quinta-feira, 23 de março de 2017

Fanfic I Will Love You Forever Capítulo 02 - 1767




Ano de 1767, Londres
—Conde, por favor... Tenha bom senso.
—Eu tenho. E é por isso que quero me casar com aquela jovem Carlisle.
—Mas a sua reputação...
—+Não ouse dizer nada sobre ela.
—Não senhor, mas como seu conselheiro, é meu dever orientá-lo a...
—Apenas quando for solicitado Carlisle. Apenas quando for solicitado.
—Mas Conde...
—Apenas quando solicitado Carlisle. Por Favor chame Jhon para mim.
—Sim Conde.- Carlisle disse saindo.
—Mandou chamar Conde?
—Sim. Quero que leve esta carta para Marie.
—Sim Conde- Ele disse fazendo uma reverencia e saindo.
John caminhou pela vila até chegar em uma cabana na beira da vila, e pode ver um rapaz que saia de dentro da pequena cabana ainda arrumando suas vestes.
—O Conde é realmente um tolo por querer algo mais sério com esta mulher.- Ele disse para si mesmo. Deixou a carta e voltou para seu caminho.
—Deixou-lhe a carta John? Ela lhe disse algo?
—Não senhor. Ela não se encontrava. Deixei-lhe a carta. Ao amanhecer volto para buscar sua resposta senhor.
—Ótimo John.- Ele disse John se virou para sair.- John?
—Sim Conde?
—Somo amigos certo?
—Certamente que sim Conde.7
—Carlisle acha que estou cometendo um grande erro ao pedir a mão de Marie em casamento. O que você acha?
—Não acho que deva me intrometer nesse assunto Conde.
—Então acha que também não estou em meu perfeito juízo?
—Não é que seja isso senhor, mas os comentários...
—Eu não me importo com os comentários.
—Pois devia senhor. O senhor tem grande nome e poder na cidade. Não devia jogar tudo fora por uma... Uma libertina.
—John.
—Desculpe senhor, mas é a verdade. Na vila já estão comentando.
—Comentando o que?
—Nada senhor. Eu já disse mais do que devia. Com licença
—Carlisle!- Ele chamou.
—Sim Conde?
—O que andam falando sobre Marie pelo vilarejo?
—Nada que não seja verdade.
—O que quer dizer com isso?
—Que a senhorita Marie andou recebendo umas visitas ultimamente. Mesmo depois que o senhor assumiu abertamente que a deseja como esposa.
—Deve haver algum engano.
—Não há Conde. O único engano é o senhor ainda insistir nesta loucura de casamento.
Enquanto isso na cabana.
—Tudo bem amiga. Vai passar.
—Não vai Rosa. E se o Conde descobrir...
—Não vai Marie. E logo vocês se casará com ele.
—Ele não vai me querer quando souber o que aquele porco me fez
—O Conde é um bom homem Marie. Ele entenderá, e fará com que aquele homem pague pelo que lhe fez.
—E se ele voltar?
—Acha que ele seria capaz?
—Ele disse que voltaria. - Marie disse soluçando..- Disse que voltaria para terminar o que começou
—Eu gostaria de ficar amiga. Mas tenho tantos afazeres que meu senhor me pediu.
—Tudo bem. Eu ficarei bem.
—Tem certeza?
—Sim.
—Não abra a porta para ninguém está bem? Eu tenho a chave. A noite eu voltarei.
—Não abrirei.- Ela disse abraçando ainda a amiga.
Marie estava quase pegando no sono quando ouviu batidas na porta. Estava tão sonolenta que caminhou em direção a porta e a abriu antes de se lembrar que Rosa possuía a chave.
—Olá boneca.
—Não!!- Marie gritou tentando fechar a porta.
—Eu disse que voltaria.- Philipe –disse empurrado a porta fazendo Marie cair no chão.- Vamos terminar nossa brincadeira pequena.- Ele disse afrouxando sua gravata e desabotoando a camisa.
—Não por favor.
—Você vai se divertir.- Ela tentou correr , mas ele segurou seus cabelos a puxando em sua direção e rasgando seu vestido e colando seus lábios nos dela.
—Não..- Ela suplicava. E mordeu com tanta força que sentiu o gosto do sangue. Ele vacilou um pouco e tentou escapar, mas ele foi mais rápido e seus braços enlaçaram sua cintura e com um puxão a fez tombar no pequeno sofá que havia na sala.
—Deixe me.- Ela pediu.
—Não faça escândalo boneca. Não é como se nunca tivesse feito isso. –Marie continuou tentando se livrar de seus braços.
—Eu não quero mais essa vida.
—Foi só o Conde lhe lançar um olhar ou dois e quer esquecer seu passado? Não será assim tão fácil boneca. Agora fique quieta e logo acabará.- Ela tentou escapar, mas o peso dele a imobilizava. A boca dele esmagou a dela e sua mão ergueu o vestido e subiu sua mão áspera pelas coxas dela. Os olhos dela se arregalaram e ela tentou mais do que nunca fugir. Ela mordeu seus lábios ainda mais forte lhe arrancando sangue.
—Sua...- Ele ergueu a mão e a esbofeteou fazendo com que seu ouvido zumbisse. Ela ficou desorientada e ele se aproveitou disso para abaixar o corpete dela.
—Pare...- Ela gritou o empurrando.- Me solte..Socorro.- Ela gritou o mais alto que pode e ele ergueu a mão novamente desferindo um tapa em seu rosto.
—Cale-se- Os ouvidos dela zumbiram e ela pode sentir em sua coxa o membro dele rígido e começou a chorar.
—Quem manda seu uma provocadora?- Ele disse e ela gritou quando sentiu a penetrar de uma vez.- Você ainda é tão apertada.
—Não.- Ela disse chorando e perdendo a consciência.
—Por enquanto estou satisfeito. – Ele disse arrumando suas roupas e a deixando no chão com parte do vestido rasgado e manchado de sangue.- Por enquanto...- Ele disse sorrindo satisfeito e saiu.
Mais tarde Marie ouviu a porta se abrir e se encolheu.
—Santo Deus!! O que houve Marie?- Rosa perguntou e ela não respondeu. Apenas chorava.- Marie? Por favor diga algo.
—Ele... Ele voltou.- Ela disse chorando e Rosa correu em sua direção. Preparou uma tina de água quente e cuidou de sua amiga.
De volta ao castelo.
—Alguma noticia John?
—Não senhor Conde.
—Será que aconteceu algo?
—Não sei Conde. Mas se me permite, talvez o senhor esteja... Bem, mais envolvido que esta moça.
—Você também John?
—O senhor perguntou...
—John, quando é que vocês irão entender, eu a amo e pretendo me casar com ela.
—Mas os boatos...
—Não me importa. Se não tiver noticias dela até o amanhecer, eu mesmo irei até ela.
—Mas senhor...
—Não quero mais ouvir sobre isso John.
—Sim senhor Conde.- Ele disse fazendo uma reverencia e saindo.
—Já me cansei de esperar John. Irei atrás dela.
—Pense nos boatos Conde. Não ficará bem para um Conde...
—Não dou a mínima para isso. Preciso vê-la. Mande selar meu cavalo.
—Mas senhor...
—Obedeça.
—Sim senhor.
Ele montou o cavalo e galopou em direção a pequena casa da vila. Já estava escuro quando ele chegou até a cabana. Antes de se aproximar ele viu um homem de longos cabelos negros andando pelas redondezas da cabana então ele se escondeu.
—Marieee.. Saia, sais, onde quer que esteja.- O conde permaneceu escondido até ver Marie correndo para a floresta.
—Não!! Deixe-me.- Levou um minuto para ele perceber o que estava acontecendo e ir de encontro a sua amada.
—Deixe-a!- O Conde gritou.
—Parece que o príncipe veio lhe salvar linda donzela. Exceto pelo fato que você não é tão donzela assim.- Philipe disse sorrindo.
—Cale- se.
—Acha mesmo que pode me dar ordens? Só porque tem dinheiro?- Philipe disse sacando sua garrucha.
—Não! Por favor. Não o machuque. Eu vou com você, mas deixe-o.
—Agora isso está interessante.
—Marie não.
—Tudo bem. Ele tem razão Conde... Não sou digna de você.- Ela disse caminhando em direção ao seu maior pesadelo. Quando ele a tocou o Conde correu em sua direção e Philipe apontou a arma para ele fazendo com que parasse.- És tão tolo assim? Morreria por uma.. Uma mulher da vida? Uma libertina suja?
—Você não sabe nada... Sobre ela.
—Não me interessa saber. Tudo que me interessa sobre ela é o que ela tem debaixo das saias.
—Seu...- O Conde foi em sua direção, e percebendo o que estava para acontecer, ela se colocou entre seu amado e seu inimigo. Recebendo o tiro da morte.
—Não!!—Ele sacou seu punhal e apunhalou o inimigo no coração fazendo com que tombasse, depois correu de socorro até sua amada.- Não, não... Por que fez isso?
—Eu não suportaria.... Não suportaria perde-lo.
—E acha que sua vida me vale menos? Duvida tanto do meu amor?
—Nunca duvidei.- Ela disse erguendo a mão e acariciando seu rosto.- Mas minha vida vale menos que a sua. Ninguém sentirá minha falta.
—Esta tão enganada... Não tenho vida sem você.- Ele disse chorando.- Eu cuidarei de você... Você ficará bem.
—Esta tudo bem...
—Marie...
—Está tudo bem. Tudo bem. Estou nos braços do meu primeiro amor- Ela disse lutando contra a inconsciência.- A primeira pessoa que amei. A pessoa que sempre amei. Eu amo você...
—Não, por favor. Não. Marie não, por favor. – Ela arfou e sua mão tombou no chão- Marie? – Ele a chamou, mas ela já havia partido. Então ele ficou na floresta por toda a noite chorando com sua Marie em seus braços.
Pela manhã ele levou seu corpo para dentro da cabana e voltou para o castelo. Mais tarde lhe daria um enterro digno.
—Conde?- John o chamou.- Por Deus, isto é sangue?
—Ela está morta.
—O que? Como? Quando?
—Um... bárbaro tentou... Tentou violentá-la. Eu a defendi e ele apontou sua arma para mim...E agora... Ela está morta!!- Ele disse deixando suas lagrimas caírem.- Morta por se colocar entre a bala e eu.
—Ela o salvou...
—E agora ela morreu.- Ele disse caindo de joelhos. E foi assim que Carlisle o encontrou. Chorando como um menino.
Dois anos depois.
—Senhor... Os ataques dos rebeldes estão cada vez. Seria prudente que reconsiderasse o casamento.
—Não.
—Mas senhor... Teremos uma guerra se não reconsiderar.
—Que venham.
—Eu entendo que o senhor a amava Conde, mas..
—Saia Carlisle. Agora.- Ele rugiu.
Alguns meses se passaram.
—A culpa é exclusivamente sua Conde. Se tivesse me escutado e feito uma aliança através do matrimonio...
—Nunca faria isso. Eles querem guerra, e eu lhes darei com prazer.
—O senhor vai lutar com seus homens?
—Acho que seria covarde a ponto de provocar uma guerra e fugir?
—Mas senhor...
—Não tenho nada a perder Carlisle. Peço que cuide de meus bens se a luta terminar como imagino.
—Santo Deus... Vai se sacrificar não vai?
—Quero sentir algo Carlisle. Nem que seja a dor da morte. Não consigo mais viver sem ela.
—E vai se colocar na linha de fogo por isso?
—Se assim eu conseguirei reencontrá-la, farei com prazer.
—Não seja tolo rapaz.
—Já tomei minha decisão. Vamos John. Temos homens para matar.- Ele disse montando em seu cavalo decidido a não voltar com vida, e assim reencontrar sua amada.