quinta-feira, 11 de maio de 2017

One- Shot: The World Upside Down





"É confuso, mas eu quero do meu jeito, meu jeito
Quando eu estou embriagada

Sou atirada, estou com meu licor, sinto a batida
Me seguro no chão, mas continuo girando e girando
Me coloque, querido, de volta sobre meus pés
Escondidos na multidão, vamos fazer amor sem fazer barulho"





Bella havia acabado de terminar um relacionamento, bem, na verdade ele havia terminado pelos dois quando foi pego transando com sua secretária. Jacob e ela namoravam há quatro anos. Ela pensava que ele seria o cara. O cara pelo qual ela se apaixonou na faculdade e que seria seu futuro marido, pais dos seus filhos. Mas aparentemente Jacob tinha uma idéia diferente.

Bella era modelo, mas ao mesmo tempo a garota certinha. Ela era aquela quem nas festas da faculdade, cuidava para que as amigas bêbadas chegassem em casa bem, ela nunca era a amiga bêbada. Mas hoje resolveu mudar isso. Depois de pegar Jacob com a secretaria, ligou para Rosie e foram para uma balada para dançar e beber. Beber muito. Rosie era sua amiga desde os tempos da faculdade.

—Eu não queria dizer isso Bells, mas eu avisei.

—Eu sei. Você tentou me avisar que ele não valia nada, mas eu fechei meus olhos. Podemos beber agora?

—Lugar legal esse. Não sabia que eles serviam aperitivos também. E então? O que você quer fazer agora?

—Honestamente? Tudo o que eu não fiz na faculdade. Encher a cara e dançar muito.

—Parece um ótimo plano para mim.

Elas foram em direção ao bar, Rosie pediu uma cerveja, e Bella uma tequila. Virando em um gole só e pedindo outra.

—Wou, olha só Bells, eu sei que você esta chateada, mas você nunca bebeu antes. Talvez devesse ir com calma.

—Não Rosie. Isso é gostoso. - Uma musica começou a tocar e Bella puxou Rosie pela mão. - Eu adoro essa música, vem!- E as duas foram para pista de dança. Bella começou a balançar o quadril no ritmo da musica e quando se deu conta Rosie não estava mais do seu lado. Ela estava com um cara grandalhão dançando bem colado. Rosie era rápida. Sem se importar continuou balançando e decidiu tentar um giro, mas se desequilibrou pela quantidade de bebida que havia tomado, mas antes de atingir o chão, ela foi segurada por braços fortes.

—Tudo bem?- O estranho misterioso perguntou.

—Eu... Estou ótima.- Bella disse de um jeito enrolado

—Acho que alguém passou da conta hoje.

—Eu nem cheguei a minha conta meu querido.- Bella disse olhando para o desconhecido. Um desconhecido absurdamente lindo. O que ela queria era saltar sobre ele. Ela poderia fazer isso não poderia? E se se arrependesse depois, era só culpar a bebida. Ele a ergueu a colocando de volta sobre seus pés.

—Vem comigo?- Ela não poderia negar nada a ele agora. Estava encantada com o homem misterioso e a bebida tirava todas as suas inibições. Ela faria o que tivesse vontade.

Edward a levou para o sofá da boate, que era uma área mais tranqüila.

—Meu nome é Edward Cullen. Muito prazer.

—O meu é Isabella, mas prefiro Bella. E acredite o prazer é todo meu.- Ela disse já sentando em seu colo. Delicadamente ele a afastou.

—Você não está em uma boa fase não é?

—Que ótimo. Nem um gato desconhecido quer sexo comigo. Meu ex deve ter razão em sair transando com outras mesmo e no que ele disse.

—E o que ele disse?

—Basicamente que eu sou frigida. E que sou incapaz de excitar um homem- Ela disse ainda meio enrolada pela bebida.

—Acredite Bella. Esse seria o ultimo dos adjetivou que eu poderia de lhe dar. E sobre a excitação, como pode ver.- Ele disse apontando para suas calças.- Não é bem verdade. Fiquei assim apenas por te ver dançando.

—Então por que me tirou do seu colo?

—Recebi uma criação diferente Mein Leben. Quando me interesso por uma mulher, me interesso por ela por inteiro.

—O que isso quer dizer.

—Isso o que?

— Mein Leben.

—É alemão. Como minha descendência. Muito boa pronuncia alias.

—E o que significa?

—Um dia eu lhe conto. - nem ele sabia porque havia chamado a linda morena por esse apelido. Esse era o apelido que seus familiares costumavam usar para se referir a sua pessoa amada. Como uma desconhecida que havia acabado de conhecer se tornará tão rápido sua Mein Leben?- Acho que você precisa colocar alguma comida aí dentro. Aqui.- Ele disse lhe oferecendo um canapé, e Bella rapidamente aceitou. Já sentia seu estomago revirando. Viu Rosie e o cara com quem ela estava dançando se aproximarem. Colocou um canapé na boca, mastigou e engoliu, mas pouco tempo depois se sentiu estranha. Como se o ar lhe faltasse.

—Bella?- Rosie perguntou se aproximando, já vendo que a amiga não passava bem.-Bella? Você está bem?- Bella apontou para a garganta e Emmett o grandalhão que estava com Rosie perguntou o que ela tinha.

—O que ela tem? Se engasgou?- Edward a olhou pensando a mesma coisa, mas sua face começou a ficar vermelha e ele começou a se desesperar. O que estava acontecendo com a garota?

—Bella?- Ele a chamou, e ela apontou para a bandeja de canapés. Rosie entendeu o recado e puxou a amiga pelo braço até o carro.

Rosie viu que Emmett e o homem que estava com Bella estavam bem atrás delas. Rosie destrancou o carro e pegou a injeção de epinefrina. Aos poucos a respiração de Bella foi normalizando e Rosie se acalmou e pode explicar aos rapazes o que havia acontecido.

—Ela comeu os canapés?- Rosie perguntou ao lindo homem de olhos verdes.

—Sim. Achei que faria bem, depois de ter bebido tanto. O que aconteceu? Por que ela ficou vermelha e não conseguia respirar?

—Ela é alérgica a camarão. E os canapés são todos feitos disso.- Edward arregalou os olhos em choque. O canapé que ele deu a garota havia causado toda aquela confusão, mas como ele poderia imaginar. Talvez ele devesse parar de deixar Emmett o arrastar para esses lugares, mas nesse caso, nunca teria conhecido Isabella. Sua Mein Leben.

—Sinto muito.

—Você não tinha como saber. O importante é que ela está bem. Vamos Bella. Vou chamar um táxi.

—Já vão?- Emmett perguntou.

—Sim. Eu preciso levá-la ao hospital. Para ter certeza de que a injeção vai continuar funcionando. Você tem meu numero.- Ela disse sorrindo.

—Eu levo vocês. - disse Edward.

—Não precisa se incomodar- Dessa vez foi Bella que disse.

—Não me incomoda. Tecnicamente foi minha culpa, o mínimo que posso fazer é levá-la ao hospital. E eu fui o único dos quatro que não bebeu nada.

—Vamos Rosie. Aceite.- Emmett disse.- Uma hora dessas vocês não vão conseguir um táxi tão rápido.

Rosie pareceu pensar e olhou para Bella que concordou. Edward Por algum motivo ficou feliz com isso. Ficaria mais tempo com a misteriosa garota que mexeu com seu coração. Poderia sair dali mais coisa que só uma amizade? Ele esperava que sim.

Chegando ao hospital Rosie preencher a ficha e Bella foi prontamente atendido.

—Olá Isabella.

—Bella.

—Bella. Eu sou a Dra Cullen.

—Cullen? - Esse não era o mesmo sobrenome de Edward? Bella pensou.

—Sim. Você conheceu meu filho Edward. - agora ela via as semelhanças. A mesma cor de cabelo. A mesma cor de olhos.

—Foi gentileza dele nos trazer. Não precisava.

—Pelo que ele me disse, ele lhe deu o canapé que lhe causou a alegria.

—Sim, mas ele não tinha como saber. Não precisava se incomodar em me trazer ao hospital. Eu pegaria um táxi.-. Bella disse enquanto Esme a examinava.

—Isso certamente o incomodaria muito mais do que trazê-la. Enquanto vocês estavam a caminho Edward deve ter pedido a Emmet que me mandasse uma mensagem, pedindo para que eu viesse até o hospital.

—Quer dizer que a senhora não estava de plantão?

—Não. Mas fico Feliz em ajudar.

—Não queria incomodar a senhora doutora.

—A única forma de me incomodar é me chamar de senhora de novo Bella. Me chame de Esme. Você está bem. Sua amiga lhe aplicou a injeção de epinefrina no tempo certo.

—Eu tenho um teste amanhã a tarde. Não terei problema não é?

—Eu não recomendaria esforços físicos pelo menos por essa semana. Que tipo de teste?

—Eu sou modelo. Tenho um teste importante amanhã.

—Ah nesse caso não haverá problemas. Pode fazer o teste sem preocupações. Já acabamos aqui. Pode ir para casa. Vou pedir ao meu filho para levá-la.

—Não precisa.

—Eu insisto.

Rosie quis ter certeza de que Bella estava bem, e quando ela garantiu que sim, Rosie decidiu estender um pouco mais a noite com Emmett. Os dois foram até um barzinho, já que Edward havia se oferecido para levar Bella para casa.

—É aqui?

—Sim, obrigada por me trazer. Eu lhe convidaria para entrar, mas está meio tarde...

—Sem problemas Mein Leben. Eu só queria ter certeza de que chegaria bem na sua casa.

—Não vai me dizer o que isso quer dizer?

—Em uma outra oportunidade talvez.

—Como sabe que haverá outra oportunidade?

—Talvez eu tenha pedido seu numero para Rosálie.- Ele disse sorrindo envergonhado.

—Bom... Isso me poupa o trabalho de escrevê-lo em um papel e te dar.- Ela lhe disse lhe dando um beijo na bochecha e entrando. E Edward ficou do lado de fora com a mão por alguns minutos onde ela havia o beijado. Parecia que uma corrente elétrica havia passado por ele. Acendendo tudo pelo caminho.

Edward foi para casa. Já era de madrugada e ele tinha uma reunião importante. Chegando em sua casa, tomou um banho frio. Seu corpo ainda estava quente com a agitação da noite, e com as lembranças da linda morena dançando na pista.

Vestiu apenas uma boxer, e caiu na cama. Depois do que pareceram horas se mexendo na cama, acabou caindo no sono. Havia sonhado com a linda morena. Ele a beijava e os dois sorriam. Diferente da maioria dos homens, e com certeza de seu melhor amigo Emmett, Edward havia recebido uma criação diferente. Se importava com as mulheres. Gostava de realizar aqueles pequenos gestos que para outros homens eram considerado brega ou perda de tempo. Ele era sem duvida um romântico incurável. Do tipo que gostava de cortejar, mandar flores, abrir as portas.

Ele tinha o telefone dela. Isabella. Um nome tão bonito quanto a dona, mas e se ela quisesse esquecer a noite passada. Ele queria chamá-la para sair. Um encontro de verdade. Sem camarões e sem visitas ao hospital dessa vez, mas estava nervoso. E isso era novidade para ele. Desde quando ele ficava nervoso com as mulheres? Mesmo sendo um romântico incurável, não era nenhum puritano. Vivia cercado de belas mulheres. Nunca havia traído suas namoradas, mas também nunca ficava muito tempo sem namorada. Também nunca havia levado ninguém a casa de seus pais. Eles eram antiquados. Edward queria apresentar a eles a mulher perfeita. Aquela que ele escolhera para ser sua esposa, a mãe de seus filhos. Quem sabe seus pais logo conheceriam essa mulher em breve. Pensando nisso decidiu ligar para a única pessoa que lhe dava bons conselhos nessa hora.

—Edward! Finalmente ligou. Você tem sido um irmão bem displicente ultimamente. Faz tempo que não saímos.

—Você agora é uma mulher casada Ali. Tem que passar mais tempo com seu marido.

—Ele não se importa que você saia conosco. Você que não tem aparecido.

—E segurar vela para vocês? Eu sendo mais velho que você, isso fica meio ridículo, então não obrigado.

—Isso não aconteceria se você arrumasse uma namorada séria.

—Na verdade. Eu liguei para falar sobre isso.

—Oh meu deus. Você conheceu alguém? Como ela é? Onde a conheceu? Desde quando?

—Ali. Respira. Noite passada. Ela me deu seu telefone.

—Já ligou?

—Não.

—Gostou dela?

—Muito.

—Então por que não ligou?

—É complicado. Não sei bem como agir nessa situação.

—Desde quando Edward Cullen se deixa intimidar por uma mulher?

—É que não tivemos o melhor dos começos.

—O que aconteceu?

—Não é uma coisa a qual eu queria falar pelo telefone.

—Tudo bem. Venha tomar um café comigo hoje? Por que não me encontra no estúdio? Só tenho que testar umas modelos para uma nova campanha e sou toda sua.

—Não acho uma boa ideia.

—Por que não?

—Por que sempre que vou aí suas modelos me cercam e se penduram em mim.

—Prometo que não deixo elas se aproximarem dessa vez. - Alice disse rindo. Edward era educado demais para ser grosseiro com uma garota. Mesmo quando ela merecesse. - Me encontre no estúdio.

—Tudo bem Ali.

—Até mais tarde então. Tchau.

—Tchau

Enquanto isso Bella se preparava para fazer o teste para modelo. A famosa estilista Marie Alice Hale faria os testes. Ela era uma estilista renomada e estava planejando um grande desfile, mas naquela tarde só estava procurando uma modelo para sua campanha. Mas Bella era ambiciosa. Sabia que se mostrasse seu talento, talvez conseguisse uma chance para algo maior.

Ela estava na sala esperando ser chamada. Não esperava ter uma concorrência tão grande. Ela se achava bonita é claro, mas as mulheres que estavam lá? Eram loiras, absurdamente magras e altas, muito altas. Bella com seu 1,77 se achava alta. Alguns homens se sentiam intimidados por mulheres altas, mas não o charmoso homem da noite passada. Ele conseguia ser ainda maior que Bella, ela lembrou de te pensado que ele devia ter quase dois metros de altura, mas não era aquele tipo alto esquisito. Ele era alto, mas seu corpo era muito bem distribuído pelo seu tamanho. Ombros largos, braços fortes

—Isabella Swan.- Ela ouviu seu nome ser chamado e foi caminhando até a sala, mas ao se aproximar ouviu uma voz conhecida. Ela bateu e a porta se abriu e a conversa parou quando o dono da voz aveludada parou a encarando.

—Bella?

—Sou eu. – Bella disse acenando.

—Se conhecem?- Alice perguntou

—Nos conhecemos ontem a noite.- Bella respondeu.

—Ela é a garota de quem eu falei Ali.

—A do camarão?

—Ah por favor.. Não me diga que você está me apresentando por ai como a garota do camarão.

—Não. Eu só contei para Ali. E não te chamei como garota do camarão. A anãzinha tem um senso de humor estranho.- Ele disse sorrindo.

—Ah... Certo.

—Então Bella...- Alice disse analisando a morena que tinha deixado seu irmão de quatro.- Você veio para o teste?

—Sim.

—Sou Alice. Sabe, eu estive testando varias garotas para a campanha, mas até agora não encontrei o que eu procuro. Eu quero uma garota que emane calor, simpatia e ao mesmo tempo... Eu quero uma garota real. Então eu pergunto você é essa garota real Bella?

—Eu olhei para as garotas lá de fora, mas elas não me intimidam. Confesso que estava nervosa por conhecer você. Sua reputação é admirável. Apesar de não ter muita certeza do que esse rapaz aí lhe disse ao meu respeito. - Ela disse apontando para Edward.- Mas eu sou muito mais do que a garota dos camarões. Sou modelo, e mesmo sendo nova na carreira, sou determinada e não tenho medo de desafios, e acho que me encaixo muito bem na sua campanha. – Alice olhou para Edward e ele sorriu.

—Acho que já ouvi o bastante.

—Mas...

—Encontrei a minha modelo para a campanha.

—Oh... Isso é ótimo. Obrigada. - Bella disse corando por ter sido tão defensiva.

—Ai meu deus Edward. Ela cora!! Onde você a encontrou?

—Alice!

—Tudo bem. Não importa. Os testes acabaram eu consegui minha modelo, mas aparentemente não vou ter meu irmão não é?- Ele sorriu envergonhado e negou com a cabeça. - Tudo bem. Divirtam-se, mas não até muito tarde, porque quero você aqui amanha de manhã Bella.- Alice deu um beijo no rosto de Edward e saiu para acertar alguns detalhes para a campanha, e dispensar as outras modelos.

—Oi..- Edward foi o primeiro a quebrar o silencio.

—Parece que estamos nos encontrando bastante.

—Eu não acho isso nada mau.- Ele disse sorrindo envergonhado.

—Quem será o próximo?- Bella perguntou.

—O próximo?

—Vejamos... Eu conheci seu melhor amigo na balada, sua mãe no hospital e agora sua irmã no teste.- Ela disse contando nos dedos.- Quem será o próximo?

—Que tal eu?

—Você?

—Sim. Em um jantar... Na sexta?

—Sem camarões?

—Não.- Ele riu.- Sem camarões. Tem minha palavra.

—Você tem meu número e sabe onde eu moro. Na sexta está ótimo para mim.

—Mas sabe... O teste acabou e... Eu estou livre agora, então... Não sei se você tem algum compromisso?

—Não.

—Que tal um café?

—Eu adoraria.

—Eu conheço um ótimo aqui perto.- Eles desceram até o estacionamento e antes que Bella abrisse a porta do carro Edward foi mais rápido e abriu para ela.

—Olha só... Um cavalheiro.- Ele sorriu e esperou ela se acomodar para que ele fosse para o lado do motorista. Chegando ao café ele fez o pedido. Ele queria conhecer mais a linda morena que havia tirado parte de seu juízo.

—Então Bella. Me fale um pouco sobre você.

—O que quer saber?

—Tudo.- Ele deu um sorriso torto e ela corou.- Quantos anos tem, de onde é, irmãos, pais, seus hobbie, livros favoritos, tipo de musica essas coisas

—A ficha completa então. Deixa eu ver... Tenho 23 anos. Filha única. Meu pai é de Forks, assim como eu. Minha mãe morreu quando eu tinha dois anos.

—Sinto muito. Ninguém deveria ficar sem mãe. Ainda mais uma criança tão pequena.

—Tudo bem.- Bella sorriu tentando confortá-lo. Era estranho, mas não queria vê-lo triste.- Já faz muito tempo. Sinto falta dela, mas não dói tanto. Onde eu estava... Ah sim, meu pai ainda mora em Forks. Ele não foi muito a favor da minha mudança para Los Angeles, mas eu fico tranqüila sabendo que ele não esta sozinho.

—Não está?

—Não. Há uns cinco anos ele se casou novamente. Sue, minha madrasta é ótima. E ela tem um filho que é um pouco mais novo que eu. Meu pai adora o Seth. O que mais... Gosto de fazer caminhadas. Em Forks tem alguns campos onde eu caminhava. Eu não tenho livros favoritos. Qualquer livro é meu favorito. Minha música favorita vive mudando. De acordo com meu humor. Eu escuto de rock clássico até musica clássica e outras coisa.

—E qual sua música favorita hoje?

—Do I Wanna Know, Arctic Monkeys. - Edward franziu a testa com o desconhecido.-Não conhece?

—Não.

—Quando chegarmos na minha casa eu te mostro. E quanto a você? Fale um pouco de você.

—Tenho 37 anos...

—37? Sério? Não parece. Não mesmo.

—Obrigado.- Ele sorriu.- Eu nasci aqui em Los Angeles mesmo. Minha mãe é daqui e meu pai é Alemão. Os dois moram aqui na cidade. Você já conheceu Alice, minha irmã gêmea.

—Gêmea? Isso é legal. Quem é o mais velho?

—Eu, mas ela sempre gostou de dar ordens.- Edward disse sorrindo. Apesar de sua irmã ser uma mandona, ele a amava.- Eu acho que não tenho hobbies. Trabalho na empresa de arquitetura do meu pai. Gosto mais de literatura clássica, mas confesso que tenho um fraco pelos livros da Anne Rice.- Bella ergueu as sobrancelhas com a informação. Ela sabia como eram alguns livros da Rice.- Gosto muito de musica clássica.

—E o que um amante de musica clássica fazia em uma balada ontem?

—Emmett. Meu amigo. Disse que eu precisava me divertir. Mas apesar de tudo, fico feliz em ter aceitado ir.

—E por quê?

—Porque se eu não tivesse ido, talvez não teria encontrado você.- Ele deu um sorriso torto e ela corou.

—Sobre... Bem.... Sobre ontem... Eu queria dizer que aquilo que eu disse e fiz.... Bem...

—Tudo bem. Não precisa se explicar.

—Preciso. Eu... Eu estava em um dia bem ruim e normalmente não sou...

—Bella.- Ele segurou suas mãos que estavam na mesa e olhou em seus olhos enquanto sentia uma agradável corrente elétrica percorrer seu corpo. E pelo olhar dela para suas mãos entrelaçadas ela sentia a mesma coisa.- Não precisa explicar nada. Eu vejo que você não é assim. Só estava tendo um dia muito ruim, eu nunca me aproveitaria de uma situação como essa.

—Então fico feliz em ter encontrado você e não um idiota o qual eu teria passado a noite e me arrependido.- Ela disse sorrindo.

Algumas semanas se passaram e Edward e Bella decidiram começar um namoro. Mesmo com a diferença de idade, isso não foi um problema para eles. Edward queria apresentá-la a seus pais, oficialmente. Mesmo não morando mais com eles há muito tempo, ele queria levá-la e apresentá-la como sua namorada e quem sabe futura esposa e mãe de seus filhos depois de um tempo. Quando contou a Bella, ela queria conhecer os sogros, mas tinha medo de que não gostassem dela. Esme como médica foi muito atenciosa e simpática, mas agora ela era sua sogra.

—E se não gostarem de mim?

—Não seja absurda. Minha mãe já a conhece, e ela te adora.

—Mas seu pai não.- Bella disse mordendo os lábios.

—Pare com isso.- Edward disse lhe dando um beijo.- Ele vai adorar você. Já ficou feliz só de saber que eu vou te apresentar.

—Você não apresenta suas namoradas?

—Não. Você será a primeira que vou levar em casa.

—Isso ajuda muito.- Ela disse sarcástica, visivelmente nervosa.

—Vai se sair bem.

—Estou nervosa.

—Não tem o porquê disso. Venha.- Ele disse a conduzindo para dentro.

—Que casa bonita.

—Minha mãe que escolheu cada item. Ela gosta de decoração. É seu hobbie quando não está de plantão.

—E seu pai?

—Atualmente ele é presidente da construtora Cullen, mas logo irá se aposentar.

—E você será o presidente?

—A idéia é essa. Me formei em arquitetura quando tinha 25 anos. Alguns projetos que a construtora patrocinou fui eu que criei, mas sempre informalmente. Nunca me envolvi muito com a empresa.

—E por que a mudança?

—Porque meu pai me comunicou sua decisão de se aposentar há dois anos, e disse que queria passar a presidência para alguém de confiança. Então fizemos um acordo.

—Que tipo de acordo?

—Eu me envolveria mais com os assuntos da empresa para ver se me interessava, sendo esse o caso, eu assumiria a presidência quando chegasse a hora. Mas eu só faria isso se ele aceitasse colocar na presidência alguém que eu escolhesse, caso eu não me adaptasse. Eu sabia quem seria sua segunda opção para o cargo. E não gostava nem um pouco disso.

—Quem seria sua opção?- Bella perguntou curiosa.

—Jasper. O marido de Alice. Ele tem se esforçado e se mostrado um funcionário brilhante desde que entrou na empresa. Meu pai nunca foi muita com a cara dele, ainda mais depois de começar a namorar Alice, que sempre foi sua princesa. Eu sabia que se meu pai não me colocasse na presidência, colocaria Aro, e ele sim, seria uma péssima escolha. Ele afundaria a empresa em alguns anos, então caso eu não me adaptasse, garanti que meu pai colocaria Jasper na presidência.

— Mas não será necessário?

—Não. Eu acabei gostando muito do que eu faço, e minha primeira ordem como presidente será destituir Aro, e colocar Jasper no lugar de vice presidente.

—Ele é realmente tão ruim?

—Ele quer me ver pelas costas desde que descobriu sobre o acordo com meu pai. Não quero pessoas que não são de minha total confiança trabalhando ao meu redor. Mas chega desse assunto Mein Leben, venha. Vou lhe mostrar a casa.

—Algum dia vai me explicar o que isso significa?

—Algum dia.- Ele disse sorrindo e foi lhe mostrar a casa.

—Quantas fotografias.

—Meu pai as tirou. Depois de se aposentar acredito que ele se dedique mais a isso.

—Ainda não acredito como sua mãe é linda.

—Isso é bondade sua querida.- Esme disse.

—Olá mãe.

—Olá querido. Como vai Bella?

—Muito bem. E a senhora?

—Já pedi para me chamar de Esme. Como foi o teste aquele dia? Eu diria revelador não é?

—Foi uma surpresa descobrir que a estilista que estava procurando as modelos, era na verdade irmã do Edward.

—Se você tivesse me dito quem era a estilista, eu mesma teria lhe contado que Alice é minha filha.

—Uau, essa foto é linda, dava pra você ser modelo também Esme. Mas pra minha sorte, você não é. A concorrência iria ser bem maior.

—Não seja absurda querida. Eu já fui muito bonita, mas isso já faz muito anos.

—Pois para mim você ainda é a mulher mais bonita do mundo Mein Leben.- Bella ficou surpresa pelo homem, que devia ser pai de Edward, chamar Esme da mesma maneira que Edward a chamava. – Olá, eu sou Carlisle.- Ele disse estendendo a mão para Bella.

—Muito prazer. Me chamo Bella.

—Eu lhe garanto Bella, que o prazer é todo nosso. Edward nunca trouxe suas namoradas para conhecermos, o que me faz pensar que você pegou meu filho de jeito.

—Pai.- Edward o advertiu.

—Eu disse alguma mentira?

—Fico feliz por ser a primeira então.

—Venha Mein Leben, vou lhe mostrar o resto da casa.-Edward disse e dessa vez, foi a vez de Esme e Carlisle se entre olharem. Eles sabiam o que aquilo queria dizer. E se tinham alguma duvida, ela acabara ali. Edward a amava. E até quem sabe logo se casaria com ela, por que caso contrario ele não a chamaria daquela maneira. Ele sabia o que significava, o quanto significava.

Edward a levou até seu antigo quarto. Bella estava de costas para ele. Edward se aproximou colocando suas mãos na cintura e começou a beijar seu pescoço. Sua mão se infiltrando lentamente na blusa de Bella.

—Edward?

—Sim Mein Leben?

—Não vamos fazer isso aqui.

—Isso o que?- Perguntou se fazendo de inocente.- Isso...- Ele disse apertando levemente sua cintura com uma mão enquanto a outra se infiltrava na saia que Bella usava

—Edward!- Ele ouviu sua mãe o chamar . Rapidamente tirou suas mãos e foi até a porta. E pode ouvir Bella rindo.

—Ah vocês estão aqui. O almoço está pronto.- Bella passou por ele, mas antes ele sussurrou em seu ouvido.- Mais tarde você não me escapa Mein Leben. Esme já tinha descido então Bella pode responder.

—Como se eu fosse louca de tentar.- Edward sorriu e foi atrás dela.

Eles almoçaram e passaram a tarde com os pais de Edward. Ao se despedirem Carlisle pareceu ter adorado Bella e insistiu para que viessem mais vezes. Chegando na casa de Bella, Edward mostrou que não estava brincando mais cedo. Agarrou Bella a prensando contra a porta. Sua boca foi até seu pescoço enquanto as mãos de Bella estavam enterradas em seu cabelo dando leves puxões. Ela tirou as mãos do cabelo dele e começou a desabotoar a camisa de Edward enquanto ele abria os botões da de Bella. Depois de se livrar da camisa, as mãos dela foram para o cinto de Edward. Ele empurrou sua saia para baixa tirando-a do seu caminho. Bella saltou sobre ele enroscando suas pernas na cintura dele. Edward caminhou até o quarto e ao chegar lá, Bella desceu de seu colo e o empurrou para a cama. Edward terminou de tirar a calça e a boxer e deitou-se enquanto via Bella tirar o resto de roupa que cobria seu corpo. Completamente nua, Bella subiu na cama.

Edward a ajudou a se posicionar. Ele ficou deitado enquanto ela se ergueu e se sentou devagar enquanto guiava seu membro para dentro dela. Ela se sentou de costas para ele enquanto ele segurava sua bunda e a ajudava a se movimentar.

—Edward...

—Sim Mein Leben Sim...

—Tão bom...

—Você esta me esmagando amor.

—Edward... eu preciso... preciso que me toque....

—Sim Mein Leben

—Cadê sua mão? Eu preciso dela... Deus..- Bella gemeu.- Cadê Edward?

—Toda sua querida.- Edward disse levando sua mão até a intimidade de Bella e esfregando seu clitóris como ele sabia que ela adorava. Como só ele sabia fazer. Bella era completamente obcecada por mãos. Pelas mãos dele. Sobretudo pelas mãos dele no corpo dela.

Não demorou muito para que os dois chegassem ao ápice e caíssem exaustos para começar outra vez.

O grande dia chegou. Alice havia preparado um grande desfile de inverno para o lançamento da sua coleção de casacos. Tudo estava pronto, mas a modelo principal agora seria Bella, e não Ângela. Alice ainda tinha que comunicá-la, mas sabia que a moça não aceitaria numa boa.

—Sinto muito Ângela. Bella será nossa modelo principal nesse desfile.

—Você só a escolheu porque ela namora o gato do seu irmão. Eu sou a melhor Alice.

—Está insinuando que eu sou parcial?

—Eu não achei que fosse, mas aparentemente é. Ou não escolheria aquela coisinha ao invés de mim.

—Sabe Ângela. Eu pensei em colocá-la para desfilar depois de Bella. Ou até em colocá-la como modelo principal no desfile de Milão do mês que vem.

—Jura?- Ela disse abrindo um grande sorriso.

—Claro. Mas aparentemente você acha que meu julgamento não é bom. Então não devo estar certa sobre colocá-la nessa posição.

—Mas...

—Não se preocupe. Tenho uma posição muito melhor para você.

—Jura? E qual é Lice?

—A do olho da rua. Você está demitida Ângela. - o sorriso de Ângela morreu imediatamente dando lugar a um olhar incrédulo. - ninguém critica meu julgamento e minhas decisões e continua trabalhando para mim Ângela. Ninguém. - Alice disse lhe dando as costas.

—Você não pode fazer isso comigo!!

—Não só posso como já fiz. Agora queira se retira. Ou será que preciso chamar a segurança?

—Lice, por favor.

—É Alice. Não somos amigas Ângela. Agora queira se retirar.

—Não e não.

—Segurança!!!- Sam e Paul vieram em sua direção prontos para levar Ângela de lá.

—Eu conheço o caminho. Você irá se arrepender disso Alice. Guarde minhas palavras. - Ângela gritou antes de sair pela porta.

Edward estava a caminho de uma reunião. Hoje seria o desfile onde Bella seria mais uma vez a modelo principal, mas diferente de todos os outros, dessa vez Edward não poderia prestigiar sua namorada.

—Alô?

—,Bella? Oi amor. Como está seu dia?

—Uma loucura para falar a verdade amor. Alice está uma pilha de nervos. A que horas você chega ?

—É sobre isso que eu queria falar.Marcaram uma reunião e eu não irei conseguir assistir você hoje Bella.

—Mas você nunca perde um desfile.

—Eu sei amor. Eu sinto muito. Eu realmente não posso cancelar essa reunião. É um novo fornecedor. Veio de outro país exclusivamente para se encontrar comigo.

—Tudo bem amor. Eu entendo. É trabalho. - ela disse com um ar tristonho.

—Ei... Eu prometo te compensar. Que tal irmos jantar naquele restaurante japonês ?

—Mas você odeia comida japonesa.

—Eu sei. Mas você ama. O que acha?

—Tudo bem. Eu te ligo quando o desfile acabar e sua irmã me liberar.

—Ótimo. Até mais tarde então. Eu amo você.

—Eu também amo você. Até mais tarde. - Bella disse se despedindo

—Que carinha é essa Bella?- Perguntou Alice.

—Edward não vem.

—Mas ele nunca perde um desfile seu. Adora exibir você depois para os fotógrafos.

—Eu sei, mas parece que ele vai se encontrar com um fornecedor que veio de outro país só para encontrá-lo. Inadiável.

—Ele pode ver todas as fotos depois. O lugar está cheio de fotógrafos e jornalistas. Vai ser um sucesso.

—Tem certeza de que foi uma boa ideia isso do desfile ao ar livre?

—Eu quis aproveitar que hoje é dia do fotógrafo, e que maneira melhor de mostrar que nossos casacos de pele são os melhores? Todos os convidados já ganharam os seus. E estão esperando o desfile começar. Vamos, vamos.

—E Ângela?

—Você a conhece Bella. Começou a se descabelar e dizer que eu escolhi você porque é namorada do meu irmão.

—A maioria das modelos pensa isso.Eu sei que sou ótima no que eu faço.

—Isso é porque sua beleza e charme são naturais. Enquanto que os delas são todos feitos em laboratórios. - Alice disse divertida.

—Você não existe Alice.

—Eu falo sério Bella. Sabe o que essas meninas fariam para ter um corpo, cabelo e até mesmo à pele igual a sua? Elas venderiam a própria mãe por isso.

—Com tanto que Ângela não crie problemas, sei que o desfile será um sucesso.

Alice subiu ao palco para iniciar o desfile.

-Boa noite a todos. Sejam muito bem vindos a mais um desfile do Cullen Hale style. Hoje irei apresentar o desfile sozinha, pois minha sócia e amiga Rosalie que está sentada logo ali. - Alice apontou para a cadeira na primeira fila onde Rosalie estava. Mesmo com seu casaco de pelo, Rosalie exibia sua barriga de 7 meses de gestação. –Não pode fazer esforço. Espero que aprecie nosso desfile Rosie. Todos vocês receberam um de nossos casacos da nova coleção. Que maneira Melhor de mostrar o quão quente e elegante eles são, do que vocês mesmos provarem? Hoje nossa modelo principal será a linda Isabella Swan. Aproveitem o desfile. - Alice disse e todos aplaudiram.

O desfile começou, mas assim que Alice anunciou a entrada de Bella, Ângela entrou em ação.

Rosalie viu Ângela jogar água na passarela, rapidamente se transformou em uma camada fina de gelo. Ela correu para avisar Alice, que foi rapidamente em direção a Bella, mas era tarde. Bella já ia em direção a passarela. Alice tentou chamá-la, mas Bella era muito profissional. Um vez que pisava na passarela, não olhava Para mais nada. Ela caminhou graciosamente pela passarela, e quando se aproximou do local onde o gelo havia se formado, Ângela abriu um grande sorriso. Bella escorregou e caiu em cima da própria perna.

Ahh. - ela gemia, certamente pela dor que estava sentindo.

Em alguns minutos a ambulância chegou ao local e levou Bella até o hospital. Alice ligou para sua mãe pedindo para que fosse para lá e pudesse atender Bella. Agora vinha a parte difícil, ela teria que ligar para Edward e explicar o que havia acontecido, mas antes de qualquer coisa preferiu saber mais sobre o estado de Bella.

Ela foi atendida rapidamente e agora estava no quarto de hospital esperando que lhe dessem alta. Alice estava contado que havia visto Ângela jogar a água na passarela. Ela também havia ligado para Edward, que após ouvir as palavras Bella e hospital, desligou o telefone e saiu em direção ao hospital.

—Eu não acredito que Ângela tenha feito isso.

—Por sorte foi só uma torção.Edward ficará uma fera.

—Alice, você não pode dizer para ele que foi sabotagem

—Mas Bella...

—Alice. Eu amo seu irmão, mas você sabe como ele é. Seu sangue alemão e o seu espírito vingativo o deixam cego quando está com raiva.

—Ele vai saber se eu mentir. Ele sempre sabe.

—Tente disfarçar

—Eu vou tentar, mas não prometo nada. Agora descanse. Quando meu irmão chegar eu peço para ele entrar.

—Tudo bem.

Edward chegou ao hospital transtornado após a ligação.

—O que aconteceu Alice.

—Bella escorregou e caiu.

—O que? Como? Bella sempre foi graciosa nas passarelas.

—Eu... Eu não sei Edward. Foi tudo muito rápido.- Ela gaguejou.

—Por que está mentindo para mim Alice?

—Eu não...

—Alice - exigiu Edward.

—Tudo bem. Rosalie disse que viu Ângela, a modelo que Bella tomou o lugar. Ela viu Ângela jogar água na passarela. Que pela temperatura que estava, acabou virando gelo. O qual Bella escorregou.

—O que? E por que não disse ante? -ele gritou

—Eu sei como você é vingativo Edward. Bella também sabe. Ela pediu para não dizer nada.

—Eu não sou vingativo Alice. Só gosto das coisas bem equilibradas. Essa mulher tentou machucar as duas pessoas que eu mais amo no mundo. Ela vai pagar por isso.

—Espera, espera. Volta. Como assim duas?

—Bella está grávida Alice.

—O que? - foi a vez de ela gritar de surpresa.

FlashBack On


Edward e Bella já estavam juntos há um pouco mais de dois anos, mas ainda sim aquele pequeno palito em sua frente conseguiu aterrorizar Bella. Ela estava grávida. Eles não usam preservativo há bastante tempo, mas Bella sempre tomou anticoncepcional. Ela estava muito feliz, afinal, teria um filho do homem que amava, mas será que Edward pensaria da mesma forma? Ela ligou para ele e pediu para que viesse até sua casa. Não disse o que queria somente que precisavam conversar. Edward estava na empresa, e ao receber a ligação e ouvir Bella dizer que precisavam conversar, ficou aflito. Será que ela queria terminar? Ela não estava feliz? Ele andava um pouco atarefado com a empresa agora que era o presidente, mas isso podia ser resolvido. A única coisa que não poderia acontecer era ele ficar sem sua Bella, sua Mein Leben. Ele chegou na casa de Bella e assim que se sentou viu Bella com os olhos marejados.

—Bella... Qual o problema Mein Leben? – Ela negou com a cabeça e começou a chorar.- Está me assustando amor. Converse comigo.- Bella então lhe entregou o teste. Ao ver o teste de gravidez marcando positivo, Edward não pode conter o sorriso.-É isso mesmo? Você está grávida?

—Eu juro que não fiz de propósito Edward. Não sei como isso aconteceu e...

—Ei... Por isso esta chorando? Pensou que eu ficaria irritado?

—Sim... Não... Eu não sei, quer dizer um filho agora? Eu amo a idéia de ter um filho seu e...

— E mais nada Mein Leben.- Edward segurou seu rosto limpando suas lagrimas.- No dia em que te conheci, soube que você seria a mulher da minha vida, minha futura esposa e a futura mãe dos meus filhos. Só vamos mudar a ordem das coisas um pouco.- Ele disse sorrindo.

—Então não está zangado?

—Você me fez ainda mais feliz com essa noticia Mein Leben. Por que estaria zangado?- Ele disse a beijando.

—Podemos contar para seus pais depois do desfile da Alice, no jantar de aniversario do Carlisle.

—Você ainda vai desfilar?- Edward perguntou preocupado.

—Claro que sim. O desfile será daqui duas semanas, e Alice me escolheu como modelo principal.

—Mas e o bebê? Não seria melhor você...

—Você não será um daqueles tipos que pede para a mulher ficar deitada o dia todo durante a gravidez não é?

—Bem eu...

—Edward... Eu entendo sua preocupação e compartilho dela, mas essa é minha carreira, e enquanto não for um risco para o bebê, eu continuarei desfilando.- Edward não ficou satisfeito, mas acabou cedendo. Se antes de descobrir a gravidez, Edward fazia todas as vontades de Bella, agora então.

Flashback off

—Nós descobrimos ha pouco tempo. Íamos contar a todos amanhã à noite no jantar de aniversário do papai. Essa mulher vai pagar.

—Não vá fazer nenhuma besteira Edward. Pense em Bella e agora nesse filho que vocês estão esperando.

—Você não entendeu Alice. Eu a queria morta por pensar só por um segundo que pode machucar minha namorada e meu filho. Você não entende o tamanho da minha raiva agora. Se não posso te-la morta. A quero pelo menos presa ou arruinada.

—Não temos provas de que foi ela.

—Você disse que Rosalie a viu.

—Sim, mas não valerá de nada.

—Tudo bem. Eu já sei o que vou fazer.

—Edward...

—Já chega Alice. Agora eu resolvo. Em que quarto Bella está? Quero ve-la.

—Eu te levo lá.

Alice mostrou em qual quarto Bella estava e Edward entrou. Quando Bella o viu abriu um sorriso.

—Olá Mein Leben.

—Oi.- Bella disse timidamente. Ela sempre ficava assim quando ele a chamava por esse apelido.

—Como vocês estão?

—O médico disse que foi mais o susto. O bebê e eu estamos bem. Eu pedi ao médico para não dizer nada sobre o bebê a ninguém. Ainda faremos uma surpresa.

—Alice já sabe

—Como?

—Eu deixei escapar. Quer me dizer o que aconteceu?

—Eu estava caminhando pela passarela. Havia uma camada fina de gelo e eu não vi. Eu escorreguei. Eu sinto muito. Eu devia ter sido mais cuidadosa.

—Dessa parte eu já sei Mein Leben. Refiro-me a parte onde aquela mulher jogou água na passarela.

—Como você... Alice.

—Alice sim. Por que pretendia esconder isso de mim?

—Eu não lhe contei porque você perde a cabeça quando fica nervoso. Não queria que fizesse alguma besteira.

—Mein Leben, eu sou um empresário de 39 anos. Presidente da empresa. Eu não faço... Besteiras. Eu calculo os movimentos das pessoas. Quando essa mulher pagar pelo que tentou fazer a você e ao nosso filho, será uma coisa extremamente bem calculada.

—Você sabe o quanto eu amo você, mas esse é definitivamente seu defeito Edward. Você é muito vingativo. E gosta disso.

—Meu defeito? Eu não acho que é um defeito, mas eu sou realmente bom em me vingar. E não há problema em gostar de algo em que se é bom.

—Edward...

—Não Mein Leben. Agora chega desse assunto. Quando você terá alta? Quero levá-la para casa ..

—Sua mãe disse que eu estou bem. Logo vai me liberar.- Algum tempo depois Bella foi liberada e Edward a levou para casa. Ele a tratava como um cristal que fosse quebrar a qualquer momento.

A notícia da gravidez foi recebida e adorada. Esme e Carlisle estavam eufóricos com a idéia de um netinho a caminho. Tudo estava tranqüilo, ou quase tudo.

Bella estava caminhando e entrou em uma loja de roupa de crianças. Ainda era muito cedo para saber o sexo do bebê, mas Bella adorava a idéia de montar o enxoval. Na saída da loja encontrou quem menos queria ver.

—Olha só se não é a namoradinha do Cullen.- Ela tentou ignorar, mas Ângela a segurou pelo braço.- Você sabe que Alice só escolheu você porque você namora o gato do irmão dela não sabe? Sinceramente, esperava que você tivesse ao menos quebrado alguma coisa.- Ela disse com descaso.

—Eu não posso acreditar que você me machucaria de propósito Ângela. Pensei que fossemos amigas.

—Eu merecia ser a estrela daquele desfile. Não você Isabella. Não me arrependo do que fiz. E amigas? Francamente, eu andava com você para fazer média para Alice.

—Você não sabe não é? Eu estou grávida sua..

—Oh sendo assim, então eu desejo que você morra. De preferência no parto junto com esse bastardo. Para que aquele seu namoradinho sofra em dobro.

—Você é uma vadia sem coração!- Bella disse desferindo um tapa na cara de Ângela e lhe dando as costas.

Algum tempo se passou e Ângela foi esquecida. Pelo menos era isso que todos achavam.

—Por que a quer de volta? Pelo que eu soube você terminou com ela.- Ângela perguntou.

—Foi um erro. As coisas ficaram tão diferentes. Com Bella eu tinha tudo. Ia a desfiles, conhecia pessoas importantes. Ela é modelo e eu fotógrafo. Quando se é novo nessa área, você tem que ter contatos, e nos coquetéis que ela freqüentava, eu sempre conhecia pessoas interessantes, agora sem Bella eu não tenho nada.

—Então você não quer voltar com ela por que gosta dela?

—Não seja estúpida. Ela é bonitinha, mas é só isso. O que eu preciso é fazer com que ela pense que eu me arrependi e volte para mim.

—E o que eu ganho em te ajudar?

—Ela fez contatos importantes. E no inicio de sua carreira eu era agente dela. Eu a lancei. Aquela ingrata deve a mim o seu sucesso.

—Mesmo que você possa me ajudar a subir Jacob? Como vai fazer para que aquela tonta volte? E mais, como vai fazer para se aproximar dela. Aquele namoradinho dela é bem grudento, e acredite não é burro. Ainda não sei como não veio atrás de mim.

—Por que ele viria?

—Isso é uma longa história, mas você não respondeu minha pergunta. Como vai se aproximar dela?

—Venha até aqui.- Jacob disse indo para o quarto. Quando a porta foi aberta Ângela não sabia mais se era uma boa idéia trabalhar com esse cara. Ele era o que? Obcecado ou muito Obstinado? O quarto que ele mostrou estava lotado de fotos da Isabella. Em todas as paredes. Do chão ao teto. Ela com o namorado, com a família. Ela sozinha. Ela acariciando sua barriga já bem visível. Ela não gostava da Isabella, mas ele? Ele tinha uma obsessão. Talvez Ângela cometido um erro ao procurá-lo- Eu quero que Isabella seja minha novamente, mas não tenho como conseguir isso enquanto aquele namoradinho, e agora aquela criança estiverem no meu caminho.- E se Ângela tinha alguma duvida, elas haviam acabado. Aquele homem era louco. Era verdade que Ângela nunca gostou de Isabella, e havia dito que queria que ela e o bebê morressem, mas foi tudo da boca para fora. Nunca desejou realmente isso, e nunca seria capaz de matar alguém. Quanto mais uma inocente criança.

—Você... Você é louco.

—Eu diria que eu sou obstinado.

—Não você é completamente louco. Não vou ajudar com isso.

—Você não queria se vingar dela? Que maneira melhor de fazer isso do que acabando com aquele namoradinho e aquela criança? Eis o que vamos fazer...

Algumas semanas depois

—Eu podia ir de taxi Edward.

—E estragar a surpresa? Não mesmo.

—Não vai mesmo me contar onde vamos?- Bella perguntou enquanto acariciava sua barriga de oito meses. Eles não sabiam o sexo. Decidiram que seria uma surpresa.

—Não.

—Uma dica?

— Você é muito impaciente Mein Leben.

—E você sempre fala que vai me dizer o que isso significa, mas nunca diz não é?

—Talvez sua curiosidade acabe essa noite.

—Agora fiquei mais curiosa. Vamos Edward, uma dica.

—Espere e verá.- Eles estavam na rodovia a caminho de um luxuoso hotel, era só Edward pegar o próximo acesso e logo chegariam ao seu destino, mas quanto Edward tentou reduzir a velocidade, descobriu que os freios não estavam funcionando. A pista não estava cheia, e Bella não sabia onde iam, ele poderia continuar até o carro desacelerar, mas o problema era que mais a frente a estrada era cheia de curvas.

—Edward, não está muito rápido?- Ela perguntou ao ver as curvas se aproximando.

—Não. Esta tudo bem.- Ele não sabia se contava a ela o que estava acontecendo, mas nesse ritmo, ela logo descobriria.

—Edward...

—Tudo bem, os freios estão com um pequeno problema Mein Leben, mas tudo sobre controle. - Ao ouvir isso, Bella instintivamente agarrou sua barriga sentindo fortes pontadas. - Fique calma.- Ele tentou acalmá-la enquanto conduzia o carro pelas curvas torcendo para que a estrada continuasse vazia, mas sua sorte acabou. Um caminhão se aproximava, e o carro já não estava em uma velocidade tão alta. Ele tinha que decidir. Bella já estava apavorada, afinal, ela havia perdido seu pai em um acidente de carro um ano atrás. Seu tempo estava acabando. Edward virou o volante e jogou o carro para o acostamento, e próximo dali havia arvores e moitas, ele conduziu o carro para aquela direção e o carro se chocou a uma arvore. Os airbags se abriram e tudo ficou escuro.

Na casa dos Cullen o telefone tocou. Já passava da meia noite e foi Carlisle que atendeu.

—Alô?

—Sr Cullen?

—Sim sou eu.

—Meu nome é Giuseppe e eu falo do hospital São Louize. Essa noite dois pacientes deram entrada no hospital. Um homem e uma moça grávida.- Ao ouvir aquilo Carlisle sentiu seu coração bater mais rápido.- A documentação consta como Edward Cullen, e Isabella Swan. O senhor os conhece?

—Sim. São meu filho e minha nora. Deus... O que houve?Como eles estão?

—Aconteceu um acidente. O carro se chocou contra uma arvore. Um carro que passava viu tudo e chamou a emergência. O senhor poderia vir ate o hospital? A situação é delicada.

—Sim, claro. Estou indo parai.- Carlisle correu acordar Esme, que saiu do papel de mãe e entrou no de medica. Não era hora para lagrimas, era hora para ação. Carlisle ligou comunicando os outros do que havia acontecido e todos foram para o hospital.

Chegando ao hospital foram recebidos por um rapaz assim que se apresentaram.

—Olá, eu sou Giuseppe. Falei com o senhor pelo telefone.

—Como eles estão? E o bebê?

—Devido ao estresse do acidente, a moça entrou em trabalho de parto, e tivemos que realizar um parto de emergência. É uma linda menina. Foi levada para a incubadora, mas passa muito bem. Quanto a mãe, foi um parto difícil, mas ela está bem.

—E quanto ao rapaz?- Perguntou Esme, ainda no papel de médica.

—A situação dele é a mais delicada. Pelo que vimos do acidente suspeitamos que ele tenha perdido o controle e tentou jogar o carro de uma maneira que não ferisse a moça e o bebê, não se importando com ele.

—Essa é uma coisa que Edward certamente faria.- Disse Alice aos prantos.

—E como ele está? O quão grave é?

—A batida foi bem forte. Ele está em coma. Não sabemos quando ou se irá acordar.- Esme assentiu.

—Eu posso ver minha nora? A moça.

—Sim, mas ela ainda não sabe do estado dele, não é recomendado que ela saiba agora. Ela precisa de repouso.

—Eu entendo.

—Ah, e mais uma coisa. Esses são os pertences que encontramos nos bolsos do rapaz.- Em um saco plástico transparente havia a carteira o celular de Edward e mais uma coisa. Uma caixinha de veludo preta. Esme abrir e encontrou o anel que foi da avó de Edward. Ele pediria Bella em casamento? Onde ele havia arrumado aquele anel? Esme olhou para Carlisle que ao sentir o olhar da esposa sobre si, se aproximou.

—Há algumas semanas ele disse que faria o pedido. Antes do bebê nascer. Ele queria que fosse especial. Então eu lhe contei sobre o anel. E ele me perguntou se ele poderia da-lo a Bella. Meu pai, Anthony chamava minha mãe Elizabeth de Mein Leben, assim como eu chamo você. E assim como Edward chama Bella. Ele sabe o quanto isso significa em nossa família Esme. Ele encontrou sua Mein Leben, e perguntou se poderia ficar com o anel. E presentear Bella com ele. Eu adorei a idéia e lhe dei o anel. Ele me fez prometer que não contaria a ninguém. Queria uma surpresa.- Esme abriu a caixinha e nela estava a frase “ Ich liebe dich mehr als mein eigenes Leben. Du bist mein Leben”. E Esme que nunca chorava, sentiu seus olhos úmidos. Depois de se casar com Carlisle ela se tornou fluente em alemão. Não que ele falasse em casa, mas ela gostava de entender algumas citações que ele fazia, e ao ler e entender a frase, ela desejou que Edward acordasse e fizesse o pedido a Bella. Que lhe mostrasse o anel, e lhe explicasse a frase. Ela sabia que o filho sempre chamava Bella por mein Leben, mas sabia também que ela não fazia idéia do que isso significava. Ela pegou a caixinha e foi em direção ao quarto da nora.

—Bella.

—Oh Esme. Que bom que está aqui. Eles não me deixam ver minha filha, e não me falam como Edward está.

—Tenha calma querida. Esse estresse não fará bem a você. Sua filha está bem. Está sendo bem cuidada, eu mesma já verifiquei isso.

—Onde está Edward? Ninguém me diz nada e sempre que pergunto alguma coisa, os médicos desconversam.

—Ele está sendo bem cuidado. O que aconteceu Bella? Você se lembra?

—Tudo é um borrão na minha cabeça. Eu me lembro que Edward ia me levar a um restaurante, mas quando ia pegar o acesso... Os freios... Sim! Os freios não funcionavam. Ele tentou parar, tentou desacelerar, mas haviam muitas curvas.- Bella estava visivelmente nervosa, e Esme não sabia como ela reagiria ao saber do real estado de Edward.- Então veio o caminhão. Edward tentou parar, mas não conseguia, eram muitas curvas.

—Ele estava correndo?

—Não. Não estava. Foram os freios. Os malditos freios não funcionaram, então para parar, Edward jogou o carro contra a arvore e... Não me lembro de mais nada. Só lembro de acordar aqui. Como ele está?- Esme balançou a cabeça em um sinal negativo e Bella sentiu seu coração apertado.- Esme...

—Ele está em coma Bella. O médico disse que a batida foi bem mais forte do lado dele. Eles acham que ele fez isso para que você e o bebê não se machucassem tanto.

—É a cara dele isso. Nos colocar na frente dele. – Bella disse já chorando.- Eu quero vê-lo Esme. Por favor. Você é médica. Pode falar com eles. Eles não me deixam vê-lo.

—Agora você precisa descansar Bella. Você ainda não se recuperou totalmente do parto.

—Por favor. Eu só quero vê-lo Esme. Prometo que descanso depois.- Esme suspirou. Sabia que não convenceria Bella a descansar enquanto ela não visse Edward

—Tudo bem Bella. Eu vou falar com os médicos.- Esme deu as costas e já ia em direção a porta quando se lembrou de uma coisa e voltou.- Bella.

—Sim?

—Quando os médicos tiraram as roupas do meu filho e esvaziaram os bolsos... Eles... Eles encontraram isso.- Esme disse lhe mostrando a caixinha, e Bella levou as mãos a boca com a surpresa.

—Ele ia...

—Acredito que sim querida.

—Eu posso?

—Claro. Meu filho ia da-lo a você, então acho que já é seu.- Bella abriu a caixinha, mas não sabia se sorria ou chorava. Talvez essa teria sido a noite que Edward finalmente explicaria a ela o que significam as palavras que ele dizia e repetia sempre para ela. Palavras essas que estavam gravadas na caixinha de veludo.

—Era da avó de Edward. Elizabeth.

—É lindo.- Esme tocou o anel, e depois tocou a escrita na caixinha.. Esme percebeu o olhar perdido de Bella e soube. Edward a chamava de mein Leben, mas ainda não havia explicado o que suas palavras significavam.

—Ele não lhe disse não é?

—O que?

—O que essas palavras significam. Ele não lhe disse não foi?- Bella baixou a cabeça balançou a cabeça negativamente.

—Ele dizia que no momento certo eu saberia. Acho que ele ia me contar essa noite. Quando fizesse o pedido.

—Não fique assim querida.- Esme disse pegando a mão de Bella e secando as lagrimas que começaram a cair.- Eu só descobri o que significava quando Carlisle fez o pedido também.

—Verdade?

—Sim. Ele me deu o anel, e então me contou a história dos pais dele. Eu sei que se Edward pretende fazer o mesmo com você, ele provavelmente vai querer lhe contar a história também, mas se você quiser.- Ela disse dando um leve aperto nas mãos de Bella.- Posso lhe dizer o que significam essas palavras.

—Eu gostaria muito disso Esme.- Bella disse limpando uma lagrima que desceu por seu rosto.

—Essas palavras da caixinha. As primeiras palavras significam, Eu te amo mais do que minha própria vida.- Esme disse enquanto passava os dedos por cima das palavras enquanto as traduzia para Bella.- O avô de Edward dizia isso a Elizabeth. Sempre dizia isso. E não pense que Edward diz isso a você porque o avô ou o mesmo o pai dizem. Ele diz porque é o que ele sente.

—E quanto ao mein Leben? O que significa?

— Significa minha vida. Mas de varias maneiras.

—Como varias maneira?

—Eu sei que Edward vai lhe explicar tudo, mas na cultura dele, você não diz isso para todas as moças Bella. Você diz isso para aquela que você quer compartilhar as coisas. Ele diz que você é a vida dele, mas não apenas isso. Significa que ele quer você na vida dele. Que você é a vida dele, mas ele está dando a vida dele você também. Edward é um rapaz de coração puro. Acredita verdadeiramente no amor. E você é o amor dele Bella. Sempre será.

—Eu nem sei o que dizer Esme.

—Quando ele acordar e fizer o pedido, você pode dizer que aceita. Que aceita ser a vida dele Bella.

—É claro que eu aceito Esme. Ele é minha vida também.- Bella disse chorando.- Esme?

—Sim querida?

—Você pode me ajudar com uma coisa?

—Com o que precisar.

Passaram se algumas semanas. A pequena Lizzie crescia bem e forte. Elizabeth foi o nome que Bella havia escolhido. Ela esperava que Edward gostasse da surpresa. Haviam ligado do hospital há algumas horas. Edward finalmente havia acordado. Bella arrumou Lizzie e junto com Esme foi para o hospital. Ao chegar no quarto aqueles lindos olhos verdes a observava, mas também olhava com muito interesse no pequeno pacotinho rosa no colo Bella. Sua filha.

—Mein Leben...- Bella se aproximou da cama. Edward estava sentado e pegou Lizzie no colo.—Uma menininha.- Edward disse acariciando os cabelos de Lizzie. Eles eram da mesma cor dos de Bella.

—Nossa Lizzie.- Bella disse sorrindo.

—Lizzie?- Edward perguntou com um sorriso no rosto.

—Sim. Elizabeth Swan Cullen.- Ao ouvir esse nome ele sorriu, mas foi a visão da mão de Bella que fez com que seu sorriso aumentasse.

Bella percebeu onde ele olhava, aproximou- se de seu ouvido e sussurrou.- Ich nehme dein Leben zu sein. für immer. denn du bist mein.

—Onde aprendeu isso?- Ele perguntou com um sorriso estampado no rosto.

—Sua mãe tem me ensinada algumas coisas.- Ela disse sorrindo e o beijando.

—Que movimentação é essa?-Edward perguntou curioso.

—Parece que resgataram uma moça de um cativeiro.

—Que coisa horrível.

Depois de minuciosa uma investigação, descobriram as digitais de Ângela no carro, e quando a policia a interrogou ela entregou Jacob. Que confessou tudo. Os dois foram presos. Ângela disse que a intenção dele era matar Edward e a criança, e que Jacob queria Bella de volta e que não pararia até conseguir. Ao saber disso, o senso de vingança de Edward despertou e começou a pensar em um modo de se livrar de uma vez daqueles dois. Bella ao descobrir o que o agora futuro marido dela planejava tentou a todo custo fazê-lo mudar de idéia.

—Depois de tudo que eles fizeram Bella. Nem me importo tanto pelo que me fizeram, mas e quanto a você? E quando a Lizzie?

—Eu estou bem Edward. Lizzie também está. Eles estão presos e vão pagar pelo que fizeram.

—Não é o bastante para mim. Felix é um dos policias responsáveis pela prisão daqueles dois. Com um pouco de dinheiro é fácil começar uma briga de detentos.

—Edward...

—Eles mexem com os detentos errados e pronto. Fim dos nossos problemas.

—Fim? E como você acha que ficaria minha consciência ao saber que eu podia ter impedia a morte de não uma, mas duas pessoas?

—Não são pessoas Bella, não para mim pelo menos. Eles tentaram machucar minha família e vão pagar por isso.

—Deus... Você está se ouvindo Edward? Você está falando de acabar com a vida de dois seres humanos e nem pisca ao dizer isso.

—E o que quer que eu faça Bella? Que os deixe em liberdade? Para que tenham a chance de tentar de novo?

—Não. É claro que não. Você poderia contratar bons advogados. Mante-los presos. Longe. Não precisa se livrar deles Edward. Esse não é você. Você não é assim.- Bella disse acariciando seu rosto.- É esse seu lado... Vingativo. Cega você.

—Eles tem que pagar pelo que fizeram Mein Leben.

—Eu sei disso e eles vão, mas estou pedindo, implorando para você desistir dessa vingança Edward. Esqueça isso e deixe que as autoridades se encarreguem da punição deles.

—O que eles terão na cadeia será pouco.

—Não para mim. Não se você decidir ir adiante com isso, e alguma coisa der errado. Por favor...

—Você não entende Bella...

—Edward. Eu amo você, e estou pedindo. Deixe que a policia cuide deles. Esqueça isso. Se você me ama tanto quanto eu a você, esqueça isso e vamos seguir com nossas vidas. Eu, você e Lizzie.- Edward pensou. Será que devia esquecer isso e seguir sua vida? Logo se casaria com Bella e junto com Lizzie, os três seriam felizes. Talvez ele não precisasse eliminar aqueles dois. Seus advogados se certificariam em deixar aqueles dois apodrecendo atrás das grades. Edward deu um longo suspiro.

— Tudo bem. Você venceu.- Edward disse pegando o telefone e ligando para Felix.- Felix? Cancele o maldito plano. E mudei dea idéia.