domingo, 5 de março de 2017

Fanfic Remember Me Capítulo 24- Epílogo- Uma surpresa


Bella PDV
Acordei com Elena em meus braços. Foi uma noite tranqüila. Sem pesadelos. Olhei pelo quarto e não encontrei nem Charlie, nem Edward. Ajeitei Elena na cama, me vesti com o robie e desci as escadas.
Ao chegar à cozinha encontrei Charlie em seu cadeirão brincando com seu mordedor enquanto Edward fritava panquecas, e pelo cheiro eram as de chocolate. Observei os dois por um tempo antes de chegar devagar por trás dele e beijar sua nuca. Mas Charlie me viu enquanto me aproximava e seu riso me denunciou.
—Paradinha.
—Charlie. Você me denunciou meu pequeno. Eu disse acariciando seus cabelos que eram da mesma cor que os de Edward. Ele estendeu os bracinhos em minha direção e eu o peguei no colo. - Esse cheiro...
—Panquecas de chocolate. Suas preferidas.
—Eu já disse que você é o melhor?
—Algumas vezes, mas não me importo quando você repete.- Ele disse dando um sorriso torto.
—Você... É... O... Melhor... Marido... Do mundo. - Disse entre vários beijos.
—Dormiu bem?
—Muito bem.
—Isso é bom. E Elena?
—Ainda dormindo.
—Ela brincou muito com meus pais ontem. Alice ligou.- Eu torci o rosto. Já imaginava o que ela queria. Compras. Para o aniversário da Elena. – Elena quer um vestido de princesa para o aniversário. Alice quer que você e Rosie a ajudem a procurar.
—Eu vou ligar para ela.
—Hoje é minha folga. Não precisa ligar para minha mãe.
—Por que eu ligaria?
—Para ficar com as crianças.- Ainda havia um ponto de interrogação na minha cara, então Edward esclareceu.- Sua consulta com a Dra. Carmen?
—É hoje. Eu tinha esquecido. Eu ando me esquecendo de algumas coisas.
—Você anda fazendo muitas coisas ao mesmo tempo. É normal se esquecer de algumas coisas.
—Acho que sim. Vou acordar Elena para tomar café. Depois ligo para Alice.- Subi até o quarto e me sentei na cama para acorar minha pequena.
—Eu quero dormir mamãe...
—Tem certeza pequena?- Ela balançou a cabeça dizendo que sim.
—Então acho que vou ver se Charlie quer as panquecas de chocolate do papai.- Assim que ouviu as palavras panqueca e chocolate, ela saltou da cama.
—Panquecas!!- Ela gritou agarrando minha mão e me puxando
—Pensei que a senhorita quisesse dormir.
—Eu quero a panqueca do papai mais.
—Claro que quer.- Elena adorava as panquecas que Edward fazia tanto quanto eu.
Ela desistiu de me puxar e saiu correndo em direção a porta.
—Cuidado com a escada.- Gritei do quarto. Eu adorava nossa casa, mas ainda tinha um pouco de receio com a escada. Eu como uma pessoa que sempre tropeçava no ar, aprendi a ter o pé atrás com escadas e outros lugares que gerassem acidentes.
Desci as escadas e fui em direção a cozinha. Edward havia preparado um prato cheio de panquecas para mim. Me sentei ao seu lado e lhe dei um beijo.
—Alice acabou de ligar. De novo.
—Quantas ligações ela consegue fazer no espaço de uma hora?
—Parece que você não a conhece.- Edward disse sorrindo.- Terminei minhas panquecas e liguei para Alice.
—Bella! Finalmente. Já ia ligar.
—Qual a emergência Alice? Três ligações antes do meio dia?
—O aniversario da minha afilhada. Essa é a emergência.
—Alice ainda falta mais de dois meses para o aniversário da Elena. Já está tudo praticamente pronto.
—Nem tudo. Elena quer um vestido de princesa.
—Podemos procurar hoje, mas não agora de manhã. Tenho uma consulta com a Dra. Carmen.
—Que horas é a consulta?- Olhei para o relógio que marcavam dez e quinze.- Daqui quarenta minutos. Eu estou atrasada já Alice. Eu ligo para você depois da consulta tudo bem?
—Mas é para ligar. Se você não ligar eu ligo.
—Tudo bem Alice. Até mais tarde.
—Um beijo e até. Ah não... Espere.
—Sim?- Disse pegando minhas roupas e indo para o banheiro.
—Quem vai ficar com as crianças enquanto você vai na consulta? Precisa que eu os pegue?
—Não. Tudo bem. Edward vai ficar com eles. E depois da consulta quando formos comprar o vestido eu os levo para ele poder descansar um pouco.
—Tudo bem então. Eu falo com você mais tarde.- Desliguei o telefone e corri para o chuveiro.
Meia hora depois eu estava na porta de entrada. Indo para a consulta.
—Precisa de alguma coisa? – Perguntei para Edward.
—Não. Pode ir para a consulta.
—Eu volto com o almoço. Eu queria passar a tarde com você, mas Alice quer procurar o vestido para Elena hoje. Eu passo para pega-los depois da consulta tudo bem?
—Claro.- Ele disse me beijando.- Depois conte como foi. Eu te vejo para o almoço?
—Sim.
—Amo você.
—E eu amo você.- Eu disse retribuindo o beijo.
—Eu sei.- Ele disse sorrindo.- Agora vai. Ou vai se atrasar.- Corri para o carro e fui para a clinica.
—Bella. Que bom vê-la de novo. Então? Como tem passado Bella?
—Quase não tenho tido pesadelos e não fico tão defensiva quando estranhos se aproximam de mim.
—Isso é muito bom. É um sinal de que você está progredindo.
—Sim, mas...
—Mas....
—Eu ainda não... Não consigo... Isso é complicado de se explicar. Ainda mais sabendo que você conhece Edward desde que nasceu.
—Ah sim. Vocês não estão tendo relações? É isso?- Quando ela colocou dessa forma, tão clara e aberta não pude evitar corar.- Não precisa se envergonhar Bella. É perfeitamente normal que você esteja relutante a um contato mais.. Intimo, mas você tem progredido muito. Acredito que logo vocês conseguirão ultrapassar essa barreira. Ele tem pressionado você com esse assunto?
—Não! Ele tem sido tão compreensivo, mas ele é homem, sei que sente falta. Algumas noites consigo ouvi-lo... Sabe...
—Como você mesma disse Bella. Ele tem suas necessidades, mas tenho certeza de que com as consultas e um pouco de paciência, as coisas entre vocês irá se ajeitar.
—Espero que você esteja certa Carmen. Por que honestamente? Eu estou a ponto de explodir também. – Confessei aliviada por poder finalmente admitir.
Depois daa consulta liguei para Alice e fui comprar o almoço. Ao chegar em casa, Charlie estava dormindo e Elena e Edward brincando na sala.
—Mamãe!!
—Oi pequena... Se divertiu com o papai hoje?
—Sim. Brincamos de chazinho. Papai era o rei.
—Que legal meu amor.- Edward era um ótimo pai. Mesmo com os turnos apertados no hospital, ele sempre conseguia passar um tempo com as crianças.- Por que não lava a mãozinha para almoçarmos querida?- Ela correu em direção ao banheiro. Edward estava sentado no sofá. Fui até ele e me sentei em seu colo.
—Então você era rei?- Disse lhe dando um beijo.
—Sim, mas minha rainha acaba de chegar.- Ele disse aprofundando o beijo. Minhas mãos foram para sua nuca e as suas para minha cintura. Já fazia tanto... Tempo. Os dois estavam necessitados desse tipo de contato. Sua mão se infiltrou dentro de minha blusa e eu senti um roçar em meus seio e sua ereção crescendo entre minhas pernas.
—Mamãe!! To com fome.- Elena entrou na sala dizendo e fazendo com que nos separasse.
—A mamãe trouxe o almoço amor.- Sai do colo de Edward, mas pude ouvir um gemido de frustração da sua parte e ele pegou e uma almofada colocando-a em seu colo logo em seguida.
—Vem comer papai.
—Eu já vou filha. Papai só vai descansar mais um pouco e já está indo.- Ele disse e eu não pude evitar sorrir.
Dois meses depois
— Por que essa cara Alice?- Rosie perguntou.
—Eu fiz meus exames de rotina, antes do casamento e os resultados chegaram ontem.
—Algum problema?- Perguntei preocupada.
—Sim, mas não é exatamente uma novidade para mim. Acho que eu só tinha esperança de que as coisas tivessem mudado.
—Qual é o problema Alice?- Perguntei e ela suspirou.
— Eu não posso ter filhos Bella.- Ela disse de cabeça baixa.
—Como? Por que? – Rosie começou a fazer as perguntas e Alice continuava de cabeça baixa.
—Eu descobri faz alguns anos. A única que sabe é minha mãe.
—Esme nunca disse nada.
—Eu pedi para que não contasse.
—Por que o segredo?
—Não é um segredo. É só que desde que descobrimos, eu venho fazendo alguns tratamentos para tentar mudar isso, mas os resultados do meu ultimo exame mostram que não houve muita mudança. O grande problema é que por perder a família tão cedo, eu sei que um dos sonhos de Jazz é ser pai.- Ela disse cabisbaixa.
—E você já contou a ele Alice?
—Não. Sinceramente, tenho medo de como ele possa reagir.
—O que quer dizer com isso?- Rosie perguntou.
—Jazz perdeu os pais muito cedo, e a avó dele nunca se importou realmente com ele. Ele sempre demonstrou querer uma família grande que ele pudesse amar e cuidar. E eu vou destruir esse sonho dele.
—Isso não é verdade Alice.- Tentei argumentar com ela, mas eu imaginava como ela se sentia.
—Como não Bella? O sonho dele é ter uma grande família. Filhos, netos e tudo mais. E eu, a mulher que ele escolheu para ser a mãe desses filhos, simplesmente não pode engravidar. Como eu não estou destruindo os sonhos dele?
—Alice está certa Bella. Você não pode ter filhos agora. Mas existem vários tratamentos, e alem do mais, se você realmente não puder engravidar, existem outras maneiras de ter um filho.
—Eu já tentei vários tratamentos, mas nenhum teve resultado. Eu sei que existem outras maneira de ter filhos, mas vai ser difícil para ele.
—Do que você tem medo Alice? De verdade.
—De verdade? De que daqui há alguns anos, se escolhermos adotar ou tentar outros métodos, e eu não puder lhe dar filhos nossos. Meus e dele, tenho medo que ele me culpe.
—Alice, não seja absurda. Jasper nunca faria isso.- Rosie disse.- Ele ama você, e mesmo que não seja possível que vocês tenham filhos, tenho certeza que ele amaria você, e amaria a criança que viesse.
—Eu sei. Sou só eu. Minha cabeça é meio agitada, e cria problemas que não existem. Eu sei que preciso contar para ele, mas eu fico esperando e esperando, mas a chance nunca parece surgir.
—O casamento de vocês é daqui um mês Alice. Você precisa contar para ele. Ele vai entender.
—Eu sei. Vou falar com ele. Mas chega desse assunto. Agora... Sobre o aniversário da minha afilhada. O que vamos fazer?
—Ela quer ser uma princesa. E disse que quer que a madrinha dela arrume seu cabelo.- Eu disse revirando os olhos.
Os pesadelos tinham diminuído. Quase desaparecido depois que Edward insistiu para que eu procurasse uma psicóloga para lidar com essa situação. Sempre que Edward me tocava, começávamos bem, mas com a escuridão, minha cabeça criava coisas que não existiam e eu gritava e tínhamos que parar. Edward entendia que a situação era delicada. Ele era muito compreensivo. Com as seções de terapia, minhas paranóias haviam diminuído. Sempre que fazíamos amor alguma lâmpada ficava acesa. Foi estranho no começo, mas foi o próprio Edward que sugeriu isso. Ele disse que assim eu ficaria segura de que ninguém me machucaria. E funcionou. Quando ele me toca, me acaricia, me beija e me toma como sua, eu vejo ele. Apenas ele. Não sinto mais medo. Só sinto seu toque, seu carinho, seu cuidado e seu amor. Alem de muito, muito prazer. Já fazia um pouco mais de dois meses desde aquele dia, e que eu havia começado a terapia. Dois meses sem poder... Terminar o serviço... Tanto Edward quanto eu, estávamos em ponto de ebulição. E com as luzes acesas, o medo ia embora e eu pude ter uma noite de amor com meu marido. Quando percebemos que eu na sentia mais medo, e que aquilo havia funcionado, fizemos amor a noite toda.
FlashBack On
—Eu quero experimentar uma coisa.- Edward disse se sentando em nossa cama.- Confia em mim?
— Confio, mas não quero te frustrar. De novo.
—Não vai.- Disse me dando um beijo.- Já estava de noite. Elena e Charlie dormiam em seus quartos e a casa já estava escura. A única luz acesa eram os abajures do nosso quarto. Edward aprofundou o beijo e eu enrosquei minhas mãos em seu cabelo. Ele se colocou em cima de mim e começou a empurrar contra minha perna. Eu já estava molhada e podia sentir sua ereção em minha perna. Percebi que as luzes continuavam acesas. Era Edward que sempre apagava, mas devia estar tão excitado quanto eu e nem se lembrou. Levei uma mão até o abajur enquanto a outra continuava em seu cabelo, mas ele segurou minha mão e sua boca foi em direção ao meu pescoço.
—Deixe acesa. - Ele sussurrou em meu ouvido.
—O que?- Perguntei já ofegante. Nós nunca havíamos deixado a luz acesa. Não que fossemos ver algo novo, mas nunca havíamos deixado acesa. Ele parou os beijos e me olhou nos olhos, mas continuava em cima de mim.
—Sempre que você fechar os olhos e se sentir angustiada, é só abrir. E seus medos irão embora. Você vera... - Disse beijando novamente meu pescoço. - Que sou eu quem está te beijando... Te tocando... Te amando.- Ele desceu os beijos e segurou a barra da minha camisola, começando a levantá-la. Sempre que me sentisse angustiada seria só abrir os olhos, então eu veria Edward. O homem que eu amo me beijando, me tocando e me amando. Ele ainda segurava a barra da minha camisola enquanto olhava em meus olhos. Como se pedisse permissão para tirá-la. Eu assenti e ele a tirou por meu pescoço e recomeçou os beijos. Ele havia acabado de sair do banho e estava só de boxer. Minhas mãos estavam em sua nuca e foram descendo e arranhando levemente suas costas. O senti se arrepiar e gemer ao meu toque. Desci minhas mãos até chegar em sua boxer onde a empurrei para baixo e segurei seu membro já muito duro. Eu podia senti-lo pulsar em minhas mãos e Edward gemeu mais alto quando o apertei.
—Bella...- Enquanto beijava meu pescoço e descia para meus seios já desnudos, uma de suas mãos desceu até minha intimidade onde ele afastou a calcinha e roçou seus dedos em meu clitóris, para logo depois penetrar seus dedos. Ele os penetrou e começou a bombeá-los.
—Deus.. Edward...- Perdida entre as sensações que Edward estava me proporcionando apertei ainda mais seu membro entre minhas mãos e Edward urrou aumentando o ritmo de seus dedos.- Edward... Por favor...
Ele desceu seus beijos entre meus seios e minha barriga deixando uma trilha com seus beijos molhados que fazia minha pele se arrepiar. Minhas mãos voltaram a se enrolar em seus cabelos enquanto eu suspirava e gemia. O lençol estava em minhas pernas, mas Edward o jogou no chão para que não cobrisse sua cabeça, e minha visão. E continuou a descer seus beijos até chegar em minha entrada, e quando pensei que fosse me tomar, ele passou direto descendo pelas minhas pernas e mordiscando minhas coxas.
—Está me torturando... - Disse entre gemidos.
—Apreciando... - Ele respondeu e voltou a beijar e mordiscar entre minhas coxas.
—Ohh Edward....- Sua língua lambia cada pedaço da minha intimidade. Eu tentei esfregar minhas pernas uma contra outra para conter minha excitação, mas Edward as segurou. Ele afastou ainda mais de minhas pernas e voltou a colocar seus dedos. Primeiro um depois outro e um terceiro. Eu já gritava e gemia por mais. Já fazia tanto... Tempo.
—Vai acordar as crianças... - Ele disse sorrindo entre minhas pernas e logo depois voltou a me provocar, enquanto eu mordia os lábios com força para abafar os gemidos.Com três dedos dentro de mim ele começou a bobear em um ritmo de vai e vem enquanto seu polegar esfregava meu clitóris. Eu já sentia um nó se formar em meu ventre enquanto me contorcia agarrando seus cabelos e o lençol da cama.
—Oh Deus... Eu vou...- Edward beliscou meu clitóris e eu vim com força, mas quando ele sentiu que eu estava próxima tirou seus dedos e os substituiu por sua língua. Eu estava suada e ofegante com meu orgasmo, mas Edward ao me ouvir gemer já estava pronto. Edward ficou em cima de mim novamente, mas sem colocar todo seu peso sobre mim enquanto beijava meu pescoço. Perdida entre a s sensações fechei meus olhos e na mesma hora me senti tensa. Edward percebeu e parou os beijos enquanto eu me forçava a manter os olhos fechados e me convencer de que era Edward que estava comigo.
—Abra os olhos minha Bella.- Ele sussurrou em meu ouvido enquanto voltava a me beijar.- Olhe para mim.- Eu abri e o vi sorrindo e voltando a me beijar. Uma de minhas mãos estava agarrada ao seu cabelo e a outro segurava seu membro enquanto eu o guiava para dentro de mim.
Quando ele se afundou em mim, nós gememos juntos
—Edward....
—Você está me esmagando amor...
—Mais ... Por favor.-Edward saiu quase que por inteiro e voltou de uma só vez. Me fazendo jogar sua cabeça para trás de tanto prazer que eu sentia.
—Deus... Tão bom....- Suas investidas era longas e lentas. Ele estava prolongando para que pudéssemos aproveitar mais, mas eu precisava dele. Já fazia tanto tempo...
—Edward... Mais rápido...- Ele segurou meu quadril e aumentou a velocidade das estocadas.- Sim... Isso... – Edward gemeu alto e mordeu meu ombro para abafar os outros gemidos que vinham. Eu já estava quase vindo e Edward não estava longe. Ele levou sua mãos entre nossos corpos e somente o roçar em meu clitóris foi o suficiente para que eu viesse, e depois de algumas estocadas ele veio gemendo meu nome e caindo deitado em meu peito enquanto eu acariciava seus cabelos.
—Tudo bem?- Ele perguntou olhando para mim com um sorriso no rosto.
—Tudo perfeito.- Eu disse suspirando.
—Eu amo você.- Edward disse se aconchegando mais em meu peito e passando os braços em minha cintura.
—E eu amo você. Mais do que considerava possível- Eu disse ainda acariciando seus cabelos enquanto nós adormecíamos.
Flash Back Off.
Ainda não acredito em como pude ser tão cega. Tantas discussões que tive com Edward por esse assunto. Depois de tentar me agarrar a força denunciei Riley para o conselho da faculdade e ele foi afastado do cargo. Para mim estava bom, sinceramente eu só queria esquecer esse acontecimento e seguir minha vida com meu marido e meus filhos. Mas para Edward isso não era o suficiente, alem da surra que ele deu em Riley, Edward queria que Riley também fosse preso, mas como ele não chegou a fazer realmente alguma coisa. Isso já fazia duas semanas, mas tinha alguma coisa errada. Eu estava com uma sensação estranha nesses últimos meses. Como se estivesse sendo observada. Os dias foram passando e eu deixei essa idéia para lá. Também tinha a sensação de estar esquecendo de alguma coisa, mas não conseguia me lembrar o que era.
Alice, Rose e eu estávamos no shopping. Eu odiava fazer compras, mas Elena queria um vestido de princesa para seu aniversario. Ela era pequena, mas conseguia ser tão teimosa quanto seu pai. Tudo bem que Edward sempre falava que eu era a mais teimosa. Elena ia fazer 4 anos dali a duas semanas e o pequeno Charlie já estava com um pouco mais de um ano, mas era muito tranqüilo. Enquanto estivesse no meu colo, não choraria por nada. Como a gravidez do Charlie foi de risco o médico disse que se quiséssemos mais filhos teríamos que ser muito cuidadosos. Eu estava completamente feliz com esses dois. Elena era teimosa e Charlie era o calmo. Estava muito bom assim. Talvez no futuro eu quisesse mais um filho, mas eu teria que convencer Edward, que desde que ouviu que a próxima gestação seria ainda mais perigosa do que a do Charlie se recusava em pensar ter outro filho. Mas isso verimos com o tempo.
—Terra para Bella. - Alice me tirou de meus devaneios.
—Desculpe. O que você disse Alice?
—Perguntei se você não quer me dar o Charlie. Ele esta no seu colo há quase uma hora e meia. Você deve estar cansada.
—Um pouco. Mas se ele sair do meu colo vai começar a chorar.
—Que isso Bella. Ele ama a tia dele.
—Alice eu não acho que seja uma boa idéia. Você sabe que Charlie é mais apegado a Bella- Disse Rose tentando fazer Alice mudar de idéia.
—Deixem de bobagem vocês duas. O Charlie adora o colo da tia Lice, não é garotão?- Assim que Alice o tirou de meus braços, Charlie fez um biquinho, e claro que eu sabia o que viria a seguir.
—Uaaaaaaaaaaa
—Eu avisei.- Peguei Charlie de volta de comecei balançá-lo em meus braços.- Tudo bem querido... Shiuu. A mamãe está aqui amor.
—Eu não entendo. Elena adorava ficar no meu colo.
—Charlie é tão apegado a você Bella. Ele é assim co Edward também?
—Não. Só comigo. Elena era assim com Edward também.
—E ele não fica com ciúmes?
—Claro que não. Nós temos nossos momentos. Edward entende que Charlie precisa mais de mim agora. Mas é só uma fase. Vamos continuar ou não encontraremos o vestido que Elena quer.
Continuamos a procura. Fazia dois meses que Alice me arrastava para o shopping para encontrar o vestido perfeito, eu não entendia de moda, e alguns que eu havia visto eram lindos, mas para a Dona Alice Cullen nenhum daqueles era real o suficiente para minha pequena.Depois de olhar em varias lojas, finalmente encontramos o que Elena queria e Charlie havia adormecido, então o coloquei no carrinho, e mais tarde agradeci por isso. Porque a visão que tive saindo de uma das lojas eu não sei se conseguiria segura-lo.
—Isabella...- Eu não conseguia falar nada. Estava em choque.
—Bella. Qual o problema? – Perguntou Alice vendo que estava pálida.
—Como isso... Eu...
—Isabella.Minha filha. Eu vou te explicar tudo.
—Eu... Alice... Ligue para o Edward... Não me sinto muito bem.
—Bella o que... –Disse Rose que estava atrás de nós, mas parou quando viu a pessoa em minha frente. - Mas que merda é essa... Como você... - Rose sabia quem era aquela mulher. Emmett havia lhe mostrados algumas fotos. O que nem ela nem eu esperávamos era vê-la viva na nossa frente.
—Alguém pode me explicar o que ta acontecendo? Quem é a senhora?Você chamou Bella de filha?- Nem Alice nem Jasper sabiam como ela era. Os únicos que viram fotos suas foram Rose e Edward.
—Muito prazer. Meu nome é Renée. Renée Dwyer. Sou a mãe da Isabella.