo a mão.

—Coloca a mascara. Você precisa dela.- Ela disse fungando.

—Preciso mais de você. Eu vou contar o porquê eu não disse nada. Vem aqui.- Ele pediu estendendo a mão e ela foi se sentar ao lado dele se aconchegando em seus braços.

—Eu meio que preciso disso.

—Eu percebi. E por que você não usa?- Ela perguntou baixinho.

—Porque eu não gosto de como as pessoas me olham quando eu uso. Como você estava me olhado quando entrou no quarto.

—Como eu estava olhando?

—É. Como se eu estivesse morrendo. Com pena.

—Eu não tenho pena de você Edward, eu fiquei assustada. Como você ficaria se eu não conseguisse respirar e você não pudesse fazer nada?- Ela disse o fazendo pensar.

—Eu não pensei por esse lado. Mas os olhares me incomodam.

—Mas você não precisa disso para respirar?

—Não exatamente. Ele deixa minha respiração mais leve. Mais fácil.

—Mais fácil?

—É como... Se você prender a respiração por muito tempo e soltar, você respira com dificuldade, certo?

—Acho que sim.

—É como se eu vivesse prendendo e soltando a respiração.

—Mas se você usar isso? Você respiraria normalmente?

—Sim. Mas eu ainda não gosto disso.

—Então prefere viver sem respirar direito pelo que os outros vão pensar?

—Não. Sim. Olha, é complicado. .

—É. Você é muito complicado. Mas eu ainda adoro isso. – Ela disse fungando e se aconchegando mais nele. -Eu gosto quando você sorri das minhas palhaçadas. Eu adoro como você consegue... Passar de rabugento pra fofo em menos de dois minutos. Eu adoro como você não liga para minhas perguntas, por mais constrangedoras que sejam ou como você se perde quando esta tocando piano. Como se você se encontrasse enquanto está sentado tocando... Eu amo... Você. - Bella disse e Edward a olhou. - Merda. Eu amo você.

—Bella...- Ele sussurrou, mas ela não conseguia olhá-lo.

—E pelo seu passado eu te conheço bem pra saber que vai precisar de tempo e eu não espero que diga nada agora e...

—Eu também te amo. -Edward disse fazendo Bella se calar.- Já está escurecendo. Você pode ficar?- Ele pediu.

—Posso.- Ela disse se aconchegando mais em seus braços.

Depois de algum tempo Edward adormeceu e Bella se levantou indo até a cozinha pegar um pouco de água. Quando voltou Edward ainda dormia. Ele parecia um anjo. Ela deitou ao seu lado mexendo em seus cabelos. Ela não sabia como isso acabaria, mas tinha uma certeza. Precisava falar com o Dr. Cullen e cancelar o acordo que eles haviam feito para que ela ficasse ali com ele. O mais rápido possível. Se Edward descobrisse, pensaria que ela estava com ele pelo dinheiro e ela sabia muito bem que não era isso. Ela o amava. Com cada fibra do seu ser, ela o amava, e por algum fenômeno da natureza, ele a amava também. Ela não estava disposta a colocar isso a perder. Por quantia nenhuma.

Fic She Drives Me Crazy capitulo 10- Odiador de gatos?















—Seu amiguinho vem amanhã?

—Meu amiguinho?- Ela perguntou erguendo a sobrancelha.

—É. O dá poltrona. Ele vem amanhã?

—Vem.

—Está bem. Eu vou deixaria um cheque para pagar. - Ele disse secamente.

—Tudo bem. Você está bem?- Bella perguntou preocupada.

—Ótimo. Nunca estive melhor. - Ele respondeu sarcástico.

—Eu fiz alguma coisa que te irritou hoje?

—Hoje? Hoje não, mais ainda são só quatro horas. Vamos ver até o final do dia

—Ta bem. - Ela disse ainda cismada. - Eu estarei na biblioteca. Qualquer coisa é só me chamar. Ou ligar. - Ela disse mostrando o celular dele na mesa.

—Ótimo.

Ela foi até a biblioteca e quando todos os livros estavam arrumados ela olhou para fora e viu um vulto passando. Ela olhou mais atentamente e viu que era um bicho. Ela não queria voltar até o escritório. Edward parecia aborrecido com alguma coisa, mas ela não sabia com o que exatamente. Ela pegou o telefone e ligou para o numero dele.

—O que você quer?

—Você tem alguma aversão a guaxinins?

—Você está brincando, não é?-Ele perguntou.

—Não. Tem um no jardim. Estou olhando para ele. Da janela é claro, mas estou olhando. Você acha que devo chamar um exterminador?

—Você conhece um exterminador?- Ele perguntou com a voz um pouco mais leve ainda sem acreditar nessa conversa.

—Eu não, mas o Emm sabe caçar. Ele poderia vir aqui.

—É claro que poderia. - Edward disse com a voz seca novamente e desligou. Bella olhou para o telefone sem entender nada e ligou de novo. Ela continuou tentando até que a porta da biblioteca se escancarou de uma vez.

—Deus...Você quase me matou do coração. – Ela disse pulando da cadeira.

—Eu não acho que tenho tanta sorte. Mas se você continuar me ligando eu posso pensar em fazer.

—Ei. Amigos lembra? Você disse que eu podia ligar.

—Não a cada maldita hora do dia. E com certeza não para falar de uma merda de um guaxinim no quintal.

—Eu li que guaxinins podem se tornar agressivos e...

—Deus...Você é completamente surtada. - Edward disse.

—Por que esta agindo assim? Eu pensei que estávamos bem.

—Eu não sei. Eu... Eu não dormi muito noite passada. Não queria gritar com você.

—Eu não estou zangada. Só quero entender qual o problema.

—Eu não sei qual o problema. E não gosto disso. Está quase na sua hora. Só me deixe um pouco sozinho. Eu quero tentar dormir um pouco.

Bella assentiu. Ela estava cansada e foi para o computador checar os e-mails. Edward havia sido convidado para um coquetel, mas precisaria confirmar sua presença porque era um evento muito requisitado. Ela foi até a cozinha e preparou um chá que sua tia havia ensinado. Era bom para dormir. Talvez ajudasse. Ela também precisava saber se ele gostaria de ir até o tal coquetel.

Bella pegou o celular e discou o número. Ele não estava atendendo o telefone, então ela seguiu o som do toque até a sala onde o encontrou sentado na poltrona olhando para o celular.

—Eu pensei ter dito para me deixar sozinho,

—E eu pensei que você tivesse entendido que não vai se livrar de mim. – Ela disse sorrindo e ele revirou os olhos.- Aqui. Eu fiz um chá para você.

—Um chá?

—É. Receita da minha tia. Ajuda a dormir.

—Obrigado. – Ele disse olhando para caneca.

—Vai me dizer qual o problema?

—Está tudo bem.

—Se estivesse, você não teria gritado pela ligação.

—Eu já disse. Eu estou cansado. Não dormi a noite.

—Eu sei, mas acho que tem mais coisa.

—Não tem. - Ele disse.

—Tudo bem, mas se quiser conversar, você tem meu número. - Ela disse mostrando o celular.

—Está bem. Boa noite Bella.

—Boa noite Edward.

—E obrigado. Pelo chá.

—Não por isso. - Ela disse sorrindo.

Foi uma noite mais tranqüila para Edward. O chá havia ajudado um pouco, mas os sonhos não o deixavam. Ele já havia perdido as contas de quantos sonhos tivera com ela. Com Bella. Mas ultimamente todos os sonhos terminavam da mesma maneia. Ela ficando com o tal amigo dela. Ela sempre falava dele e tinha um brilho nos olhos quando falava. Edward estava certo que o tal Emmett era namorado de Bella. E ele não poderia culpá-la. Por que ela o escolheria no lugar do outro. Esse tal Emmett parecia saber de tudo um pouco. E não tinha tantos problemas quanto ele tinha. Ele sabia que não tinha como competir. Bella só o via e sempre o veria como um amigo, e nada mais.

O novo dia veio e Bella chegou animada na casa. Tinha tido uma idéia e estava doida para contar para Edward.

—Edward? - Bella disse entrando na casa. Ela foi em direção ao corredor e ouviu um som. Música. Ela foi chegando cada vez mais perto e o som ficando mais alto. Ela encontrou Edward tocando piano. Ele estava de costas para a porta e não a ouviu chegar. Ela sabia que se fizesse algum barulho ele pararia de tocar, então ficou em silêncio. Quando ele terminou de tocar ela aplaudiu. .

—Uau. Você toca muito bem.

—Obrigado. - Ele disse corando.

—Ei. Você não se assustou quando e aplaudi.

—É porque eu sabia que você está aí desde que a música começou. - Ele disse se virando e olhando para ela e olhando para as roupas dela é desviando o olhar logo depois.

—Como sabia?

—Você tropeçou no batente da porta quando entrou.

—É. Algum problema?- Ela disse percebendo que ele desviou o olhar dela.

—Não.

—Então por que não está olhando para mim?- Ele não conseguia olhar para ela sem se lembrar de seus sonhos.

—Por nada. - Bella olhou para as próprias roupas e não viu nada de diferente. Ela usava uma regata branca de alça fina que era um pouco justa, mas fora isso nada estranho.–O que você planejou para o almoço?

—Eu pensei em pizza, o que acha?

—Está bom para mim. Tem um telefone na geladeira.

—Ah não. Mas assim não tem graça.

—É pizza. Não é para ter graça.

—Quis dizer que é muito mais divertido fazer a pizza do que comprar.

—Você? Vai fazer pizza? Por favor, não explora minha cozinha.

—Ei. Eu não sou tão ruim na cozinha.

—Você disse o mesmo sobre a direção semana passada e agora não sei se quero sair novamente.

—Tá legal. Talvez eu não seja um exemplo de motorista, grande coisa. Mas minha pizza é ótima.

—Está bem. Me chame quando ficar pronto. - Ele disse se virando para o piano novamente. .

—Na verdade... Eu queria saber se você quer me ajudar.- Ela disse mordendo o lábio.

—Eu?

—É. Sabe. Pensei que seria divertido.

—Eu acho que não.

—Ah, vamos lá. Vai ser divertido.

—Não. - Ele disse com um sorriso brincando nos lábios.

—Ta bem. Seu chato. Eu te chamo quando ficar pronto. - Ela disse revirando os olhos e Edward sorriu.

Bella foi para cozinha e começou a juntar os ingredientes. Ela ia usar umas das panelas maiores para cozinhar os ingredientes, mas ela estava no alto e haviam outras panelas em cima. Quando ela puxou tudo veio em cima dela e quando foi tentar se apoiar no balcão a panela d molho veio para cima dela e ela caiu sentada coberta de molho.

— Droga. - Ela disse e ouviu uma risada. - Não peludo! - Ela disse para o gato que veio tentar comer molho. - Se divertindo?- Ela perguntou ao ver Edward parado na porta.

—Não seria melhor prender o gato em algum lugar?

—Eu não pretendia derrubar, mas a panela estava muito alta.

—Você disse que não ia explodir minha cozinha.

— Muito engraçado. Será que pode me ajudar?- Ela disse estendendo a mão e ele a segurou, mas pisou no molho e caiu em cima dela que começou a rir.

—Desculpe. -Ele falou saindo de cima dela.

—Tudo bem. - Ela disse e ele olhou para sua blusa que estava levemente transparente pelo molho. -Ela se apoiou na bancada e o ajudou a se levantar também.

—Talvez seja melhor te ajudar.

—Ah é? E por que a mudança?

—Eu quero minha cozinha inteira e quero comer antes do anoitecer.

—Muito engraçado.

—Então? Por onde começamos?

—Eu ia cozinhar os ingredientes, mas talvez seja melhor eu ficar com a massa. Eu só vou limpar tudo aqui e podemos começar.

Depois de limpar, Edward começou a cozinhar os ingredientes e Bella a abrir a massa. O saco de farinha escapou das mãos dela e a farinha subiu.

—Eu já acabei de...- Edward disse se virando e ao vê-la coberta de farinha não segurou a risada.

—Isso. Ria da pessoa que se suja fácil.

—Como você conseguiu se sujar de farinha?

—Ei, eu sou um fenômeno da natureza.

—Acho que estou começando a perceber.

—Me passa o pano, por favor.

—Aqui.

—Obrigada. Você devia rir mais. Eu acho fofa essa covinha que aparece. - Ela disse terminando de se limpar e arregalando os olhos percebendo o que disse.

—Você tem me dado muitos motivos para isso.

—Eu tenho uma pergunta. - Ela disse.

—Estava demorando.

—Por que estava tão bravo ontem?

—Por nada. Na verdade, não sei o porquê.-Ele a olhou. Eu...- Edward se aproximou ainda mais dela.-Tem farinha aqui- Ele disse limpando os rosto dela é sentiu a mão formigar com o toque.

—Você tem olhos bonitos. - ela disse enquanto ele limpava a farinha do rosto dela.

—Os seus também não são ruins. - ele disse com um sorriso torto que deixava a cicatriz mais evidente e ela levou a mão até ela o fazendo se encolher sobre seu toque, mas ela manteve a mão ali. - Você realmente não se importa não é?

—Não, mas eu entendo. - Edward a olhou e se aproximou mais. Ele estava disposto a acabar com o espaço que os separavam quando a campainha tocou.

—É... É melhor eu atender. - Bella disse corando e indo até a porta.

A camisa dela ainda estava suja, mas não havia nada que ela pudesse fazer.

—Emm!! - ela disse quando um cara grande e forte a abraçou.

—Saudade de vocês Belinha .- Ele disse quando a abraçou a erguendo do chão. Ele olhou para trás e pode ver Edward olhando para os dois com uma carranca no rosto.

—Que bicho mordeu ele?- Emmett sussurrou no ouvido de Bella a fazendo virar.

—Emmett esse é o Edward, Edward esse é o Emm. Ele é o cara que eu disse que podia consertar sua poltrona.

—Ei.. Eu sei fazer muito mais do que isso. - Emmett disse balançando as sobrancelhas e Bella o empurrou de leve.

Edward olhava a interação dos dois com a cara cada vez mais fechada. Estava claro que havia algo entre os dois, mas ele ainda tinha vontade de terminar o que começaram na cozinha.

—Então? Dá para consertar? Ele perguntou impaciente depois de mostrar os estragos.

—Claro que dá. Eu sou muito bom. Vai ficar ótimo. É só não deixar o peludo chegar perto.

—Peludo?

—É, o gato. É como se chama não é? Bella me contou que escolheu esse nome. Eu amo aquela menina, mas ela tem um senso de humor estranho.

—E quando fica pronta?

—No começo dá semana que vem.

—Pode começar então. - Edward disse dando as costas. -Isabella vai lhe dar o cheque com o pagamento. - Ele disse saindo e indo para a biblioteca.

—Qual o problema dele Belinha? E o mais importante. O que foi que aconteceu? Parece que sacrificaram uma ovelha na sua camisa.

—Muito engraçado. Estávamos fazendo pizza e eu derrubei o molho. Eu não sei o que deu nele. Estava tudo bem até você chegar. Não sei o que aconteceu.

—Vai ver ele ficou com ciúmes- Emmett disse levantando as sobrancelhas sorridente.

—De que?

—De mim horas. Olha para esse corpinho Bella. É difícil uma garota resistir.

—Felizmente eu sou a minoria. E eu estou falando sério Emm. Deixa de palhaçada.

—Eu também Belinha. Pensa bem, você mesma disse que estava tudo bem antes dá minha chegada.

—Por que ele... - Bella ia dizendo mas parou para pensar em quando eles estavam na cozinha- Burra, burra, burra!

—Ei. Vai com calma aí. Qual o problema?

—Eu acho que ele ia me beijar. Que droga Emmett, ele estava progredindo e agora está se fechando de novo. Ele me chamou de Isabella.

—Se ele te conhecesse saberia que você odeia esse nome.

—Ele sabe.

—Ta com ciúmes, ta com ciúmes. – Emmett começou a cantar e dançar.

—Quer parar com essa dancinha?

—Eu só queria saber por que você ainda está aqui na minha frente.

—Porque eu tenho medo que você quebre alguma coisa se eu te deixar sozinho.

—Isso magoa - Ele disse com a mão no peito. - e não foi o que eu quis dizer. Quero saber por que agora que já constatamos que o odiador de gatos está com ciúmes, porque você não esta lá com ele realizando suas fantasias?

—Shiu!!- Bella disse colocando a mão na boca de Emm- Primeiro não o chame de odiador de gatos. Eu o chamava assim antes. Ele é um cara muito legal e não odeia o peludo, e em segundo lugar, que fantasias sei lunático?

—Você sabe que fala dormindo não sabe?- Emmett perguntou e ela arregalou o olhos.

—Oh não. Não. Não.

—Oh sim. Oh Edward. - Ele disse imitando a voz dela.

—Cala a boca. – Ela disse com uma mão tapando a boca dele e com a outra dando um tapa na cabeça dele.

—Eu contaria mais, mas o que eu ouvi chegar a ser impróprio para os ouvidos do peludo.

—Eu sabia que era uma má deixar você dormir lá em casa.

—Mas se não fosse isso, eu não saberia de muitas coisas. Como por exemplo, que você quer que ele...

—Já chega Emmett. Mais uma palavra e eu juro que vou fazer o peludo atacar você.

—Ta bem. Estraga prazeres. Então, o que você vai fazer?

—Eu não sei. Não sei. - ela disse colocando a mão nos olhos e Emmett afastou.

—É muito simples. Se joga Belinha.

—Isso não tem graça. Você não esta ajudando.

—Por que não?Vai por mim, se você não sabe o que fazer com um cara, só o beije. Eu diria para fazer mais coisas, mas é melhor ir com calma.

—Eu estou falando sério Emmett.

—Eu também. Você já viu um cara triste sendo beijado? Não!! Vai por mim, abre o jogo com ele, e se joga.

—Será?- ela perguntou ainda em dúvida.

—Claro. Vai com tudo garota. - Ele disse dando um tapa na bunda dela. .

—Você sabe que eu não sou a Rosalie não é?

—Claro que eu sei. A Rosalie é alta, loira, olhos azuis e não tropeça sempre que tem uma chance, mas eu ainda amo você. Não se preocupe.

—Você não tem jeito.- Ela disse sorrindo.

Bella estava indo em direção a biblioteca quando Emmett a chamou. E quando ela olhou ele estava imitando alguém se beijando e ela revirou os olhos

—Vê se cresce Emmett - ela disse abrindo porta, mas ao mesmo tempo Edward abriu e ela se desequilibrou caindo em cima dele e os dois foram para o chão. Ela mal teve tempo de registrar o impacto quando a boca dele procurou a dela.

Aquele beijo a pegou desprevenida, e de todas as coisas que ela imaginava que podiam acontecer quando entrasse na biblioteca isso não era uma delas. Ele usava calças de moletom, mas ela podia sentir sua ereção de baixo dela e não conseguiu evitar se esfregar nela o fazendo gemer.

Edward a apertou mais em seus braços com medo que ela escapasse. E os dois ficaram ali, deitados.

—Odiador de gatos? - ele perguntou com um sorriso nos lábios.

—Você ouviu... - ela disse sem conseguir desviar o olhar. .

—Uou Belinha. Quando eu disse para se jogar no cara, não quis dizer literalmente.- Emmett entrou na biblioteca dizendo e Bella estava corada.

—Você não tinha uma poltrona para arrumar Emmett?- Bella perguntou ainda sem graça.

—Tudo bem. Eu entendi. Eu sei quando não sou querido. Você podia levar o cara para o quarto pelo menos.

—Emmett McCarty!

—Saindo.- Ele disse saindo da sala e fechando a porta.

—Não liga pra ele. Ele tem tanto filtro quanto eu, mas eu sei a idade que eu tenho, ele não. E eu ainda estou em cima de você.- Ela disse ainda corada.

—Não tem ninguém reclamando aqui.- Edward disse sorrindo.

—Você me beijou.

—Beijei.

—Por quê?

—Eu achei que fosse meio obvio.

—Você.. Gosta de mim?

—Gosto.- Edward disse sem conseguir tirar o sorriso do rosto.

—Mas ontem...

—Eu menti. Disse que não sabia por que estava zangado. Mas eu sabia. Sei há algum tempo na verdade.

—E por que você estava zangado?

—Talvez, exista uma pequena chance de eu ter pensado que seu amigo e você fossem mais do que amigos.

—Bellinha e eu? Ew, ela é como uma irmã para mim cara.- Emmett disse de trás da porta.

—Emmett Deny McCart, se você não sair de trás dessa porta agora, eu juro que vou fazer o peludo deixar você igual aquela poltrona.- Bella gritou fazendo Edward rir.

—Eu só estava passando.- Emmett respondeu.

—Meu Deus, ele não tem jeito. Você realmente estava com ciúmes? Do Emmett?- Ela perguntou e Edward deu de ombros.

—Talvez.

—Emmett é como um irmão para mim. Nunca passou disso.

—Agora eu sei disso. Sua conversa com ele foi... Esclarecedora. - Ele disse com um sorriso presunçoso se formando.

—Sobre isso. O quanto você ouviu?- Bella perguntou sabendo que não gostaria da resposta.

—Eu ouvi a conversa toda.- Ele disse com um sorriso maior e ela cobriu os olhos.

—Esta bem. Eu acho que não consigo falar disso agora. - Bella disse se levantando e estendendo a mão para ele que aceitou se levantando.- Vem.

—Onde vamos?- Ele perguntou confuso.

—Terminar a pizza. Podemos conversar quando ela estiver pronta. Até lá eu já vou saber o que dizer.

—Mal posso esperar pra ouvir o que você tem a dizer.- Ele disse indo para a cozinha com ela. Eles teriam muito o que conversar.

domingo, 21 de maio de 2017

CAPÍTULO 06 - UM ORIGINAL

Vingança para o mal- 06: Jogo de sedução parte 02/02






—Você não precisa passar a noite sentada Mari. Pode dançar com alguém sabia?


— Você pediu para que eu te acompanhasse tio. Nada de dança.


—Eu sei, mas já que está aqui...


—Eu acho que posso fazer isso.- Mariana disse olhando pelo salão e encontrando os olhos de Lucas que a observavam por grande parte da noite. Ela sorriu em sua direção e mexer timidamente em seus cabelos fazendo com que ele se aproximasse.


—Eduardo... O que está achando da festa?- Lucas perguntou.


—Muito bonita Lucas.- Mari cutucou o tio por debaixo da mesa fazendo com que ele a apresentasse.- Já conhece minha sobrinha?


—Não pessoalmente, mas ouvi historias impressionantes.- Agente Mendes.- Lucas disse estendendo a mão.


—Eu não sou uma agente, então pode me chamar de Mari Alves.- Mariana se apresentou e Eduardo a olhou confuso pela troca de sobrenomes.


—Gostaria de dançar Srta Alves?


—Eu adoraria.- Mari disse estendendo sua mão e os dois foram para o meio da pista.


—Diga Srta. Alves...


—Mari.- Ela o corrigiu delicadamente.


—Mari. Por que não se tornou agente? As histórias que ouvi são impressionantes.


—As pessoas tendem a exagerar.


—Então o braço do agente Rodriguez?


—Ah não. Essa é verdade.- Ela disse e ele riu.


—Me fale de você. Ouvi dizer que mora com seu tio.


—O senhor ouviu muitas coisas Sr. Mendes.


—Lucas. Desculpe, eu não quis ser indiscreto.- Mari suspirou olhando para ele enquanto seguiam o ritmo da música.


—Sim, eu vivo com meu tio. Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu era pequena.


—Sinto muito.


—Tudo bem. Já faz muito tempo. Eduardo tem sido tudo que eu tenho desde então.


—De verdade. Sinto muito. Nem consigo imaginar onde eu estaria sem meus pais.


—O Sr. Marques pareceu muito orgulhoso da sua promoção hoje.


—Ele está. Ele sempre me apoiou em minha carreira. Essa noite é tanto dele quanto minha.


—Eu ouvi muito dele.- Mariana disse calmamente.- Infelizmente não tive o prazer de conhece-lo pessoalmente.


—Eu posso te apresentar se quiser.- Mari parou a dança e o olhou. Ele estava seguindo exatamente o caminho que ela queria.


—Tem certeza? Eu não quero ser inconveniente.


—Claro. Vamos.- Lucas disse e os dois caminharam em direção a Roberto.


—Lucas... Aproveitando a festa? E quem é esta linda jovem com você?


—Essa é Mariana Alves. Ela é sobrinha do Agente Alves.


—Ah sim. Eduardo é um dos melhores pelo que ouvi. Também é agente Mariana?


—Mari.- Essa disse sorrindo.- Não senhor. Eu não fiz a prova de ingresso Sr Marques, mas já ouvi falar muito no senhor. É um grande patrocinador da agência.


—Por favor, apenas Roberto. Espero que só tenha ouvido coisas boas.


—Algo do tipo.- Mari disse segurando sua bolsa com mais firmeza. Seria tão fácil sacar sua pistola de disparar.


—Espero que sim. Bem, se me dão licença, Ana está praticamente a noite toda tentando me arrastar para a pista de dança.


—Claro.Foi um prazer conhecê-lo Sr. Marques.


—Igualmente Mariana. Espero vê-la outras vezes.


—Eu também.- Mari disse sorrindo e Roberto se afastou.


—Tudo bem?- Lucas perguntou a observando.


—Sim. Eu... Eu preciso ir. Desculpe foi um prazer conhecê-lo e obrigada por me apresentar.- Mari disse se afastando.


—Espera... Onde você vai?


—Eu não me sinto muito bem, é só isso. Eu...- Ela disse cambaleando, mas antes que caísse os braços de Lucas a rodearam. Para quem olhasse de fora parecia que estavam dançando.


—Você quer que eu chame o Eduardo?


—Não. Não quero estragar a noite do meu tio. Eu vou pegar um táxi para casa. Tudo bem.- Ela disse se soltando delicadamente de seus braços.


—Não pode ir sozinha. Eu levo você.


—Eu não vou estragar a noite para você também Lucas. Mesmo, eu pego um táxi.


—Se eu a deixar sair sozinha sem ter a certeza de que ficará bem, e se alguma coisa acontecer, aí sim estragará minha noite. Eu insisto.


—Obrigada.- Ela disse olhando bem em seus olhos.- Eu só vou avisar meu tio que estou saindo. Não quero preocupa-lo. Eu não tenho o habito de beber, mas devo ter exagerado hoje.


—Acontece nas melhores famílias.


—Tio?


—Mari? Tudo bem?


—Na verdade estou indo para casa. Não estou me sentindo muito bem.


—Tudo bem, eu a levo.


—Não precisa. Lucas disse que levaria. Eu não quero atrapalhar sua noite. – Eduardo olhou para Lucas que estava bem ao seu lado.


—Mas se não se sente bem eu devia...


—Não, deve ter sido o champanhe. Eu não costumo beber tanto. Vou ficar bem.- Mari disse e Eduardo a encarou confuso. Mariana não havia bebido uma gota de Champanhe. Ela nunca bebia fora de casa.


—Tem certeza de que foi isso?- Eduardo disse lhe dando uma ultima chance de contar a verdade.


—Tenho sim.- Mari disse sem hesitar e quando viu que Eduardo a entregaria se despediu e saiu com Lucas antes que a verdade viesse a tona.


Chegando ao apartamento Lucas abriu a porta do carro para que Mari descesse e ela o olhou sorrindo. Ao chegar na porta do prédio ele a observava.


—Como se sente?- Ele perguntou realmente preocupado.


—Muito melhor. O ar fresco da noite me faz bem. Obrigada por me trazer e desculpe por... Sabe, te tirar da festa.


—Na verdade, você meio que me ajudou. Não gosto muito de ser o centro das atenções.


—Bem, nesse caso... Você gostaria de subir?- Mari perguntou timidamente.


—Tem certeza? Claro. Não conversamos muito na festa. Assim você não precisa ser o centro das atenções por mais um tempo. E para ser sincera minha cabeça está rodando um pouco ainda. Acho que nunca mais vou beber nada.


—Claro.- Ele disse e eles entraram no apartamento.


—Eu não vou te oferecer uma bebida porque não posso olhar para uma agora, mas que tal um café?


—Um café parece ótimo.


—Eu já volto então. O banheiro é ali,  pode ficar a vontade enquanto isso.-Mariana foi até a cozinha preparar o café. Era tentadora a idéia de batizar o café dele, mas ele não era seu alvo. Seu pai era. Lucas era só um meio para chegar ao fim que ela desejava. Um meio muito tentador e delicioso, mas ainda sim um meio. Ela estava voltando para a sala e viu que Lucas olhava para os livros.


—Eduardo tem uma bela coleção de livros aqui.- Lucas disse se virando. Ela mal tinha entrado na sala e ele percebeu sua presença. Ela não estava tentando ser silenciosa, mas ainda sim, era impressionante.


—Na verdade, eles são meus.


—Mesmo? Psicose, A Noite dos Mortos Vivos e Os Goonies também?


—São meus favoritos na verdade.


—Impressionante. É difícil encontrar uma garota com esses gostos literário.


—Bem, você vai descobrir que eu não sou como as garotas que você conhece. É difícil ser quando você cresce com alguém que te ensina a brigar e atirar.- Mari disse sorrindo.


—Estou começando a perceber isso. Então? Como foi crescer com seu tio.


—A parte boa? Na primeira vez que ele foi chamado na escola porque eu havia quebrado o nariz de um menino, eu não fiquei de castigo como uma criança normal teria ficado. Invés disso ele ficou impressionado por eu ter conseguido quebrar o nariz do garoto de primeira.- Mariana disse e Lucas riu.


—E o lado ruim?


—Digamos que em algumas horas uma garota precisa de outra.- Levou um minuto para ele entender o que ela queria dizer.- Tudo bem. Mas eu já falei muito de mim. Não sei nada sobre você.- Mari disse se sentando e Lucas se sentou ao seu lado.


—Vejamos. Eu sou o mais velho de três irmão. Tem a Lu que é a mais nova e também é a princesinha da casa.


—Quantos anos ela tem?


—Sete, mas manda mais na casa do que o Caio que tem 16.


—E você? Tem quantos? Não parece ter mais de 25 e já foi promovido para agente de campo. A maioria só consegue essa vaga depois dos 28.


—Tenho 22.


—22? Impressionante.


—E você? Quantos anos tem.


—Nada disso. Estamos falando de você.


—Que tal um jogo?


—Que tipo de jogo?


—Perguntas e respostas.


—Regras?


—Eu pergunto você responde, você pergunta e eu respondo. Intercalando.


—Interessante. E se eu não quiser responder?


—Então eu faço duas perguntas na próxima rodada.


—Gostei disso. Tudo bem.


—Vamos começar por algo simples. Quantos anos tem?


—21. Minha vez. Se não fosse agente seria...?


—Provavelmente empresário como meu pai. Vejamos... São só seu tio e você? Não tem mais ninguém?


—Foram duas perguntas. Da minha família sim. Somos só nós dois. A mulher que dançava com seu pai, você não parece muito com ela.


—Isso porque Ana não é minha mãe Biológica.


—Não é?- Mari perguntou realmente surpresa.


—Quem está fazendo duas perguntas agora? Minha vez.. Por que desistiu de ser agente?


—Eu vejo como é a vida do meu tio. O medo de pessoas ruins virem atrás de quem você ama. Eu consigo resolver esse problemas me mantendo fora de relacionamentos, mas não posso manter minha família longe. Meu tio é tudo que eu tenho. Não sei como seria se algo acontecesse. Tudo bem, minha vez. Você disse que Ana não é sua mãe, então...


—Está meio tarde. Eu acho melhor eu ir. Você se sente melhor? – Ele estava desviando o assunto. Havia alguma coisa ali.


—Sim. Muito melhor. Obrigada por me trazer em casa. De verdade.- Ela disse sorrindo e enrolando uma mecha de cabelo nos dedos deixando que ela caísse no seu rosto com o propósito que ele a afastasse e foi isso que ele fez.


—Eu... eu gostaria de te ver de novo Mari.- Ele disse se aproximando e ela permitiu que seus lábios somente tocasse levemente os dele e se afastou.


—Eu também.


—Eu já vou indo.


—Eu te levo até a porta.- Mariana disse se levantando.- Desculpe pela pergunta sobre sua mãe. Você pareceu desconfortável.- Ele suspirou encostando na porta.


—Minha mãe foi embora quando eu nasci. Quando ela descobriu que estava grávida quis... Acabar com o problema. Roberto a pagou para levar a gravidez até o final. Assim que eu nasci ela foi embora. Não tivemos noticias dela por muito tempo. Quando eu tinha quatro anos meu pai conheceu a Ana. Um tempo depois que Caio nasceu soubemos que minha mãe havia morrido. Parece que ela se envolveu com.. Pessoas erradas e não teve sorte.


—Sinto muito.


—Tudo bem. Eu não gosto muito de falar disso. Ana é minha mãe. Ela me criou. Meu pai a ama muito. Por ser uma boa esposa e uma ótima mãe para mim e meus irmãos. Eu já vou indo.

—Obrigada mais uma vez por ter me trazido em casa.


—Não por isso. Eu posso ligar para você?


—Claro.- Mari disse sorrindo.


—Ahn... Eu não tenho seu número.


—Tenho certeza que vai resolver isso.- Ela disse sorrindo e ele sorriu de volta.


—Vou tomar como um desafio.- Ele disse sorrindo.


—Boa noite Lucas.


—Boa noite Mari.- Ele disse e ela fechou a porta. Uma ótima noite ela diria. Já que havia descoberto tantas coisas interessantes e ainda conseguido que o filho de seu inimigo se interessasse por ela. Ela queria que Roberto pagasse, mas seria muito mais divertido tirar cada parte de suas família assim como ele tinha feito com ela.




CONTINUA...

Capítulo Anterior        

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Novas parcerias



Nova Parceira do Blog: Autora Michaelly Amorim

Depois de algumas conversas e trocas de e-mail,  O Cliterária acaba de fechar a primeira de muitas parcerias com autores. Vamos conhecer essa nova autora?


Michaelly Amorim


Michaelly amorim, é Cearense e estudante de enfermagem, gosta de tudo um pouco e já quis ser um pouco de tudo. É viciada em livros desde que se entende por gente. O amor pela leitura era tanto que transbordou e manchou o papel com palavras desengonçadas que acabou virando uma história. É escritora de fantasia, de romance de época e de pequenos contos de vários estilos. "





Título:O Canto da Coruja
Ano: 2017;

Páginas: 368;
Autor(a): Michaelly Amorim.

 Suindara mora na floresta sozinha desde que seus pais morreram. A garota esconde da vila onde mora o segredo que pode causar sua morte: Suindara pode se transformar em coruja. ​  
Para os moradores 
daquele pequeno reino, as corujas são malditas, pois, 
segundo a maldição que amedronta a 
todos, sempre que uma coruja pia uma pessoa morre. Por causa disso, eles caçam e matam todas as corujas que encontram. ​ 
Suindara sabe que se eles descobrirem que ela é a última coruja branca, sua vida pode chegar ao fim! O que ela ainda não sabe é que existe uma bruxa por trás da maldição e esta não vai descansar até ter a última coruja branca.


          Perfil no Facebook/ Página no Facebook/ Instagram







domingo, 14 de maio de 2017

CAPÍTULO 05 -UM ORIGINAL


Vingança para o mal-  05: Aquela cadela psicótica.





-Mari?- Eduardo a chamou enquanto terminava de arrumar a gravata.- Você vai ficar bem sozinha?


-Já disse que sim Tio.


-Eu não preciso sair...

-Tio, eu tenho 14 anos. Eu não vou dar uma festa ou algo assim enquanto você está fora, ok?

-Eu sei que não Mariana.

-Quando eu vou conhece-la?

-O que? Eu.. Eu vou encontrar um amigo...

-Tio, pra um investigador policial você mente muito mal.

-Eu não estou...

-E você mexe no cabelo toda vez que mente. Exatamente como está fazendo agora. Trejeitos são ruins pra alguém nessa área sabia?

-Está bem. Eu vou me encontrar com uma amiga.

-Eu a conheço? É alguém da agencia?

-Não. Ela é psicóloga. O nome dela é Miranda. O que acha se eu traze-la para almoçar aqui amanhã? Assim vocês se conhecem Oficialmente, porque eu sempre falo de você.

-Pode ser.

-Eu tenho que ir. Tente não colocar fogo na casa enquanto estou fora.

-Nada de promessas.- Mari disse olhando para seu livro.

-Eu falo sério...

-Eu estou brincando. Eu vou terminar aqui, treinar um pouco e dormir. Está bem?

-Ok. Até mais tarde.

-Até.



A noite foi longa. Mari passou a maior parte dela treinando até estar tão exausta que tudo que conseguiu fazer foi tomar um banho e cair na cama. A manhã veio e com ela o tal almoço. Mariana estava feliz que seu tio havia encontrado alguém, mas era estranho. Foram apenas eles por muito tempo, seria diferente alguém vivendo com eles.



-E você deve ser a famosa Mari.- Uma ruiva alta que vestia um terninho quadriculado disse sorrindo.

-Mariana. E tenho certeza que meu tio exagerou

-Duvido disso. Eu ouvi muito sobre você mocinha.

-O curioso é que eu não ouvi nada sobre você.

-Mari.- Eduardo a advertiu.

-Tudo bem querido. Eu entendo que essa situação seja nova para ela. Perder os pais em um acidente de carro tão trágico e ser criada pelo tio. É estranho ter uma figura feminina tão perto.

-Ei.Eu tenho uma. Mônica tem nos ajudado muito por esses anos.

-Mônica?- Miranda perguntou olhando para Eduardo, que olhou para Mariana claramente zangado.

-Ela é uma colega de trabalho. Existem alguns assuntos que eu não poderia ajudar Mari, e ela trabalha comigo desde que Mari veio morar comigo. - Eduardo justificou.



Miranda analisou Mariana que revidou o olhar. Ela pensou que tivesse encontrado um bom futuro marido, mas não contava com uma sobrinha petulante. Envolve-lo tinha sido fácil. Homens quando apaixonados só enxergam o que querem. A sobrinha seria um problema muito em breve se não resolvido logo.



-Eu vou ver como está o almoço. Por que não conversam um pouco?- Ele disse chegando perto de Mari.- Comporte-se por favor.

-Eu sempre me comporto.

-Então Mari...

-Mariana. - Ela corrigiu a mulher.

-Desculpe. Eduardo disse que você preferia o apelido.

-Os únicos que me chamam assim são as pessoas da minha família. Não é seu caso.

-Talvez por pouco tempo.- Miranda disse dando ombros. Percebendo que fazer o papel de boazinha não funcionaria decidiu ser mais direta.

-Ah eu duvido muito disso.

-Por que? Seu tio não tinha lhe falado de mim até ontem.

-Esse é um dos motivos. Meu tio não me esconde coisas. Não as importantes pelo menos.

-Eu poderia ser legal com você mocinha, mas já vi que isso não vai dar muito certo.

-Quer dizer que percebeu que eu não sou tão manipulável quanto meu tio? Que sorte a minha. Assim não tenho que ver seu teatrinho. Vamos ver quanto tempo dura.

-Acho que tempo o bastante até o casamento. Seu tio é um ótimo partido. Me surpreende que ele esteja solteiro.

-Eu sou muito boa em espantar golpistas. Você ficaria surpresa.

-E é por isso que logo depois do casamento você vai fazer uma pequena viagem.

-Viagem?

-Diga Mari... Você já conhece a Suíça? Ouvi dizer que os colégios de lá são os melhores.

-Você não se atreveria...

-Me tente mocinha. Eu tenho dado muito duro para uma fedelha tirar Eduardo de mim.

-O almoço esta pronto meninas.- Disse Eduardo entrando na sala e interrompendo a conversa..- Então? Do que falavam?

-Eu estava falando para Mari que talvez umas sessões de terapia fariam muito bem a ela. Com o trauma da perda dos pais.Pobrezinha.

-Eu conversei com ela varias vezes sobre isso Miranda. Talvez você consiga convencê-la.- Mari ainda estava chocada com as palavras que saiam da boca daquela oportunista. Ela precisava de ajuda. E rápido.



Assim que o almoço terminou Eduardo disse que queria passear com Miranda. Ela convidou Mari, que disse estar com dor de cabeça e preferia ficar em casa. Assim que os dois saíram ela correu para seu quarto pegando o telefone.



-Mari?

-Oi Nica. Eu to atrapalhando?

-Claro que não querida. Você nunca atrapalha. Algum problema? - Mônica perguntou preocupada.

-Na verdade tem sim... Um dos grandes.



Mari contou tudo sobre Miranda para Mônica, e ela disse que investigaria para tentar descobrir algum podre daquela megera. Como Mônica também era agente, foi muito fácil gramper o telefone dela, assim se ela falasse alguma das coisas que ela falou para Mari, seria pega.



-Eu acho que você devia conversar com Eduardo Mari. Ele não a trocaria por essa daí. Você é sobrinha dele, sabe que ele te escolheria em um piscar de olhos.

-Pode ser. Ele chegou Nica. Obrigada pela ajuda.

-Quando quiser garota.- Mari desligou e ouviu uma batida na porta.- Entra.

-Oi. Melhor?

-Um pouco.

-Podemos conversar?

-Claro.

-Então. O que achou da Miranda?- Mari retorceu o rosto pensando se devia abrir o jogo e decidiu jogar tudo no ventilador.

-Quer dizer a megera que quer me colocar em um colégio interno?- Ela disse tentando soar indiferente e ouviu Eduardo suspirar.- O que foi?

-Eu entendo que você tenha ciúmes, mas não tem motivos para isso Mari.

-Espera, eu oque?

-Eu entendo mesmo. Miranda é psicóloga, disse que você podia reagir assim. Só não pensei que você fosse inventar uma historia dessas. Você é sempre tão madura.

-Espera, você acha que eu estou inventando que aquela vaca...

-Olha a boca.- Eduardo rosnou.

-Ah claro. Que aquela doce e inocente vaca disse tudo isso, porque eu estou com ciúmes?

-Talvez seja melhor conversarmos outra hora Mariana.

-Não, não. É isso que você acha?

-Ela disse que é perfeitamente normal esse comportamento. E eu não sei o que pensar porque você não é assim.

-Puta merda.

-A boca Mariana.

-Não. Você me conhece desde que eu tinha seis anos. Essa piranha te agarrou tem seis meses e você vai dar ouvidos a ela?

-Mariana...

-Mariana coisa nenhuma.

-Já vi que não adianta conversar com você agora.- Ele disse se levantando.

-Ei, onde você vai. Eu ainda não terminei. Eu não acredito que você vai ouvir aquela megera e não eu que sou sua sobrinha.

-Já chega. Você está de castigo.

-Castigo? E desde quando você me deixa de castigo. Aposto que foi idéia dela.

-Não, não foi. Sou muito capaz de pensar sozinho.

-Olha, agora não parece isso não.

-Você está de castigo. Sem sair, sem telefone, sem treino.- Ele disse saindo e batendo a porta.



Então Mari esperou cerca de uma hora, apanhou sua mochila com algumas roupas, calçou suas botas e saiu pela janela usando a escada de incêndio do prédio. Estavam tentando tirar dela tudo que restara de sua família. Ela precisava de ajuda. Agora mais que nunca.



CONTINUA...
Capítulo Anterior        Próximo Capítulo

quinta-feira, 11 de maio de 2017

One- Shot: The World Upside Down





"É confuso, mas eu quero do meu jeito, meu jeito
Quando eu estou embriagada

Sou atirada, estou com meu licor, sinto a batida
Me seguro no chão, mas continuo girando e girando
Me coloque, querido, de volta sobre meus pés
Escondidos na multidão, vamos fazer amor sem fazer barulho"





Bella havia acabado de terminar um relacionamento, bem, na verdade ele havia terminado pelos dois quando foi pego transando com sua secretária. Jacob e ela namoravam há quatro anos. Ela pensava que ele seria o cara. O cara pelo qual ela se apaixonou na faculdade e que seria seu futuro marido, pais dos seus filhos. Mas aparentemente Jacob tinha uma idéia diferente.

Bella era modelo, mas ao mesmo tempo a garota certinha. Ela era aquela quem nas festas da faculdade, cuidava para que as amigas bêbadas chegassem em casa bem, ela nunca era a amiga bêbada. Mas hoje resolveu mudar isso. Depois de pegar Jacob com a secretaria, ligou para Rosie e foram para uma balada para dançar e beber. Beber muito. Rosie era sua amiga desde os tempos da faculdade.

—Eu não queria dizer isso Bells, mas eu avisei.

—Eu sei. Você tentou me avisar que ele não valia nada, mas eu fechei meus olhos. Podemos beber agora?

—Lugar legal esse. Não sabia que eles serviam aperitivos também. E então? O que você quer fazer agora?

—Honestamente? Tudo o que eu não fiz na faculdade. Encher a cara e dançar muito.

—Parece um ótimo plano para mim.

Elas foram em direção ao bar, Rosie pediu uma cerveja, e Bella uma tequila. Virando em um gole só e pedindo outra.

—Wou, olha só Bells, eu sei que você esta chateada, mas você nunca bebeu antes. Talvez devesse ir com calma.

—Não Rosie. Isso é gostoso. - Uma musica começou a tocar e Bella puxou Rosie pela mão. - Eu adoro essa música, vem!- E as duas foram para pista de dança. Bella começou a balançar o quadril no ritmo da musica e quando se deu conta Rosie não estava mais do seu lado. Ela estava com um cara grandalhão dançando bem colado. Rosie era rápida. Sem se importar continuou balançando e decidiu tentar um giro, mas se desequilibrou pela quantidade de bebida que havia tomado, mas antes de atingir o chão, ela foi segurada por braços fortes.

—Tudo bem?- O estranho misterioso perguntou.

—Eu... Estou ótima.- Bella disse de um jeito enrolado

—Acho que alguém passou da conta hoje.

—Eu nem cheguei a minha conta meu querido.- Bella disse olhando para o desconhecido. Um desconhecido absurdamente lindo. O que ela queria era saltar sobre ele. Ela poderia fazer isso não poderia? E se se arrependesse depois, era só culpar a bebida. Ele a ergueu a colocando de volta sobre seus pés.

—Vem comigo?- Ela não poderia negar nada a ele agora. Estava encantada com o homem misterioso e a bebida tirava todas as suas inibições. Ela faria o que tivesse vontade.

Edward a levou para o sofá da boate, que era uma área mais tranqüila.

—Meu nome é Edward Cullen. Muito prazer.

—O meu é Isabella, mas prefiro Bella. E acredite o prazer é todo meu.- Ela disse já sentando em seu colo. Delicadamente ele a afastou.

—Você não está em uma boa fase não é?

—Que ótimo. Nem um gato desconhecido quer sexo comigo. Meu ex deve ter razão em sair transando com outras mesmo e no que ele disse.

—E o que ele disse?

—Basicamente que eu sou frigida. E que sou incapaz de excitar um homem- Ela disse ainda meio enrolada pela bebida.

—Acredite Bella. Esse seria o ultimo dos adjetivou que eu poderia de lhe dar. E sobre a excitação, como pode ver.- Ele disse apontando para suas calças.- Não é bem verdade. Fiquei assim apenas por te ver dançando.

—Então por que me tirou do seu colo?

—Recebi uma criação diferente Mein Leben. Quando me interesso por uma mulher, me interesso por ela por inteiro.

—O que isso quer dizer.

—Isso o que?

— Mein Leben.

—É alemão. Como minha descendência. Muito boa pronuncia alias.

—E o que significa?

—Um dia eu lhe conto. - nem ele sabia porque havia chamado a linda morena por esse apelido. Esse era o apelido que seus familiares costumavam usar para se referir a sua pessoa amada. Como uma desconhecida que havia acabado de conhecer se tornará tão rápido sua Mein Leben?- Acho que você precisa colocar alguma comida aí dentro. Aqui.- Ele disse lhe oferecendo um canapé, e Bella rapidamente aceitou. Já sentia seu estomago revirando. Viu Rosie e o cara com quem ela estava dançando se aproximarem. Colocou um canapé na boca, mastigou e engoliu, mas pouco tempo depois se sentiu estranha. Como se o ar lhe faltasse.

—Bella?- Rosie perguntou se aproximando, já vendo que a amiga não passava bem.-Bella? Você está bem?- Bella apontou para a garganta e Emmett o grandalhão que estava com Rosie perguntou o que ela tinha.

—O que ela tem? Se engasgou?- Edward a olhou pensando a mesma coisa, mas sua face começou a ficar vermelha e ele começou a se desesperar. O que estava acontecendo com a garota?

—Bella?- Ele a chamou, e ela apontou para a bandeja de canapés. Rosie entendeu o recado e puxou a amiga pelo braço até o carro.

Rosie viu que Emmett e o homem que estava com Bella estavam bem atrás delas. Rosie destrancou o carro e pegou a injeção de epinefrina. Aos poucos a respiração de Bella foi normalizando e Rosie se acalmou e pode explicar aos rapazes o que havia acontecido.

—Ela comeu os canapés?- Rosie perguntou ao lindo homem de olhos verdes.

—Sim. Achei que faria bem, depois de ter bebido tanto. O que aconteceu? Por que ela ficou vermelha e não conseguia respirar?

—Ela é alérgica a camarão. E os canapés são todos feitos disso.- Edward arregalou os olhos em choque. O canapé que ele deu a garota havia causado toda aquela confusão, mas como ele poderia imaginar. Talvez ele devesse parar de deixar Emmett o arrastar para esses lugares, mas nesse caso, nunca teria conhecido Isabella. Sua Mein Leben.

—Sinto muito.

—Você não tinha como saber. O importante é que ela está bem. Vamos Bella. Vou chamar um táxi.

—Já vão?- Emmett perguntou.

—Sim. Eu preciso levá-la ao hospital. Para ter certeza de que a injeção vai continuar funcionando. Você tem meu numero.- Ela disse sorrindo.

—Eu levo vocês. - disse Edward.

—Não precisa se incomodar- Dessa vez foi Bella que disse.

—Não me incomoda. Tecnicamente foi minha culpa, o mínimo que posso fazer é levá-la ao hospital. E eu fui o único dos quatro que não bebeu nada.

—Vamos Rosie. Aceite.- Emmett disse.- Uma hora dessas vocês não vão conseguir um táxi tão rápido.

Rosie pareceu pensar e olhou para Bella que concordou. Edward Por algum motivo ficou feliz com isso. Ficaria mais tempo com a misteriosa garota que mexeu com seu coração. Poderia sair dali mais coisa que só uma amizade? Ele esperava que sim.

Chegando ao hospital Rosie preencher a ficha e Bella foi prontamente atendido.

—Olá Isabella.

—Bella.

—Bella. Eu sou a Dra Cullen.

—Cullen? - Esse não era o mesmo sobrenome de Edward? Bella pensou.

—Sim. Você conheceu meu filho Edward. - agora ela via as semelhanças. A mesma cor de cabelo. A mesma cor de olhos.

—Foi gentileza dele nos trazer. Não precisava.

—Pelo que ele me disse, ele lhe deu o canapé que lhe causou a alegria.

—Sim, mas ele não tinha como saber. Não precisava se incomodar em me trazer ao hospital. Eu pegaria um táxi.-. Bella disse enquanto Esme a examinava.

—Isso certamente o incomodaria muito mais do que trazê-la. Enquanto vocês estavam a caminho Edward deve ter pedido a Emmet que me mandasse uma mensagem, pedindo para que eu viesse até o hospital.

—Quer dizer que a senhora não estava de plantão?

—Não. Mas fico Feliz em ajudar.

—Não queria incomodar a senhora doutora.

—A única forma de me incomodar é me chamar de senhora de novo Bella. Me chame de Esme. Você está bem. Sua amiga lhe aplicou a injeção de epinefrina no tempo certo.

—Eu tenho um teste amanhã a tarde. Não terei problema não é?

—Eu não recomendaria esforços físicos pelo menos por essa semana. Que tipo de teste?

—Eu sou modelo. Tenho um teste importante amanhã.

—Ah nesse caso não haverá problemas. Pode fazer o teste sem preocupações. Já acabamos aqui. Pode ir para casa. Vou pedir ao meu filho para levá-la.

—Não precisa.

—Eu insisto.

Rosie quis ter certeza de que Bella estava bem, e quando ela garantiu que sim, Rosie decidiu estender um pouco mais a noite com Emmett. Os dois foram até um barzinho, já que Edward havia se oferecido para levar Bella para casa.

—É aqui?

—Sim, obrigada por me trazer. Eu lhe convidaria para entrar, mas está meio tarde...

—Sem problemas Mein Leben. Eu só queria ter certeza de que chegaria bem na sua casa.

—Não vai me dizer o que isso quer dizer?

—Em uma outra oportunidade talvez.

—Como sabe que haverá outra oportunidade?

—Talvez eu tenha pedido seu numero para Rosálie.- Ele disse sorrindo envergonhado.

—Bom... Isso me poupa o trabalho de escrevê-lo em um papel e te dar.- Ela lhe disse lhe dando um beijo na bochecha e entrando. E Edward ficou do lado de fora com a mão por alguns minutos onde ela havia o beijado. Parecia que uma corrente elétrica havia passado por ele. Acendendo tudo pelo caminho.

Edward foi para casa. Já era de madrugada e ele tinha uma reunião importante. Chegando em sua casa, tomou um banho frio. Seu corpo ainda estava quente com a agitação da noite, e com as lembranças da linda morena dançando na pista.

Vestiu apenas uma boxer, e caiu na cama. Depois do que pareceram horas se mexendo na cama, acabou caindo no sono. Havia sonhado com a linda morena. Ele a beijava e os dois sorriam. Diferente da maioria dos homens, e com certeza de seu melhor amigo Emmett, Edward havia recebido uma criação diferente. Se importava com as mulheres. Gostava de realizar aqueles pequenos gestos que para outros homens eram considerado brega ou perda de tempo. Ele era sem duvida um romântico incurável. Do tipo que gostava de cortejar, mandar flores, abrir as portas.

Ele tinha o telefone dela. Isabella. Um nome tão bonito quanto a dona, mas e se ela quisesse esquecer a noite passada. Ele queria chamá-la para sair. Um encontro de verdade. Sem camarões e sem visitas ao hospital dessa vez, mas estava nervoso. E isso era novidade para ele. Desde quando ele ficava nervoso com as mulheres? Mesmo sendo um romântico incurável, não era nenhum puritano. Vivia cercado de belas mulheres. Nunca havia traído suas namoradas, mas também nunca ficava muito tempo sem namorada. Também nunca havia levado ninguém a casa de seus pais. Eles eram antiquados. Edward queria apresentar a eles a mulher perfeita. Aquela que ele escolhera para ser sua esposa, a mãe de seus filhos. Quem sabe seus pais logo conheceriam essa mulher em breve. Pensando nisso decidiu ligar para a única pessoa que lhe dava bons conselhos nessa hora.

—Edward! Finalmente ligou. Você tem sido um irmão bem displicente ultimamente. Faz tempo que não saímos.

—Você agora é uma mulher casada Ali. Tem que passar mais tempo com seu marido.

—Ele não se importa que você saia conosco. Você que não tem aparecido.

—E segurar vela para vocês? Eu sendo mais velho que você, isso fica meio ridículo, então não obrigado.

—Isso não aconteceria se você arrumasse uma namorada séria.

—Na verdade. Eu liguei para falar sobre isso.

—Oh meu deus. Você conheceu alguém? Como ela é? Onde a conheceu? Desde quando?

—Ali. Respira. Noite passada. Ela me deu seu telefone.

—Já ligou?

—Não.

—Gostou dela?

—Muito.

—Então por que não ligou?

—É complicado. Não sei bem como agir nessa situação.

—Desde quando Edward Cullen se deixa intimidar por uma mulher?

—É que não tivemos o melhor dos começos.

—O que aconteceu?

—Não é uma coisa a qual eu queria falar pelo telefone.

—Tudo bem. Venha tomar um café comigo hoje? Por que não me encontra no estúdio? Só tenho que testar umas modelos para uma nova campanha e sou toda sua.

—Não acho uma boa ideia.

—Por que não?

—Por que sempre que vou aí suas modelos me cercam e se penduram em mim.

—Prometo que não deixo elas se aproximarem dessa vez. - Alice disse rindo. Edward era educado demais para ser grosseiro com uma garota. Mesmo quando ela merecesse. - Me encontre no estúdio.

—Tudo bem Ali.

—Até mais tarde então. Tchau.

—Tchau

Enquanto isso Bella se preparava para fazer o teste para modelo. A famosa estilista Marie Alice Hale faria os testes. Ela era uma estilista renomada e estava planejando um grande desfile, mas naquela tarde só estava procurando uma modelo para sua campanha. Mas Bella era ambiciosa. Sabia que se mostrasse seu talento, talvez conseguisse uma chance para algo maior.

Ela estava na sala esperando ser chamada. Não esperava ter uma concorrência tão grande. Ela se achava bonita é claro, mas as mulheres que estavam lá? Eram loiras, absurdamente magras e altas, muito altas. Bella com seu 1,77 se achava alta. Alguns homens se sentiam intimidados por mulheres altas, mas não o charmoso homem da noite passada. Ele conseguia ser ainda maior que Bella, ela lembrou de te pensado que ele devia ter quase dois metros de altura, mas não era aquele tipo alto esquisito. Ele era alto, mas seu corpo era muito bem distribuído pelo seu tamanho. Ombros largos, braços fortes

—Isabella Swan.- Ela ouviu seu nome ser chamado e foi caminhando até a sala, mas ao se aproximar ouviu uma voz conhecida. Ela bateu e a porta se abriu e a conversa parou quando o dono da voz aveludada parou a encarando.

—Bella?

—Sou eu. – Bella disse acenando.

—Se conhecem?- Alice perguntou

—Nos conhecemos ontem a noite.- Bella respondeu.

—Ela é a garota de quem eu falei Ali.

—A do camarão?

—Ah por favor.. Não me diga que você está me apresentando por ai como a garota do camarão.

—Não. Eu só contei para Ali. E não te chamei como garota do camarão. A anãzinha tem um senso de humor estranho.- Ele disse sorrindo.

—Ah... Certo.

—Então Bella...- Alice disse analisando a morena que tinha deixado seu irmão de quatro.- Você veio para o teste?

—Sim.

—Sou Alice. Sabe, eu estive testando varias garotas para a campanha, mas até agora não encontrei o que eu procuro. Eu quero uma garota que emane calor, simpatia e ao mesmo tempo... Eu quero uma garota real. Então eu pergunto você é essa garota real Bella?

—Eu olhei para as garotas lá de fora, mas elas não me intimidam. Confesso que estava nervosa por conhecer você. Sua reputação é admirável. Apesar de não ter muita certeza do que esse rapaz aí lhe disse ao meu respeito. - Ela disse apontando para Edward.- Mas eu sou muito mais do que a garota dos camarões. Sou modelo, e mesmo sendo nova na carreira, sou determinada e não tenho medo de desafios, e acho que me encaixo muito bem na sua campanha. – Alice olhou para Edward e ele sorriu.

—Acho que já ouvi o bastante.

—Mas...

—Encontrei a minha modelo para a campanha.

—Oh... Isso é ótimo. Obrigada. - Bella disse corando por ter sido tão defensiva.

—Ai meu deus Edward. Ela cora!! Onde você a encontrou?

—Alice!

—Tudo bem. Não importa. Os testes acabaram eu consegui minha modelo, mas aparentemente não vou ter meu irmão não é?- Ele sorriu envergonhado e negou com a cabeça. - Tudo bem. Divirtam-se, mas não até muito tarde, porque quero você aqui amanha de manhã Bella.- Alice deu um beijo no rosto de Edward e saiu para acertar alguns detalhes para a campanha, e dispensar as outras modelos.

—Oi..- Edward foi o primeiro a quebrar o silencio.

—Parece que estamos nos encontrando bastante.

—Eu não acho isso nada mau.- Ele disse sorrindo envergonhado.

—Quem será o próximo?- Bella perguntou.

—O próximo?

—Vejamos... Eu conheci seu melhor amigo na balada, sua mãe no hospital e agora sua irmã no teste.- Ela disse contando nos dedos.- Quem será o próximo?

—Que tal eu?

—Você?

—Sim. Em um jantar... Na sexta?

—Sem camarões?

—Não.- Ele riu.- Sem camarões. Tem minha palavra.

—Você tem meu número e sabe onde eu moro. Na sexta está ótimo para mim.

—Mas sabe... O teste acabou e... Eu estou livre agora, então... Não sei se você tem algum compromisso?

—Não.

—Que tal um café?

—Eu adoraria.

—Eu conheço um ótimo aqui perto.- Eles desceram até o estacionamento e antes que Bella abrisse a porta do carro Edward foi mais rápido e abriu para ela.

—Olha só... Um cavalheiro.- Ele sorriu e esperou ela se acomodar para que ele fosse para o lado do motorista. Chegando ao café ele fez o pedido. Ele queria conhecer mais a linda morena que havia tirado parte de seu juízo.

—Então Bella. Me fale um pouco sobre você.

—O que quer saber?

—Tudo.- Ele deu um sorriso torto e ela corou.- Quantos anos tem, de onde é, irmãos, pais, seus hobbie, livros favoritos, tipo de musica essas coisas

—A ficha completa então. Deixa eu ver... Tenho 23 anos. Filha única. Meu pai é de Forks, assim como eu. Minha mãe morreu quando eu tinha dois anos.

—Sinto muito. Ninguém deveria ficar sem mãe. Ainda mais uma criança tão pequena.

—Tudo bem.- Bella sorriu tentando confortá-lo. Era estranho, mas não queria vê-lo triste.- Já faz muito tempo. Sinto falta dela, mas não dói tanto. Onde eu estava... Ah sim, meu pai ainda mora em Forks. Ele não foi muito a favor da minha mudança para Los Angeles, mas eu fico tranqüila sabendo que ele não esta sozinho.

—Não está?

—Não. Há uns cinco anos ele se casou novamente. Sue, minha madrasta é ótima. E ela tem um filho que é um pouco mais novo que eu. Meu pai adora o Seth. O que mais... Gosto de fazer caminhadas. Em Forks tem alguns campos onde eu caminhava. Eu não tenho livros favoritos. Qualquer livro é meu favorito. Minha música favorita vive mudando. De acordo com meu humor. Eu escuto de rock clássico até musica clássica e outras coisa.

—E qual sua música favorita hoje?

—Do I Wanna Know, Arctic Monkeys. - Edward franziu a testa com o desconhecido.-Não conhece?

—Não.

—Quando chegarmos na minha casa eu te mostro. E quanto a você? Fale um pouco de você.

—Tenho 37 anos...

—37? Sério? Não parece. Não mesmo.

—Obrigado.- Ele sorriu.- Eu nasci aqui em Los Angeles mesmo. Minha mãe é daqui e meu pai é Alemão. Os dois moram aqui na cidade. Você já conheceu Alice, minha irmã gêmea.

—Gêmea? Isso é legal. Quem é o mais velho?

—Eu, mas ela sempre gostou de dar ordens.- Edward disse sorrindo. Apesar de sua irmã ser uma mandona, ele a amava.- Eu acho que não tenho hobbies. Trabalho na empresa de arquitetura do meu pai. Gosto mais de literatura clássica, mas confesso que tenho um fraco pelos livros da Anne Rice.- Bella ergueu as sobrancelhas com a informação. Ela sabia como eram alguns livros da Rice.- Gosto muito de musica clássica.

—E o que um amante de musica clássica fazia em uma balada ontem?

—Emmett. Meu amigo. Disse que eu precisava me divertir. Mas apesar de tudo, fico feliz em ter aceitado ir.

—E por quê?

—Porque se eu não tivesse ido, talvez não teria encontrado você.- Ele deu um sorriso torto e ela corou.

—Sobre... Bem.... Sobre ontem... Eu queria dizer que aquilo que eu disse e fiz.... Bem...

—Tudo bem. Não precisa se explicar.

—Preciso. Eu... Eu estava em um dia bem ruim e normalmente não sou...

—Bella.- Ele segurou suas mãos que estavam na mesa e olhou em seus olhos enquanto sentia uma agradável corrente elétrica percorrer seu corpo. E pelo olhar dela para suas mãos entrelaçadas ela sentia a mesma coisa.- Não precisa explicar nada. Eu vejo que você não é assim. Só estava tendo um dia muito ruim, eu nunca me aproveitaria de uma situação como essa.

—Então fico feliz em ter encontrado você e não um idiota o qual eu teria passado a noite e me arrependido.- Ela disse sorrindo.

Algumas semanas se passaram e Edward e Bella decidiram começar um namoro. Mesmo com a diferença de idade, isso não foi um problema para eles. Edward queria apresentá-la a seus pais, oficialmente. Mesmo não morando mais com eles há muito tempo, ele queria levá-la e apresentá-la como sua namorada e quem sabe futura esposa e mãe de seus filhos depois de um tempo. Quando contou a Bella, ela queria conhecer os sogros, mas tinha medo de que não gostassem dela. Esme como médica foi muito atenciosa e simpática, mas agora ela era sua sogra.

—E se não gostarem de mim?

—Não seja absurda. Minha mãe já a conhece, e ela te adora.

—Mas seu pai não.- Bella disse mordendo os lábios.

—Pare com isso.- Edward disse lhe dando um beijo.- Ele vai adorar você. Já ficou feliz só de saber que eu vou te apresentar.

—Você não apresenta suas namoradas?

—Não. Você será a primeira que vou levar em casa.

—Isso ajuda muito.- Ela disse sarcástica, visivelmente nervosa.

—Vai se sair bem.

—Estou nervosa.

—Não tem o porquê disso. Venha.- Ele disse a conduzindo para dentro.

—Que casa bonita.

—Minha mãe que escolheu cada item. Ela gosta de decoração. É seu hobbie quando não está de plantão.

—E seu pai?

—Atualmente ele é presidente da construtora Cullen, mas logo irá se aposentar.

—E você será o presidente?

—A idéia é essa. Me formei em arquitetura quando tinha 25 anos. Alguns projetos que a construtora patrocinou fui eu que criei, mas sempre informalmente. Nunca me envolvi muito com a empresa.

—E por que a mudança?

—Porque meu pai me comunicou sua decisão de se aposentar há dois anos, e disse que queria passar a presidência para alguém de confiança. Então fizemos um acordo.

—Que tipo de acordo?

—Eu me envolveria mais com os assuntos da empresa para ver se me interessava, sendo esse o caso, eu assumiria a presidência quando chegasse a hora. Mas eu só faria isso se ele aceitasse colocar na presidência alguém que eu escolhesse, caso eu não me adaptasse. Eu sabia quem seria sua segunda opção para o cargo. E não gostava nem um pouco disso.

—Quem seria sua opção?- Bella perguntou curiosa.

—Jasper. O marido de Alice. Ele tem se esforçado e se mostrado um funcionário brilhante desde que entrou na empresa. Meu pai nunca foi muita com a cara dele, ainda mais depois de começar a namorar Alice, que sempre foi sua princesa. Eu sabia que se meu pai não me colocasse na presidência, colocaria Aro, e ele sim, seria uma péssima escolha. Ele afundaria a empresa em alguns anos, então caso eu não me adaptasse, garanti que meu pai colocaria Jasper na presidência.

— Mas não será necessário?

—Não. Eu acabei gostando muito do que eu faço, e minha primeira ordem como presidente será destituir Aro, e colocar Jasper no lugar de vice presidente.

—Ele é realmente tão ruim?

—Ele quer me ver pelas costas desde que descobriu sobre o acordo com meu pai. Não quero pessoas que não são de minha total confiança trabalhando ao meu redor. Mas chega desse assunto Mein Leben, venha. Vou lhe mostrar a casa.

—Algum dia vai me explicar o que isso significa?

—Algum dia.- Ele disse sorrindo e foi lhe mostrar a casa.

—Quantas fotografias.

—Meu pai as tirou. Depois de se aposentar acredito que ele se dedique mais a isso.

—Ainda não acredito como sua mãe é linda.

—Isso é bondade sua querida.- Esme disse.

—Olá mãe.

—Olá querido. Como vai Bella?

—Muito bem. E a senhora?

—Já pedi para me chamar de Esme. Como foi o teste aquele dia? Eu diria revelador não é?

—Foi uma surpresa descobrir que a estilista que estava procurando as modelos, era na verdade irmã do Edward.

—Se você tivesse me dito quem era a estilista, eu mesma teria lhe contado que Alice é minha filha.

—Uau, essa foto é linda, dava pra você ser modelo também Esme. Mas pra minha sorte, você não é. A concorrência iria ser bem maior.

—Não seja absurda querida. Eu já fui muito bonita, mas isso já faz muito anos.

—Pois para mim você ainda é a mulher mais bonita do mundo Mein Leben.- Bella ficou surpresa pelo homem, que devia ser pai de Edward, chamar Esme da mesma maneira que Edward a chamava. – Olá, eu sou Carlisle.- Ele disse estendendo a mão para Bella.

—Muito prazer. Me chamo Bella.

—Eu lhe garanto Bella, que o prazer é todo nosso. Edward nunca trouxe suas namoradas para conhecermos, o que me faz pensar que você pegou meu filho de jeito.

—Pai.- Edward o advertiu.

—Eu disse alguma mentira?

—Fico feliz por ser a primeira então.

—Venha Mein Leben, vou lhe mostrar o resto da casa.-Edward disse e dessa vez, foi a vez de Esme e Carlisle se entre olharem. Eles sabiam o que aquilo queria dizer. E se tinham alguma duvida, ela acabara ali. Edward a amava. E até quem sabe logo se casaria com ela, por que caso contrario ele não a chamaria daquela maneira. Ele sabia o que significava, o quanto significava.

Edward a levou até seu antigo quarto. Bella estava de costas para ele. Edward se aproximou colocando suas mãos na cintura e começou a beijar seu pescoço. Sua mão se infiltrando lentamente na blusa de Bella.

—Edward?

—Sim Mein Leben?

—Não vamos fazer isso aqui.

—Isso o que?- Perguntou se fazendo de inocente.- Isso...- Ele disse apertando levemente sua cintura com uma mão enquanto a outra se infiltrava na saia que Bella usava

—Edward!- Ele ouviu sua mãe o chamar . Rapidamente tirou suas mãos e foi até a porta. E pode ouvir Bella rindo.

—Ah vocês estão aqui. O almoço está pronto.- Bella passou por ele, mas antes ele sussurrou em seu ouvido.- Mais tarde você não me escapa Mein Leben. Esme já tinha descido então Bella pode responder.

—Como se eu fosse louca de tentar.- Edward sorriu e foi atrás dela.

Eles almoçaram e passaram a tarde com os pais de Edward. Ao se despedirem Carlisle pareceu ter adorado Bella e insistiu para que viessem mais vezes. Chegando na casa de Bella, Edward mostrou que não estava brincando mais cedo. Agarrou Bella a prensando contra a porta. Sua boca foi até seu pescoço enquanto as mãos de Bella estavam enterradas em seu cabelo dando leves puxões. Ela tirou as mãos do cabelo dele e começou a desabotoar a camisa de Edward enquanto ele abria os botões da de Bella. Depois de se livrar da camisa, as mãos dela foram para o cinto de Edward. Ele empurrou sua saia para baixa tirando-a do seu caminho. Bella saltou sobre ele enroscando suas pernas na cintura dele. Edward caminhou até o quarto e ao chegar lá, Bella desceu de seu colo e o empurrou para a cama. Edward terminou de tirar a calça e a boxer e deitou-se enquanto via Bella tirar o resto de roupa que cobria seu corpo. Completamente nua, Bella subiu na cama.

Edward a ajudou a se posicionar. Ele ficou deitado enquanto ela se ergueu e se sentou devagar enquanto guiava seu membro para dentro dela. Ela se sentou de costas para ele enquanto ele segurava sua bunda e a ajudava a se movimentar.

—Edward...

—Sim Mein Leben Sim...

—Tão bom...

—Você esta me esmagando amor.

—Edward... eu preciso... preciso que me toque....

—Sim Mein Leben

—Cadê sua mão? Eu preciso dela... Deus..- Bella gemeu.- Cadê Edward?

—Toda sua querida.- Edward disse levando sua mão até a intimidade de Bella e esfregando seu clitóris como ele sabia que ela adorava. Como só ele sabia fazer. Bella era completamente obcecada por mãos. Pelas mãos dele. Sobretudo pelas mãos dele no corpo dela.

Não demorou muito para que os dois chegassem ao ápice e caíssem exaustos para começar outra vez.

O grande dia chegou. Alice havia preparado um grande desfile de inverno para o lançamento da sua coleção de casacos. Tudo estava pronto, mas a modelo principal agora seria Bella, e não Ângela. Alice ainda tinha que comunicá-la, mas sabia que a moça não aceitaria numa boa.

—Sinto muito Ângela. Bella será nossa modelo principal nesse desfile.

—Você só a escolheu porque ela namora o gato do seu irmão. Eu sou a melhor Alice.

—Está insinuando que eu sou parcial?

—Eu não achei que fosse, mas aparentemente é. Ou não escolheria aquela coisinha ao invés de mim.

—Sabe Ângela. Eu pensei em colocá-la para desfilar depois de Bella. Ou até em colocá-la como modelo principal no desfile de Milão do mês que vem.

—Jura?- Ela disse abrindo um grande sorriso.

—Claro. Mas aparentemente você acha que meu julgamento não é bom. Então não devo estar certa sobre colocá-la nessa posição.

—Mas...

—Não se preocupe. Tenho uma posição muito melhor para você.

—Jura? E qual é Lice?

—A do olho da rua. Você está demitida Ângela. - o sorriso de Ângela morreu imediatamente dando lugar a um olhar incrédulo. - ninguém critica meu julgamento e minhas decisões e continua trabalhando para mim Ângela. Ninguém. - Alice disse lhe dando as costas.

—Você não pode fazer isso comigo!!

—Não só posso como já fiz. Agora queira se retira. Ou será que preciso chamar a segurança?

—Lice, por favor.

—É Alice. Não somos amigas Ângela. Agora queira se retirar.

—Não e não.

—Segurança!!!- Sam e Paul vieram em sua direção prontos para levar Ângela de lá.

—Eu conheço o caminho. Você irá se arrepender disso Alice. Guarde minhas palavras. - Ângela gritou antes de sair pela porta.

Edward estava a caminho de uma reunião. Hoje seria o desfile onde Bella seria mais uma vez a modelo principal, mas diferente de todos os outros, dessa vez Edward não poderia prestigiar sua namorada.

—Alô?

—,Bella? Oi amor. Como está seu dia?

—Uma loucura para falar a verdade amor. Alice está uma pilha de nervos. A que horas você chega ?

—É sobre isso que eu queria falar.Marcaram uma reunião e eu não irei conseguir assistir você hoje Bella.

—Mas você nunca perde um desfile.

—Eu sei amor. Eu sinto muito. Eu realmente não posso cancelar essa reunião. É um novo fornecedor. Veio de outro país exclusivamente para se encontrar comigo.

—Tudo bem amor. Eu entendo. É trabalho. - ela disse com um ar tristonho.

—Ei... Eu prometo te compensar. Que tal irmos jantar naquele restaurante japonês ?

—Mas você odeia comida japonesa.

—Eu sei. Mas você ama. O que acha?

—Tudo bem. Eu te ligo quando o desfile acabar e sua irmã me liberar.

—Ótimo. Até mais tarde então. Eu amo você.

—Eu também amo você. Até mais tarde. - Bella disse se despedindo

—Que carinha é essa Bella?- Perguntou Alice.

—Edward não vem.

—Mas ele nunca perde um desfile seu. Adora exibir você depois para os fotógrafos.

—Eu sei, mas parece que ele vai se encontrar com um fornecedor que veio de outro país só para encontrá-lo. Inadiável.

—Ele pode ver todas as fotos depois. O lugar está cheio de fotógrafos e jornalistas. Vai ser um sucesso.

—Tem certeza de que foi uma boa ideia isso do desfile ao ar livre?

—Eu quis aproveitar que hoje é dia do fotógrafo, e que maneira melhor de mostrar que nossos casacos de pele são os melhores? Todos os convidados já ganharam os seus. E estão esperando o desfile começar. Vamos, vamos.

—E Ângela?

—Você a conhece Bella. Começou a se descabelar e dizer que eu escolhi você porque é namorada do meu irmão.

—A maioria das modelos pensa isso.Eu sei que sou ótima no que eu faço.

—Isso é porque sua beleza e charme são naturais. Enquanto que os delas são todos feitos em laboratórios. - Alice disse divertida.

—Você não existe Alice.

—Eu falo sério Bella. Sabe o que essas meninas fariam para ter um corpo, cabelo e até mesmo à pele igual a sua? Elas venderiam a própria mãe por isso.

—Com tanto que Ângela não crie problemas, sei que o desfile será um sucesso.

Alice subiu ao palco para iniciar o desfile.

-Boa noite a todos. Sejam muito bem vindos a mais um desfile do Cullen Hale style. Hoje irei apresentar o desfile sozinha, pois minha sócia e amiga Rosalie que está sentada logo ali. - Alice apontou para a cadeira na primeira fila onde Rosalie estava. Mesmo com seu casaco de pelo, Rosalie exibia sua barriga de 7 meses de gestação. –Não pode fazer esforço. Espero que aprecie nosso desfile Rosie. Todos vocês receberam um de nossos casacos da nova coleção. Que maneira Melhor de mostrar o quão quente e elegante eles são, do que vocês mesmos provarem? Hoje nossa modelo principal será a linda Isabella Swan. Aproveitem o desfile. - Alice disse e todos aplaudiram.

O desfile começou, mas assim que Alice anunciou a entrada de Bella, Ângela entrou em ação.

Rosalie viu Ângela jogar água na passarela, rapidamente se transformou em uma camada fina de gelo. Ela correu para avisar Alice, que foi rapidamente em direção a Bella, mas era tarde. Bella já ia em direção a passarela. Alice tentou chamá-la, mas Bella era muito profissional. Um vez que pisava na passarela, não olhava Para mais nada. Ela caminhou graciosamente pela passarela, e quando se aproximou do local onde o gelo havia se formado, Ângela abriu um grande sorriso. Bella escorregou e caiu em cima da própria perna.

Ahh. - ela gemia, certamente pela dor que estava sentindo.

Em alguns minutos a ambulância chegou ao local e levou Bella até o hospital. Alice ligou para sua mãe pedindo para que fosse para lá e pudesse atender Bella. Agora vinha a parte difícil, ela teria que ligar para Edward e explicar o que havia acontecido, mas antes de qualquer coisa preferiu saber mais sobre o estado de Bella.

Ela foi atendida rapidamente e agora estava no quarto de hospital esperando que lhe dessem alta. Alice estava contado que havia visto Ângela jogar a água na passarela. Ela também havia ligado para Edward, que após ouvir as palavras Bella e hospital, desligou o telefone e saiu em direção ao hospital.

—Eu não acredito que Ângela tenha feito isso.

—Por sorte foi só uma torção.Edward ficará uma fera.

—Alice, você não pode dizer para ele que foi sabotagem

—Mas Bella...

—Alice. Eu amo seu irmão, mas você sabe como ele é. Seu sangue alemão e o seu espírito vingativo o deixam cego quando está com raiva.

—Ele vai saber se eu mentir. Ele sempre sabe.

—Tente disfarçar

—Eu vou tentar, mas não prometo nada. Agora descanse. Quando meu irmão chegar eu peço para ele entrar.

—Tudo bem.

Edward chegou ao hospital transtornado após a ligação.

—O que aconteceu Alice.

—Bella escorregou e caiu.

—O que? Como? Bella sempre foi graciosa nas passarelas.

—Eu... Eu não sei Edward. Foi tudo muito rápido.- Ela gaguejou.

—Por que está mentindo para mim Alice?

—Eu não...

—Alice - exigiu Edward.

—Tudo bem. Rosalie disse que viu Ângela, a modelo que Bella tomou o lugar. Ela viu Ângela jogar água na passarela. Que pela temperatura que estava, acabou virando gelo. O qual Bella escorregou.

—O que? E por que não disse ante? -ele gritou

—Eu sei como você é vingativo Edward. Bella também sabe. Ela pediu para não dizer nada.

—Eu não sou vingativo Alice. Só gosto das coisas bem equilibradas. Essa mulher tentou machucar as duas pessoas que eu mais amo no mundo. Ela vai pagar por isso.

—Espera, espera. Volta. Como assim duas?

—Bella está grávida Alice.

—O que? - foi a vez de ela gritar de surpresa.

FlashBack On


Edward e Bella já estavam juntos há um pouco mais de dois anos, mas ainda sim aquele pequeno palito em sua frente conseguiu aterrorizar Bella. Ela estava grávida. Eles não usam preservativo há bastante tempo, mas Bella sempre tomou anticoncepcional. Ela estava muito feliz, afinal, teria um filho do homem que amava, mas será que Edward pensaria da mesma forma? Ela ligou para ele e pediu para que viesse até sua casa. Não disse o que queria somente que precisavam conversar. Edward estava na empresa, e ao receber a ligação e ouvir Bella dizer que precisavam conversar, ficou aflito. Será que ela queria terminar? Ela não estava feliz? Ele andava um pouco atarefado com a empresa agora que era o presidente, mas isso podia ser resolvido. A única coisa que não poderia acontecer era ele ficar sem sua Bella, sua Mein Leben. Ele chegou na casa de Bella e assim que se sentou viu Bella com os olhos marejados.

—Bella... Qual o problema Mein Leben? – Ela negou com a cabeça e começou a chorar.- Está me assustando amor. Converse comigo.- Bella então lhe entregou o teste. Ao ver o teste de gravidez marcando positivo, Edward não pode conter o sorriso.-É isso mesmo? Você está grávida?

—Eu juro que não fiz de propósito Edward. Não sei como isso aconteceu e...

—Ei... Por isso esta chorando? Pensou que eu ficaria irritado?

—Sim... Não... Eu não sei, quer dizer um filho agora? Eu amo a idéia de ter um filho seu e...

— E mais nada Mein Leben.- Edward segurou seu rosto limpando suas lagrimas.- No dia em que te conheci, soube que você seria a mulher da minha vida, minha futura esposa e a futura mãe dos meus filhos. Só vamos mudar a ordem das coisas um pouco.- Ele disse sorrindo.

—Então não está zangado?

—Você me fez ainda mais feliz com essa noticia Mein Leben. Por que estaria zangado?- Ele disse a beijando.

—Podemos contar para seus pais depois do desfile da Alice, no jantar de aniversario do Carlisle.

—Você ainda vai desfilar?- Edward perguntou preocupado.

—Claro que sim. O desfile será daqui duas semanas, e Alice me escolheu como modelo principal.

—Mas e o bebê? Não seria melhor você...

—Você não será um daqueles tipos que pede para a mulher ficar deitada o dia todo durante a gravidez não é?

—Bem eu...

—Edward... Eu entendo sua preocupação e compartilho dela, mas essa é minha carreira, e enquanto não for um risco para o bebê, eu continuarei desfilando.- Edward não ficou satisfeito, mas acabou cedendo. Se antes de descobrir a gravidez, Edward fazia todas as vontades de Bella, agora então.

Flashback off

—Nós descobrimos ha pouco tempo. Íamos contar a todos amanhã à noite no jantar de aniversário do papai. Essa mulher vai pagar.

—Não vá fazer nenhuma besteira Edward. Pense em Bella e agora nesse filho que vocês estão esperando.

—Você não entendeu Alice. Eu a queria morta por pensar só por um segundo que pode machucar minha namorada e meu filho. Você não entende o tamanho da minha raiva agora. Se não posso te-la morta. A quero pelo menos presa ou arruinada.

—Não temos provas de que foi ela.

—Você disse que Rosalie a viu.

—Sim, mas não valerá de nada.

—Tudo bem. Eu já sei o que vou fazer.

—Edward...

—Já chega Alice. Agora eu resolvo. Em que quarto Bella está? Quero ve-la.

—Eu te levo lá.

Alice mostrou em qual quarto Bella estava e Edward entrou. Quando Bella o viu abriu um sorriso.

—Olá Mein Leben.

—Oi.- Bella disse timidamente. Ela sempre ficava assim quando ele a chamava por esse apelido.

—Como vocês estão?

—O médico disse que foi mais o susto. O bebê e eu estamos bem. Eu pedi ao médico para não dizer nada sobre o bebê a ninguém. Ainda faremos uma surpresa.

—Alice já sabe

—Como?

—Eu deixei escapar. Quer me dizer o que aconteceu?

—Eu estava caminhando pela passarela. Havia uma camada fina de gelo e eu não vi. Eu escorreguei. Eu sinto muito. Eu devia ter sido mais cuidadosa.

—Dessa parte eu já sei Mein Leben. Refiro-me a parte onde aquela mulher jogou água na passarela.

—Como você... Alice.

—Alice sim. Por que pretendia esconder isso de mim?

—Eu não lhe contei porque você perde a cabeça quando fica nervoso. Não queria que fizesse alguma besteira.

—Mein Leben, eu sou um empresário de 39 anos. Presidente da empresa. Eu não faço... Besteiras. Eu calculo os movimentos das pessoas. Quando essa mulher pagar pelo que tentou fazer a você e ao nosso filho, será uma coisa extremamente bem calculada.

—Você sabe o quanto eu amo você, mas esse é definitivamente seu defeito Edward. Você é muito vingativo. E gosta disso.

—Meu defeito? Eu não acho que é um defeito, mas eu sou realmente bom em me vingar. E não há problema em gostar de algo em que se é bom.

—Edward...

—Não Mein Leben. Agora chega desse assunto. Quando você terá alta? Quero levá-la para casa ..

—Sua mãe disse que eu estou bem. Logo vai me liberar.- Algum tempo depois Bella foi liberada e Edward a levou para casa. Ele a tratava como um cristal que fosse quebrar a qualquer momento.

A notícia da gravidez foi recebida e adorada. Esme e Carlisle estavam eufóricos com a idéia de um netinho a caminho. Tudo estava tranqüilo, ou quase tudo.

Bella estava caminhando e entrou em uma loja de roupa de crianças. Ainda era muito cedo para saber o sexo do bebê, mas Bella adorava a idéia de montar o enxoval. Na saída da loja encontrou quem menos queria ver.

—Olha só se não é a namoradinha do Cullen.- Ela tentou ignorar, mas Ângela a segurou pelo braço.- Você sabe que Alice só escolheu você porque você namora o gato do irmão dela não sabe? Sinceramente, esperava que você tivesse ao menos quebrado alguma coisa.- Ela disse com descaso.

—Eu não posso acreditar que você me machucaria de propósito Ângela. Pensei que fossemos amigas.

—Eu merecia ser a estrela daquele desfile. Não você Isabella. Não me arrependo do que fiz. E amigas? Francamente, eu andava com você para fazer média para Alice.

—Você não sabe não é? Eu estou grávida sua..

—Oh sendo assim, então eu desejo que você morra. De preferência no parto junto com esse bastardo. Para que aquele seu namoradinho sofra em dobro.

—Você é uma vadia sem coração!- Bella disse desferindo um tapa na cara de Ângela e lhe dando as costas.

Algum tempo se passou e Ângela foi esquecida. Pelo menos era isso que todos achavam.

—Por que a quer de volta? Pelo que eu soube você terminou com ela.- Ângela perguntou.

—Foi um erro. As coisas ficaram tão diferentes. Com Bella eu tinha tudo. Ia a desfiles, conhecia pessoas importantes. Ela é modelo e eu fotógrafo. Quando se é novo nessa área, você tem que ter contatos, e nos coquetéis que ela freqüentava, eu sempre conhecia pessoas interessantes, agora sem Bella eu não tenho nada.

—Então você não quer voltar com ela por que gosta dela?

—Não seja estúpida. Ela é bonitinha, mas é só isso. O que eu preciso é fazer com que ela pense que eu me arrependi e volte para mim.

—E o que eu ganho em te ajudar?

—Ela fez contatos importantes. E no inicio de sua carreira eu era agente dela. Eu a lancei. Aquela ingrata deve a mim o seu sucesso.

—Mesmo que você possa me ajudar a subir Jacob? Como vai fazer para que aquela tonta volte? E mais, como vai fazer para se aproximar dela. Aquele namoradinho dela é bem grudento, e acredite não é burro. Ainda não sei como não veio atrás de mim.

—Por que ele viria?

—Isso é uma longa história, mas você não respondeu minha pergunta. Como vai se aproximar dela?

—Venha até aqui.- Jacob disse indo para o quarto. Quando a porta foi aberta Ângela não sabia mais se era uma boa idéia trabalhar com esse cara. Ele era o que? Obcecado ou muito Obstinado? O quarto que ele mostrou estava lotado de fotos da Isabella. Em todas as paredes. Do chão ao teto. Ela com o namorado, com a família. Ela sozinha. Ela acariciando sua barriga já bem visível. Ela não gostava da Isabella, mas ele? Ele tinha uma obsessão. Talvez Ângela cometido um erro ao procurá-lo- Eu quero que Isabella seja minha novamente, mas não tenho como conseguir isso enquanto aquele namoradinho, e agora aquela criança estiverem no meu caminho.- E se Ângela tinha alguma duvida, elas haviam acabado. Aquele homem era louco. Era verdade que Ângela nunca gostou de Isabella, e havia dito que queria que ela e o bebê morressem, mas foi tudo da boca para fora. Nunca desejou realmente isso, e nunca seria capaz de matar alguém. Quanto mais uma inocente criança.

—Você... Você é louco.

—Eu diria que eu sou obstinado.

—Não você é completamente louco. Não vou ajudar com isso.

—Você não queria se vingar dela? Que maneira melhor de fazer isso do que acabando com aquele namoradinho e aquela criança? Eis o que vamos fazer...

Algumas semanas depois

—Eu podia ir de taxi Edward.

—E estragar a surpresa? Não mesmo.

—Não vai mesmo me contar onde vamos?- Bella perguntou enquanto acariciava sua barriga de oito meses. Eles não sabiam o sexo. Decidiram que seria uma surpresa.

—Não.

—Uma dica?

— Você é muito impaciente Mein Leben.

—E você sempre fala que vai me dizer o que isso significa, mas nunca diz não é?

—Talvez sua curiosidade acabe essa noite.

—Agora fiquei mais curiosa. Vamos Edward, uma dica.

—Espere e verá.- Eles estavam na rodovia a caminho de um luxuoso hotel, era só Edward pegar o próximo acesso e logo chegariam ao seu destino, mas quanto Edward tentou reduzir a velocidade, descobriu que os freios não estavam funcionando. A pista não estava cheia, e Bella não sabia onde iam, ele poderia continuar até o carro desacelerar, mas o problema era que mais a frente a estrada era cheia de curvas.

—Edward, não está muito rápido?- Ela perguntou ao ver as curvas se aproximando.

—Não. Esta tudo bem.- Ele não sabia se contava a ela o que estava acontecendo, mas nesse ritmo, ela logo descobriria.

—Edward...

—Tudo bem, os freios estão com um pequeno problema Mein Leben, mas tudo sobre controle. - Ao ouvir isso, Bella instintivamente agarrou sua barriga sentindo fortes pontadas. - Fique calma.- Ele tentou acalmá-la enquanto conduzia o carro pelas curvas torcendo para que a estrada continuasse vazia, mas sua sorte acabou. Um caminhão se aproximava, e o carro já não estava em uma velocidade tão alta. Ele tinha que decidir. Bella já estava apavorada, afinal, ela havia perdido seu pai em um acidente de carro um ano atrás. Seu tempo estava acabando. Edward virou o volante e jogou o carro para o acostamento, e próximo dali havia arvores e moitas, ele conduziu o carro para aquela direção e o carro se chocou a uma arvore. Os airbags se abriram e tudo ficou escuro.

Na casa dos Cullen o telefone tocou. Já passava da meia noite e foi Carlisle que atendeu.

—Alô?

—Sr Cullen?

—Sim sou eu.

—Meu nome é Giuseppe e eu falo do hospital São Louize. Essa noite dois pacientes deram entrada no hospital. Um homem e uma moça grávida.- Ao ouvir aquilo Carlisle sentiu seu coração bater mais rápido.- A documentação consta como Edward Cullen, e Isabella Swan. O senhor os conhece?

—Sim. São meu filho e minha nora. Deus... O que houve?Como eles estão?

—Aconteceu um acidente. O carro se chocou contra uma arvore. Um carro que passava viu tudo e chamou a emergência. O senhor poderia vir ate o hospital? A situação é delicada.

—Sim, claro. Estou indo parai.- Carlisle correu acordar Esme, que saiu do papel de mãe e entrou no de medica. Não era hora para lagrimas, era hora para ação. Carlisle ligou comunicando os outros do que havia acontecido e todos foram para o hospital.

Chegando ao hospital foram recebidos por um rapaz assim que se apresentaram.

—Olá, eu sou Giuseppe. Falei com o senhor pelo telefone.

—Como eles estão? E o bebê?

—Devido ao estresse do acidente, a moça entrou em trabalho de parto, e tivemos que realizar um parto de emergência. É uma linda menina. Foi levada para a incubadora, mas passa muito bem. Quanto a mãe, foi um parto difícil, mas ela está bem.

—E quanto ao rapaz?- Perguntou Esme, ainda no papel de médica.

—A situação dele é a mais delicada. Pelo que vimos do acidente suspeitamos que ele tenha perdido o controle e tentou jogar o carro de uma maneira que não ferisse a moça e o bebê, não se importando com ele.

—Essa é uma coisa que Edward certamente faria.- Disse Alice aos prantos.

—E como ele está? O quão grave é?

—A batida foi bem forte. Ele está em coma. Não sabemos quando ou se irá acordar.- Esme assentiu.

—Eu posso ver minha nora? A moça.

—Sim, mas ela ainda não sabe do estado dele, não é recomendado que ela saiba agora. Ela precisa de repouso.

—Eu entendo.

—Ah, e mais uma coisa. Esses são os pertences que encontramos nos bolsos do rapaz.- Em um saco plástico transparente havia a carteira o celular de Edward e mais uma coisa. Uma caixinha de veludo preta. Esme abrir e encontrou o anel que foi da avó de Edward. Ele pediria Bella em casamento? Onde ele havia arrumado aquele anel? Esme olhou para Carlisle que ao sentir o olhar da esposa sobre si, se aproximou.

—Há algumas semanas ele disse que faria o pedido. Antes do bebê nascer. Ele queria que fosse especial. Então eu lhe contei sobre o anel. E ele me perguntou se ele poderia da-lo a Bella. Meu pai, Anthony chamava minha mãe Elizabeth de Mein Leben, assim como eu chamo você. E assim como Edward chama Bella. Ele sabe o quanto isso significa em nossa família Esme. Ele encontrou sua Mein Leben, e perguntou se poderia ficar com o anel. E presentear Bella com ele. Eu adorei a idéia e lhe dei o anel. Ele me fez prometer que não contaria a ninguém. Queria uma surpresa.- Esme abriu a caixinha e nela estava a frase “ Ich liebe dich mehr als mein eigenes Leben. Du bist mein Leben”. E Esme que nunca chorava, sentiu seus olhos úmidos. Depois de se casar com Carlisle ela se tornou fluente em alemão. Não que ele falasse em casa, mas ela gostava de entender algumas citações que ele fazia, e ao ler e entender a frase, ela desejou que Edward acordasse e fizesse o pedido a Bella. Que lhe mostrasse o anel, e lhe explicasse a frase. Ela sabia que o filho sempre chamava Bella por mein Leben, mas sabia também que ela não fazia idéia do que isso significava. Ela pegou a caixinha e foi em direção ao quarto da nora.

—Bella.

—Oh Esme. Que bom que está aqui. Eles não me deixam ver minha filha, e não me falam como Edward está.

—Tenha calma querida. Esse estresse não fará bem a você. Sua filha está bem. Está sendo bem cuidada, eu mesma já verifiquei isso.

—Onde está Edward? Ninguém me diz nada e sempre que pergunto alguma coisa, os médicos desconversam.

—Ele está sendo bem cuidado. O que aconteceu Bella? Você se lembra?

—Tudo é um borrão na minha cabeça. Eu me lembro que Edward ia me levar a um restaurante, mas quando ia pegar o acesso... Os freios... Sim! Os freios não funcionavam. Ele tentou parar, tentou desacelerar, mas haviam muitas curvas.- Bella estava visivelmente nervosa, e Esme não sabia como ela reagiria ao saber do real estado de Edward.- Então veio o caminhão. Edward tentou parar, mas não conseguia, eram muitas curvas.

—Ele estava correndo?

—Não. Não estava. Foram os freios. Os malditos freios não funcionaram, então para parar, Edward jogou o carro contra a arvore e... Não me lembro de mais nada. Só lembro de acordar aqui. Como ele está?- Esme balançou a cabeça em um sinal negativo e Bella sentiu seu coração apertado.- Esme...

—Ele está em coma Bella. O médico disse que a batida foi bem mais forte do lado dele. Eles acham que ele fez isso para que você e o bebê não se machucassem tanto.

—É a cara dele isso. Nos colocar na frente dele. – Bella disse já chorando.- Eu quero vê-lo Esme. Por favor. Você é médica. Pode falar com eles. Eles não me deixam vê-lo.

—Agora você precisa descansar Bella. Você ainda não se recuperou totalmente do parto.

—Por favor. Eu só quero vê-lo Esme. Prometo que descanso depois.- Esme suspirou. Sabia que não convenceria Bella a descansar enquanto ela não visse Edward

—Tudo bem Bella. Eu vou falar com os médicos.- Esme deu as costas e já ia em direção a porta quando se lembrou de uma coisa e voltou.- Bella.

—Sim?

—Quando os médicos tiraram as roupas do meu filho e esvaziaram os bolsos... Eles... Eles encontraram isso.- Esme disse lhe mostrando a caixinha, e Bella levou as mãos a boca com a surpresa.

—Ele ia...

—Acredito que sim querida.

—Eu posso?

—Claro. Meu filho ia da-lo a você, então acho que já é seu.- Bella abriu a caixinha, mas não sabia se sorria ou chorava. Talvez essa teria sido a noite que Edward finalmente explicaria a ela o que significam as palavras que ele dizia e repetia sempre para ela. Palavras essas que estavam gravadas na caixinha de veludo.

—Era da avó de Edward. Elizabeth.

—É lindo.- Esme tocou o anel, e depois tocou a escrita na caixinha.. Esme percebeu o olhar perdido de Bella e soube. Edward a chamava de mein Leben, mas ainda não havia explicado o que suas palavras significavam.

—Ele não lhe disse não é?

—O que?

—O que essas palavras significam. Ele não lhe disse não foi?- Bella baixou a cabeça balançou a cabeça negativamente.

—Ele dizia que no momento certo eu saberia. Acho que ele ia me contar essa noite. Quando fizesse o pedido.

—Não fique assim querida.- Esme disse pegando a mão de Bella e secando as lagrimas que começaram a cair.- Eu só descobri o que significava quando Carlisle fez o pedido também.

—Verdade?

—Sim. Ele me deu o anel, e então me contou a história dos pais dele. Eu sei que se Edward pretende fazer o mesmo com você, ele provavelmente vai querer lhe contar a história também, mas se você quiser.- Ela disse dando um leve aperto nas mãos de Bella.- Posso lhe dizer o que significam essas palavras.

—Eu gostaria muito disso Esme.- Bella disse limpando uma lagrima que desceu por seu rosto.

—Essas palavras da caixinha. As primeiras palavras significam, Eu te amo mais do que minha própria vida.- Esme disse enquanto passava os dedos por cima das palavras enquanto as traduzia para Bella.- O avô de Edward dizia isso a Elizabeth. Sempre dizia isso. E não pense que Edward diz isso a você porque o avô ou o mesmo o pai dizem. Ele diz porque é o que ele sente.

—E quanto ao mein Leben? O que significa?

— Significa minha vida. Mas de varias maneiras.

—Como varias maneira?

—Eu sei que Edward vai lhe explicar tudo, mas na cultura dele, você não diz isso para todas as moças Bella. Você diz isso para aquela que você quer compartilhar as coisas. Ele diz que você é a vida dele, mas não apenas isso. Significa que ele quer você na vida dele. Que você é a vida dele, mas ele está dando a vida dele você também. Edward é um rapaz de coração puro. Acredita verdadeiramente no amor. E você é o amor dele Bella. Sempre será.

—Eu nem sei o que dizer Esme.

—Quando ele acordar e fizer o pedido, você pode dizer que aceita. Que aceita ser a vida dele Bella.

—É claro que eu aceito Esme. Ele é minha vida também.- Bella disse chorando.- Esme?

—Sim querida?

—Você pode me ajudar com uma coisa?

—Com o que precisar.

Passaram se algumas semanas. A pequena Lizzie crescia bem e forte. Elizabeth foi o nome que Bella havia escolhido. Ela esperava que Edward gostasse da surpresa. Haviam ligado do hospital há algumas horas. Edward finalmente havia acordado. Bella arrumou Lizzie e junto com Esme foi para o hospital. Ao chegar no quarto aqueles lindos olhos verdes a observava, mas também olhava com muito interesse no pequeno pacotinho rosa no colo Bella. Sua filha.

—Mein Leben...- Bella se aproximou da cama. Edward estava sentado e pegou Lizzie no colo.—Uma menininha.- Edward disse acariciando os cabelos de Lizzie. Eles eram da mesma cor dos de Bella.

—Nossa Lizzie.- Bella disse sorrindo.

—Lizzie?- Edward perguntou com um sorriso no rosto.

—Sim. Elizabeth Swan Cullen.- Ao ouvir esse nome ele sorriu, mas foi a visão da mão de Bella que fez com que seu sorriso aumentasse.

Bella percebeu onde ele olhava, aproximou- se de seu ouvido e sussurrou.- Ich nehme dein Leben zu sein. für immer. denn du bist mein.

—Onde aprendeu isso?- Ele perguntou com um sorriso estampado no rosto.

—Sua mãe tem me ensinada algumas coisas.- Ela disse sorrindo e o beijando.

—Que movimentação é essa?-Edward perguntou curioso.

—Parece que resgataram uma moça de um cativeiro.

—Que coisa horrível.

Depois de minuciosa uma investigação, descobriram as digitais de Ângela no carro, e quando a policia a interrogou ela entregou Jacob. Que confessou tudo. Os dois foram presos. Ângela disse que a intenção dele era matar Edward e a criança, e que Jacob queria Bella de volta e que não pararia até conseguir. Ao saber disso, o senso de vingança de Edward despertou e começou a pensar em um modo de se livrar de uma vez daqueles dois. Bella ao descobrir o que o agora futuro marido dela planejava tentou a todo custo fazê-lo mudar de idéia.

—Depois de tudo que eles fizeram Bella. Nem me importo tanto pelo que me fizeram, mas e quanto a você? E quando a Lizzie?

—Eu estou bem Edward. Lizzie também está. Eles estão presos e vão pagar pelo que fizeram.

—Não é o bastante para mim. Felix é um dos policias responsáveis pela prisão daqueles dois. Com um pouco de dinheiro é fácil começar uma briga de detentos.

—Edward...

—Eles mexem com os detentos errados e pronto. Fim dos nossos problemas.

—Fim? E como você acha que ficaria minha consciência ao saber que eu podia ter impedia a morte de não uma, mas duas pessoas?

—Não são pessoas Bella, não para mim pelo menos. Eles tentaram machucar minha família e vão pagar por isso.

—Deus... Você está se ouvindo Edward? Você está falando de acabar com a vida de dois seres humanos e nem pisca ao dizer isso.

—E o que quer que eu faça Bella? Que os deixe em liberdade? Para que tenham a chance de tentar de novo?

—Não. É claro que não. Você poderia contratar bons advogados. Mante-los presos. Longe. Não precisa se livrar deles Edward. Esse não é você. Você não é assim.- Bella disse acariciando seu rosto.- É esse seu lado... Vingativo. Cega você.

—Eles tem que pagar pelo que fizeram Mein Leben.

—Eu sei disso e eles vão, mas estou pedindo, implorando para você desistir dessa vingança Edward. Esqueça isso e deixe que as autoridades se encarreguem da punição deles.

—O que eles terão na cadeia será pouco.

—Não para mim. Não se você decidir ir adiante com isso, e alguma coisa der errado. Por favor...

—Você não entende Bella...

—Edward. Eu amo você, e estou pedindo. Deixe que a policia cuide deles. Esqueça isso. Se você me ama tanto quanto eu a você, esqueça isso e vamos seguir com nossas vidas. Eu, você e Lizzie.- Edward pensou. Será que devia esquecer isso e seguir sua vida? Logo se casaria com Bella e junto com Lizzie, os três seriam felizes. Talvez ele não precisasse eliminar aqueles dois. Seus advogados se certificariam em deixar aqueles dois apodrecendo atrás das grades. Edward deu um longo suspiro.

— Tudo bem. Você venceu.- Edward disse pegando o telefone e ligando para Felix.- Felix? Cancele o maldito plano. E mudei dea idéia.