domingo, 2 de julho de 2017

Ela me deixa louco - PRÓLOGO






Primeiro quero agradecer a todos que tem acompanhado Vingança para o mal. A história vai fazer uma pequena pausa, mas logo retornará. Enquanto isso, vocês podem conhecer meu outro bebê. Ela me deixa louco. 

Sinopse:

Depois de um grave acidente de carro, Tyler ficou com algumas sequelas e problemas de coordenação, porém, mesmo precisando de ajuda, seu orgulho era maior e ele sempre conseguia se livrar de todos os cuidadores que seu pai, Charles, havia contratado até então. Será que a chegada de certa cuidadora, que se diz sua nova assistente, pode  fazê-lo ver a vida com outros olhos?










Ana checou o endereço pela terceira vez na última hora e conferiu suas roupas, calça jeans, camisa de alcinha branca, agasalho cinza e sapatilha vermelha, ok, estava apresentável. Ela parou no portão e se identificou ao porteiro, que já estava ciente de sua chegada, diferente do dono da residência.

Ela estacionou sua picape na entrada da mansão luxuosa, respirou fundo e foi em direção a porta. Não passava das nove da noite, Ana sabia que provavelmente não seria bem recebida, não pelo horário, mas sim pela má reputação que seu empregador tinha. Ele era conhecido entre os assistentes de saúde como Smith, o terrível.

Quem diabos pode ser uma hora dessas? — Uma voz aveludada trovejou do outro lado da porta. — O que? — Ele perguntou abrindo a porta de uma vez.

Ele usava calça moletom cinza, camisa de manga longa azul– que realçava seus olhos, duas lindas safiras – e trazia no rosto um semblante que berrava “cai fora”. Seu cabelo era uma bagunça, mas uma bagunça muito convidativa, não como aquelas que te espantavam. Em seu rosto havia uma cicatriz, Ana não pôde deixar de pensar que aquilo não o fazia ficar feio, pelo contrário, lhe trazia um ar sexy, sim, ela admitia, tinha um gosto um tanto incomum.

Resumindo, Smith, o terrível, poderia ser terrível, mas era deslumbrante.

—Olá, você é o senhor Smith? — Ana perguntou usando sua voz mais simpática.

— Quem é você?

       — Me chamo Ana. Bem, Anabeth Miller, eu serei sua assistente. — Tyler a mediu dos pés à cabeça e revirou os olhos.

Mais uma que seu pai jogava sobre ele na tentativa de “ajuda-lo”, droga! Ele não precisava de ajudar pra nada, estava muito bem sozinho. Aquelazinha podia refazer seu caminho e nunca mais dar o ar da graça... apesar de ser linda e, bem, não! Que fosse para o quinto dos infernos!

— Vá embora. — Ele disse fechando a porta, mas ela foi mais rápida, colocando o pé no caminho e entrando na casa.  Ele a olhou como se ela fosse louca por fazer isso.

— Espere eu só quero conver...

— Eu não preciso de uma babá. — A interrompeu de forma rude. Já estava cansado de toda aquela situação.

— É claro que não, Tyler . Eu posso te chamar de Tyler ?

— Senhor Smith está bom. — Ana corou pela tentativa de intimidade rejeitada e continuou:

— Claro, senhor Smith. Mas eu não estou aqui como sua babá eu...

— Claro que não. Já que mal saiu das fraldas, não é mesmo?  Diga, senhorita Miller, quantos anos tem? Não parece ter mais que 18.

— Tenho 22, senhor.  E como estava dizendo...

— Não faz muita diferença pra mim o que estava dizendo, senhorita. Como eu disse, não preciso de uma babá. Não me leve a mal. Você é bonitinha e parece irritantemente feliz. — Arqueou a sobrancelha e sorriu sem humor, fazendo Ana separar os lábios em um adorável “oh”. — Mas eu quero ficar sozinho. Foi por isso que eu, gentilmente — a palavra saiu carregada de sarcasmo —, dispensei os últimos 4 assistentes, como a senhorita se autodenominou, e é por isso que a senhorita será a quinta. — Tyler  disse se virando e indo em direção a sala. Ana notou que ele mancou por todo o caminho e usava uma bengala para se locomover. — Não deixe a porta bater em sua bunda ao sair.

— Eu estou de saída, mas só por que meu expediente não começa até amanhã. Vejo o senhor de manhã. Estarei aqui as 9:00AM com sua agenda na mão.

Tyler ouviu isso e respirou fundo virando-se de volta para ela.

— Eu não tenho uma agenda e eu já disse que não a quero aqui. Além disso, eu não acordo antes das 9:00AM.

— Não tem problema. Terei grande prazer em ficar apertando a campainha até o senhor abrir a porta.

Tyler semicerrou os olhos com o cinismo da garota.

— Quanto meu pai está te pagando? — Ana o olhou confusa. — Se eu triplicar o valor você vai embora?

— Não é questão de dinheiro, senhor Smith. — Mentiu. — Eu gosto do meu trabalho. — Isso era verdade.

— Inferno! Onde ele achou você? Você é mais insistente que os últimos.

— Vejo o senhor amanhã. — Disse acenando e sorrindo, enquanto saia da casa.

 Tyler travou o maxilar. Teria que pegar mais pesado para se livrar dessa. 


   CONTINUA...
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