sábado, 5 de agosto de 2017

Ela me deixa louco - Capítulo 05








— Você! — Ele rugiu assim que ela passou pela porta.

— Bom dia para o senhor também, senhor Smith. — O cumprimentou, ignorando seu mau humor. — Eu trouxe café.

— Eu quero essa coisa fora da minha casa! — Continuou gritando.

— Que coisa? — Perguntou confusa.

— Essa coisa que você chama de gato. — Respondeu enfurecido.

— Eu já disse que não posso levá-lo. — Declarou. — O que aconteceu?

— O que aconteceu? — Perguntou com um tom carregado de ironia. — Venha ver o que essa bola de pele rosada fez. — Disse caminhando com dificuldade até seu escritório.

 Quando Ana chegou lá, entendeu por que ele estava tão irritado.

— A versão animal do Freddy Krueger aí, destruiu meu escritório. — Ralhou apontando para o Peludo, que dormia tranquilamente.

— O senhor tem certeza que foi ele? — Perguntou. — Podem ter entrado aqui e...

— E destruído minha poltrona, minhas cortinas e deixado aquilo na mesa? Sério? — Vociferou a interrompendo.

— O senhor viu o Peludo fazer isso?

— Não preciso ver para saber!

— Então não pode acusá-lo. — Defendeu-o

— Você bateu a cabeça ou sempre foi assim? — Inquiriu, olhando para ela como se fosse louca. — Ele é um gato, quem mais...

— Ah! — Vibrou com a vitória. — Então admite que ele é um gato? — Questionou e ele suspirou passando as mãos pelo cabelo.

— Você tem problemas. — A acusou apontando para ela. — Eu nem sei por que tento discutir com você. Eu não preciso ter provas pra saber que foi ele, sua maluca. — Vociferou. — Olha o que ele fez com a minha poltrona. — Apontou para o móvel que estava todo destruído pelas unhas da pequena fera. — Eu quero tudo isso limpo. — Declarou irritado.

— Desculpe, senhor Smith, mas eu sou sua assistente, não sua empregada. — Defendeu-se.

— Exatamente! Você é minha assistente, então cumpre minhas ordens. E eu estou mandando você limpar essa bagunça! — Bradou. — Além do mais, foi você quem trouxe esse mostrengo aqui.

— Se o senhor não tivesse ofendido o Peludo, ele não teria feito isso. — Respondeu apontando para a bagunça.

— Ele é apenas um animal. — Constatou.

— Que tem sentimentos. — Retrucou.

— Ah sim! Sentimentos do mal. — Respondeu irritado com a petulância daquela garota. — Eu aposto que ele esta tramando minha morte agora. — Tyler disse apontando para o gato que ronronava aos pés de Ana.

— É claro que não. — O defendeu. — Olhe para ele. — Disse o pegando no colo e assim que se aproximou de Tyler, o gato rosnou.

— Viu! — Apontou. — Ele é do mal!

— Eu não sei o que o senhor fez para ele, mas...

— Como é? — A interrompeu indignado com o que ela dizia. — O que eu fiz para ele? Olha, eu... — E antes que pudesse dizer mais alguma coisa espirrou.[

— Saúde.

— Só... arrume tudo — Indagou olhando para o escritório. — E deixe essa coisa longe de mim.

— O senhor está bem? — Perguntou preocupada.

— Ótimo. — Vociferou voltando ao escritório com a ajuda de sua bengala.

Ana olhou para o escritório sem saber por onde começar.

— Você fez mesmo isso, Peludo? — Perguntou olhando para o gato que miou de volta. — Ele foi malvado com você, não é? — Questionou. — Tudo bem, ele é comigo também. — Acrescentou o colocando no chão e começou a limpar tudo.

 Algumas horas depois ela fez o almoço, mas ele não quis descer, fazendo-a comer sozinha na cozinha. Quando seu expediente estava no fim, ela foi até o quarto avisá-lo que estava de saída.

 Foi até o quarto e bateu duas vezes na porta. Então ouviu o barulho da descarga e depois de um tempo a porta de abriu.

— O que? — Perguntou a olhando.

— O senhor está bem? — Respondeu com outra pergunta, o observando. Sua pele parecia pálida e havia um leve brilho na testa. Além disso, suas bochechas estavam rosadas e seu nariz vermelho.

— Eu estou ótimo, não está vendo?

— Ah. — Respondeu voltado a si. — Eu já estou indo. Deseja mais alguma coisa?
— Não. — Respondeu já fechando a porta.

— O senhor está bem mesmo? Parece pálido. — Declarou, segurando a porta.
— Eu não tive muito tempo para um passeio hoje, Anabeth. — Respondeu com um tom que transbordava sarcasmo.

— Não foi o que eu quis dizer. — Defendeu-se.

— Você não disse que já estava indo? — Questionou. — Eu estou bem. Vou ficar ainda melhor quando você sair por aquela porta. — Acrescentou fechando a porta.

— Boa noite pra você também. — Respondeu para a porta fechada e se virou, indo embora.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

— Maggie? — Chamou a prima assim que entrou no apartamento.

— Aqui! — Respondeu, saindo da cozinha e se jogando no
 sofá. — Demorou. Como foi seu dia? — Perguntou curiosa.

— Cansativo. — Declarou se jogando ao lado da prima. — E o seu?

— Jackson me chamou pra sair. — Entoou. — De novo. —Acrescentou.

— Você já considerou dar uma chance? — Perguntou fechando os olhos por um minuto.

— E por que eu faria isso? — Questionou a olhando.

— Você gosta dele, os dois estão solteiros, trabalham juntos e gostam das mesmas coisas, além de serem amigos.

— Você está falando sério?

— É claro. — Indagou. — Jackson parece realmente gostar de você. E ele é totalmente diferente do Ian. — Respondeu com escárnio na voz. Ian havia sido um grande erro.

— Nem me fale desse cretino. — Grunhiu. — Não existe comparação entre Jackson e ele.

— Viu? Então por que não dá uma chance? — Perguntou.

— Porque apesar de gostar dele e de sermos amigos, ele é meio galinha. O que você acha que ele quer comigo?

— Talvez ele queira alguma coisa séria. — Respondeu sinceramente.

— Quantos anos você tem, Ana? — Questionou sem acreditar que a prima falava sério. — Estamos falando do Jackson! — Acrescentou.

— Exatamente. Vocês se conhecem a tempo de mais pra ele jogar tudo fora por sexo. — Constatou. — Além do mais, ele disse uma vez algo sobre gostar de mulheres que não correspondem. Ele podia estar falando de você.

— Mesmo que estivesse...

— Ele estava. — A interrompeu, recebendo um olhar fulminante que a fez se calar.

— Mesmo que estivesse... — Continuou. — ...isso nunca daria certo.

— Por que não? — Perguntou.

— Porque trabalhamos juntos.  E eu amo meu trabalho. Seria estranho.

— Não seria estranho. — Disse simplesmente.

— Seria o mesmo que você namorar o odiador de gatos. — Ana sentiu um arrepio com a ideia de namorar aquele homem, mas estranhamente, não era um arrepio ruim.

— Não seria, não. — Replicou. — Existe diferença entre trabalhar com e trabalhar para. E o Jackson não é uma dor na sua bunda como Tyler é na minha.

— Uau! Estamos mais irritadas com ele do que o normal? — Perguntou esquecendo-se de Jackson por um momento. — O que ele fez dessa vez?

— Além de ser um grosso mal educado? — Perguntou afundando no sofá e Maggie assentiu. — Ele me fez limpar o escritório dele.

— Você é assistente dele. — Constatou confusa. — Não é sua função?

— Arrumar sim. Limpar não. — Respondeu. — Mas já que foi minha ideia levar o Peludo, eu não tive escolha.

— O que o gato fez? — Perguntou curiosa.

— Destruiu a poltrona, as cortinas e deixou uma lembrancinha na mesa. — Quando Ana disse isso Maggie começou a rir.

— Ele não fez! — Maggie declarou incrédula.

— Fez. Ele disse que como foi minha ideia levar o gato, eu tinha que limpar. — Respondeu cansada.

— E o que você vai fazer agora? — Questionou.

— Como assim?

— Qual é, Ana! Eu conheço você. Quando ele fez você rodar a cidade atrás da ração você deu o gato para pagar.

— Eu não dei o gato como vingança, Maggie. Dei porque pensei que uma companhia faria bem à ele.

— Aparentemente não fez. — Declarou. — O que vai fazer agora?

— Ainda não sei. — Respondeu suspirando. — Ele é tão... Teimoso e mal educado e grosso e...

— E você gosta dele. — A interrompeu sorrindo.

— O que? — Praticamente gritou levantando-se do sofá. — Não gosto, não! — Ralhou com a prima.

— Gosta sim. — Acusou. — Eu nunca vi você ficar tão brava com alguém. Você é sempre gentil.

— Mas ele é um idiota. Está na hora de aprender que as coisas nem sempre são do seu jeito.

— E o que vai fazer? Se demitir? — Perguntou.

— Eu não sei. Eu não vou dizer que estou feliz lá. — Respondeu suspirando. — Porque seria mentira. Mas quando eu penso... Todos lhe deram as costas, Maggie. — Acrescentou olhando para a prima, que a observava atentamente. — Você sabia que ele já foi casado? Parece que ela o largou.

— É claro que eu sabia. — Respondeu como se fosse óbvio.

— Como? — Questionou.

— Você não pesquisou sobre ele? — Perguntou em choque. —Francamente, Ana.

— Me desculpe, senhora “preciso investigar todo mundo.” — Disse com sarcasmo.

— É o meu trabalho. — Defendeu-se.

— Você é jornalista, Maggie. Não é agente do FBI. — Declarou. — Não precisa saber tudo sobre todo mundo.

— Vai me deixar falar ou não? — Perguntou.

— Está bem. Qual é a história?

— Parece que ele era casado, mas depois do acidente eles se separaram. Boatos dizem que ele ficou mal, mas ela ficou muito pior.

— Ela também estava no carro com ele? — Perguntou horrorizada. Tyler mancava, tinha problemas de coordenação e uma enorme cicatriz – mas muito sexy – no rosto. Como sua ex- mulher poderia ter ficado pior?

— Estava. — Respondeu. — O acidente mexeu com ele, mas ela ficou paraplégica. Ela era modelo, não foi surpresa que nem um mês depois do acidente, sua carreira caiu.

— Que coisa horrível! — Respondeu em choque.

— Eles se separaram e depois do acidente nunca mais se teve noticias dela. Ele por outro lado, só tem o pai.

— O doutor Patz . Sim, ele é médico, mas e a mãe dele?

— Morreu no parto. Deus, Ana!  Você não pesquisou nada! — Ralhou com a morena.

— Pareceu errado investigar a vida dele. — Respondeu envergonhada.

— Não é investigar. É se informar. — Disse simplesmente. — Você poderia estar trabalhando para um psicopata.

— Você não deixaria isso acontecer. — Respondeu colocando sua cabeça no colo da prima. — Podemos, por favor, não falar mais dele?

— Contanto que você não fale mais do Jackson.

— Mas... — Maggie a olhou como se a desafiasse. — Fechado. O que você quer fazer essa noite?

— Eu não quero sair. Que tal um filme?

— Pra mim está ótimo. — Respondeu se levantando para fazer pipoca enquanto Maggie buscava os cobertores.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Ana acordou na manhã seguinte e tanto ela, quanto Maggie estavam no sofá. Ela olhou no relógio e faltava meia hora para estar no serviço. Se levantou depressa indo para o banheiro fazer sua higiene matinal.

Quando chegou até a casa, já estava dez minutos atrasada e sabia que ele implicaria com isso.

— Ei, Peludo! — O cumprimentou, fazendo carinho no gato que veio recepcioná-la.

— Senhor Smith? — Ela entrou na casa o chamando. — Senhor Smith? — Ao chegar no escritório, a porta estava apenas encostada e ela o viu sentado na poltrona, vestindo um casaco e com uma coberta por cima de suas pernas e torso.

— Senhor Smith? — O chamou já bastante preocupada. O tempo estava frio, mas não o bastante para aquelas roupas. Havia algo errado.

— O que... você... quer? — Perguntou com o queixo batendo pelos tremores e ela se aproximou.

— O senhor está suando. — Declarou aproximando-se e tocou em sua testa, sentindo um formigamento em seus dedos, mas também a alta temperatura da pele dele. — Você está ardendo em febre! Eu vou ligar para o senhor Patz . — Informou, mas antes que ligasse, ele a impediu.

— Não! É a gripe. Eu reajo diferente. — Respondeu ainda tremendo. — Não ligue para meu pai. — Pediu.

— Tudo bem. Eu vou buscar um antitérmico. — Ela foi até o armário da cozinha e pegou o remédio, voltando rapidamente até o escritório. — O senhor consegue andar até o quarto? — Perguntou e ele assentiu.

Assim que se levantou, perdeu o equilíbrio. Ele teria caído, mas ela se colocou na frente servindo de apoio. A sensação de formigamento voltou ainda mais forte enquanto ela o segurava.

 — Tudo bem. Peguei você. — O assegurou e ele se apoiou nela enquanto subiam o lance de escada e ela pôde sentir que ele tremia.

Com custo, eles chegaram ao quarto onde Tyler se apoiou na parede enquanto Ana puxava a coberta. Ele se deitou e ela foi até o banheiro, molhando uma pequena toalha para passar em sua testa e tentar baixar sua temperatura. Ela voltou para o quarto e se sentou na beira da cama, enquanto secava a testa dele.

— Senhor Smith, desde quando está assim? — Perguntou preocupada. Afinal era paga para cuidar dele. — Por que não me ligou?

— Eu estava bem até noite passada. — Murmurou. — Por que estou com sono?

— É o remédio. Deve estar fazendo efeito. — Respondeu ainda passando a toalha em sua testa. — Eu não entendo. O senhor só parecia resfriado ontem. Como pôde ficar tão ruim? — Perguntou sem entender.

— Pensei que meu pai tivesse lhe dito tudo. — Disse suspirando com a sensação da toalha fria em sua pele quente.

— Eu sei que o senhor adoece com facilidade, mas parecia só um resfriado.

— Isso é bom. — Disse quando ela pressionou o pano frio em sua testa.

— Vai baixar sua temperatura. — Respondeu. — Um banho seria melhor, mas o senhor não...

— Então não pode me ajudar? — A interrompeu. — Pensei que fosse minha assistente. — Disse e ela corou. — Ai está... pensei que tivesse perdido o jeito.

— O jeito com o que? — Questionou.

— Eu costumo contar quantas vezes consigo fazer você corar em um dia. — Respondeu simplesmente.

— Isso não é divertido. — Apontou.

— Talvez não pra você. — Ela tirou o pano e colocou sua mão no lugar para sentir a temperatura. Ainda estava quente, mas bem menos.

— A febre está cedendo e logo o senhor vai dormir. Se precisar de alguma coisa é só tocar a campainha. — Disse arrumando seu travesseiro, tentando deixá-lo confortável.

 Ela o deixou no quarto e foi para a cozinha preparar uma sopa para ele. Quando a sopa ficou pronta, ela voltou para o quarto e ele já dormia

— Anabeth... — Por um segundo ela pensou que ele estava lhe chamando, mas viu que ainda dormia. — Muito sal... — Ela continuou o observando e percebeu que ele falava enquanto dormia. — Gato estúpido... Minha poltrona. — Ela se aproximou e colocou o prato de sopa no criado mudo e depois a mão em sua testa, medindo sua temperatura. Ainda estava quente, mas a febre havia baixado.

— Senhor Smith? — O chamou e ele acordou lentamente.

— O que faz aqui? — Disse olhando para ela e depois para o quarto. — Como eu cheguei até o quarto?

— Eu o ajudei a subir. — Respondeu. — Como se sente?

— Ótimo. — Mentiu.

— Sua febre baixou. — Anunciou feliz. — Eu fiz sopa. — Acrescentou mostrando o prato.

— Eu não estou com fome. — Respondeu sem olhar para a comida.

— Mas o senhor precisa comer. — Insistiu pegando o prato com cuidado.

— Você não é minha mãe. — Ralhou. — Não tenho que obedecer a suas ordens.

— Eu não daria ordens se o senhor se alimentasse direito.

— Está bem! — Rugiu tomando a bandeja de sua mão e colocando em seu colo. — Se eu comer isso, você fica quieta?

— Eu prometo. — Disse beijando os dedos cruzados e ele revirou os olhos.
Quando ele levou a primeira colher a boca, ela já esperava alguma reclamação. Por melhor que fosse a comida, ele sempre tinha alguma reclamação, mas dessa vez ela não veio.

— O que? — Questionou secamente enquanto tomava a sopa.

— Nada. — Ela sabia que se dissesse alguma coisa, ele reclamaria por pirraça. Ele terminou a sopa e se ajeitou na cama para voltar a dormir e ela saiu do quarto depois de observá-lo por alguns minutos.

Quando seu expediente estava quase no fim, ela percebeu que não queria ir embora e deixá-lo sozinho, mas não sabia se era permitido ficar. Ela foi até o quarto e o encontrou dormindo e murmurando algumas palavras.

— Gato estranho... — E como se soubesse que falava dele, Peludo entrou no quarto miando.

— Você não é, não. — Ela sussurrou para o bichinho que ronronou em resposta.

— Teimosa... Irritante... — Ele murmurava.

— Acho que agora sou eu, Peludo. — Declarou sorrindo e se aproximando de Tyler, o chamando. A febre havia voltado, a deixando ainda mais preocupada.

Ela pegou o pano e o molhou novamente, colocando na testa dele e fazendo com que ele acordasse e a olhasse confuso.

— Sua febre voltou. Meu horário acabou, mas eu posso ficar aqui se quiser, senhor Smith. — Disse,  e ele fechou os olhos e se encolhendo para perto dela.

 Ela tomou isso como um sim e continuou limpando sua testa.

— Precisa de mais alguma coisa, senhor Smith? — Perguntou gentilmente.

— Tyler. — Ele sussurrou.

— O que? — Perguntou confusa.

— Eu gosto de ouvir meu nome. — Sussurrou enquanto tremia.

— Eu não entendo. — Declarou. — Quando o chamei pelo nome...

— Fiz para irritar você. — Indagou — Queria que você fosse embora.

— Então não gosta de senhor Smith? — Perguntou.

—Não. Eu me sinto velho. — Suspirou ainda com os olhos fechados. — E não vou me livrar de você mesmo. — Ele estava quase pegando no sono.

A toalha que Ana tinha nas mãos já estava quente, então quando ela ia se levantar para molhá-la:

— Não! Por favor, fique. — Suplicou fazendo o coração dela disparar.

— Eu só vou molhar a toalha novamente. Não demoro. Eu prometo. — O tranqüilizou, se levantando e voltando o mais rápido que pôde.

 Ana passou a noite toda ali com ele. Sempre verificando sua temperatura e nunca o deixando sozinho, como havia prometido.


                           CONTINUA...