sexta-feira, 3 de março de 2017

Short- Fic Make me Yours - Capítulo 5- Botando as coisas em ordem








Edward PDV



Acordei com minhas costas doendo. Aos poucos as lembranças de ontem foram voltando. Bella finalmente descobriu que meu irmão não vale nada, e talvez agora eu tenha minha chance. Mas essa não foi à melhor lembrança da noite passada.


FlashBack



-Riley... Ele estava com... Aquela..- Bella nem conseguia falar por causa de seu choro. Eu sabia que isso aconteceria, mas não imaginava que isso a quebraria desse jeito.


-Sinto muito... – Disse olhando para ela. Eu quase podia sentir toda sua dor. Eu queria sentir toda sua dor, para que ela não precisasse.


-Você... Você sabia? – Ela tentou se afastar, mas eu a segurei ainda mais contra meu peito. E foi quando ela olhou em meus olhos e se aproximou me beijando. No inicio eu estava tão surpreso que congelei, logo depois correspondi. Não sei dizer quantas vezes sonhei em provar esses lábios. E agora finalmente tenho minha chance.


Bella pulou em meu colo enlaçando minha cintura com suas pernas enquanto eu a segurava pela bunda. Eu gemi com o contato que ela fazia com meu membro, já bastante animado. E ela gemeu logo em seguido.


Caminhei com ela até minha cama, e a deitei. Comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço e clavícula. Mas quando cheguei onde mais queria, o espartilho estava em meu caminho. Eu o agarrei pronto para rasgá-lo. Foi quando recobrei meu juízo e vi que não era certo fazer isso. Talvez Bella não me quisesse. Talvez só esteja com raiva pelo que Riley fez e queira esquecer. E se fosse isso, ela se arrependeria assim que tivesse acabado. E eu não poderia suportar isso. Soltei um longo suspiro de frustração e me afastei.


Me levantei sem fazer barulho, e vi que Bella ainda dormia. Fui até meu banheiro e peguei uma aspirina para ela, já que já havia um copo de água no criado mudo. Certamente ela estaria com uma ressaca horrível hoje. E eu estava torcendo para que agora, que ela estaria sóbria, ela ainda quisesse o que queria ontem à noite. Para que ela ainda me quisesse como queria ontem a noite. Deixe o comprimido e a água do seu lado e fui tomar um banho, me certificando de trancar a porta dessa vez, porque se ela entrasse no banheiro novamente, só que vestindo minha camisa... Não sei se conseguiria me parar como fiz ontem a noite.


Sai do banheiro devidamente vestido e a encontrei se vestindo


-Desculpe. Não sabia que já estava acordada. - eu disse me virando. Mesmo que eu quisesse ve-la, eu sabia que isso a deixaria sem graça.


-Não... Eu que peço desculpas. É seu quarto, e eu já devia ter ido embora. Obrigada pela aspirina.


-Eu imaginei que fosse estar com dor de cabeça. Não precisa de pressa. Tome café primeiro. Você veio de carro ontem?


-Não. Seu irmão me trouxe. Eu vou pegar um táxi agora. Já me vesti- ela disse e eu me virei a olhando.


-Eu posso te levar. Vamos. Vamos tomar café e eu te levo.


-Obrigada, mas eu não quero te dar mais trabalho do que já dei ontem à noite. Você deve estar todo dolorido por ter dormido nesse chão.


-Eu estou bem. E não me incomodo em te levar. Além do mais, não acho que vá conseguir um táxi em um domingo essa hora da manhã. - ela pareceu pensar em suas opções.


-Tudo bem. Eu só não quero ver aquele...


-Não se preocupe. Ele não levanta antes do meio dia. Ainda mais em um domingo. Não vai encontrá-lo. Vamos, eu preparo o café.


-Não precisa. De verdade. Não estou com fome.


-Tem certeza? Eu faço uma ótima panqueca. - e para provar que ela estava mentindo seu estômago roncou.


-Tudo bem. - descemos às escadas e fomos até a cozinha para fazer as panquecas.


-Qual recheio quer para suas panquecas?


-Pode ser chocolate?


-Doce? Tão cedo?


-Sim. Meu pai costumava dizer que eu tenho espírito de formiga. - Ela disse e eu ri do seu comentário, depois comecei a preparar suas panquecas. Foi quando percebi que não sabia nada sobre sua vida. Como ela era namorada do Riley, nunca tivemos a chance de nos conhecer melhor.


-Você não fala muito da sua família não é? Acabei de perceber que não sei muito sobre você.


-Na verdade, não tem muito o que falar. Meu pai era chefe de polícia, e minha mãe era professora de jardim de infância.Apesar da minha irmã morar em Londres, nós éramos a família perfeita. -


Eram? Por quê? O que aconteceu?


-Éramos. Até um motorista bêbado acabar com isso. - ela respondeu olhando para baixo.- Eu tinha 8 anos quando aconteceu. O motorista foi julgado e condenado, mas isso não vai trazê-los de volta.


-Bella Eu... Eu não fazia idéia. Eu sinto muito.


-Tudo bem. Já faz muito tempo.


-E você é sozinha? Digo sua irmã não voltou ou tem parentes?


-Minha irmã Alice, ela mora em Londres com o marido dela, Jasper. Ela voltou para Londres quando eu fiz 18. Ela queria que eu fosse com ela, mas eu não queria sair de Forks. Então eu fiquei. Sem tios nem tias. Meus pais eram filhos únicos então eu só tenho a Alice. E ela... Bem, ele tem a mim, tem o Jasper e tem sua filha.


-Riley Nunca chegou a comentar nada e...


-Ele não poderia mesmo. Ele só sabe que eu perdi meus pais quando era pequena. Nunca contei como para ninguém. Só para...


-Só para mim?


-Só para você. - ela levantou o rosto e já tinha se recomposto. - Desculpe por isso. Não é um assunto muito leve para uma manhã de domingo. Ou qualquer outra manhã. É só que... Não sei... Realmente não sei o que acontece, mas com você eu acabo falando tudo que eu penso e sinto sabe? Não sou uma pessoa tão aberta normalmente.


-Não tem que se desculpar por isso. Fico feliz em saber que se sente a vontade conversando comigo. - ao ouvir isso ela se calou por uns minutos parecendo pensar em alguma coisa


-Edward, posso perguntar uma coisa?


-Claro.


-Sobre ontem à noite. Aquilo que você disse. Aquilo era verdade?


-Sobre o que exatamente?


-Que você me queria... Mais do que eu imaginava, e que aquele dia... Aquele dia no chuveiro, não foi a primeira vez. Você falava sério? Aquilo era verdade?


-Cada palavra. Eu sei que depois de ontem, você não vai querer sair com ninguém por um bom tempo, mas se no futuro, você quiser me dar uma chance, eu sei que a faria muito feliz.


- O pior é que eu sei disso. - ela murmurou pensando que eu não tinha escutado-Olha eu não vou negar que você me causa... Sensações estranhas. Mas depois de ontem, eu acho que você teria que esperar muito tempo. Até minhas feridas se curarem. E eu não tenho o direito de pedir isso para você.


-Mas você não está pedindo Bella.- Eu disse sorrindo- Nem precisaria. Eu me apaixonei por você no minuto em que Riley te trouxe aqui em casa. E eu esperaria, dias, meses ou até anos para te-la. Para que você me amasse de volta.


-Eu não acho que você precise esperar muito então. Mas é como eu disse, ontem foi... Eu não quero nem pensar. Eu preciso de um tempo para me concentrar. Se é que um dia eu vou...


-Você vai. Você é forte. Ele não a merecia. Não me importo em esperar.


-Você não entende Edward. Eu sou tão... Tão fodidamente quebrada. Eu sou cheia de manias e defeitos. Minha relação com Riley já estava acabada há meses. Era só sexo, e cara, era ruim. - Bella começou a desabafar. Acho que eu ter perguntado sobre seus pais, abriu uma porta nela, que não era aberta há muito tempo. - Não era um relacionamento, e já fazia tempo. Não existia cumplicidade e comunicação. Nem confianças ou fidelidade obviamente. Mas eu estava tão assustada com a possibilidade de ficar sozinha de novo que fui deixando.


-Ei- Eu disse segurando seu rosto e acariciando suas bochechas que estavam rosadas, e seus olhos cheios de lágrimas. - você não precisa mais se preocupar com isso. Você não está mais sozinha. Você tem a mim, sempre terá. -ela me abraçou, enquanto eu afagava seus cabelos. Depois de alguns minutos ela parecia mais calma e se soltou de mim. Eu estava relutante em solta-la, mas eu sabia que se alguém entrasse na cozinha e nos visse assim, Bella ficaria constrangida.


-Pode me levar para casa?


-Claro. - Peguei meu celular, minha carteira e minhas chaves e fomos em direção a garagem. Eu abri a porta do carro para Bella, e ela parecia surpresa com esse gesto. Ela sorriu para mim e entrou no carro.


-No caminho para sua casa, ela passou o tempo todo olhando pela janela. Então eu liguei o rádio. Eu gostava de tudo um pouco, desde Rock clássico até música clássica. E quando a música começou a tocar, Bella olhou para o rádio e depois para mim.


-Clair de Lune?- eu dei de ombros sorrindo.


-Eu gosto de música clássica. É relaxante. Debussy é um dos meus favoritos. Você não gosta?


-Adoro na verdade. Quando era pequena eu fazia aulas de piano. É uma das coisas que eu gostaria de voltar a fazer.


-As aulas?


-Sim


-Eu posso te ajudar se quiser.


-Você... Claro. O piano na sala. Eu pensei que fosse de Esme, mas nunca a vi tocando. Nunca vi você tocando também a propósito.


-Eu não costumo tocar quando tem alguém me observando.


-E como você pretende me dar aulas então?


-É diferente agora.


-Por quê?


-Porque eu não preciso mais disfarçar o que eu sinto. - ela se calou corando. .


-Eu agradeço, mas não acho que seja uma boa ideia voltar a freqüentar a casa. Mas obrigada pela oferta.


-Não precisa ser agora. Tome algum tempo para você. Além do mais, eu posso trazer a parte teórica aqui para você se você quiser.


-Eu gostaria muito. Obrigada.


Chegamos.


-É. Eu... Te vejo amanhã então? Para as aulas?


-Claro. - eu percebi que ela queria ficar sozinha, então não impus minha presença. Desci do carro e abri a porta.


-Te vejo amanhã então. - lhe dei um beijo na bochecha e ela corou. E voltei para o carro sorrindo.


CONTINUA...