quarta-feira, 26 de abril de 2017

CAPÍTULO 03 -UM ORIGINAL



Vingança para o mal - 03: Um bom professor.






Noite do crime. 07 de setembro de 2002.


—Acha que a levaram?

—Eu não sei senhor. Só encontramos um casal. Por que a levariam? Ou a deixariam viva?

—Vamos continuar procurando.

—Aqui. Encontramos uma menina. - Um policial gritou.

—Me solta!!!


 Mariana gritava e lutava tentando se livrar de qualquer um que a tocasse. Ela ainda estava em estado de choque quando o policial a encontrou, mas assim que a tocaram ela começou a gritar. Eduardo correu até ela tentando acalmá-la.


—Tudo bem Mari...

—Quem é você? Como sabe meu nome?

—Ei tudo bem Mari. Eu sou irmão da sua mãe. Me chamo Eduardo, tudo bem?


 Ele disse com as mãos para cima em sinal de rendição. Não queria assustar a menina mais do que ela já estava assustada.

—Você... Você se chama Eduardo?


 Mariana perguntou meio hesitante.Ele parecia familiar. Talvez ela o tivesse visto em fotos da família ou algum jantar com seus pais quando ela era mais nova.

—Sim. Sua mãe pediu para cuidar de você se algo acontecesse a ela e ao seu pai. Ela te falou de mim?


 Mariana assentiu e abraçou o próprio corpo sentindo a garganta se fechar pelas lagrimas que ela segurava. 


 - Pode vir comigo pequena. 


 Ele disse e ela correu para os seus braços se permitindo chorar pela primeira vez desde que tudo começou.


 - Shiu... Tudo bem. Tudo vai ficar bem. 



Ele enrolou a menina que tremia em uma manta e foi para o carro com ela em seus braços. Como ele era irmão de Marieta e em seu testamento ela havia o deixado como responsável por Mariana, alguns dias depois tudo foi oficializado. Agora Eduardo tinha a custodia dela e ela moraria com ele.

—Esse é seu quarto. 


 Ele disse enquanto ela observava tudo com seus olhos curiosos.


 - Eu já matriculei você no colégio. Segunda feira você começa. 



 Ele viu que Mariana estava com um olhar pensativo.


 - O que foi?


—Eu... Eu estive pensando. Você é policial não é?

—Sim, eu sou.

—Então você sabe como se defender? Em brigas ou se alguém for atrás de você?


 Ele não gostava do rumo que a conversa estava tomando, mas queria saber onde ela queria chegar, então a deixou continuar.

—Sim Mari, eu sei. Por que essas perguntas?

—Pode me ensinar?

—Mari...

—Eu quero saber me defender. Por favor. Se eles voltarem eu...

—Não vão. 


 Eduardo se ajoelhou em sua frente. - Eles não chegarão perto de você novamente Mari. Mas se você realmente quer...


—Eu quero.

—Eu acho que posso lhe ensinar algumas coisas. Você é muito pequena ainda, mas eu posso ensinar algumas coisas. Mas só se for bem na escola. É um bom acordo para você?

—Sim senhor.

—Ótimo. Que tal um sorvete?- Ela assentiu e o assunto estava esquecido. Por enquanto.

Seis meses depois...

—Aqui está. - Mariana disse para Eduardo lhe entregando um papel.

—O que é isso?

—Meu boletim- Ela disse e Eduardo olhou mais atentamente.

—Muito bem. Ótimas notas mocinha. Acho que alguém merece uma recompensa.

—Sim, você vai me treinar.

—Mari...

—Nós fizemos um acordo.

—Não vai deixar isso, não é?- Ela negou com a cabeça e ele suspirou.

—Está bem. Vamos lá fora.


Algumas semanas depois...




—Como isso vai me ajudar Eduardo?

—Primeiro não me chame assim mocinha, eu sou seu tio.

—Desculpe. - Ela disse olhando para baixo.

—Em segundo lugar, você precisa criar músculos. O que esperava? Que eu te ensinasse a lutar logo de cara? Você só tem seis anos Mariana.

—Tenho sete. Fiz aniversário dia 07 de setembro.

—Mas dia 07 foi...

—Sim. Quando meus pais morreram, esse presente foi uma merda.

—Ei, onde aprendeu essa palavra? Dez no chão. Agora. - Ela revirou os olhos e começou.- Bons soldados não usam essas palavras.- Eduardo percebeu que o aniversario dela era só uma das varias coisas que ele não sabia da sobrinha. Quando Marieta havia se envolvido com José os dois se afastaram e perderam contato. Ele só soube que tinha uma sobrinha quando sua irmã havia lhe ligado uma semana antes de tudo acontecer. Mariana terminou de contar e se levantou.

—Desculpe.

— Eu entendo que queira saber se defender e isso é ótimo querida, mas não precisa pegar pesado. Você é só uma criança e é meu trabalho protegê-la. E eu o farei. Sabe disso não é?- Ela assentiu olhando para baixo. – Por hoje chega. Continuamos amanhã.

Alguns meses depois.
—Bom dia. - Eduardo disse segurando a garrafa de café. Ele sabia que dia era hoje, e sabia que seria um dia difícil.

—É. Alguma coisa assim. - Ela disse amuada.

—Eu sei que hoje é um dia difícil para você. Quer ficar em casa? Podemos ir ao cemitério visitar mais tarde, o que acha?

—Acho que vou passar.

—Mari...

—O que? Não estou triste. Por que estaria? Porque hoje é aniversario da minha mãe? Da minha mãe morta?

—Mariana...

—Eu estou bem. Eu tenho aula. Vejo você mais tarde tio.

—Tudo bem. Você tem meu numero se precisar de algo.



Eduardo estava no trabalho olhando as fichas de alguns suspeitos do assassinato de sua irmã e cunhado quando o telefone tocou e ele atendeu automaticamente.

—Alves.

—Senhor Alves, aqui é a Srta. Fernandes do colégio da Mariana. O senhor é tio dela?

—Sim, sou eu. Algum problema? Mariana se machucou?- Perguntou alarmado e a mulher suspirou.

—Mariana está bem. Sua colega de classe por outro lado... O senhor poderia vir até aqui para conversarmos?

—Estou indo para ai. - Ele desligou e saiu.

Chegando na escola Mariana estava sentada em um banco e ao seu lado haviam duas mulheres e um menino com um curativo no nariz.

—O que aconteceu?

—Sr. Alves. Pode me acompanhar, por favor?- Eles entraram na sala da diretora e se sentaram. - Essa é a Sra. Clarke. Mãe do Luan. - Ela disse apontando para o garoto com o curativo. Ao que parece houve um desentendimento e eles... Brigaram.

—Essa maluca quebrou o meu nariz. - Luan gritou chorando.

—Você começou. Seu molenga. - Mariana disse.

—Mariana. - Eduardo a repreendeu e ela se calou e tornou a ficar de cabeça baixa.

—Como eu dizia. Eles se desentenderam, e ouve uma briga. Mariana bateu em Luan e quebrou seu nariz.

—Eu sinto muito Srta. Fernandes.

—Eu espero que entenda que esse comportamento é inaceitável.

—Eu quero essa menina longe do meu filho Srta. Fernandes- A mãe de Luan disse.

—Eu entendo Sra. Clarke e...

—Espere, a senhora não vai expulsar Mariana não é mesmo? Eu entendo que o que ela fez foi errado, mas ela não é assim. Deve ter tido um motivo. Não que justifique, mas... - Ele disse olhando para Mariana. - Por que bateu nele Mari?

—Eu perguntei para a Srta Paiva se fazer o cartão de dia das mães era obrigatório, então esse molenga disse que eu não devia gastar folha porque fantasmas não lêem cartões. Depois ele disse que eu era estranha por ... Não importa.Eu estou encrencada? Eu sei que o que eu fiz foi errado, mas não lamento.

—Você ouviu Srta. Fernandes? A menina não está arrependida pelo seu comportamento. O que vai fazer?

—Espere um momento Sra. Clarke. O seu filho não agiu certo também. Esse tipo de comentário que ele fez a respeito da mãe dela não é direito. Mari... - Ela disse e Mariana levantou seu olhar. – Eu sinto muito que ele tenha dito isso. Você disse... Disse que ele a chamou de estranha. Por que ele disse isso?

—Podemos ir tio? Por favor?

—Responda a pergunta e podemos ir Mari. Por que ele te chamou assim?- Ela suspirou e olhou para o seu tio.

—Porque todos os dias depois da aula eu vou visitar o papai e a mamãe. Esse imbecil descobriu há alguns meses e não para de me perturbar desde então.

—Você... Você tem ido visitá-los no cemitério Mari?- Eduardo perguntou e ela assentiu.

—Estranha. - Luan cantarolou e Mariana se levantou o fazendo se encolher.

—Parece que tudo foi esclarecido Sra. Clarke.

—Então vai expulsá-la?- Ela perguntou e Luan sorriu.

—Não. Ambos estão errados. Acredito que uma suspensão está de bom tamanho. Parece justo para você Sr. Alves?

—Muito justo Srta. Fernandes. Eu vou conversar com a Mariana. Isso não vai tornar a se repetir.

—Pois para mim não. Não quero meu filho estudando com essa delinquente.

—Eu já tomei minha decisão Sra. Clarke. E gostaria que não se referisse aos alunos dessa maneira. Agora se me dão licença. - Ela disse se levantando.

Mais tarde no carro, Mariana ainda se mantinha calada.

—A Srta. Fernandes foi muito boa com você Mari. Por que não me disse que onde estava indo depois da escola?- Eduardo perguntou no carro.

—Não me pareceu grande coisa.

—Você vai todos os dias?- Ela assentiu. - Por quê?

—Pra contar pra eles como foi meu dia.

—Por que não quis ir ao aniversario dela?

—Eu fui. Eu só... Só queria ir sozinha. - Ele suspirou e sorriu.

—Quebrou o nariz dele.- Ele disse em um tom quase orgulhoso.

—Ele mereceu. - Ela disse satisfeita.

— E não vejo nenhum arranhão em você.

—Tive um bom professor. - Ela sorriu pensando em seu futuro e no futuro daqueles que tiraram seus pais dela. Ela tinha um bom professor. Que a ensinaria tudo que ela precisaria saber. Ela não tinha o que temer. Aqueles que se meteram em seu caminho por outro lado...



CONTINUA...
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domingo, 23 de abril de 2017

CAPÍTULO 02 -UM ORIGINAL


Vingança para o mal - 02: Um já foi, faltam três.







15 anos depois...

Mariana estava terminando de se arrumar, ela havia colocado uma peruca loira para chamar mais a atenção e também lentes de contato azuis. Ela vestiu o espartilho e a cinta liga, colocou também um par de luvas e um sobretudo.

Havia esperado muito por essa chance. Felipe Veigara estava sempre cercado de seguranças e mulheres, mas essa noite ele havia se descuidado e finalmente ela teria o início de sua doce vingança.

— Nome, senhorita? — O rapaz da recepção perguntou atrás do balcão.

— Isabele . — Respondeu prontamente. — O senhor Veigara ligou para a agência solicitando meus serviços. — Ela sorriu jogando seu charme para cima do... Michael – leu em seu crachá.

— Um minuto que vou verificar. — Michael capturou o telefone e, depois de conversar rapidamente com alguém, e dar alguns sorrisos em direção a Mari, ele permitiu sua subida.

— O senhor Veigara está hospedado na cobertura. Aqui — abriu uma gaveta ao lado —, esse é o cartão que irá liberar sua entrada. — Entregou-lhe esse último.

— Ah, sim. Senhor... — Arqueou uma sobrancelha inquisitiva, mesmo tendo lido seu nome fez menção de que não sabia.

— Newton. Michael Nunes.

— Obrigada, senhor Nunes. — Jogou para cima do rapaz mais um de seus sorrisos carregados de falsas segundas intenções. — O senhor Veigara ganhou uma cortesia da agência em que eu trabalho. Então outra moça deve chegar em breve e como é uma surpresa o senhor poderia liberar a entrada dela sem atrapalhar nossa festinha? — Mari disse dando uma piscada para Nunes, que sorriu malicioso.

— Sem problemas, senhorita.

Ela entrou no elevador e apertou o botão que a levaria até a cobertura. Ao chegar na porta do quarto Mariana usou o cartão para entrar.

— Hei, gostosão, pronto para se divertir? — Perguntou ao belo homem de pele clara e cabelos negros.

— Mais que pronto, gata. Já ia ligar pra recepção. Demorou, hein?

— Vou fazer sua espera valer a pena.

— E quem é você, delícia?

— Eu sou Isabele, mas essa noite posso ser quem você quiser. — Felipe estava deitado na cama, já sem a camisa e a calça, usava apenas uma boxer preta.

— Tire suas roupas. Eu quero um pequeno show primeiro. — Ele disse ligando o som com o controle remoto e o depositando sobre o criado mudo. Nos lábios cheios despontava um sorriso malicioso.



Ariana Grande — Dangerous Woman (Mulher Perigosa)



Ela foi desabotoando seu sobretudo enquanto balançava o corpo no ritmo da música.




Don't need permission

(Não preciso de permissão)

Made my decision to test my limits

(Tomei a decisão de testar meus limites)

Cause it's my business, God as my witness

(Porque é da minha conta, Deus é minha testemunha)

Start what I finished

(Começar o que terminei)

Don't need no hold up

(Não preciso hesitar)

Taking control of this kind of moment

(Tomando o controle desse tipo de situação)

I'm locked and loaded

(Estou travada e carregada)

Completely focused, my mind is open

(Completamente focada, minha mente está aberta)




Quando ele a viu salivou, ela vestia um corpete vermelho com renda preta que contornava sua cintura e uma cinta liga que deixava suas pernas brancas ainda mais sexys. A peruca estava presa em um coque, o qual ela soltou deixando os longos fios loiros caírem em cascata por toda suas costas. Ela caminhou em direção a ele e subiu na cama. Felipe a puxou, mas ela se afastou tirando um lenço de trás das costas.

— Vamos brincar um pouco. — Ela disse manhosa e Felipe sorriu divertido com o que estava por vir.


Nothing to prove and I'm bulletproof and

(Nada para provar e eu sou a prova de balas)

Know what I'm doing

(E eu sei o que estou fazendo)

The way we're movin' like introducing us to a new thing

(O jeito que estamos mexendo, sendo introduzidos a uma nova coisa)

I wanna savor, save it for later

(Eu quero saborear, guardar para mais tarde)

The taste of flavor, cause I'm a taker

(O gosto do perfume, porque sou uma pegadora)

'Cause I'm a giver, it's only nature

(Porque sou uma doadora, é natural)

I live for danger

(Vivo pelo perigo)


Claro, mas depois é minha vez.


— Deixo até me vendar. — Ela disse piscando e ele sorriu estendendo os pulsos em sua direção.

Ela o amarrou, apertando bem o nó em volta da cabeceira da cama, fazendo Felipe gemer

— A gatinha está brava.

— Você não faz ideia. — Ela fechou o punho e deu um soco em seu rosto.

Choque atravessou o corpo e a mente de Felipe, ele balançou a cabeça negativamente, tonto pelo ataque repentino de sua garota. Onde ela estava com a cabeça por golpeá-lo? Será que era sadomasoquista? O pessoal da agencia devia deixar claro as peculiaridades das suas funcionárias. Caramba, aquilo doeu, sentiu o gosto de sangue na boca e travou o maxilar, ela pagaria por aquilo, mas antes que ele pudesse lhe dizer algo ela fez uma pergunta que o deixou ainda mais desnorteado.

— Como eu encontro Arthur Viana? — Ele ficou calado, ainda absorvendo aquelas palavras, porém Mariana não estava com um pingo de paciência e então voltou a lhe socar, mas dessa vez com ainda mais força – se é que era possível, contudo Felipe, infelizmente, notou que sim, era possível. — Como eu encontro 
Arthur Viana? — Repetiu impaciente.

— Como eu vou saber, sua louca? — Por fim vociferou. — Me solta! — Exigiu enquanto tentava se soltar, mas ela era boa com nós, ele não sairia dali a menos que ela o desamarrasse.

— Vou perguntar mais uma vez — ela disse sacando um revólver da parte de trás do espartilho —, como eu encontro 
Arthur Viana?

— Quem é você? — Ela engatilhou a arma em um aviso claro de que se as próximas palavras não a agradassem seria seu fim e ele engoliu em seco. — Eu juro que não sei como encontra-lo. Me desamarre ou eu vou...

— Vai o que? Mandar seu amiguinho me matar como ele matou meus pais?

— O que? Eu não mandei... Eu nem te conheço, garota.

— O sobrenome Alonzo soa familiar para você? Seu merdinha! Você e aqueles filhos da puta estavam tão preocupados em acabar com a vida dos meus pais que nem se preocuparam em revistar a casa.

—José? José tinha uma filha? Isso...

—Não pronuncie o nome dele. Você não tem esse direito. — Grunhiu, não permitiria ouvir mais palavras daquele desgraçado se não fossem úteis. — Vou perguntar uma última vez antes que eu perca a paciência e espalhe seus miolos por esse quarto. — Respirou fundo. — Como eu encontro 
Arthur Viana?

—Olha, garota, eu parei. Alguns anos depois daquele dia, eu pedi dispensa. Eu sai, ‘tá legal? Não sei como e nem onde encontrar o Black. — Felipe disse rapidamente, temendo por sua vida.

Mari travou o maxilar. Aquele filho da puta não passava de uma marionete inútil.

—Infelizmente pra você, eu acredito nisso — ela mirou a arma para cabeça de Felipe e ele arregalou os olhos, contudo já era tarde e ele não podia fazer mais nada. Ela disparou friamente, sem esboçar nenhuma reação, aquilo não passava de lixo sendo reciclado.

Mariana recolheu seu sobretudo, que estava no chão, e jogou uma rosa branca sobre o corpo de Felipe.

Precisava sair dali logo, pois a garota que ele havia contratado logo chegaria e o encontraria.

Ela virou o sobretudo ao contrário fazendo com que se transformasse em um elegante casaco. No corredor uma garota ruiva vinha em direção ao quarto, mas Mari já não estava por perto, ouviu apenas um grito estridente enquanto as portas do elevador se fechavam.

A rua estava escura e em um beco ela se livrou da peruca, das lentes de contato e da luva de pele que encobriam suas digitais, por fim subiu em sua moto e foi embora na calada da noite.

Um já foi, faltam três.



CONTINUA...

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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Fanfic Come Back to Me Capítulo 13- É ela









Bella PDV






10 anos depois.


—Maggie, eu disse que te ajudava.


—Eu consigo sozinha. Charlie. Eu sou mocinha já.


—Eu sei, mas a mamãe já disse que você não deve descer as escadas sozinha.


—Eu não quero ter que chamar alguém sempre que quiser ir pra algum lugar.


—Eu sei Maggie, mas...


—Chega vocês dois. - Eu disse ao ouvir a mesma discussão de sempre.-Maggie querida, você sabe que sempre que quiser subir ou descer as escadas precisa pedir ajuda. E por que está aí em cima se seu quarto é aqui embaixo?


—Ela dormiu no meu quarto por causa dos trovões.


—Elena!!!- Maggie censurou a irmã mais velha. .


—Charlie, ajude a Maggie a descer por favor.


—Claro. - Charlie disse segurando em um dos braços de Maggie e passando o outro por sua cintura. Por causa do problema na perna ela tinha tido problemas para andar e até hoje precisava de um andador. Mas era difícil subir e descer escadas com ele.


—Viu Maggie. Nem doeu não foi?


—Seu chato. Se você não tivesse falado nada, eu teria conseguido.


—Maggie. Peça desculpas. Você sabe que seu irmão se preocupa com você e não quer que você se machuque.


—Eu sei. Desculpe. - Maggie disse suspirando. - Obrigada Charlie.


—Quando precisar maninha.


—Tudo bem. Agora, todo mundo para cozinha ou vocês vao se atrasar pra escola. -


—Eu estava tomando café quando ouvi a campainha.


—Terminem de comer e vão escovar os dentes. E Maggie...


—Banheiro de baixo. Já sei.


—Eu volto logo pra ajudar vocês. - disse indo em direção a porta. Quando abri havia um policial na porta.


.


—Bom dia senhor. Algum problema


—Isabella Swan?


—Na verdade Cullen. Isabella era meu nome de solteira. Alguem problema?- perguntei desconfiada.


—A senhora conhece Renée Dwyer.?


—Sim. Ela é minha mãe. Aconteceu alguma coisa? O que ela fez?


—Houve uma briga e a policia foi chamada. Ao chegar ao local havia um corpo. Encontramos os documentos da senhora Dwyer junto ao corpo e seu nome é endereço em um papel.


—Junto... Ao corpo. ?


—Sim senhora. Precisamos que algum família e faça reconhecimento. Eu sinto muito. Imagino que não seja uma notícia leve para tão cedo senhora.


—Eu.. eu não posso sair agora, eu tenho... Onde ela?


—Neste endereço. - o policial disse me entregando um cartão.


—Está bem. Eu vou arrumar algumas coisas e vou pra lá.


—Eu sinto muito senhora. Tenha um bom dia. - ele disse saindo. Peguei meu telefone ligando Para Edward.


—Oi amor? Está tudo bem?- Edward perguntou, mas eu não conseguia falar. Havia um nó na minha garganta e quando dei por mim há estava soluçando no telefone.


—Merda, Bella. O que aconteceu? Por que está chorando? Vou ligar para o Emmett.


—Não. - Eu disse retomando um pouco do controle. - Um policial veio aqui. Ele disse que houve uma briga e que eu preciso reconhecer o corpo. É a Renée.


—Ah Bella. Eu sinto muito. Eu estou indo para aí.


—Charlie , Elena? Podem ajudar Maggie a se arrumar pra a escola por favor?


—Sim mãe!!


Meia hora depois Edward passou pela porta e eu estava terminando de arrumar a cozinha.


-Hey. - Ele disse me abraçando-Como você esta?


—Eu não sei como deveria me sinto com isso.


Não existe uma resposta certa para isso amor. Como você se sente?- Edward perguntou.


—Eu não sei. Eu estou confusa. Não sei como devo me sentir. - perguntei me aconchegante nos braços de Edward.


—Não chora Bella.- ele disse me apertando mais em seus braços. - É perfeitamente normal se sentir confusa.


—Eu preciso reconhecer o corpo.


—Eu vou com você.


—Não. Está tudo bem. Eu.. eu preciso ligar para o Emmett. Ele está tão nem agora. Você pode levar as crianças para a escola?


—Claro. Você vai ficar bem sozinha?


—Sim. Assim que todos saíram peguei o telefone é liguei para o Emmett.


—Alô?


—Dora?


—Oi Bella. Como você está?


—Eu não tenho certeza. Pode chamar o Emm por favor?


—Claro. Ele está no banho. Aconteceu alguma coisa?


—Renee morreu. - eu disse e a ouvi suspirar ao telefone.


—Eu vou chama-lo. Você está bem? Quer que eu ligue para o Edward.?


—Não. Ele há esteve aqui. Levou as crianças para a escola. Eu preciso reconhecer o corpo. Achei que Emmett deveria saber.


—Claro, claro. Só um minuto.


—Bella? O que Dora disse...


—Sim Emm. Ela morreu. ...


—Foi... Foi muito feio?


—Eu não sei. Estou indo para lá agora.


—O que? Agora? Sozinha? Não. Eu estou indo para aí. Me espere.


—Está bem. – Algum tempo depois ouvi a campainha e levantei para atender. Emmett entrou me abraçando.


—Ei baixinha... Como se sente?


—Edward fez a mesma pergunta mais cedo. me sinto triste por não ter conseguido arrumar as coisas entre nós, mas me sinto aliviada porque ela não vai mais poder causar problemas. Eu sou uma pessoa ruim por pensar isso?


—É claro que não. Eu acho que você seja uma pessoa ruim baixinha. É só.. Você não tem lembranças boas dela. Só conheceu a mulher que te abandonou e depois voltou para pedir dinheiro.


—Você pode ir comigo? Disseram que eu preciso reconhecer o corpo e ..


—Nem precisa pedir Bella. É claro que vou com você.


Fomos no carro do Emm porque eu ainda não estava totalmente em condições de dirigir. Chegamos lá me fizeram algumas perguntas sobre quando eu havia a visto pela ultima vez. Faziam anos que eu não tinha noticias dela e de repente um policial bate a minha porta e disse que ela foi encontrada em um beco.


Nos levaram até uma sala onde havia uma maca coberta por um lençol. Uma policial levantou apenas a parte do rosto e quase não pudemos reconhecê-la. Quase. Em seu rosto que á era marcado pelo tempo haviam hematomas e um corte em cada canto de sua boca. Como se imitasse um sorriso perturbador que nunca sairia de la.


—É ela.- Emmett disse enquanto em cobria meus olhos em seus braços e ele me apertava. Tudo que eu queria era sair dali. O mais rápido possível.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Tag do Chocolate







Quem criou foi A Daydreamr's Ramblings, quem traduziu foi Olhos de Ressaca e onde eu vi foi Entre Linhas
A tag consiste em oito perguntas, e quem quiser responder fique a vontade 😸





1. Chocolate meio amargo: Um livro que cobre um tópico obscuro




De certa maneira esse livro fala de um tema meio obscuro. O livro que já era um sucesso se tornou ainda mais popular depois da série. Sério essa que eu ainda não consegui assistir.




2.Chocolate Branco: Um livro leve e bem humorado



Adorei a série Perdida do começo até o fim. Sofia é uma protagonista divertida. Lendo o livro a unica coisa que eu pensava era " ela é gente como a gente". Desbocada, gosta das coisas do seu jeito, não importando onde ela esteja. E o Ian foi um show a parte. 




3. Chocolate ao Leite: Um livro que virou moda, todos falam e você está morrendo de vontade de ler





Eu realmente tinha a intenção de ler o livro antes de ver a série, mas como sempre, eu coloco o carro na frente do boi e nem li o livro nem acabei a série. A vida tem dessas.





4. Chocolate com Caramelo: Um livro que te fez sentir todo meloso durante a leitura


A história em si já é triste, mas esse final mexeu com meu psicológico.





5. Chocolate com Wafer: Um livro que te surpreendeu ultimamente



O extraordinario foi o livro mais surpreendente lido esse ano. Não pensei que fosse gostar tanto da história. É uma história divertida e emocionante ao mesmo tempo.




6.Chocolate com Amendoim: Um livro que te fez surtar




Eu não sei se por mexer com super poderes, dimensões ou se é pelo gatissimo do Trevor, mas eu surtei em todas as páginas desse livro. Surtei tanto que não consegui dormir sem ter terminado e virei a noite com ele.


7. Chocolate Quente: Um livro que te conforta


Muita gente fala que é livro de menininha por ter príncipes e essas coisas, mas eu não poderia me importar menos. Me peguei suspirando em vários momentos dessa série e não tenho o menor problema em admitir isso. Já me apaixonei incontáveis vezes pelo Maxon.


8. Caixa de Chocolates: Uma série bem variada que você acha que pode

agradar pessoas de vários gostos





Já é a terceira vez que leio o primeiro livro dessa trilogia. E nunca me canso. É uma história apaixonante, surpreendente e que precisa de todo seu foco para entender as teorias malucas sobre as viagens entre as dimensões. Alem de um final surpreendente e um triangulo amoroso envolvente.











Essa foi a Tag dos Chocolates. Espero que tenham gostado 
e fiquem a vontade para responder.

Conheçam os Blogs Parceiros, e logo logo tem novidade.


domingo, 16 de abril de 2017

CAPÍTULO 01 - UM ORIGINAL

Vingança para o mal - 01: O jogo está apenas começando.








— Eu darei um jeito de pagar. — José tentou argumentar com o homem loiro que apontava uma arma em sua direção. — Peça para o senhor Marques... — Ele engoliu o nó que se formava em sua garganta, o medo corroía suas terminações nervosas, fazia seu coração acelerar e suas mãos – já trêmulas – suarem.

— Pedir o que? Para ele te dar mais um mês, Alonzo? Você disse isso mês passado. Acabou o seu tempo.

— Por favor... eu tenho família. — Implorou. Sabia que tudo era sua culpa, culpa de seu vício, mas precisava contornar aquela situação, precisava implorar, se ajoelhar e se humilhar caso fosse preciso.

— Eu sei disso — sorriu friamente —, e Roberto também sabe. Cadê a sua esposinha?

— Não por favor eu... eu vou...

Céus! Sua família não, sua alma agonizava. Esteve tão cego que não pensou que sua família poderia sofrer com suas ações inconsequentes. Só a ideia o deixava tonto, enjoado, enojado de si mesmo.

— Você nada, Alonzo. Você perdeu tudo. — Vociferou. — Não deveria nem ter oxigênio em seus pulmões, pois até ele você deve à Roberto. Suas dívidas de jogo irão te arruinar. Acabou seu tempo. — Repetiu.

José viu Marieta se aproximando da escada – seu coração perdeu uma batida – e rapidamente tentou avisá-la.

— Marieta! Marieta, fuja! — Mas antes que ela conseguisse passar pela porta um dos homens, moreno de cabelos longos, a segurou.

— Me solta!

— Muito bravinha essa daqui. Vamos amansá-la... — Ele desceu sua mão que estava no pescoço de Marieta, contudo ela foi mais rápida e o mordeu.

— Sua vadia! — Soltou-a brutalmente, fazendo-a cambalear para frente. — Roberto deu ordem para matarmos só o merdinha do Alonzo, mas acabo de mudar de ideia. — Mirou sua arma na direção da cabeça de Marieta e então disparou.

José gritou mergulhado em horror e desespero, correu em direção ao corpo de sua esposa e as lágrimas desceram de seus olhos achocolatados, sua garganta se fechou. Ele sentia como se alguém tivesse arrancado seu coração e em seguida o tivesse feito virar cinzas.

Sua esposa, sua Marieta.

— Não!

O que ele fez? A que ponto chegou? Suas lágrimas banhavam seu rosto, mas não lavavam a dor que dilacerava sua alma.

— Nem comece com a choradeira, Alonzo. Pelo menos uma vez nessa sua vida cretina se mostre homem, porra! — O homem loiro, com um sorriso cheio de diversão, disse chamando sua atenção. — Você é o próximo. — Engatilhou a arma e disparou em direção a cabeça de José, que tombou, caindo ao lado do corpo de sua esposa.

— A polícia está a caminho Adam, já consigo ouvir as sirenes. — O outro capanga, de pele clara e cabelos negros devidamente arrumados, avisou. — Vamos embora.

— E esses dois? — Perguntou o de cabelos longos.

— Deixem aí. Não tem testemunhas, nunca vão saber o que aconteceu. — O loiro disse depois de jogar uma rosa branca em cima dos corpos.

— Pra que isso, Adam?

— Ordens do chefe. Vamos embora. — E eles foram.

Pensaram que não existiam testemunhas, porém eles estavam enganados, pois dentro do armário estava Mari.

Alguns minutos antes dos terríveis assassinatos, Marieta ao ouvir a movimentação lá fora escondeu Mari no armário da sala e subiu para o segundo andar, pois caso tudo falhasse ela poderia atrai-los para cima, dando a sua filha uma chance de fuga. Contudo, antes de subir, ela pediu para que Mari ficasse quietinha e só saísse do armário se visse seu tio Eduardo , que era investigador da polícia.

Mariana cobria sua boca com as mãos para que ninguém escutasse sua respiração e seus soluços. Ela tinha apenas seis anos, e havia acabado de presenciar o assassinato de seus pais, e ainda sim ela só conseguia pensar em uma coisa. Vingança. Um dia ela vingaria seus pais. Caçaria um por um deixando o mandante, o tal Roberto, por último só para que ele soubesse que ela estava chegando.


CONTINUA...

                      Próximo Capítulo    




Vingança para o mal







Sinopse.

Os assassinos pensaram que não haviam deixado testemunhas, mas não sabiam que a pequena Mariana estava escondida no armário. Mari tinha seis anos quando viu seus pais serem assassinados. A única coisa que ela tinha é a descrição dos assassinos e um nome. Roberto Marquês. Esse era o nome do homem que mandou matar seus pais. Ele pagaria com a própria vida por isso. Nem que Mariana tivesse que esperar anos, ela teria sua vingança.



Gênero: Ação, drama e romance.

Short Fic Breaking the Rules Capitulo 09 - Para onde ela foi





Edward PDV


—Eu quero ver a Sra. Volturi.


—O senhor agendou um horário?


—Não, mas ainda sim quero vê-la.


—Infelizmnte...


—Olha moça, eu sei que esse é seu trabalho, mas acredite, quando eu digo que quero vê-la, não estou pedindo permissão.- Disse indo em direção a sala enquanto a secretaria ameaçava chamar a policia.


—Senhor Cullen?


—Desculpe Sra. Volturi, eu tentei barrá-lo, mas...


—Está tudo bem Dalva. A que devo sua visita senhor Cullen?


—Eu acho que a senhora sabe exatamente porque estou aqui.


—Conseguiu o dinheiro?


—Sim. Aqui está o cheque.


—Ótimo. Vou preparar os papéis. O senhor ficará com posse de 49% da escola senhor Cullen.


—Não. A senhora ficará com essa porcentagem eu ficarei com 51.


—Isso não é possível.


—Bem senhora Volturi, eu vou dizer o que não é possível. Não é possível que a senhora seja tão insensata a ponto de perder essa quantidade de dinheiro por míseros dois por cento. Ainda mais com as dividas que a senhora tem feito em nome da escola.


—Como você..


—Eu sou muito bom em descobrir coisas, com o tempo a senhora vai perceber isso. Agora, eu lhe pergunto, vale a pena perder a chance de salvar a escola que sua mãe fundou? Veja, senhora Volturi. Meu advogado fez umas pesquisas. A propriedade está em nome da senhora, mas se as dividas não forem quitadas, o prédio pode ir a leilão. Eu poderia perfeitamente comprá-lo por metade do valor que estou lhe oferecendo.


—Não chegará a esse ponto.


—Não mesmo? Não é isso que os números dizem. A senhora queria negociar o retorno de Isabella? Disse que com a sociedade poderia recontratá-la. Pois estamos negociando. A senhora me fez a proposta e disse seus termos, pois estes são os meus. Eu comprarei 51% das ações e Isabella retornará para suas atividades.


—Eu posso lhe dar 51%, mas o valor aumentará um pouco. Entenda senhor Cullen, assim estarei abrindo mão da direção da escola.


—Esta é minha oferta. Não pretendo colocar nem mais um centavo neste cheque. E quanto a direção. Eu sou bom com números e ações, mas não em uma direção de escola.


—Então por que se dar ao trabalho?


—Com todo respeito Sra. Volturi, isso não é da sua conta. Está é minha oferta. Temos um acordo?


—Se o senhor puder aumentar...


—Ótimo então. Esperarei ansioso pelo leilão.- Disse lhe dando as costas e saindo.


—Espere.- Ela disse de um jeito desesperado me fazendo sorrir.- Quais garantias tenho que o senhor não irá me destituir do cargo da direção.


—Podemos fazer um contrato alegando isso, se isso lhe deixará mais tranqüila. Então senhora Volturi? Temos um acordo?


—Sim. Nós temos um acordo.


Depois de assinar a papelada pensei no que deveria fazer. Já faziam três dias que não procurava Bella. Rosie disse que o melhor seria lhe dar um tempo, mas eu não queria isso. Queria lhe dar a noticia de que poderia ter seu emprego de volta. E que se fosse sua vontade, nunca mais a procuraria. Passei em uma floricultura e comprei um buque de Centaureas, que segundo a vendedora simbolizava um pedido de desculpas.


Fui até o seu apartamento. O porteiro me reconheceu e me deixou subir. Talvez ela não estivesse tão zangada, já que não proibiu minha entrada. Subi até seu apartamento e bati na porta. Ninguém atendeu. Continuei batendo até que seu vizinho abriu a porta.


—Você está procurando a Bella?


—Sim. Na verdade estou. Sabe se ela saiu?


—Saiu.


—Sabe se ela vai demorar?


—Quem é você?


—Edward. Edward Cullen.- Disse me apresentando.


—Ah.. Ela deixou uma coisa pra você. Espera um pouco.- Ele disse entrando no apartamento e voltando com uma caixa.


—O vestido...


—Ela deixou aqui e pediu pra entregar pra um certo Cullen se ele viesse.


—Sabe se ela vai demorar?


—Cara, ela se mudou.


—O que? Quando? Para que bairro?


—Ela não disse. Só disse que ia sair da cidade. Ela era uma garota legal. Eu ajudei na mudança. Ela parecia perdida. Bom, eu tenho que ir trabalhar. Boa sorte com.. Seja lá o que você for fazer.- Ele disse fechando a porta e me deixando sozinho com a caixa no corredor.


—Para onde ela foi..?- Me perguntei me sentindo perdido pela primeira vez em muito tempo.

Short Fic Breaking the Rules Capitulo 08 -Custe o que custar



Edward PDV





—Você já fez mais do que deveria.- Ela disse com raiva.


—Eu fui um idiota está bem? É isso que você queria ouvir? Eu digo. Eu sou um idiota. Eu fiz besteira e eu sinto muito, mas foi só uma aposta idiota.


—Só uma aposta? Você faz idéia do que eu abri mão pra ficar com você Edward? Eu perdi meu emprego. Eu acabei de ser mandada embora porque a diretora viu a foto do jornal e muitas outras que alguém tirou. Eu abri mão dos meus princípios. Eu gosto das regras. Gosto de segui-las. Você lembra? Eu nunca as quebro, mas dessa vez eu arrisquei, eu quebrei as regras. E pra que? Para o grande Edward Cullen ganhar uma maldita aposta?


—Bella Eu juro que não é assim. No começo até foi, mas com o tempo. Eu fui te conhecendo e as coisas mudaram. Eu amo você. Sabe disso. Você me conhece Bella- Eu não me importava que estivesse implorando. Tudo que me importava era que ela acreditasse em mim.


—Não eu não sei. Eu não conheço você. Não de verdade. Não use essas palavras, porque você não sabe o que elas significam.Pensei que conhecesse você, mas não.- ela disse fechando a porta, mas coloquei minha mão no caminho impedindo o fechamento.


—Bella, por favor.- Tentei uma ultima vez.


—Vá embora Edward. Eu não quero ver você. Nunca mais.






Ao ouvir suas palavras eu levei Charlie para casa e fui até a escola tentar conversar com a diretora e consertar aquela situação, mas antes resolvi conversar com Rosali. Ela talvez soubesse como me ajudar.


—Merda Rosali, você tem que me ajudar.


—Edward se acalme e diga, o que aconteceu?


—Ela foi mandada embora e agora nunca mais quer me ver. Merda. Eu não gostaria de me ver se pudesse.


—Pela foto que saiu no jornal? Ela perguntou e eu assenti. - Emmett disse que tinha cuidado de todos os fotógrafos. Não era pra ter saído foto nenhuma Edward.


—E tem mais. Parece que essa não foi a única foto. Ela disse que a diretora lhe mostrou várias fotos de nós dois.


—Quem tiraria essa fotos Edward? Por quê? - ela perguntou me fazendo pensando sobre o assunto.


—Burro. Burro burro.


—Edward.!!


—Como eu fui burro! – Rugi me dando conta.


—Você sabe quem tirou as fotos?


—Eu não tenho certeza.


—Mas você tem um palpite?


—Pense em uma pessoa que não queria que eu ficasse com a Bella. A única pessoa que perderia se eu ficasse com a Bella depois de vencer a aposta.


—A pessoa que fez com que Bella descobrisse tudo.


—Ela sabia que Bella estava no banheiro. Eu a vi entrando no banheiro. Eu sei que ela viu Bella entrando antes dela.


—Tânia. Você acha que foi ela?


—Eu vou descobrir. E tenha certeza de uma coisa Rosie, se tiver dedo da Tânia nisso, ela vai lamentar o dia que me conheceu.- Eu disse indo em direção a porta.


—Onde você vai?


—Tentar recuperar o emprego dela.


—Isso é um começo, mas Edward... Quer um conselho.? Rosie perguntou e eu parei suspirando.


—Se eu disser não, você vai guardar pra si?


—Você sabe que não.


—Diga.


—De um tempo para ela. Antes de bombardear seu celular com mensagens ou ligações.


—Acho que posso fazer isso.


Peguei meu carro e fui até a escola tentar consertar tudo e fazer com que Bella recuperasse o emprego


—Gostaria de falar com a Sra. Volturi.


—Ela está em reunião agora. Quem é o senhor?


—Eu sou Edward. Edward Cullen. Eu espero. - Eu nunca esperava por ninguém. Quando eu chego nos lugares, sou recebido imediatamente. Quantas mudanças mais Bella trouxe para minha vida?


Uma hora havia se passado e eu ainda estava esperando.


—Sr Cullen?


—Sim


—A Sra. Volturi irá recebê-lo agora.


—Obrigado.- Disse me levantando.


—Sr Cullen. Que surpresa. O que o trás aqui?


—A demissão de Isabella.


—Eu imagino que já saiba o motivo.


—Sim. E vim pedir para que reconsidere.


—Isso no será possível. Ela quebrou regras do colégio e deve arcar com as conseqüências.


—Ela ainda seria tirada de seu posto se nós não estivéssemos mais juntos?


—Nesse caso, considerando o bom trabalho dela eu poderia reconsiderar, mãe não teria garantias de que vocês não voltassem a se envolver, então não.


—E se eu... Se eu fizesse uma generosa doação para a escola?


—Eu não estou à venda, se é isso que quer dizer Senhor Cullen.


—Não. Não foi essa minha intenção. Desculpe. Eu soube que a escola está com algumas dificuldades. Eu gostaria de fazer alguma coisa a respeito.


—Fale mais.


—Considere isso como um... Um investimento. Eu compraria parte da escola.


—Eu não sei em qual ramo o senhor trabalha senhor Cullen, mas o acordo que o senhor quer vai custar um preço bastante alto.


—E de quanto dinheiro estamos falando?- Eu perguntei e ela destacou um papel anotando um numero.


—Dessa quantia no mínimo.


—Isso é muito dinheiro Sra. Volturi. Até mesmo para mim.


—Ele não é negociável Sr. Cullen.


—Me de uma semana. Apenas uma semana e eu consigo esse valor.


—Isso é tudo que eu posso lhe dar Senhor Cullen. Uma semana.


—E sobre o contrato da Isabella?


—Se o senhor conseguir esta quantia poderemos falar sobre isso, mas antes de qualquer coisa... O senhor não poderá se envolver com ela se decidir recontratá-la.


—Estou ciente disso Sra. Volturi. Obrigado.- Eu disse me levantando.


—Uma semana Sr. Cullen.- Ela disse e eu saí. Agora precisava arrumar dinheiro o mais rápido possível e a única maneira de conseguir isso era vendendo algumas ações e abrindo mão definitivamente da presidência.


—Se não é o grande Cullen. Tenho que admitir. Eu sabia que você ganharia a aposta, mas um beijo na minha frente seria de bom tamanho. Não precisava fazer sair no jornal Edward.- James disse quando entrei em sua sala.


—Eu não fiz. Não queria que saísse no jornal.


—Ainda sim. Trato é trato. Você tem 49% das ações e com os 2% que eu estou te dando... Você pode se tornar presidente. O contrato está aqui.


—É sobre isso que eu quero falar James. Eu não estou aqui para pegar seus 2%. Estou aqui porque quero vender 15% das minhas ações.


—15%? Tem certeza? Com essa porcentagem você não conseguirá manter nem o cargo de vice Edward.


—Não me importo.


—E quanto quer?- Ele perguntou e eu lhe entreguei o papel que a diretora havia me dado.


—Você quer uma boa quantia Cullen. Não posso pagar tudo isso por 15%, mas por 20% eu faço um cheque agora para você.


—Pegue sua caneta Hunt.- Eu disse e ele sorriu. Se esse era o único jeito de fazer com que Bella recuperasse seu emprego então eu faria. Mesmo que ela não quisesse nunca mais me ver.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Livros: A Jornalista- Jéssica Milato.





Título: A Jornalista


Ano: 2016      
Páginas: 222


Editora: Editorial Hope
Autor(a): Jéssica Milato


Sempre ouvimos que o amor perdoa tudo, mas será que ele é capaz de apagar marcas do passado?


Kiara está passando pelos piores momentos da sua vida após descobrir que seu príncipe encantado Adam, é um criminoso.
Agora ela precisará de todo autocontrole para desvendar o que tanto a atormenta. E contará com uma ajuda improvável para isso.
Adam está vivendo o melhor momento de sua vida ao lado da sua bicudinha.
Finalmente, após anos, descobriu o significado da palavra amor.
A descoberta, uma verdade, a decisão e uma sentença.
A Jornalista vai levar você por caminhos nada convencionais onde talvez nem
todos os contos de fadas terminem com “E foram felizes para sempre.”



A Jornalista é a emocionante seqüência do livro O Fotógrafo. Agora que Kiara descobriu sobre o sombrio segredo de Adam, será que o amor que ela sentia ou pensava sentir será o bastante para esquecer o passado dos dois?

No final de O Fotógrafo ( Resenha aqui) Kiara  recebe um arquivo com fotos comprometedoras de seu namorado Adam, onde acaba sendo revelado o segredo mais sombrio de até então, seu grande amor. Agora Kiara quer justiça e até um pouco de vingança, mas para conseguir o que quer ela não pode confrontá-lo. Decidida a esclarecer tudo e fazê-lo pagar pelo que ele fez, ela decide continuar com o papel de namorada apaixonada. Adam por outro lado, depois de começar seu relacionamento com Kiara mudou  completamente ( da água para o vinho mesmo). Nem parece mais o Bad boy mulherengo que conhecemos no primeiro livro.

 Adam está completamente apaixonado por Kiara e não quer nada mais do que viver sua vida ao lado dela. Enquanto isso, seu admirador secreto continua a lhe mandar os bilhetes com as ameaças, mas ele não conseguiu manter isso escondido de Kiara, que o confronta para saber o que está acontecendo.

Do outro lado da história, o pai de Apolo está prestes a se casar com Babi. Uma bela oportunista que já conseguiu dar o golpe da barriga no pai de Apolo e agora está prestes a se casar nada poderá dete-la (Isso é o que todos pensam dela). Apolo por outro lado, não concorda nem um pouco com essa loucura e está disposto a impedir esse casamento custe o que custar, mas será que Apolo é realmente o bom moço que aparenta ser?

Em uma visita ao seu escritório para encontrar Apolo, Kiara descobre que o amigo foi até o casamento do pai, mas antes que pudesse ir embora, Beatriz a noiva de Apolo decide se aproximar de Kiara para descobrir se ela é realmente só uma amiga ou uma ameaça para o casamento de seus sonhos. Depois que Bia convence Kiara a conversar, Kiara resolve abrir o jogo e dizer o que a trouxe até o escritório de Apolo. O segredo sujo de Adam é revelado e com isso surgem dúvidas. Será que seu noivo Apolo também não é quem diz ser e está mais envolvido nessa história do que elas poderiam imaginar?

Agora que as máscaras estão caindo e o circo se fechando, as pessoas culpadas pela tragédia no passado de Kiara começam a surgir. Depois que Adam  decidiu revelar seu passado sombrio mal sabendo que Kiara já sabia de tudo as coisas começam a esquentar ainda mais. Até que Kiara se vê em um beco sem saída quando descobre que nem todos dizem ser quem são.

No livro a Jornalista, tudo que pensávamos saber sobre os personagens muda. Conhecemos uma Kiara fria, um Adam apaixonado e um Apolo bem diferente do mocinho romântico que conhecíamos. Além de alguns personagens que julgávamos coadjuvante se tornarem essenciais para a sobrevivência da nossa querida mocinha.

Romance, ação, mistérios e segredos. Isso é o que encontramos em A Jornalista. Alem de maravilhosas referencias musicais, seqüestros, perseguições,  rumos inesperados e um final surpreendente. A Jornalista é o livro perfeito para quem quer sair do comodismo e da mesmice.

Melhor do que ler um bom livro é tirar uma boa lição dele, e em a Jornalista isso acontece. Com ele aprendemos que as aparências enganam (muito), alem de alertar as pessoas sobre bebidas batizadas e festas proibidas, mas a maior lição que esse livro pode passar é sobre o perdão.



E para finalizar, essa é uma frase de Mila Peixotto, que descreve perfeitamente a maior lição que o livro traz. As aparências enganam. “Não me julgue pelo o que aparento ser, pois as aparências enganam, de verdadeiro só o que á dentro de mim.”


Ficou com vontade de ler? Então é só clicar na foto do livro na coluna a sua direita e adquirir esse e outros livros dessa autora maravilhosa direto pelo site da Amazon.


Jéssica Milato da Costa nasceu na cidade de São Paulo vindo morar na cidade de Araras aos treze anos.


Aos vinte e seis anos decidiu escrever seu primeiro romance após refletir sobre a frase que diz " O homem só alcança a plenitude da vida quando planta uma arvore, tem um filho e escreve um livro" A partir daí a ideia começou a sair do papel.


Casada e com dois filhos, iniciou O Fotógrafo no fim do mês de abril de 2015, postando os capítulos duas vezes na semana na plataforma Wattpad.


Teve a primeira edição de O Fotógrafo publicada e lançada durante a Bienal de 2015 que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro


Estudante de Direito, divide o tempo entre estudar e escrever.


Adora ler, e incentiva seus filhos a lerem também, pois acredita que uma criança que lê é um adulto que pensa.



Onde comprar esse e o primeiro livro.