terça-feira, 4 de abril de 2017

Fanfic Come Back to Me Capítulo 10- Agora está completo



Bella PDV

—Como ele está?- Perguntei.
—Agora ele está bem.
—Eu posso vê-lo?
—Claro. Edward está com ele. Segunda porta a esquerda.
—Obrigada.- Agradeci e fui em direção ao quarto e bati na porta entrando.-Oi
—Oi.- Edward respondeu ainda olhando para Charlie que dormia tranquilamente.
—Como ele está?
—Bem. Vai ficar em observação por mais algumas horas e receberá alta.
—Isso é bom.
—Você foi vê-la?
—Não. Eu queria saber como ele estava antes.
—Os médicos me disseram que ela tem reagido bem. Talvez em alguns meses possa ir para casa se continuar assim.
—Isso é tudo o que eu quero. Todos em casa. – Ele assentiu ainda olhando para Charlie.- Edward?
—Sim.
—Pode por favor olhar para mim?- Ele suspirou e a olhou.
—Eu quero que as coisas fiquem bem de novo. Eu realmente quero me reerguer, mas preciso de você.
—Esse é o ponto Bella. Eu nunca a deixei. Foi você que escolheu se afastar. De mim, da Elena. Do Charlie.- Ele disse apontando para o menininho de cabelos acobreados que dormia tranquilamente.
—Eu sei. E me sinto péssima por isso. Eu tenho sido uma péssima mãe pra eles. E estava tão preocupada em não perder uma filha e acabei abandonando meus dois filhos, mas eu realmente quero ser melhor. Voltar ser a mãe que meus filhos se orgulhem de ter e... A mulher que você queira ter como esposa.
—Você nunca deixou de ser essa mulher Bella,  mas há um certo ponto até onde uma pessoa consegue lidar com os problemas sozinho. Casamento agrega cumplicidade. Você nunca esteve sozinha Bella, mas você não pareceu pensar nisso quando resolveu se isolar.
—Eu sinto muito se te deixei sozinho Edward. E eu entendo se você estiver cansado demais pra continuar tentando...
—Por Deus Isabella. Você está se ouvindo?  Ou melhor, você ouviu o que eu disse? Casamento agrega cumplicidade. Eles decidem e resolvem as coisas juntos. Nosso casamento não é um brinquedo quebrado Bella. Que você joga fora. Vamos consertar isso. Com o tempo. Juntos. Está bem?- Ele disse e eu assenti me aproximando dele. Ele envolveu seus braços em minha cintura e colou seus lábios nos meus , mas logo se separou porque ouvimos Charlie acordando.
—Mamãe!
—Oi pequeno. Como se sente?
—Eu quero água por favor.
—Eu vou pedir para a enfermeira.- Edward disse saindo.
—O que aconteceu mamãe? Por que eu estou aqui?- Ele perguntou e eu me sentei na cama acariciando seus cabelos.
—Do que se lembra pequeno?
—Eu estava sonhando, mas não me lembro com que. Só era ruim.- Eu assenti.
—Tudo vai ficar bem agora Charlie.
—Podemos ir para casa?
—Daqui a algumas horas.
—Então eu vou poder passar a noite em casa?
—Vai sim meu filho.- Eu disse sorrindo.
—E você vai poder me colocar para dormir?
—Claro que vou meu amor.
—Sempre?
—Sempre.


Just one step
A different day
Would I know you at all?
Would I know you at all?
When your kingdom falls
And you family fade
But it wasn’t your fault
It was never your fault
And I realise
You have to feel alive
All your worries will escape through the door
And you’ll wake up all alone on the floor
It’s not too late
Just rely on me now
Nine months on
And people fade
I wouldn’t be here at all
I wouldn’t be here at all
‘Cause I fell in line
At a different place
And it wasn’t my fault
No was never my fault
And I realise
You have to feel alive
Inside
—Mmãe? –Elena chamou.
—Sim filha?
—Pode contar aquela história de quando eu era pequena?
—A da Mel?
—Sim!!- Elena vibrou.
—Que história é essa mamãe?- Charlie perguntou. Era hora de dormir e os dois haviam pedido para dormir na nossa cama aquela noite. Edward estava de plantão e não chegaria até bem mais tarde, então eu não me importava. Elena e Charlie estavam com seus pijamas debaixo da coberta.
—Essa é a história que eu contava pra Elena quando ela era bem pequena.
—Conta mamãe!!
—Está bem. –Eu disse me colocando no meio deles.- Era uma vez uma cachorrinha chamada Mel.
—Como ela era mamãe?- Charlie perguntou.
—Ela era pequena e tinha um rabinho bem comprido. Seus olhos eram verdes e seu pelo era brilhante e acobreado.
—Como o cabelo do papai?- Ele perguntou de novo e eu ri.
—Deixa a mamãe contar a história Charlie.
—Sim pequeno. Como os cabelos do papai?
—E o que aconteceu depois?
—Charlie!- Elena pediu.
—Está bem. Eu só queria saber.
—Então deixa ela falar!.
—Está bem, vocês dois.- disse sorrindo e continuou contando a história até que os dois adormeceram e Bella logo em seguida.
Acordei com o barulho do chuveiro. Esperei um pouco e vi Edward saindo do banheiro com uma calça de moletom e uma regata branca. Assim que ele me viu sorriu se deitando no canto da cama.
—Tudo bem?- Edward perguntou e eu assenti.- Eu amo você- Ele sussurrou para mim.
—Eu também amo você.- Respondi voltando a dormir.
Já estava quase na hora do almoço. Edward disse que viria para casa e que tinha uma surpresa. Charlie e Elena estavam na escola ainda.
—Bella? – Edward chegou me chamando.
—Na cozinha. – Gritei continuando a mexer nas panelas.
—Você está pronta?
—Pronta?- Perguntei confusa.
—Pronta para ter a Maggie em casa?.- Ele disse sorrindo.
—O que?
—Eu conversei com os médicos. Eles disseram que agora que ela saiu da incubadora ela poderá receber alta.
—Então... Quer dizer que ela vem pra casa?- Perguntei ainda sem acreditar?
—Sim. Ela vem para casa.
—Hoje? Agora?
—Não. No final da semana. Ela ainda está passando por alguns exames.
—Exames? Que tipo de exames?
—Com o nascimento precoce ela sofreu algumas seqüelas. Querem ter certeza de que não é nada de grave.
—Que tipo de seqüelas?
—Um problema de distensão e coordenação no fêmur.
—Quer dizer que ela... Ela não vai andar?
—Eu não sei Bella. Vamos com uma coisa de cada vez está bem? Pode ser que ela ande, pode ser que ela demore mais do que as crianças normais. Talvez ela precise de algum tipo de ajuda para andar ou pode ser que não ande, mas isso não fará com que seja menos amada.
—É claro que não. Eu a amo do jeito que ela é.
—Eu sei disso. Todos nós nos sentimos da mesma forma. Mas isso só veremos com o tempo. Ela ainda é pequena. Está somente com dez meses.
—Dez meses...- Disse suspirando e Edward passou seus braços por minha cintura apoiando seu queixo em meu ombro.
—Foram dez meses difíceis.
—Sim eles foram.- Seu aperto se intensificou e eu pensei que ele fosse me beijar, mas seu telefone tocou.
—Alo?...Sim... Mas disseram no final da semana....Mesmo?...Isso é ótimo... Vou dizer a ela e já iremos parai. Obrigado Jane.- Ele desligou o telefone sorrindo.
—Quem era?
—Era a Dra. Jane, uma das responsáveis pela UTI neonatal. Ela disse que saíram os resultados dos exames da Maggie e que ela está ótima. E que vai receber alta hoje.
—Ela vem para casa?
—Sim.- Ele disse sorrindo e eu pulei em seus braços o beijando.
—Nossa menina vem para casa.