domingo, 5 de março de 2017

Fanfic Remember Me Capítulo 21- Procurando ajuda



Edward PDV
Bella havia descoberto da pior maneira, que Riley não valia nada. Quando o vi com as mãos nela, fique possesso. Queria matá-lo. Eu havia ficado cego e estava esmurrando-o quando fui tirado do transe pelos soluços de Bella. E para piorar a situação, depois do que aconteceu, Bella estava tendo pesadelos.
—Bella acorda,!! Bella!!
—Não encosta em mim. Não!!- Ela gritou levantando em um salto da cama. E se encolhendo no canto do nosso quarto
—Bella. Tudo bem tudo bem amor. Sou eu.
—Ed.. Edward?
—Tudo bem. Disse levantando e indo em sua direção. Foi só um pesadelo. - Quando cheguei perto o bastante, Bella se jogou em meus braços.
—Eu...
—Shiiiu. Está tudo bem amor. Vem. Vamos voltar a dormir
—Não!! Eu. Não quero dormir Edward. Se eu dormir, os pesadelos vão voltar.
—Mas você precisa dormir Bella
—Só deixa eu me acalma primeiro ta? A apertei em meus braços cantarolei a música escrevi para ela quando a pedi em casamento depois de algum tempo ela adormeceu.
Na manhã seguinte resolvi ligar para meu pai. Ele certamente conhecia alguma psicóloga para ajudar.
—Edward?...
—Oi pai
—Tudo bem filho? Como a Bella está?
—Muito abalada ainda. E pra piorar a situação, ela anda tendo pesadelos com....
—Eu entendo filho. Em que posso ajudar?
—Queria saber se o senhor não conhece alguma psicóloga para ajudá-la.
—Claro que conheço. Acredito que a Dra, Carmen possa ajudar. Vou falar com ela e passo seu número.
—Obrigado pai.
—Tudo bem meu filho. Quero que Bella se recupere tanto quanto você.
Voltei para o quarto e ela já estava acordada. Ela estava encolhida em nossa cama.
—Bom dia.
—Oi
—Como se sente?
—Envergonhada.
—Por que?- Perguntei confuso.
—Pelo escândalo que fiz ontem à noite quando você tentou se aproximar de mim. - caminhei em sua direção e me sentei na sua frente segurando sua mão.
—Bella. Não tem do que se envergonhar. Você passou por um trauma muito grande. É natural que se sinta reclusa. É um instinto de sobrevivência. Você querer repelir as pessoas. .
—Eu não devia querer repelir você. Eu sei que você nunca me machucaria.
—Eu sei disso, mas seu sonho parecia ser muito real. Quando acordou ainda estava atordoada. O que aconteceu. Ou quase aconteceu, foi uma coisa difícil de se superar, mas você é forte. Vai conseguir.
—Você não vai dizer?
—Dizer o que?
—Que tentou me avisar sobre ele. Que disse que não gostava dele e que ele iria aprontar. Não vai dizer eu te disse?- Ela perguntou cobrindo o rosto, e eu não acreditava no que estava ouvindo. Como ela podia pensar que eu tripudiaria em cima daquela situação. Peguei suas mãos, afastando de seu rosto.
—Bella, eu nunca faria isso. Por mais teimosa que você seja meu amor, isso não foi culpa sua entendeu?- ela continuou calada. Você entende que isso não foi culpa sua Isabella?
—Por que não? Se eu tivesse te escutado, ou...ou... não sei, se tivesse. - Segurei seu rosto o mais delicadamente que consegui
—Para com isso Bella. Está bem? Você não teve culpa de nada. O único culpado foi ele. Ele é o errado. Não você, entendeu? - Ela assentiu. - O que acha de passar o dia todo na cama?
—Parece um bom plano.
—Eu conversei com meu pai. Ele acha uma boa ideia você conversar com um psicólogo
—Não!- Eu não tinha entendido a razão da sua negação ate encontrar meu erro. Eu disse médico. Bella não queria nenhuma aproximação masculina, e eu entendia.
—Tudo bem Bella. É uma médica. A Dra Carmen. Ela é uma velha amiga do meu pai. Ele acha que te fará bem.
—Acho que ele tem razão então. Desculpe o surto, é só que...
—Eu entendo amor. Amanhã podemos marcar uma consulta. O que acha?
—Acho muito bom. Obrigada .
—Não por isso. Me encostei na cama e Bella se aconchegou em meus braços. Eu cantarolei sua música e em instantes ela adormeceu. Um sono tranquilo, sem pesadelos
Quando ela adormeceu, eu me levantei para preparar algo para ela comer. Almoçamos e passamos o resto da tarde na cama. E eu percebi que quando nos deitamos e eu toquei dia cintura, Bella estremeceu no inicio. Mas não como de costume. Não como se fosse uma coisa boa. Ela pareceu tensa. Quando tirei minha mão e coloquei em suas costas ela pareceu relaxar. Eu entendia que ela estava muito traumatizada, mas ficar tensa até com o meu toque? Isso era novo para mim. E isso fez com que eu odiasse aquele Verme ainda mais.
Assistimos um filme e logo Bella adormeceu e eu caí no sono logo depois,
Na manhã seguinte fui despertado pelo toque do meu celular. Bella ainda estava enroscada em mim, então tentei pegar o celular sem acorda-la.
—Alô?
—Edward. Eu falei com a Dra, Carmem. Ela disse que ficará feliz em ajudar.
—Espere um pouco pai. Vou sair do quarto- A tirei de cima de mim bem devagar para não acorda- la e fui para o corredor. -Pronto. Isso é o ótimo pai.
—Mas ela quer falar com você primeiro.
- Comigo?
—Sim. Eu conversei com ela, e expliquei por cima a situação. Ela disse que é comum as pacientes se fecharem, e não darem detalhes importantes para o que o tratamento funcione. Como você é o mais próximo a Bella, ela quer saber por você, como ela está.
—Claro. Hoje mesmo eu posso ir. Me passe o endereço. - depois que meu pai passou o endereço, fiquei pensando sobre como iria deixa-la sozinha.
—Pai?
—Sim filho.
—Você acha que Alice ou Rosie poderiam vir até aqui? Vou conversar com a Dra Carmen, mas não queria deixa-la sozinha.
—Sinceramente Edward, eu acho que se você pedisse a elas, mesmo que elas tivessem algum compromisso, elas desembarcariam para ficar com a Bella, mas acho que não é disso que ela precisa.
—Como assim?
—Ela precisa se sentir segura, ela precisa da família dela Edward.
—Mas nós somos a família dela pai.
—Você me entendeu filho. Desde o acidente, aconteceram muitas coisas, e Bella não tem passado muito tempo com sua avó ou Mesmo seu irmão.
—Isso é verdade. A última vez que Bella viu a avó foi no aniversário da Elena
—E isso já faz uns 4 meses Edward. Vê o que quero dizer. Não me leve a mal filho, mas a avó de Bella não é mais uma mocinha. Acho que o melhor seria Bella aproveitar o tempo com a avó.
—Concordo. Vou ligar para o Emmett e para Dona Marie. Quem sabe levar Bella até a casa dela.
—Isso fará bem a ela Edward.
—Eu espero que sim pai. Porque honesta, não sei como agir com tudo isso.
—Não pode trata-la diferente Edward.
—Eu sei disso. Não digo por isso, e sim pelo fato que quando ela está dormindo e os pesadelos chegam, ela parece estar apavorada e com dor. E isso me mata.
—Os pesadelos estão tão ruins assim?
—Ela não quer mais dormir pai. Noite passada ela acordou tão sobressaltada que se levantou da cama. E quando me aproximei dela ela gritou para que eu me afastasse enquanto ela se escolhia no canto do quarto.
.
—Que coisa horrível meu filho. O quanto antes falam com Carmen melhor.
—Obrigado pela ajuda pai. E pelo conselho sobre a avó dela.
—Não precisa agradecer filho. Eu quero o bem de Bella tanto quanto você. - Me despedi de meu pai e voltei para o quarto, encontrando Bella sentada com um olhar pensativo.
—Oi amor. Como se sente?
—Igual. Minha cabeça dói um pouco.
—Isso é a falta de sono. E os pesadelos?
—Eles vem e vão. Nada como o de ontem à noite. Quem era no telefone?
—Meu pai. Ele conversou com a Dra Carmen. Ela pediu para marcamos uma consulta. Eu preciso resolver uns assuntos no trabalho, mas não queria te deixar sozinha.
—Não se preocupe amor. Vou ficar bem. Talvez eu ligue para a Alice ou Rosie mais tarde.
—Oh. Eu pensei em levá-la até a casa da sua avó. Faz um tempo que você não a vê.- Seus olhos se iluminaram com a idéia.
—Na verdade isso é perfeito. Não vai te atrasar? Eu não confio em mim dirigindo nesse momento. .
—Claro que não vai atrasar Bella. Assim eu aproveito para ve-la também. Eu gosto da sua vó. Passamos na casa da minha mãe e pegamos as crianças. Depois vamos para lá. Que tal?
—Vai ser bom passar um Tempo com ela. Como antigamente.
—Mais tarde eu vou para lá e podemos ir para a clareira.
—Isso vai ser ótimo. Sinto falta daquele lugar.
—Então eu te deixo e volto mais tarde.Ok?
—Sim.
—Por que não vai se arrumando? Eu vou fazer nosso café.
—As vezes eu me pergunto se existe um marido mais perfeito que você?
—Chegou a alguma conclusão?
—Cheguei. Não existe.- Ela disse selando seus lábios no meu e indo em direção ao closet. E eu desci para fazer nosso café. Fiz panquecas de chocolate e suco de laranja. Era o café preferido de Bella. Ela desceu as escadas e estava linda. um jeans claro que era razoavelmente justo e uma blusa cinza de mangas compridas. Um par de botas e uma jaqueta e seu cabelo solto com os cachos caídos pelas costas.
—Você está linda.- Disse a beijando. Ela ficou tensa no inicio, mas logo relaxou.- Fiz panquecas.
—Obrigada. Estou faminta. - Depois de tomarmos café, subi para me vestir, descendo logo depois.
—Pronta?
—Sim.- Ela pegou sua bolsa e foi em direção a porta. Eu abri a porta da frente e tranquei depois de passar. No carro também abri e esperei que ela se ajustasse para que eu fosse para o lado do motorista
Mesmo a avó de Bella morando em Forks, ela morava em uma área afastada, então demorava um pouco para chegar até lá. Passamos na casa de meus pais para pegarmos Charlie e Elena. Quando soube o que havia acontecido, minha mãe insistiu em ficar com eles.
Chegando a casa de meus pais, desci do carro e fui abrir a porta para Bella.
—Bella, Edward. Que bom que vieram. Vão almoçar comigo?
—Na verdade Esme viemos buscar as crianças. Eu queria visitar minha avó e sei que ela vai gostar de ver seus bisnetos
—Ah sim. Tenho certeza que Marie vai adorar passar um tempo com os pequenos. Entrem, eles estão no Jardim. Rosie trouxe a pequena Caroline.
—Emm está?
—Sim. Estão todos no quintal.-Eu já havia ligado para Emmett contando o que queria fazer. Claro que ele concordou e disse que pegaria as meninas e iria nos encontrar na casa dos meus pais. Caroline e Elena tinha quase a mesma idade.E Rosie havia acabado de descobrir que estava grávida. De gêmeos. E tinhamos combinado de todos passarem a tarde na casa da vovó Swan.
—Mamãe!!- Gritou Elena do quintal assim que viu Bella chegando.
—Oi princesa. Se divertiu com a vovó e o vovô?
—Muito!! Vovô me deu sorvete. De cholocate. Um montão.
—De chocolate? – Bella disse sorrindo com o jeito que nossa pequena falava.
Enquanto Elena estava com Bella, fui pegar Charlie, que já estava agitado ao perceber que havia chego. Elena desceu do colo de Bella e veio correndo em minha direção e eu a peguei no colo. Enquanto isso Bella havia pego Charlie nos braços fazendo-o se acalmar na mesma hora.
—Sabe. É espantoso o poder tranqüilizante que você tem com ele.- Eu disse perplexo. Ele poderia estar chorando, mas assim que Bella o pegasse nos braços ele parava na mesma hora.
—Ele gosta do meu colo. E eu me lembro que Elena fazia o mesmo com você.
—Isso é verdade.
—Oi Rosie.- Bella disse lhe dando um beijo no rosto.
—Oi Bella. Como tem passado. Se precisar conversar eu estou aqui. Espero que saiba disso.
—Eu sei. Obrigada. Tem sido difícil, mas Edward é paciente. Como estão meus sobrinhos?
—Bem. Não podemos saber o sexo ainda, mas a médica disse que estão ótimos.
Resolvi deixar elas conversando e fui até a sala encontrar com Emmett.
—Eddie.
—Edward.
—Eu te chamo assim faz mais de dez anos, e você ainda não aprendeu que não vou parar não é Eddie?
—Tanto faz.
—E então? Como ela está?
—Eu diria que traumatizada é pouco.
—Se eu colocar minhas mãos naquele desgraçado...
—Acha que não pensei nisso? Mas Bella me fez prometer que deixaria isso para lá. Ela tem medo que ele possa tentar algo contra as crianças.
—Se ele quiser continuar com suas bolas entre as pernas, ele que não se atreva a chegar perto da minha irmã ou dos meus sobrinhos outra vez.
—Tudo certo para hoje?
—Sim. Vai ser a vovó, a baixinha , Rosie, as crianças e eu o dia todo.
—ótimo. Mais tarde eu vou para lá. Bella quer levar Elena até a clareira.
—Isso fará bem a ela.
—Também acho.- Voltei para o quintal. Se ainda fosse ver a Dra. Carmen, precisava deixar Bella e as crianças na casa da vovó Swan.
—Pronta?
—Pronta. Já troquei Charlie, e Elena esta animada para conhecer a clareira.
—Ótimo então. Vamos.- Depois de quase uma hora, chegamos até a casa.
—Bella, Edward. Quanto tempo. Jackson, venha até aqui. Como os meninos estão crescidos.- Ela disse com as mãos no rosto. Jackson, que era o namorado da vovó, veio nos receber. Ele estava tirando as luvas de jardinagem
—Vejo Jack. Como estão crescidos. Eu estou tão velha.
—Ora, não seja boba Marie. Você está ótima.- Ele disse lhe dando um leve beijo. Essa era basicamente a meta de relacionamento que eu queria ter com Bella. Essa, e a dos meus pais. E pelo olhar de Bella, sua linha de raciocínio estava no mesmo caminho da minha. Quando ela me pegou a encarando, ela sorriu.
—Vocês vão passar a tarde, não vão meninos?
—Eu queria muito vovó, mas tenho que resolver algumas coisas no trabalho, mas prometo voltar o mais rápido que puder.- Depois do casamento, ela passou a pedir que eu a chamasse de vó também. E como ela sempre se comportou como minha avó, não foi difícil.Me despedi de Bella, da vovó, Jackson e das crianças e entrei no carro rumo a conversa com a Dra. Carmen. Eu sabia que talvez devesse ter dito a verdade para Bella sobre o que realmente iria fazer, mas talvez ela não gostasse disso, e se essa médica podia ajudá-la, então valia a mentira.
Dirigi até o hospital, e chegando lá a Dra. Carmen já estava a minha espera.
—Dr. Cullen, a Dra. Carmen já esta aguardando o senhor. Ela pediu para que entrasse assim que chegasse.
—Obrigado Ângela. Você ajudou a trazer ao mundo meus dois filhos Ângela. Pode me chamar de Edward.
—Claro Edward. Força do habito. E as crianças? Como estão?
—Bem. Charlie começou a andar recentemente.
—Eu soube o que aconteceu com Bella. Que coisa horrível. Como ela está?
—Nem me diga. Só de pensar nisso eu perco a cabeça. Ela ainda esta um pouco traumatizada. Meu pai acho que seria uma boa coisa ela ter consultas com a Dra. Carmen.
—Oh sim. Ela é uma das melhores. Eu acompanho o trabalho dela há muito tempo, pelo que sei, ela costuma lidar com esse tipo de situação.
—Espero que ela possa ajudar.
—E onde Bella está.
—A Dra. Carmen quis falar comigo primeiro, então Bella foi passar o dia com a avó dela e as crianças. Emmett e Rosie também foram e levaram a pequena Caroline.
—Isso fará bem a ela. Ela sempre foi muito ligada a família. Tenho que voltar ao trabalho Edward. Pode entrar já. Foi bom conversar com voc~e, só queria que fossem em circunstancias melhores.
—Eu também Ângela. Tenha um bom dia.
—Você também. Mande um beijo para Bella e as crianças.
—Pode deixar.- Ângela voltou ao trabalho e eu em direção a sala da psicóloga.
—Entre. Edward. Que bom revê-lo.
—Desculpe, mas a senhora me conhece.
—Claro que conheço. Sou amiga do seu pai há muitos anos. Vi você e Alice crescerem, mas me mudei para Nova York, e só voltei recentemente.
—Meu pai me disse que explicou a... Situação para a senhora, e que a senhora queria falar comigo.
—Sim. Primeiramente gostaria de dizer que sinto muito. Por mais casos como esse que eu receba, isso nunca para de me chocar. O que posso dizer é que fico feliz que o canalha não tenha alcançado seu objetivo.
—Eu consegui impedi-lo, mas isso ainda sim causou danos a Bella. Psicologicamente.
—Sim, e é para isso que eu estou aqui. Para ajudá-la. Carlisle disse que ela anda tendo pesadelos. Como são? Ela se abre com você?
—Normalmente ela acorda gritando, mas logo se acalma. E quando eu pergunto ela diz que só quer esquecer.
—Então ela não descreve como são os pesadelos?
—Não.
—Alguma reação mais drástica além dos gritos?
—Não até recentemente. Ela acordou gritando e quando fui tentar acalmá-la ela saltou da cama gritando para que eu não a tocasse. Depois disso se encolheu no canto do quarto. Como se tivesse medo de mim.- Passei a mão pelos cabelos nervosamente.- Eu não entendo doutora. Eu nunca a machucaria. Por que ela se esquivaria assim?
—Sabe quando um sonho é vivido demais, real demais? Tão real que poderíamos jurar que é realidade? Imagine um sonho assim, mas na situação dela, não seria um sonho. Seriam as lembranças daquele dia. E quando você se aproximou talvez ela não tenha visto você Edward. Talvez tenha visto...
—Riley...- É claro. Se os pesadelos dela tinha a ver com aquele maldito, quando ela acordou naquela noite, ela não estava me vendo se aproximar dela. Estava vendo o Riley. Por isso se encolheu daquela maneira.
—Ela esta reclusa a qualquer aproximação? Família, amigos?
—Não. Apenas desconhecidos. Sobretudo homens desconhecidos. Quando disse a ela que poderia ser uma boa idéia consultar um psicólogo, cometi o erro de usar o gênero masculino.
—Ela não reagiu bem?
—Não. Praticamente gritou que não. Só se acalmou depois que eu expliquei que seria uma médica, e que a senhora é uma amiga do meu pai. Totalmente de confiança.
—Acho que já tenho o suficiente. Podemos marcar uma consulta para a semana que vem?
—Quanto antes melhor.
—Mas eu gostaria de vê-la sozinha Edward.
—Por que?
—Algumas pacientes sentem... Vergonha pelo que aconteceu, então não se abrem totalmente quando seus parceiros estão presentes.
—Eu entendo. Podemos marcar uma consulta para semana que vem então?
—Sim. Vou falar com minha assistente.
—Obrigada doutora. Eu espero que a senhora realmente possa ajudá-la.
—Eu também espero Edward. Tenha certeza de que darei meu melhor. - Me levantei e fui embora.
Voltei para a casa da vovó Swan e encontrei Charlie dormindo no bercinho ao lado do sofá, enquanto Bella e Elena assistiam um filme com a vovó.
—Oi.- Disse me fazendo presente.
—Papai chegou!- Elena gritou.
—Vai acordar seu irmão assim princesa.- Eu disse e ela colocou as mãozinhas na boca. Estendi meus braços e ela veio correndo para o meu colo. Bella se levantou e veio em minha direção.
—Já acabaram seus compromissos Dr Cullen?
—Eles são agora com minha linda esposa e meus filhos Sra. Cullen.- Eu disse a beijando delicadamente. Eu não tinha certeza de como ela reagiria, mas ela aprofundou o beijo.
—Ew.- Disse Elena cobrindo os olhinhos. Bella se afastou sorrindo. E então Emmett se fez presente.
—Ela acha nojento agora. Espere até ela ter 15.- Fechei minha cara para esse comentário e Bella riu.
—Lembre- se que Caroline chegara a essa idade primeiro.- Bella disse fazendo Emmett fechar a cara também.
—Tudo bem. Não é mais engraçado baixinha. O que acha de nos unirmos contra isso Eddie?
—Acho uma boa idéia. Onde está Rosie?
—Dormindo. Ela tem estado bastante cansada nesse inicio da gravidez. Eu fiquei meio preocupado com isso, mas ela disse que a médica garantiu ser normal.
—É comum grávidas dormirem mais, e se a Dra Victoria garantiu que está tudo bem, então não tem com o que se preocupar.
—A Barbie mamãe.- Elena disse descendo do meu colo e puxando Bella de volta para o sofá.- Vem papai.
—Claro princesa.
—Esta nas mãos dela hein Eddie.
—Pare de agir como se não fizesse tudo que Caroline e eu pedimos Emmett.
—Ursinha. Descansou?
—Sim. Tirei um ótimo cochilo. Se não fossem os enjôos, eu estaria ótima.
—Eu conheço um chá que é ótimo para isso querida.- Disse a vovó.- Quando Renée estava grávida ela viva pedindo para que eu preparasse. – Eu vi Bella enrijecer a menção do nome de sua mãe.
— Oh Dona Marie. Isso seria ótimo. Pode preparar para mim? Ultimamente venho pensando em viver no banheiro.
—Claro querida. Vou preparar. Volto em um instante.
—Ei, vocês se importam em olhar Charlie um pouco? Bella e eu gostaríamos de mostrar a clareira para Elena.
—Claro Edward. Podem ir. Eu olho meu sobrinho.- Rosie disse se sentando na poltrona.
—Ei princesa, o que acha de irmos ver aquele lugar especial agora?- Bella perguntou para Elena que levantou saltitante do sofá.
—Podemos ir papai?
—Claro querida. Mas vamos vestir um casaco antes. Está muito frio lá fora.
—Vem filha. A mamãe te ajuda a se vestir.- Bella disse levando Elena escada a cima. Alguns minutos depois, minhas garotas estavam agasalhadas e prontas para sair.
Bella estava absolutamente linda. Ela um jeans escuro justo uma blusa azul de mangas e um casaco preto. Como ventava muito na clareira ela colocou um gorro e um cachecol. Usava seu colar e também luvas e um par de botas. Sua pele branca ficava em destaque em contraste com suas roupas escuras. E minha pequena Elena era uma copia idêntica da mãe. Usava a mesma roupa. A única diferença era que Elena não tinha o colar que Bella nunca tirava do pescoço.
—Olha nossa roupa papai.- Elena disse orgulhosa.
—Eu estou vendo querida. Você está igualzinha a mamãe. Vocês estão lindas amor.
—Eu disse que ele ia gostar mamãe.- Eu ri de seu comentário. Elena era muito inteligente para sua idade.
—Vamos?- Perguntei estendendo os braços fazendo Elena correr e saltar para eles.
—Pronta para a surpresa filha?
—Pronta mamãe.
—Tem certeza de que não se importa de olhar o Charlie Rosie?
—Não seja boba Bella. É claro que eu não me importo. Vão e divirtam-se
—Então até mais tarde.
—Até.
Saímos em direção a clareira. Elena ficou encantada com a vista. Como a clareira era aberta, tínhamos uma linda vista do céu limpo e azul.
Elena correu e brincou, mas chegou uma hora que o casaco chagou e ela veio pedir meu colo.
Fomos para a casa da vovó e eu coloquei Elena em sua cama. Mesmo que não fossemos tanto quanto antes em sua casa, vovó Marie fez questão de montar um quarto para as crianças.
Eu já ia saindo do quarto quando Bella me segurou.
—Amanha você tem que trabalhar?
—Não. Eu posso trocar meu plantão.- Ela pareceu refletir sobre alguma coisa, então segurei seu rosto e lhe dei um beijo casto.- O que está passando por essa cabeçinha?
—Podemos passar a noite? Eu sinto falta desse lugar. Da minha avó.
—Claro amor. Eu sei que não temos vindo tanto quanto antes, mas eu prometo tentar mudar isso.
—Sério?
—Claro.
—Você é o melhor.- Ela disse me beijando.- Eu amo você.
—E eu amo você.
—Eu sei que tenho estado estranha e meio reclusa é que eu...
—Ei...- Disse acariciando seu rosto.- Não tem que se explicar ou pedir desculpas Bella. Eu entendo porque você esta assim. Semana que vem mesmo já podemos visitar a Dra. Carmen se você quiser.
—Eu gostaria muito. E sobre aquela noite... Eu não estava com medo de você. É só que... Minha cabeça tem me pregado peças ultimamente. Isso tem me assustado um pouco.
—Eu entendo isso. Quer conversar sobre isso?
—Não realmente.
—Bella... Guardar o problema para si não vai fazer com que ele suma.
—Eu sei disso. Mas é tão... Vergonhoso. Eu só concordei em falar sobre isso com a psicoloca porque sei que ela não vai julgar.
—E acha que eu faria isso? Ou qualquer um de nós?- Perguntei espantado. Era por isso que ela não se abria comigo? Tinha medo que eu a julgasse? Eu nunca faria isso. O que havia acontecido, ou quase acontecido não era culpa dela.- Eu nunca faria isso Bella.
—Eu me expressei mal. Desculpe. Julgar não, só me olhar diferente.
—Acha que eu faria isso Amor? Sinceramente, acha que eu a olharia de outro jeito por que aquele canalha colocou as mãos em você?
—Eu não sei... Eu acho que... Olha, isso é difícil para mim, podemos esquecer isso?
—Bella...
—Por favor Edward. Eu honestamente só quero aproveitar que estamos aqui, e esquecer esse assunto. Eu já concordei em ir na psicóloga não concordei? O que mais você quer?
—Quero que confie em mim Bella. Eu nunca a machucaria, eu só quero ajuda-la.
—Eu sei disso.- Ela falou um pouco mais alto e olhou para Elena logo em seguida para ver se ela continuava dormindo.- Chega disso está bem? Podemos por favor aproveitar a visita? Por favor.- Ela pediu e eu acabei cedendo.
—Tudo bem. Charlie acordou, eu vou vê-lo. Por que não toma um banho e coloca uma roupa quente?
—Tudo bem.- Eu já estava saindo, mas me virei olhando para ela.
—Desculpe. Eu só queria ajudar.
—Eu sei, e aprecio isso amor, mas agora... Nem mesmo você é capaz de me ajudar. Eu preciso de um tempo. Pode entender isso?
—Posso. Mas eu espero que saiba que se você quiser me contar as coisas, e desabafar sobre o que esta passando na sua cabeça, eu estarei aqui.
—Eu sei disso. E amo você por isso, mas a única coisa que eu preciso agora é tempo. Eu vou tomar um banho. Pode trocar o Charlie para mim?
—Claro. Depois eu o trago para mamar.
—Obrigada.- Ela disse me dando um beijo e indo em direção ao nosso quarto.- Vovó estava na porta e me parou quando eu ia descer as escadas.
—Eu sei que você quer ajuda-la querido, mas ela precisa de um tempo.
—Eu sei disso vovó, mas é difícil para mim deixa-la sofrer enquanto eu não posso fazer nada.
—Isso não é verdade. Você pode fazer algo.
—O que?
—Pode estar lá para ela. Pode mostrar que o que aconteceu não muda nada entre vocês, que para você, ela ainda é a mulher mais linda e pura que existe Edward. Pode demonstrar seu amor como sempre fez.
—E se isso não for o bastante?
—Será. Com o tempo ela vai perceber que nada realmente mudou entre vocês, e ela vai começar a se abrir mais. Eu amo minha neta, mas ela é uma cabeça dura.
—É eu sei.- Disse sorrindo.
—Esteja lá para ela Edward. Como sempre esteve. E logo ela vai voltar a ser a Bella cheia de vida que era antes.
—Você sempre sabe o que dizer vovó.
—Para alguma coisa esses meus 86 anos devem servir não é? Tenha paciência querido.
—Obrigado vovó.
Desci e fui pegar Charlie. Mais tarde ele já havia mamado e estava trocado, e depois de brincar com Emmett pegou no sono. O coloquei em seu berço no quarto e fui para o meu quarto junto com Bella.
—Dormiu?
—Como um anjo. Emmett o cansou.
—Ele sempre cansa. Vem aqui.- Ela disse batendo ao seu lado na cama. Me sentei encostando na cabeceira e ela se aninhou em meus braços.- Me perdoa? Por me afastar de você?
—Bella... Já falamos sobre isso.
—Não. Eu quero saber se você me perdoa.
—Não tem o que perdoar. Você tem seus motivos para se isolar amor.
—Mas não são nem um pouco plausíveis. E se você quiser... Eu conto sobre meus pesadelos.
—Não precisa se você não quiser Bella,
—Eu quero. Eu pensei nisso. E eu sei que eu estava errada sobre o que eu disse. Eu sei que você não me olharia de maneira diferente não é?
—Claro que não.
—Então, eu quero falar sobre isso, mas pode ser amanhã? – Ela disse acariciando meu rosto.
—Claro amor. Quando você quiser.
—Que bom. Porque a única coisa que eu quero é amar e ser amada por você.- Ela disse me beijando e subindo em meu colo. Fizemos amor à noite toda, até cairmos exaustos e abraçados na cama.