domingo, 7 de maio de 2017

Short Fic Breaking the Rules Capitulo 10- Logo eu






Edward PDV

Bella havia se mudado e eu não sabia o que fazer. Na verdade havia muita coisa que eu podia fazer. Como descobrir para onde ela foi e ir atrás dela, mas Rosálie disse que isso acabaria mal e que se ela havia se afastado de mim era porque precisava de um tempo.

Ouvi as batidas na porta me tirando de meus devaneios.

—Entre.

—Queria me ver Edward?

—Sim Jasper. Eu preciso falar com você.

—Algum problema com a compra da escola?

—Não. A compra foi realizada. Eu quero falar sobre outra coisa. Sua noiva.

—Alice? O que tem ela?

—Não ela. Eu quero saber se ela pode me ajudar. Você sabe de tudo que aconteceu e...

—Edward. Antes que diga mais alguma coisa, eu conheço você desde a faculdade, e é palpável a mudança que Bella trouxe para sua vida.

—Então me ajude a reconquistá-la- implorei.

—Eu não posso fazer isso. Alice nunca me perdoaria se eu te colocasse na vida da Bella de novo. Ela sabe o que a amiga passou. E falando como seu amigo e não seu advogado Edward, você fez merda.

—E acha que eu não sei disso? Mas eu estou tentando melhorar. Vendi parte das minhas ações e abri mão da presidência para que ela tivesse seu emprego de volta.

—E é aí que está o problema meu amigo. Você fez tudo isso porque esperava que ela te perdoasse.

—Bem, sim.

—Viu? Você não fez essas coisas porque era o certo a se fazer. Fez porque no fundo tinha esperança de que ela voltasse para você.

—E o que eu posso fazer? Eu poderia ir atrás dela e..

—Edward não. Isso é exatamente o que você não deve fazer.

—E o que eu devo fazer então?

—Deixe- a ir.

—Deixá-la ir?

—Se ela sente o mesmo que você Edward, ela vai voltar. E nesse meio tempo, tente ser uma pessoa melhor, mas porque é o certo a se fazer. Não porque você espera que ela volte.

—E do que adianta ser melhor se ela não verá as mudanças em mim?

—Deus... Alice vai me matar por isso, mas tudo bem. Eu me caso em três meses. Bella será uma das madrinhas de Alice. Você poderá ir como meu padrinho. Até lá, mude quem você é. Se livre dessa casca podre que você criou com essa aposta estúpida e seja alguém melhor. Alguém que a Bella se orgulhe. Eu não posso garantir que ela vá ficar com você Edward. Mas eu posso fazer com que ela te veja.A começar por esquecer qualquer plano de vingança que você esteja planejando.

—Eu não estava.

—Qual é Edward? Não insulte minha inteligência. Eu sei que Tânia foi responsável pelas fotos e você sabe disso. E conhecendo você meu amigo, eu sei que você já deve ter alguma coisa nessa sua mente.

—Eu não vou fazer nada.

—Edward...

—Eu estou tentando ser melhor lembra?- Disse sorrindo.- Não está vendo a auréola.- Disse circulando minha cabeça.

—Eu nem sei porque eu tento.- Jasper disse saindo.- Três meses Edward. Três meses.

—Já é o bastante para mim. Obrigado.

Eu tinha três meses e já sabia exatamente por onde começar. Eu não faria nada com Tânia. Não exatamente.

—Sabe Tânia. Eu fico feliz de ter conseguido as coisas, mas até hoje não entendo. Como ela descobriu tudo?

—E isso importa? Acabou. Você venceu e é o presidente agora.- Ela disse me entregando uma taça de vinho.

—Sim, mas eu queria ter aproveitado mais um pouco. Não entendo como as coisas deram errado.

—Você vai ficar muito zangado comigo?- Ela disse agarrando meu pescoço e fazendo bico.

—Por que eu ficaria? Você é a única que está do meu lado. Todos os outros estão me julgando.

—Eu acho que você fez o que tinha que fazer. Mas as coisas estavam indo muito longe.

—Tania... O que você fez?

—Talvez eu tenha mexido uns pauzinhos para que aquelas fotos chegassem a pessoa certa.

—O que?

—Eu sabia que ela não te deixaria em paz Ed. Sabia que mesmo depois de vencer e a dispensar, ela continuaria atrás de você. Então o único jeito seria fazer ela odiar você.

-Então foi mesmo você. - eu disse me aproximando dela.

—Calma aí Edward. Antes que você faça alguma coisa. Eu fiz por você.

—Por mim? - Perguntei sentindo o sangue ferver.

—Você estava fraquejando Edward. Eu ouvi sua conversa com a Rosalie. Você ia desistir. Ia perder de propósito.

—Eu ia desistir. Ia desistir por ela.

—Viu. Eu te fiz um favor. Porque quando você percebesse que ela não serve pra você seria tarde. E você teria perdido a presidência.

—Você fez um favor?- eu rosnei socando a parede fazendo Tânia saltar.

—Assim que percebi a burrice que você estava cometendo eu pensei rápido. Eu vi que aquela sonsa estava no banheiro. Peguei Kate e fui até lá. Eu sabia que assim que ela soubesse da aposta você não teria a menor chance. E eu estava certa. Eu sabia que assim que ela descobrisse terminaria com você. E você voltaria para mim.

—Seu plano teve uma falha Tânia. Eu não tinha vencido a aposta ainda. Não tinha ganhado a presidência

—Eu percebi isso tarde demais. Quando vi a briga de vocês. Mas felizmente as coisas deram certo. E agora você vai ser nomeado presidente... Edward, onde você vai?- Ela disse enquanto eu saia do apartamento antes que fizesse algo que me arrependesse.



Alguns dias depois.

—Ed... Nem acredito quando ligou para me acompanhar na premiação. Eu sei que você estava zangado pela professorinha.

—Talvez tenha sido melhor assim. Vamos? – Disse mudando de assunto.

—Não vai dizer que estou bonita?- Ele a olhou, mas se queria que as coisas funcionassem teria que ir até o final com aquilo.

—Srta. Denali por favor. Uma pequena entrevista.?

—Repórteres.- Tânia disse com desdém e eu me aproximei dela.

—Não é um qualquer. Esse é um daqueles da revista que você acompanha.

—Da Poise? Como eu nunca o vi? Ai Meu Deus Ed...

— Srta. Denali por favor. Uma pequena entrevista?- Ele pediu novamente.

—Claro. Tudo para meus fãs.

—Eu tenho algumas perguntas. A que a senhorita atribui seu sucesso?

—A minha família primeiramente. Eles sempre me apoiaram e me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje.

—Vocês são muito próximos?

—Ah sim. Muito. Eu não os vejo com muita freqüência já que eu trabalho muito, mas eles sempre vem me visitar quando podem.

—Isso é ótimo.- Repórter disse.

—Sério Tânia?

—Sr. Cullen. Tem alguma coisa para dizer?

—Tenho sim Philipe. Na verdade Tânia. Fico feliz que seja tão próxima de sua família. Porque tenho uma surpresa para você está noite.

—Sério? Você sabe que eu não gosto de surpresas Ed.

—Ah, mas você vai adorar essa.- Assim que disse isso o carro parou na porta e a surpresa desceu. Eu daria muita coisa para poder gravar a cara de horror que Tânia fez quando viu sua família.

—Tanaliana- Ela arregalou os olhos e olhou para mim em choque ao ouvir as vozes.

—Sabe Tânia.- Eu sussurrei em seu ouvido.- Já que você é tão próxima de sua família. Achei que seria perfeito que elas viessem a sua premiação. Afinal, a noite vai ser incrível. Muito divertida, não acha? Tanaliana.

—Você... Você fez isso? Você os trouxe até aqui? Por que Ed?

—Achou mesmo que o que você fez contra Isabella ficaria impune? Achou que eu não me vingaria? Logo eu? Achou mesmo?

—Eu não fiz nada que não devia. Ela não servia para você.

—Essa é a sua opinião.

—Você sabe que é verdade.

—Eu sei que por pura crueldade sua, ela teve a vida exposta e arruinada. E é exatamente isso que vai acontecer com você aqui hoje Tanaliana.

—Não me chame assim. Eu abandonei essa abominação de nome há muito tempo. Você vai pagar caro por isso Cullen.

—Eu duvido muito disso. Vamos senhora?- Eu disse oferecendo meu braço a adorável senhora que descia do carro. Ela era a avó de Tânia.

—Quanta gentileza rapaz. Diga.. Você é namorado da Tanaliana?

—Não senhora.

—Uma pena. Aquela menina nunca teve um bom gosto para namorar. Vivia se agarrando com um moleque da fazenda. Nunca se dava ao respeito.

—Eu adoraria ouvir mais sobre isso senhora.- Disse para a avó dela.

—Por que está aqui vovó?

—Hora.. Você parece até que se esqueceu da família. Não liga nem manda cartas. Esse rapaz apareceu na fazenda dizendo que você ia ganhar uma coisa importante. E nem chamou a família Tanaliana. Que coisa feia. Continua a mesma menina ingrata de sempre.Ela puxou ao pai nisso. Não é Tanaliana?

—É Tânia vovó. Ai meu deus. Vocês trouxeram o Deny?

—Eaí cabeçuda- Disse o menino saindo do carro. Ele devia ter uns oito nove anos.

—Seu moleque. É bom se comportar.

—Você vai pagar quanto pra isso?

—O que?

—O boa pinta aí me deu cem paus pra contar todos seus podres hoje.- Ele disse sorrindo.

—Tanaliana quanto tempo filhinha.- Disse a mãe dela descendo do carro, mas se virando para pegar a cereja do bolo da noite.

—Me diz que não tem o que eu acho que tem aí dentro.

—Eu não podia deixar o rocambole em casa. Ele ia sentir nossa falta.- Ela disse tirando um pequeno leitãozinho vestido com um terno de dentro da limusine.

—Como eu disse. Uma noite muito divertida.- Eu disse a puxando para dentro para que ela não pensasse em fugir.