domingo, 5 de março de 2017

Fanfic Remember Me - Bônus 05- Verdades reveladas




Alice PDV
—Como a Bella está?
—Ainda muito abalada. O pai recomendou que ela visse a Dra. Carmen, mas eu acho que vai levar um tempo.
—E pensar que se você não tivesse chegado a tempo, aquele...
—Eu nem quero pensar nisso Alice.
—E ele continua em liberdade?
—Continua. Ele não pode ficar detido, porque segundo o delegado, ele não cometeu o crime. Foi apenas uma tentativa.
—E o que faremos?
—Eu já pedi uma medida restritiva contra ele. Ele não pode se aproximar da Bella. Eu queria poder fazer mais coisas, mas não tem mais nada que possamos fazer contra ele.
—Jazz é policial, será que não tem nada que ele possa fazer?
—Duvido, mas não custa perguntar. Onde ele está?
—Ele deixou uma mensagem dizendo que teria que fazer uma viagem de ultima hora, mas que no Maximo amanhã, estaria de volta.
—Alice, eu não quero me meter no seu relacionamento nem nada, mas você não acha que o Jasper viaja muito? Sabe, para um policial?
—Eu já me perguntei tanto isso Edward.Semana passada eu perguntei. Por cima, mas perguntei. Ele reagiu tão mal Edward. Perguntando o porque de tanta desconfianças, se eu não confiava nele, eu fiquei até com vergonha, porque ele não teria porque mentir para mim, não é? Quer dizer, porque dizer que é um policial se não fosse?
—Eu não quero causar intrigas nem nada, mas ouça o conselho de quem teve o casamento bastante atrapalhado por não colocar tudo em pratos limpos. Converse com ele. Se algo a incomoda, pergunte.
—Eu acho que é o melhor mesmo. Assim que ele voltar eu quero colocar tudo em pratos limpos.
Jasper PDV
O avião havia acabado de aterrissar. Eu já havia pedido dispensa desse tipo de serviço, mas um email que eu havia recebido no inicio da semana me fez pegar um avião até Los Ageles, e agora eu estava em um galpão abandonado, esperando o remetente da mensagem.
—Soldado Whitlock.
—Caius...- Falei com desprezo.
—Surpreso em me ver?
—Eu já imaginava que fosse você. Aro teria escolhido um lugar melhor para o encontro. Um galpão abandonado? Sério?
—O patrão sempre freqüenta lugares melhores.
—O que você quer Caius?
—Por que eu iria querer alguma coisa? Não poderia estar só com saudades do meu parceiro?
—Eu te conheço Caius. Você sempre quer alguma coisa. Alem do mais, eu não tenho que fazer nada, eu me aposentei lembra?
—Nós sabemos que você nunca sai. Alem do mais, você sabe que existem más línguas por ai. Você não ia querer que coisas se espalhassem não é?
—Eu estou limpo Caius. Não devo nada a ninguém. Eu saí.- Falei mais alto para que ele entendesse.
—O que foi Jasper? Você era mais esperto. Achou que seria fácil sair? O que você acha que aquela fadinha vai pensar de você se souber a verdade?
—Ela já sabe Caius. Eu não escondo nada da Alice- Eu estava blefando, mas ele não tinha como saber.
—Acha que a família dela vai ser tão compreensiva?
—Deixa eles fora disso.
—Você é um bom soldado Whitlock. Já acabou com muitos problemas do patrão.
—Não. Eu fui um bom soldado. Eu parei. Eu saí.
—Você pode repetir isso o quanto quiser, mas você devia saber que você não sai até ser dispensado.
—Diga logo o que você quer Caius.
—Eu? Ah eu não quero nada meu velho amigo. Mas o patrão? Esse sim quer algumas coisas. .
—Eu não trabalho mais para ele.
—Isso é uma pena. Ele disse que você diria isso. E se esse fosse o caso. Ele pediu para avisar que não é... Prudente, deixar uma mocinha tão bonita desprotegida- Caius disse me entregando um envelope. Quando abri, vi vermelho de raiva. Era Alice. Ela estava com Charlie nos braços. A foto foi tirada de dentro da nossa casa. Perdi a cabeça e me lancei sobre Caius, segurando seu pescoço.
—Quem tirou a foto?- ele só sorriu, não respondeu. - Diga ou eu acabo com você. - ele arregalou os olhos, percebendo que eu falava sério.
—Ei. Calma aí amigo. Sabe como dizem, não mate o mensageiro.
—Eu não sou seu amigo. E isso é uma pena para você - falei em tom baixo, mas firme. - Porque eu acredito em matar o mensageiro. Sabe por que? Porque isso passa uma mensagem. - Dei um soco e o soltei. -Você vem até mim e ameaça as pessoas que eu amo? Má ideia. Se eu voltar a ver essa sua cara, vai ganhar coisa pior do que um soco.
Ele se levantou e cuspiu seu próprio sangue.
—Avisa pro Aro que eu estou fora. E pra ele tirar os cães dele da minha cola. - O deixei no chão e fui embora.
—Depois da visita de Caius, eu soube que precisa contar tudo para Alice.
Peguei um voou para Forks e fui direto para minha casa. Eu ligaria para Alice e contaria tudo. Sobre meu passado, presente e o futuro que eu queria com ela.
—Alô? Jazz?
—Sou eu amor. Você está ocupada agora?
—Não. Eu acabei de chegar em casa. Fui fazer uma visita para Bella.
—E como ela está?
—Muito traumatizada. Ela se retrai até com a aproximação do meu irmão. E por falar nele, ele queria falar com você?
—Comigo?
—É. Como você é policial, ele queria saber se não existe nada que possamos fazer sobre o Riley. Ele continua em liberdade.
—Eu...- Ela pensa que eu sou policial, como todos os outros. Eu precisava tomar coragem e contar tudo.
—Jazz? Você ainda está aí?
—Sim Ali. Eu posso ir até aí? Preciso conversar com você.
—Estamos conversando.
—Precisa ser pessoalmente querida.
—Ah tudo bem. Pode vir. Até daqui a pouco. Eu te amo.
—Eu também te amo Ali.- Ela desligou o telefone.- Mais do que você imagina. Eu espero que você me ame o bastante para entender o que eu vou te dizer hoje. Peguei minhas chaves, meu celular e minha carteira e fui para a casa dos Cullens.
Você chegou!!- Ela pulou em meus braços me beijando assim que eu entrei na sala.
—Também estava com saudades amor.
—Então... Você queria conversar, vamos conversar.
—Alice... Tem uma coisa que eu preciso lhe contar.
—Tudo bem. Pode falar.
—É melhor você se sentar.
—Você não vai cancelar o casamento não é? Ou pior, não vai me dizer que tem outra não é? Ai meu Deus... Essas viagens que você tanto faz. É isso não é? Você tem outra.
—O que? Não. Não é nada disso. Bem, tem a ver com as viagens, mas eu não tenho outra noiva. Meu Deus, que idéia Alice.
—Você não pode me culpar por pensar isso com todas as viagens que você faz.
—Muito bem.
—Eu não sei por onde começo mas...- Ela segurou minhas mãos.
—Pode me dizer qualquer coisa Jazz.
—Tudo bem. Vamos pelo mais fácil então.- Respirei fundo.- Eu não sou policial Alice.
—Como não? Então o que... Por que... Eu não entendo. Por que mentiu para mim então?
—Eu vou explicar tudo ok?
—Pode começar então.
—Quando eu tinha 16 anos, alguns agentes do governo estavam trabalhando infiltrados em escolas. Tentando encontrar os jovens prodígios. Dotados de inteligência. Eu era o melhor do meu colégio. Sempre tirava as melhores notas. Os professores diziam que eu era brilhante. Os agentes do governo chegaram até mim. E me escalaram para a equipe deles.
—Você não teve escolha?
— Não. É basicamente como o exército. Eu fui recrutado. Não podia negar minha entrada. Eu seria dispensado quando cumprisse meu tempo lá, ou quando me dispensassem. Eu só tinha minha avó. E ela não se importava muito com o que acontecia na minha vida. Então pensei. Por que não? E fui.
— Por que disse que era policial então?
— Eu assinei um termo de sigilo e confidencialidade. Não podia contar para ninguém Alice. Eu estou te contando porque amo você. Não quero mentiras entre nós quando formos nos casar. E quanto a ser policial. Era essa a profissão que eu sonhava em seguir quando eu era pequeno. Mas aí meus pais morreram e nada mais importava para mim. Eu gostava de estudar é claro, mas a maior razão de eu ser tão aplicado era por eu ser bolsista. Minha avó não tinha como me manter na escola, e como eu disse, ela não se importava muito. Eu estudava por mim. Para ter um futuro. Aí os agentes do governo vieram. Eu meio que acabei gostando do que eu faço. Bom, pelo menos uma parte do trabalho.
— Que é...?
—Eu sou um neurobiólogo do governo.
—Isso não é tão complicado. Pelo segredo que você fazia eu pensei que você fosse um espião ou algo do tipo.
— Mas é complicado Alice. Porque eu não trabalho procurando curas para doenças ou algo do tipo. Bem, eu estudo as doenças cerebrais sim, mas não para procurar a cura delas.
— Então o que você faz com as pesquisas?
— Eu estudo doenças das mais simples até as mais mortais. Então encontro um jeito de misturá-las e transformar em uma vacina.
—Para criar imunidade?
— Também. São dois tipos de vacinas. As que dão imunidade e bem...
—Qual a outra Jazz?
— Para ser usada como arma.
— Jasper!! Isso é horrível. Você cria armas biológicas?
— Não é como se eu tivesse escolha Alice. Eu não podia sair enquanto não me dispensassem.
— Você precisa falar com alguém Jazz. Meu pai talvez possa ajudar. Ele é um homem bastante influente.
— Não Alice. Ninguém pode saber sobre isso. Nem você deveria saber. Eu poderia ser preso por traição ao país se isso vazasse. Você não pode contar a ninguém Alice. Prometa.
—Tudo bem Jazz. Não vou contar. Mas isso é horrível.
—Elas não estão sendo usadas Alice. É mais uma precaução. Caso haja uma guerra, estaremos preparados.
—Tudo bem você já explicou quase tudo. Menos as viagens que você tanto faz.
— Você não vai gostar da resposta.
—Eu não estou gostando de muita coisa até agora. Mas ainda sim eu quero saber.
—Eu e mais alguns integrantes da minha equipe viajamos para os lugares mais pobres e mais afetados por doença. Como África, Malásia e Cingapura. Lá reunimos alguns pacientes que estão em estado terminal e capturamos os vírus.
-Eu não espera por isso Jasper. Você sempre foi tão gentil e doce. E agora me diz que faz vacinas mortais. Eu não sei como me sinto sobre isso.
—Ei...- Toquei em seu rosto.- Ainda sou eu. Seu Jasper. O meu trabalho não muda o que eu realmente sou
—Você precisa parar com isso Jasper.
—Eu já parei. Eu sai.
—E essa ultima viagem que você fez?
—Um antigo colega de trabalho me mandou um email. Eu fui encontra-lo para deixar claro que eu não trabalho mais com isso. Alice, eu juro que não faço mais isso.
—Eu... São muitas coisas para digerir. Eu preciso de um tempo.
—Eu entendo. Vou te dar todo o tempo que precisar.- Me levantei esperando que ela me mandasse ficar, mas cheguei até a porta e ela não havia dito uma palavra sequer, e ela não diria. Então eu sai.