sábado, 4 de março de 2017

Short-Fic Come Back to Me - Capítulo 01- Simplesmente não vale a pena



Bella PDV


—Pronta para ir para casa?- Edward perguntou.
—Mais do que pronta. Acho que já tive minha cota de hospitais por uma duas vidas.
—Temos tido alguns anos difíceis, eu concordo. Mas agora as coisas vão melhorar.
—Por que seus olhos não dizem o mesmo?
—Como assim?- Edward perguntou baixando a cabeça.
—Você parece preocupado. Aconteceu alguma coisa.
—Não...
—Edward...
—Mas é isso Bella. Não é nada.- Eu olhei para ele, e ele suspirou.- Ok. Eu estou preocupado tudo bem?
—Com o que?
—A sua gravidez.
—Edward, de novo isso? Já conversamos sobre isso. Eu vou fazer um bom acompanhamento médico, e em casa eu tenho um lindo médico cardiologista, também conhecido como meu marido, e um cirurgião geral como sogro. Edward, vamos ficar bem.
—Eu sei. É só que... Depois do Charlie... A parada cardíaca. Sempre que eu penso que você pode passar por isso de novo, tenho vontade de me chutar por não ter sido mais cuidadoso.
—Primeiro, você quer me manter bem?- Edward assentiu rapidamente.- Ótimo, então pare de se culpar. E depois, eu acredito que tenhamos feito esse bebê juntos, ou não?- Edward baixou a cabeça.- Eu sei dos riscos tanto quanto você, mas estou realmente otimista quanto a essa gravidez. Na dizem que a terceira é da sorte? Então pode relaxar e ficar feliz com isso?
—Eu estou feliz Bella, por favor não entenda errado, eu estou feliz, mais que isso. Eu só tenho muito medo de que algo aconteça. Não temos exatamente um bom histórico quando se trata de boa sorte.- Me aproximei dele e beijei seus lábios.
—Vai ficar tudo bem.
—Tem mais uma coisa.
—O que?
—Ela está aqui. Quer ver você.- Com ela, eu sabia a quem Edward se referia. Renée. Ele disse que ela vinha todos os dias querendo me ver, mas eu nunca permiti sua entrada. Estava na hora de arrancar o curativo e ver o quão funda a ferida era. Ela queria alguma coisa, só restava saber o que.
—Pode deixar ela entrar.- Disse olhando para minhas mãos.
—Tem certeza?
—Sim. Quanto mais cedo descobrir o que ela veio fazer aqui, mais cedo ela se vai.
—Está bem. Vou pedir que ela entre.- Edward voltou alguns minutos depois com Renée ao seu lado.
—Filha...
—Não me chame assim. O único que podia me chamar assim se foi anos atrás. O que você quer Renée? Por que apareceu?- Ela olhou para Edward e ele a olhou de volta.
—Podemos conversar em particular?
—Edward pode nos dar um minuto?- Ele me olhou nos olhos para ter certeza de que era a coisa certa a fazer.
—Se precisar de mim estarei no corredor amor. É só me chamar e estarei aqui em seguida.
—Obrigada.- Me deu um beijo e saiu.
—Você está muito bem fi... Bella.
—O que você quer?
—Eu não posso apenas ter saudades? Perceber que cometi um erro ao deixa-la?
—Por que é que não acredito em suas palavras?
—Eu sei que não há desculpas pela minha partida, mas eu quero me redimir. Me aproximar de você e do Emmett também.
—Estamos bem, mas se quer tanto se redimir, por que não conta porque partiu, para começo de conversa?
—Muito bem, a verdade não é exatamente fácil, mas se você quer isso...
—Eu não acho que pode ser pior do que simular a própria morte e abandonar seu marido e filhos.
—Tudo bem. Quando Emmett tinha um, seu pai foi promovido no trabalho, e quase não parava mais em casa, esse era um dos motivos pelo qual as brigas começaram. Eu não era feliz. E duvido que Charlie fosse, mas estávamos acomodados. Foi quando eu conheci o Phill. Ele era doce e atencioso. Muito carinhoso.
—Pode me poupar dos detalhes sórdidos e voltar a historia?
—Sim, claro. Enfim, ele me dava a atenção que Charlie não podia devido ao trabalho. Então eu trai seu pai. Eu me convenci que ia parar e que meu casamento ia melhorar, mas não parei, e o casamento está mais insuportável, A convivência. Então meses depois eu me vi grávida.
—Não. Você absolutamente não veio aqui para me dizer que Charlie não é meu pai não é?
—Não Isabella. Você é filha do Charlie. Não poderia ser mais filha dele. E além do mais, Phil não pode ter filhos.- Só de ouvir isso sent um peso saindo de mim. A idéia de não ser filha do Charlie me apavorou por um momento, depois eu percebi que não me importava. Charlie sempre seria meu pai, mesmo se eu não fosse sua filha. Felizmente esse não era o caso.
—E então? Como seu amante explica sua "morte".
—Forks é uma cidade pequena. Eventualmente Charlie descobriu minha... Relação com o Phill.
—E?
—E ele sendo o maldito bom pai que ele era, fez o necessário para não prejudicar vocês.
—O que quer dizer com isso.- Ela parecia cansada das mentiras, mas isso podia perfeitamente ser um jogo dela.
—Depois que ele descobriu, eu resolvi acabar de vez com as mentiras. Eu queria o divorcio, mas Charlie sabia tanto quanto eu o que filhos de pais divorciados eram obrigados a tolerar naquela cidade, a diferença era que eu não me importava. A única coisa que eu queria era assumir meu relacionamento com o Phil e tocar minha vida. Então Charlie me ajudou.
—Ele o que?
—Ele ajudou a simular minha morte. Ele pediu apenas que eu esperasse que você nascesse. E foi o que eu fiz. Ele era chef da cidade, tinha seus contatos. Não foi tão difícil simular minha morte.
—Ele... Ele sabia? Sabia que você não havia morrido? Esse tempo todo enquanto crescíamos?
—Sabia. Mas não podia dizer nada.
—Por que não?
—Por causa do nosso acordo. Quando me vi grávida, pensei que era minha sentença a ficar presa aquele casamento. Então eu...
—Você tentou me abortar? – Ela assentiu.- E por que diabos está na minha frente agora? Você é o que? Psicótica?
—Não.. Espere, eu pensei em fazer, então Charlie e eu fizemos um acordo. Eu esperaria que você nascesse e partiria, mas ele nunca poderia contar a verdade. Vocês pensariam que eu estaria morta.
—Então por que está aqui? Por que desfez todo o seu teatro?
—As circunstancias mudaram. Phill está muito doente. Eu andei observando você nos últimos anos Isabella. Você tem passado por situações muito complicadas. Mas ainda sim conseguiu arrumar um belo marido. Eu fiquei tão orgulhosa. E seu sogro também não é de se jogar fora.- Ouvi-la falando daquele jeito de Edward e Carlisle fez meu estomago revirar.
—Então por isso voltou? Por que seu amante está doente?
—É um motivo. Mas o outro é que... Bem, depois de uns anos eu descobri que Phill tem um pequeno problema. Ele gosta mais do que deveria de carteado, e se envolveu em uma pequena divida de jogo.
—Divida.- Perguntei incrédula. Era por isso que ela havia me procurado? Dinheiro?
—Sim. Uma coisa insignificante. Cinqüenta mil. Para nós é uma fortuna, mas para os Cullens.
—Eu não acredito no que estou ouvindo. Você quer dinheiro? Você veio me procurar por um maldito dinheiro.
—Ei. Não me julgue menina. Eu tive uma vida difícil desde que parti.
—E de quem é a culpa?
—Eu fiz umas pesquisas Isabella, vamos lá, eu sou sua mãe, e sei que esse valor não é nada para seu marido e a família dele.
—Sai.
—Mas...
—Agora. Sai.
—Bella?- Edward entrou no quarto depois que pedi para Renée sair aos gritos.- Tudo bem amor?
—Eu quero ela fora daqui Edward.
—Isabella..
—A senhora já terminou aqui. Venha ou vou chamar a segurança.- Edward disse vindo para meu lado. Renée deve ter percebido que não conseguiria nada aqui, então decidiu sair.
—Ainda não acabamos Isabella. Você me verá em breve.- Ela disse e saiu. Eu sentia lagrimas em meus olhos e meus pulmões clamavam por ar, quando percebi que estive prendendo a respiração. Soltei o ar e comecei a hiperventilar.
—Bella? Tudo bem? O que ela fez? Ela machucou você.- Ela havia machucado, mas não do jeito que ele imaginava. Então só neguei com a cabeça e sentei.
—Ela queria... Queria dinheiro.- Disse com escárnio.
—Dinheiro?
—O amante dela fez dividas de jogo. Ela voltou por dinheiro Edward. Não porque se arrependeu das merdas que fez a mim, ao Emmett e ao Charlie. Ela queria dinheiro.- Eu disse começando a chorar pela raiva que sentia dela.
—Bella. Não chore. Por favor, você tem que se manter calma.- Ele disse tocando minha barriga. Edward estava certo. Renée não valia qualquer mal que pudesse acontecer ao bebê.
Depois da conversa com Renée e minha alto do hospital, as semanas se arrastaram e Edward e eu decidimos que passaríamos o ano novo em Nova York com Elena e Charlie. conversamos sobre isso com Stefan, e ele disse que não haveria problemas. A gravidez de Rosie estava perto do fim. As meninas logo nasceriam e Emmett mal podia se conter de ansiedade.
Passava das três da manhã quando o telefone tocou. Era Emmett dizendo que havia chegado a hora, e que minhas sobrinhas iriam nascer. Mas por algum motivo eu senti um frio na espinha quando ele disse que estavam a caminho do hospital.