sexta-feira, 3 de março de 2017

Short- Fic Make me Yours - Capítulo 6- Puxando pelas orelhas








Bella PDV


-Edward tem certeza de que é uma boa ideia?


-Claro que sim. Já faz dois meses Bella. Riley foi morar em Miami. Quase não visita.


-Mas e se ele mentiu pra sua mãe? E se a envenenou contra mim?


-Duvido disso. Ela te conhece. Se ele falasse alguma coisa ia gerar perguntas que ele não conseguiria responder. Alem do mais você já estudou toda a teoria que podia no piano. Precisa de aulas práticas.


-Se você acha...


-Não vai ser problema Bella. Confie em mim ok?


-Tudo bem.


Chegamos na casa de Edward e Esme estava lendo na sala. Quando me viu veio ao meu encontro me abraçando.


-Bella. Pensei que nunca mais me visitaria. Que jeito de sumir mocinha. Sabe que eu te considero como filha. Só por que a sua relação com Riley não deu certo, não significa que você tinha que sumir.


-Desculpe Esme, mas o que exatamente Riley disse a você?


-Bem ele disse que vocês terminaram.


-Mas ele disse o por quê?


-Não. Ele só disse que eram diferenças irreconhecíveis. Duas semanas depois ele se mudou para Miami.


-Ele só disse isso?


-Só. Por quê? Tem mais coisas?


-Não...


-Bella.


-Está tudo bem Esme. Eu não vim te visitar por que tenho andado muito atarefada.


-Edward me disse que está te ensinando piano.


-Sim. Ele tem sido muito atencioso.


-Eu não entendo. Ele tem um piano aqui. Por que não veio lhe dar as aulas aqui Edward?- Edward olhou para mim esperando uma resposta -Tem alguma coisa fora do lugar. Bella querida. Posso falar com você querida? Na biblioteca?


-Claro Esme. - fomos até a biblioteca onde me sentei.


-Que bom que finalmente voltou aqui em casa. Na semana seguinte do aniversário de meu filho, me dei conta que não te via mais. Imagine minha surpresa quando ele disse que vocês haviam terminado por diferenças irreconciliáveis. Não sabia o que pensar.


.


-Claro... É típico dele... - murmurei.


-Por isso te chamei aqui querida. Sabe que te considero uma filha. Tanto quanto Edward, Riley e Nessie não sabe?


-Sei Esme. E eu te considero uma mãe. Mas sinceramente, não quero causar problemas entre você e seu filho.


-Por favor, Bella. Conte-me o que aconteceu.


-Na noite do aniversário de Riley, eu queria lhe fazer uma surpresa. Eu já desconfiava que algo estava errado. Ele andava muito distante ultimamente, e já fazia tempo que não passava a noite em minha casa. Sempre apressado. Sempre parecendo ir para algum lugar. Enfim. Quando cheguei em seu quarto encontrei ele com... Ele com Jéssica.


-Oh não Bella. Eu sinto muito querida.


-O pior foi descobrir que aquela não havia sido a primeira vez. Jéssica disse que isso vinha acontecendo fazia quatro meses.


-O que aconteceu depois?


-Eu não tenho certeza se quero que você saiba disso Esme. Eu estava consternada. Disse algumas coisas.


-Pode me contar.


-Assim que os peguei ele fez menção de se levantar. Então eu disse que se ele ousasse me procurar eu faria com que ele precisasse de uma mangueira para usar o banheiro.- Esme fez o que eu não esperava. Ela riu. - Não ria Esme.


-O que se pode fazer querida. Eu rio, por que se eu estivesse no seu lugar, não teria prometido. Teria feito.


-Oh...,- Disse surpresa


-O que meu filho fez foi imperdoável. Não se preocupe Bella. Assim que ele chegar eu pretendo ter uma conversinha com ele.


-Você deve me achar uma vadia não é?


-Por que diz uma coisa dessas Bella?


-Por que faz apenas alguns meses que Riley e eu terminamos e eu já estou aqui novamente. Mas acompanhada pelo Edward. Eu juro que somos amigos Esme. Ele é um homem tão bom. Doce e gentil. Tem me ajudado tanto.


-Imagine querida. Eu posso não ter feito um bom trabalho com Riley, mas sei que acertei com Edward. Além do mais, se formos analisar vocês estavam destinados. Podem ter se perdido um pouco, mas acabaram encontrando o caminho certo.


-Por que diz isso?


-Isso o que?


-Que estávamos destinados.


-Edward não lhe contou? Claro que não. Sempre tão nobre.


-Eu não entendo.


-Como foi que conheceu Riley Bella?


-Alice. Ela disse que queria que eu conhecesse seu primo. Marcamos em uma festa de uma amiga.


-Exatamente. Mas não era a Riley que ela se referia. Edward não pode ir à festa porque ficou preso no trabalho. Alice focou furiosa com ele. Dizendo que ia lhe apresentar uma garota incrível. Minha sobrinha ia lhe apresentar o Edward querida. Mas então...


-Então eu esbarrei com Riley na festa. E quando ele disse seu sobrenome, pensei que fosse o tal primo que Alice havia falado.


-Eles são primos sim, mas não era ele a quem Alice se referia. Ela ia lhe apresentar Edward em outra ocasião, mas aí você é Riley começaram a namorar.


- Edward nunca disse nada.


-Edward sempre foi assim. Sempre pensando no irmão. Acho que por um tempo ele acredito que o que você e Riley tinham era especial. Por isso decidiu não intervir. Um carro chegou. Deve ser o Riley.


-Então Esme... Eu não sei se quero encontrar com ele.


-Não se preocupe. Eu o conheço. Se desconfiar que eu sei de algo, vai dar um jeito de fugir. Aja naturalmente.


-Venha Bella. Você tem que praticar. - Edward disse, ignorando a presença de seu irmão.


-Vejo que não perdeu tempo não é Isabella.


-Riley querido. Seja gentil. Não é porque terminaram que não podem se dar bem não é?


-Tem razão mamãe. Me desculpe Isabella. Acho que ainda estou um pouco abalado com o término.


-Sente se aqui do meu lado querido. Vamos conversar um pouco. Edward. Por que não leva Bella ao parque? Depois pode pegar Nessie na escolinha? Eu gostaria de conversar um pouco com seu irmão. -Será que Esme não acreditava em mim? Ficaria do lado do filho mesmo sabendo o que aconteceu? Olhei para Edward e ele parecia não acreditar no que via. Mesmo contrariado Edward e eu fomos em direção a garagem e depois ao parque.


-Acha que ela vai ficar do lado dele?


-Eu gostaria que não. Mas você sabe como ela o adora. Por outro lado minha mãe é uma mulher justa. Acho que vai fazer a coisa certa.


-Eu contei tudo o que aconteceu para ela. Eu acho que ela acredita em mim. Só espero que ele não a envenene contra mim.


-Minha mãe não é uma pessoa manipulável Bella. Fique tranqüila.


Esme PDV


-Não acredito que você está permitindo isso mamãe.


-A que se refere meu filho?


-Edward e Isabella.


-Ah sim. Isso.


-Como pode ficar tão calma ?Ela era minha namorada. Edward não pode ficar com ela. Isso é errado. Eu não quero isso.


-Bom... Acho que você perdeu o direito de querer quando foi apanhado com a cabeça no meio das pernas daquela insuportável da Jéssica.


-O que eu... Mãe e juro que não...


-Nem perca seu tempo jurando ou contando mentiras.


-Como sabe que sou eu que estou mentindo e não a Isabella. Eu sou seu filho.


-Eu sei bem que você é meu filho Riley. Mas como você pensa que construí minha carreira e me tornei uma juíza de sucesso se não soubesse reconhecer quando alguém mente?


-Eu pretendia terminar com ela. Eu havia bebido muito aquele dia e...


-Ora Riley. Não me tome por tola. Apesar de você ser meu filho eu sei perfeitamente que você não vale muito. O que me faz pensar sinceramente, onde foi que eu errei?


-Eu sei que cometi erros, mas não quero que Edward fiquei com ela. Ele é meu irmão. Tem que ficar do meu lado.


-Riley Bears Cullen. Se você se atrever atrapalhar qualquer coisa que os dois quiserem começar, você conhecerá um lado meu que ninguém jamais viu.


-Mas...


-Eles não estão namorando. Edward está ensinando Bella a tocar piano, mas se por um milagre essa moça voltar a confiar nos homens dessa família, e começar um relacionamento com seu irmão, você não será louco de fazer nada contra eles está ouvindo? Se você tentar alguma coisa, não será nada bonito para você. Você entendeu?


-Ele não pode ficar com ela. Não vai. - perdi minha paciência e o agarrei pela orelha o puxando para baixo.


-Aí aí aí.


-Preste muita atenção Riley. Eu sou sua mãe. Não lhe dei o corretivo que mereceu quando criança. Admito meu erro, mas se você ousar fazer qualquer coisa contra seu irmão ou Bella que considero como uma filha, não será nada bonito para você. Fui clara?-perguntei ainda segurando sua orelha.


-Sim- respondeu mal criado.


-Eu não ouvi direito rapazinho.- Disse puxando com mais força


-Clara como água. - ao ouvir isso o soltei.


-Ótimo. Agora estamos conversados. E seja mais gentil com Bella. Se fosse eu no lugar dela, e seu pai no seu lugar, eu teria cumprido as ameaças que ela lhe fez. - Riley fechou a cara se levantando e indo em direção a porta. - Onde você pensa que vai?


-Embora. Não vou atrapalhar o casal maravilha, mas também não ficarei assistindo.


-Não vai não. Não antes de se desculpar com Bella.


-O que?


-Eu falei outra língua por acaso? Eu não preciso repetir. Você não é surdo. Me entendeu. Vai pedir desculpas e agir como o homem que te criei para ser. Assumirá a culpa de seus erros e irá se desculpar.


-Como queira. Depois disso vou voltar para Miame.


-Se espera que eu implore para que fique. Esqueça. Entristece-me muito saber que não vou ter meu filho perto de mim. Mas acho que o mantive debaixo de minha asa tempo demais. Está mais do que na hora de se responsabilizar por suas ações. Começando com o corte na mesada.


-Não pode fazer isso


-Me dê um bom motivo para não fazer. Você já tem 19 anos Riley. Está mais do que na hora de arrumar um emprego. Veja Edward por exemplo. Pediu que tirássemos sua mesada quando arrumou seu primeiro emprego. Aos 16 anos Riley. 16 anos Riley. E você com 19 ainda vem me pedir dinheiro.


-Ah claro. O santo Edward. Todos o adoram.


-Não não não. Você não vai virar a coisa para o seu lado rapazinho. Eu confesso que fechei meus olhos por muito tempo, mas já basta. O que você fez para Bella foi a gota d'água. Está na hora de crescer Riley. Ou você irá aprender por bem, ou a vida vai lhe ensinar por mal.


Bella PDV


Quando voltamos, Esme fez com que Riley me pedisse desculpas pelo que havia feito. Eu percebi que suas orelhas estavam muito vermelhas. Esme ao notar que eu estava olhando começou a rir. Depois disse Riley foi embora. Esme levou Nessie até a aula de balé. Deixando Edward e eu sozinhos.


-Eu ainda não acredito que sua mãe o agarrou pelas orelhas. E o fez pedir desculpas.


-Eu disse que minha mãe é uma mulher sensata.-Edward disse sorrindo.- Esse é era o primeiro lugar onde ela pegava quando éramos crianças e fazíamos coisas erradas.


-Edward. Ela o agarrou pelas orelhas. E eu perdi isso. Por que você me tirou da casa mesmo?


-Por que eu sei que se você estivesse lá, talvez ela não fizesse, ou então ele poderia provocar você. Se você avançasse sobre ele minha mãe poderia acreditar nele.


-É eu sei. Mas ainda queria ter visto a cena. O que é isso?- Disse pegando uma partitura na pasta de Edward.


-Uma musica.


-Disso eu sei. Mas pensei você tivesse me mostrado todas as suas partituras. Não reconheço essa.


-Essa é nova.


-Uma nova composição?


-Sim.


-Posso ouvir?


-Ainda não está pronta.


-Mas eu quero ouvir assim mesmo. Por favor.- Pedi fazendo biquinho.


-Tudo bem.- Edward começou a tocar, e o que começou com uma melodia lenta foi aumentando a velocidade e intensidade. Seus dedos dançavam pelo teclado. O que me fez pensar o que podiam fazer em meu corpo. E lá vamos nós de novo. Minha cabeça andava tendo tantos pensamentos pervertidos em relação ao Edward, que e já havia perdido a conta dos banhos frios que tive que tomar. Ele terminou de tocar e olhou para mim esperando minha avaliação.- Como eu disse, ainda não está pronta.


- Edward é linda.


-A pessoa que inspirou também.- Ele disse sorrindo.


-Sua mãe?


-Não Bella. Você.


-Oh...- Ele havia feito aquela música para mim. Eu sorri e ele sorriu de volta. Estávamos sozinhos na casa, e já fazia dois meses desde o episodio da traição então... Quer saber? Foda-se. Joguei meus braços em volta de seu pescoço e o beijei. No começo ele ficou surpreso, mas logo depois retribuiu o beijo. Eu estava sentada do seu lado, mas em um movimento rápido fui para em seu colo e ele apertou minha bunda. Colando ainda mais nossos corpos. Pude sentir sua ereção mesmo com as roupas no caminho. A esse ponto minha calcinha já era um caso perdido de tão molhada. A única coisa que consegui fazer foi balbuciar algumas palavras. - Edward... O que você acha... De irmos para o seu quarto?


CONTINUA...