domingo, 5 de março de 2017

Fanfic Remember Me Capítulo 19- Nosso pequeno

Bella PDV
—Edward... Edward acorda- O chamei o balançando ao mesmo tempo.
—Qual o problema Bella? Ele perguntou acordando sobre saltado.
—Eu acho que a bolsa estourou. - ao ouvir minha palavra ele pulou da cama e pegou seu celular. Ligando para Stefan.
—O que ele disse?
—Que já está a caminho do hospital. Ele perguntou se você está com dores?
—Não - e nesse momento veio uma contração que me fez urrar de dor.
—Quer mudar a resposta?
—É talvez... Talvez algumas contrações.
—Consegue andar?
—Eu acho que sim.
—Espere aqui. Vou pegar a bolsa.–Assim que Edward saiu, me sentei na cama me levantando. Olhei para minhas pernas e havia água...e sangue. Stefan disse que poderia haver um sangramento, mas nada como isso.
—Edward!!
—Bella? O que foi?
—Sangue- eu disse começando a chorar. Edward estava no corredor.
—Stefan disse que um sangramento é norma... - ele se interrompeu quando viu a quantidade de sangue que havia ali. - para o hospital. Agora.
—Edward... - choraminguei.
—Vai ficar tudo bem amor. Tudo bem. Logo vamos conhecer o Charlie. Está bem?- assenti com a cabeça. Ele me deu sua calça de moletom e fomos para o hospital.
Chegando ao hospital, Stefan já nos aguardava na entrada. Me levaram até uma sala onde as enfermeiras me limparam para ver se havia dilatação.
—Stefan...
—Sim Bella?
—Tinha muito sangue.
—Um sangramento as vezes acontece quando a bolsa rompe Bella. Fique tranqüila.
—Mas era muito...
—Bella. Você e Charlie ficarão bem. Você já tem dilatação suficiente. Podemos ir para o centro cirúrgico.
Estava tudo pronto. Eu estava determinada a trazer meu menino ao mundo. Então quando a enfermeira começou a contagem, Edward apertou minha mão e eu comecei a empurrar. Uma, duas, três contagens. Somente na quarta tentativa ouvi o choro do meu filho. Eu estava exausta. O sono estava quase me dominando completamente. Edward foi até Charlie e Stefan pediu para que cortasse o cordão. Estava sentindo a escuridão me envolver, mas antes disso Ângela trouxe o Charlie para meus braços.
—Ele tem o seu cabelo- eu disse para Edward sorrindo e fechando os olhos. .A única coisa que consegui ouvir foi Edward me chamando, mas eu já não tinha mais forças para abrir para olhos.
Stefan PDV
—Bella?- ouvi Edward a chamar, e logo depois os aparelhos dispararam.
—Tirem ele daqui!
—O que esta acontecendo Stefan?
—Doutor, a pressão dela.
—Bella esta instável. Saia
—Não.
— Eu sinto muito Edward. Não foi uma sugestão.Enfermeiros! - e antes que ele dissesse mais alguma coisa, já haviam o levado para fora da sala. - Vamos Bella. Preciso que você lute
—Ainda instável. .
—Tem muito sangue doutor. - disse Ângela ao meu lado.
—Eu preciso estabiliza lá. Preciso parar esse sangramento. Nesse ritmo ela não irá agüentar muito tempo. - Quando estava quase conseguindo estabilizar sua pressão e parar o sangramento, seu monitor cardíaco começou a apitar.
—Parada cardiorrespiratória doutor
—Adrenalina. 1mg. Agora.- Ângela fez o que mandei.
—Sem resposta.
— Lidocaína. 1mg. Vai. - Ângela aplicou a medicação- Vamos Bella. Reaja. - alguns segundos depois o aparelho foi se estabilizando aos poucos.
—Situação?
—Estabilizando. Quase estável.
—O sangramento foi contido. Ela precisa de repouso absoluto.
Depois do susto que levamos, Bella foi sedada e transferida para o quarto. Enquanto isso eu fui até a recepção conversar com os Cullens. Assim que pisei na recepção Edward veio ao meu encontro. Eu não fazia ideia do que seria desse menino se Bella morresse na mesa de cirurgia.
—Stefan? Como ela está? Ela está bem? E o Charlie?
—Edward. Se acalme. Deixe Stefan falar meu filho. - Disse Carlisle colocando sua mão no ombro do filho que suspirou e olhou para mim a espera de resposta.
—Ela está bem Edward. Os dois estão.
—Eu quero ve-la.
—Isso não é possível agora.
—Por que não?
—Foi um parto muito difícil Edward, e Bella teve algumas... Complicações.
—Complicações? Que tipo de complicações?
—Ela teve uma eclampsia e também um sangramento muito forte. Isso causou uma hemorragia e conseqüentemente uma parada cardiorrespiratória.
—Ela sofreu uma parada? Carlisle perguntou espantado enquanto Edward parecia em choque. - Ela está bem agora. Foi sedada e precisa de repouso absoluto. Edward?
—Você me tirou de lá. Por que me tirou de lá?
—Foi necessário. Tempo é crucial nesses casos
—Bella quase morreu e você me tirou do lado dela.- Edward gritou.
—Meu filho. Não grite. Estamos no hospital.
—Ela podia ter morrido e eu não estaria ao seu lado.
—Mas não morreu Edward. Ela está bem. E você teria atrapalhado.
—Seu pai tem razão Edward. O importante é que ela está bem.
—Eu preciso ve-la.
—Ela precisa descansar
—Eu não vou atrapalhar. Só preciso ve-la. Por favor.
—Esta bem. Venha comigo. - o levei até o quarto onde Bella estava, mas antes que ele entrasse segurei seu braço. Ele olhou para o braço e depois para mim. Com um olhar confuso.
—Edward. Quando Elena nasceu, eu lhe disse que seria arriscado. Mas o que vou dizer agora Edward, será como seu amigo e médico. Outro filho, nas condições que Bella apresentou durante os dois últimos partos... Seria imprudente. O histórico dela é ruim Edward. Muito ruim, e outro filho... Sinceramente, não acho que ela iria agüentar.
—Não se preocupe Stefan. Esse é um risco que não vamos correr. Eu não posso perde-la. Alem do mais, dois filhos já está ótimo. Eu sei que Bella não correria riscos desnecessários. Nossos filhos precisam dela. Eu preciso.
—Só achei melhor alertá-lo.
—E eu agradeço. Posso vê-la agora?
—Pode. Mas volto a dizer, ela precisa de repouso. A sedação pode deixá-la fora do ar por um tempo.
—Quanto tempo?
—Isso é muito relativo, mas a julgar pelo esforço que ela fez... Um dia inteiro no mínimo.
—Um dia inteiro?
—No mínimo. Já tivemos casos onde a paciente ficou inconsciente por três dias. O corpo dela precisa de tempo para se reconstruir. Se fortalecer. O tempo que levar, isso é com ela. Bella é forte, e sei que quer ver você e Charlie. Vai fazer de tudo para se recuperar logo.
—Tudo bem.- Edward disse entrando no quarto.
Edward PDV
Entrei no quarto e vi Bella na cama. Adormecida. Completamente pálida. Ela nunca me pareceu tão frágil. Ela é tão teimosa, e eu amo tanto. Stefan me fez entender o quão perigoso seria ter outro filho no futuro. Se eu consegui ver o perigo, entender os riscos e me conformar com isso. Ela teria que fazer também. Como Elena viveria sem ela? Ou até mesmo o pequeno Charlie. Ele agora está na incubadora se recuperando, ficando forte, mas certamente precisaria da mãe. Eu preciso também.
Me aproximei de sua cama e peguei uma de suas mãos. Estavam tão geladas e ela estava tão imóvel, que se Stefan não tivesse me dito que ela havia sido sedada, eu já teria chamado uma enfermeira.
O aparelho que monitorava as batidas de seu coração estava em velocidade normal. Era como se ela estivesse dormindo.
Já haviam se passado dois dias e Bella continuava dormindo. Eu já estava preocupado com essa situação. Elena estava com meus pais durante esse tempo, já que eu passava o dia observando Charlie na incubadora, e as noites com Bella no quarto.
—Filho, eu sei que é difícil para você deixá-los, mas Elena também precisa de você. E um hospital não é um bom lugar para crianças.
—Eu sei mãe. Eu só queria que Bella acordasse. Charlie saísse da incubadora e que todos nós pudéssemos ir para casa.
—Por que não vai para casa um pouco? Tome um banho, vá ver Elena. Depois você volta. Eu fico aqui. Qualquer novidade eu ligo para você filho.
—Não sei não...
—Não tem nada que você possa fazer aqui Edward, mas em casa, com Elena? Ela quer o pai.
—Acho que você tem razão. Qualquer novidade você me liga?
—Eu prometo.
—Tudo bem então.- Eu já estava saindo quando minha mãe segurou meu braço.
—Outra coisa filho. Aquele rapaz, o amigo de Bella.- Quando minha mãe mencionou o professor já fechei a cara.- Tome cuidado com ele.
—Por que exatamente você diz isso mãe?
—Eu apenas vejo como ele olha para Bella.
—Mas para o meu azar, ela não percebe. Ele é obcecado por ela, mas ela parece nem notar.
—Só estou pedindo para tomar cuidado Edward.
—Não acho que ele seja perigoso.
—Ele pode não ser um risco para você. Já que você sabe suas intenções, mas Bella...
—Ele não a machucaria mãe. Não faria nada que colocasse seu plano a perder.
—Plano?
—Alguns meses atrás, quando Bella veio parar no hospital, eu o encontrei no estacionamento. Ele praticamente admitiu que está apaixonado por ela e que não vai parar até tira-la de mim.- Minha mãe arfou surpresa.
—Eu volto a dizer meu filho. Como psicóloga, eu conheço uma pessoa perigosa quando a vejo. E pessoas como esse rapaz... Tendem a ficar agressivas quando não conseguem o que querem.
—Eu não sei mais o que dizer para Bella. Ela acha que é ciúmes. Talvez se você conversasse com ela, ela te daria ouvidos. Quanto ao professor, ele que não se atreva a tentar algo contra Bella. Vai se arrepender se fizer.
—Quando Bella acordar, e estiver recuperada, prometo que converso com ela. Agora vá. Em casa tem uma menininha de três anos que não para de chamar pelo pai.
—Qualquer coisa me ligue, está bem? Qualquer coisa mesmo.
—Claro que eu ligo meu filho. Pode ir tranqüilo. - Lhe dei um beijo na bochecha e fui em direção ao estacionamento.
Bella PDV
Sentia minha garganta queimar de tão seca. Meu corpo doía como se eu tivesse sido atropelada. Tentei abrir meus olhos, mas não tinha força. A única coisa que conseguia fazer era ficar parada. Ouvindo.
—Foi um parto difícil Edward. Tenha paciência. Bella precisa de tempo para se recuperar.
—Mas já tem três dias Stefan- Três dias? Tem três dias que estou dormindo? Precisava abrir meus olhos, encontrar minha voz. Edward parecia tão cansado. Precisava lhe dizer que estava bem. Precisava ver meus filhos. Conhecendo Edward, ele deve ter ficado no hospital todos esses dias comigo.
—Charlie esta ganhando peso. Logo poderá ir para casa.- Charlie ainda estava no hospital? Eu precisava acordar. Reuni todas as forças que encontrei e me forcei a abrir os olhos. No inicio a claridade era insuportável. Me cegava. Com o passar dos minutos meus olhos se ajustaram.
—Bella...- Edward disse meu nome, mas eu não conseguia responder. Levei a mão até a garganta para que ele entendesse que estava seca. No mesmo instante ele pegou a garrafa de água que estava na mesa e me deu para beber. A água desceu contra minha vontade. Tinha gosto de ferro. Desceu rasgando. Depois de alguns goles recuperei minha voz.
—Charlie?
—Ele esta bem. Na incubadora ganhando peso, mas bem. Logo vocês terão alta.
—O que aconteceu? Há quanto tempo estou aqui?- Dessa vez foi Stefan que respondeu.
—Você está aqui há três dias Bella. Você teve um parto difícil.
—O quão difícil Stefan?
—Sua pressão subiu muito. Charlie já havia sido retirado, mas eu estava concentrado em baixar sua pressão.
—Isso não parece tão ruim.
—A parte ruim foi a hemorragia Bella.
—Hemorragia?- Perguntei surpresa.
—Stefan, não acho que seja bom para ela..
—Eu quero saber o que aconteceu Edward. Deixe ele falar por favor.
—Você sofreu uma hemorragia Bella, e conseqüentemente uma parada cardiorrespiratória.
—Uma parada?- Disse levando a mão ao peito.
—Foram poucos segundos. Mas Bella... Não estou dizendo que você não pode ter mais filhos, mas...
—Mas?
—A chance de você conseguir engravidar novamente é pequena, e mesmo que você conseguisse, seria um risco muito grande. Para você e para o bebê.
—Por que Charlie esta em uma incubadora? Ele nasceu com nove meses. Tem alguma coisa errada?
—Não exatamente...
—Stefan, está me deixando nervosa, diga. Qual o problema?
—Charlie tem epilepsia Bella.
—O que?- Perguntei levando a mão ao rosto com a surpresa da noticia.
—Notamos alguns sintomas quando ele nasceu. Fizemos alguns exames e confirmamos o diagnostico. É tratável Bella.
—Como? Por que ? Foi uma gravidez saudável Stefan, o que causou isso?
—É um fator genético Bella. Mesmo com uma gravidez saudável, isso acontece.
—E o que podemos fazer?
—Ele já está sendo medicado e terá que manter a medicação até estabilizarmos. Ele ficará bem Bella.
1 ano depois
Depois de receber alta do hospital, Charlie teve algumas crises. Sua pediatra Dra. Victoria havia reajustado as doses dos medicamentos e desde então não tivemos mais problemas. Ele estava com um um pouco mais de um ano. Logo seria aniversário de Elena. Como tudo estava voltando ao normal decidi que já era hora de voltar para o trabalho na universidade. No inicio Edward não ficou nada feliz. Ele disse que queria que eu ficasse com as crianças, mas é claro que ele não queria que eu voltasse a trabalhar por que assim eu não encontraria com Riley.
Nós éramos apenas amigos. Eu nunca senti nada a mais por ele, mas Edward se recusava a ver isso. Morria de ciúmes. Seu ciumes era tão grande que ele havia conseguido convencer até Esme. Algumas semanas depois que deixei o hospital ela vei falar comigo. Disse que estava preocupada com as intenções de Riley, e que Edward estava certo sobre o que o Riley queria. Um absurdo sem tamanho. Será que ele não vi que ele era o único homem que eu amava? Eu só esperava que ele deixasse esse ciúmes irracional de lado e entendesse de uma vez por todas que Riley era meu amigo, e nunca seria algo a mais que isso.