terça-feira, 20 de junho de 2017

CAPÍTULO 10- UM ORIGINAL

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Vingança para o mal - 10: Eu quero informações.




— Recebi sua mensagem Isac.

— B
om te ver também Mari.

— 
Informações Souza. Eu quero informações.- Ela disse impaciente.

— 
Sabe. Você podia fingir que está aqui porque somos amigos

— 
Não somos amigos. Nós transamos algumas vezes, foi divertido. Agora você me passa as informações que eu preciso. Você quer Roberto morto tanto quanto eu. E é aí que nosso acordo acaba. A informação é quente?- Mari perguntou abrindo o envelope.

—Eu já te dei alguma que nos fosse? Aliás... Lindo trabalho com o Felipe. Um rostinho bonito abre portas.

—Você sabe que eu sou mais do que isso Isac.

—É. Eu também sei que as pessoas estão fazendo perguntas.

—Que tipo de perguntas?

—A história que corre na agência é que temos uma assassino com assinatura a solta.

—Consegue controlar as notícias?

—Eu sempre consigo. Soube que foi apresentada ao nosso amigo em comum ontem.

—Você também o viu?

—Claro que eu vi. Eu também estava na festa. Mas você garota você levou as coisas pra um outro nível. Envolver o filho dele? Brilhante

—Eu trabalho com oportunidades. E o menino de ouro é a melhor até agora.

Só tome cuidado. Eu já vi o Mendes  trabalhando. Ele não é burro.

—Porque eu tomaria cuidado? Tudo que ele sabe sobre mim é que meus pais morreram em um trágico acidente de carro e que eu fui criada pelo meu tio. Eu aposto que quando ele era pequeno ele gostava de cuidar dos Animais machucados que encontrava e para ele eu sou exatamente isso. A doce. Frágil órfã.

—Você esqueceu do psicótica e vingativa.- Ele disse sorrindo.

—O que eu vou fazer com o pai dele não é vingança. É justiça. Vingança vai ser o que eu vou fazer com os outros.

—Ou. Espera aí. Que outros. ?

—Você achou que Roberto seria o suficiente? Ele me tirou as pessoas que eu amava. E é exatamente o que eu vou fazer com ele. Ele mandou matar meus pais. Ele os matou na minha frente, e é desse jeito que ele vai perder a família dele.

—O acordo não era esse. Era pra ser só o Roberto, Mariana.

—Não. Você disse que queria Roberto morto e é exatamente isso que vai acontecer. Todo o resto não é da sua conta. - Ela disse pegando o envelope e saindo.

—Tem mais uma coisa. Eduardo está na sua cola.

—Com tanto que você mantenha sua boca fechada, eu não tenho com o que me preocupar.

Mari chamou um táxi e foi até o apartamento encontrando Mônica digitando em seu computador.

—Oi.

—Oi. O que você está digitando?- Perguntou curiosa.

—Assuntos da agência. Sabe que não posso falar Mari.

—Sério Nica? Desde quando guarda segredo de mim?

Está bem. Senta aqui. – Ela disse e Mari foi para seu lado.

—O que é?

—Não temos certeza ainda. Encontramos um padrão, mas não há ligações.

—Padrão?- Mari perguntou querendo saber até onde Tânia sabia.

—Olha.- Ela disse apontando para a tela.- Vê? Todos com tiro na cabeça e tem essa flor no meio do sangue. No inicio pensamos que era parte da decoração dos hotéis, mas olhe para esses. Eles estavam nas salas de sua casa. E não parece um lugar que tenha flores.

—Então é um assassino com assinatura?

—Exatamente.

—Quem são as vítimas?

—Todos criminosos. Ou eram procurados ou conseguiram sair da cadeia, mas ainda sim criminosos.

—Então ele está fazendo um favor.

—As coisas não são assim Mari. Eduardo está preocupado.

—Por quê? São criminosos.

—As coisas não são feitas assim Mari. Eles eram criminosos sim, mas deveriam receber um julgamento e uma punição. Não serem executados.

—Quantos foram?

—Nove até agora. O ultimo foi encontrado há alguns dias. Felipe Veigara.

—Esse não é...

—Um dos mais procurados do FBI? É Sim.

—Você sabe mais coisas?

—Não. Ele é espero. Sabe limpar a bagunça. Quase como se desaparecesse.

—Boa sorte então. Parece que vão precisar.

—Eu também acho. Mas chega de falar disso. Eduardo me contou. Sobre o Lucas.

—Não Nica. Nem começa.

—Ah não, Mari. Você tem que falar. Não credito que fingiu que estava bêbada pra sair com ele.

—Eu queria sair da festa e consegui. Eu tenho que ir.- Disse indo em direção a porta.

—Não senhorita, temos que conversar.

—Nós vamos. Eu prometo, mas eu tenho que sair agora.

—Tudo bem, mas quando você voltar nós vamos conversar.

—Eu sei. Até mais tarde Nica.

—Ei, espera. Onde você vai? De mochila?

—Eu marquei de encontrar uma amiga e vou passar a noite na casa dela.

—Uma amiga? Ou um amigo?

—Nica...

—Ei.. Não estou julgando. Você é maior de idade. Só quero saber onde você vai para quando seu tio perguntar.

—Lucas e eu marcamos de sair. Nada de mais.

—E vocês...

—Até mais Nica.

Mari pegou sua mochila e colocou nas costas montando em sua moto e pilotando até o endereço do Viana.

Já estava escurecendo e ela sabia que ele não estava em casa. Seu contato estava o vigiando e a avisaria quando ele saísse do bar. Ela entrou pela janela próxima a central de alarme e mexeu na caixa cortando os fios antes que disparasse. Então começou a preparar sua brincadeira.

Estava tudo preparado quando Mari recebeu uma mensagem. Seu alvo estava a caminho. Algum tempo depois ela ouviu a porta ser aberta e ele estava sozinho. Bêbado, mas sozinho. Ele entrou na sala, e tentou acender as luzes, mas ela já havia cortado a energia.

—Mas que merda.- Ele fechou a porta e a trancou. Quando ia em direção ao quarto ouvi apenas uma ordem.

—Não se mexa.- Ele congelou no lugar. Ele estava perto de uma mesinha onde deixava sua pistola. Como estava escuro ele a pegou.

—Vire-se.- Ele se virou com a pistola na mão e a encontrou sentada em sua poltrona.

—E quem é você?

—Não é você que faz as perguntas aqui.- Ele apontou a pistola para ela e apertou o gatilho, mas não houve disparo. Mari havia descarregado a arma.

—Está bem. O que você quer? – Ele perguntou jogando a pistola no chão.

—Quero você exatamente onde está. - Ela disse sorrindo.- E disparou em seu joelho o fazendo cair. Quando ele tentou se levantar recebeu outro disparo no ombro.

—Eu pago o dobro. Por favor. Não me mate.- Tentou negociar desesperadamente.

—Por que não?- Ela perguntou sorrindo com o desespero dele.

—Por favor.- Suplicou.

—Você não se importou quando meu pai implorou. Por que eu me importaria?- Ela disse se aproximando.

—O que? Eu...- Disse confuso.

—Mas pode ser que eu não te mate. Se você me ajudar com uma coisa.- Disse com sua voz inocente. As aulas de teatro que frequentou na infância nunca lhe foram tão úteis.

—Qualquer coisa. Qualquer coisa.- Ele gemeu de dor.

—Como eu encontro seu amiguinho? Qual o nome dele mesmo.. Ah sim Santiago.- Ao ouvir o nome do Santiago, Arthur congelou.

—Eu sabia. Sabia que o José
 tinha uma filha. Eu o avisei que isso aconteceria. Eu avisei. Sabia que você viria atrás de nós um dia.

—E isso não te impediu de mata-lo,não foi?

—Eu não queria.- Tentou se justificar.

—Eu acho que você queria. Queria muito mais que isso. Foi você que eu vi com a minha mãe.

—Por favor. Foi só uma brincadeira.

—Eu sei disso. Nós também vamos brincar um pouquinho. Sabe, eu sei que existe um código de lealdade entre vocês. Mas você vai me dar o paradeiro dele. E então eu vou fazer uma coisa bem legal pra você.- Disse se aproximando com a arma engatilhada.

—Tudo bem. Eu falo o que eu sei, mas não me mata.- Suplicou mais uma vez.

—Bom garoto. Agora que você está sendo legal comigo, eu posso ser legal com você também. Eu não vou matar você. Eu prometo.- Mari 
 disse jogando as algemas em direção a ele. 

—Ali. Se algeme no móvel. – Ela mandou e ele obedeceu. Quando ele estava preso, Mari
 colocou a arma na cintura e caminhou até ele.- Você está sendo um bom garoto. E bons garotos merecem recompensas. Ela disse abrindo o zíper dele e puxando sua calça. Ele pensava que ela era no mínimo louca, mas pelo menos estava satisfeito com a promessa que ela não o mataria. Ela puxou sua calça junto com a boxer e viu que ele estava começando a se animar.-Você tem sido um bom garoto, mas já fez coisas muito ruins não foi?- Ela perguntou.

—Eu fiz.- Ele disse entre gemidos.

—E você se arrepende?- Perguntou sem desviar o olhar.

—Não.- Negou prontamente.

—Não?

—Não mesmo.- Confirmou.

—Que ótimo.- Ela disse puxando uma faca de sua cintura e colocando perto do membro dele.

—Espere.. O que você..?- Antes que ele dissesse mais alguma coisa ela o cortou e ele gritou.

—Isso é por pensar que podia colocar suas patas na minha mãe.- Ele perdeu a consciência por alguns minutos. Quando acordou ela estava no sofá. O observando.

—Pensei que a brincadeira tivesse acabado.- Disse sem emoção em sua voz.

—Você prometeu que não me mataria.- Disse tentando se manter acordado.

—Ah, mas eu não vou. A hemorragia vai.- Ela disse mostrando seu membro cortado dentro de um saco plástico e ele olhou para si com horror e gritou quando Mariana 
 jogou uma rosa branca e saiu sem olhar para trás. 

CONTINUA...