domingo, 16 de abril de 2017

Short Fic Breaking the Rules Capitulo 09 - Para onde ela foi





Edward PDV


—Eu quero ver a Sra. Volturi.


—O senhor agendou um horário?


—Não, mas ainda sim quero vê-la.


—Infelizmnte...


—Olha moça, eu sei que esse é seu trabalho, mas acredite, quando eu digo que quero vê-la, não estou pedindo permissão.- Disse indo em direção a sala enquanto a secretaria ameaçava chamar a policia.


—Senhor Cullen?


—Desculpe Sra. Volturi, eu tentei barrá-lo, mas...


—Está tudo bem Dalva. A que devo sua visita senhor Cullen?


—Eu acho que a senhora sabe exatamente porque estou aqui.


—Conseguiu o dinheiro?


—Sim. Aqui está o cheque.


—Ótimo. Vou preparar os papéis. O senhor ficará com posse de 49% da escola senhor Cullen.


—Não. A senhora ficará com essa porcentagem eu ficarei com 51.


—Isso não é possível.


—Bem senhora Volturi, eu vou dizer o que não é possível. Não é possível que a senhora seja tão insensata a ponto de perder essa quantidade de dinheiro por míseros dois por cento. Ainda mais com as dividas que a senhora tem feito em nome da escola.


—Como você..


—Eu sou muito bom em descobrir coisas, com o tempo a senhora vai perceber isso. Agora, eu lhe pergunto, vale a pena perder a chance de salvar a escola que sua mãe fundou? Veja, senhora Volturi. Meu advogado fez umas pesquisas. A propriedade está em nome da senhora, mas se as dividas não forem quitadas, o prédio pode ir a leilão. Eu poderia perfeitamente comprá-lo por metade do valor que estou lhe oferecendo.


—Não chegará a esse ponto.


—Não mesmo? Não é isso que os números dizem. A senhora queria negociar o retorno de Isabella? Disse que com a sociedade poderia recontratá-la. Pois estamos negociando. A senhora me fez a proposta e disse seus termos, pois estes são os meus. Eu comprarei 51% das ações e Isabella retornará para suas atividades.


—Eu posso lhe dar 51%, mas o valor aumentará um pouco. Entenda senhor Cullen, assim estarei abrindo mão da direção da escola.


—Esta é minha oferta. Não pretendo colocar nem mais um centavo neste cheque. E quanto a direção. Eu sou bom com números e ações, mas não em uma direção de escola.


—Então por que se dar ao trabalho?


—Com todo respeito Sra. Volturi, isso não é da sua conta. Está é minha oferta. Temos um acordo?


—Se o senhor puder aumentar...


—Ótimo então. Esperarei ansioso pelo leilão.- Disse lhe dando as costas e saindo.


—Espere.- Ela disse de um jeito desesperado me fazendo sorrir.- Quais garantias tenho que o senhor não irá me destituir do cargo da direção.


—Podemos fazer um contrato alegando isso, se isso lhe deixará mais tranqüila. Então senhora Volturi? Temos um acordo?


—Sim. Nós temos um acordo.


Depois de assinar a papelada pensei no que deveria fazer. Já faziam três dias que não procurava Bella. Rosie disse que o melhor seria lhe dar um tempo, mas eu não queria isso. Queria lhe dar a noticia de que poderia ter seu emprego de volta. E que se fosse sua vontade, nunca mais a procuraria. Passei em uma floricultura e comprei um buque de Centaureas, que segundo a vendedora simbolizava um pedido de desculpas.


Fui até o seu apartamento. O porteiro me reconheceu e me deixou subir. Talvez ela não estivesse tão zangada, já que não proibiu minha entrada. Subi até seu apartamento e bati na porta. Ninguém atendeu. Continuei batendo até que seu vizinho abriu a porta.


—Você está procurando a Bella?


—Sim. Na verdade estou. Sabe se ela saiu?


—Saiu.


—Sabe se ela vai demorar?


—Quem é você?


—Edward. Edward Cullen.- Disse me apresentando.


—Ah.. Ela deixou uma coisa pra você. Espera um pouco.- Ele disse entrando no apartamento e voltando com uma caixa.


—O vestido...


—Ela deixou aqui e pediu pra entregar pra um certo Cullen se ele viesse.


—Sabe se ela vai demorar?


—Cara, ela se mudou.


—O que? Quando? Para que bairro?


—Ela não disse. Só disse que ia sair da cidade. Ela era uma garota legal. Eu ajudei na mudança. Ela parecia perdida. Bom, eu tenho que ir trabalhar. Boa sorte com.. Seja lá o que você for fazer.- Ele disse fechando a porta e me deixando sozinho com a caixa no corredor.


—Para onde ela foi..?- Me perguntei me sentindo perdido pela primeira vez em muito tempo.